Guarulhos (SP)

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Fuad Abílio Abdala

Sumário de assuntos
Fita 1 - Lado A
Lembranças dos pais, a infância na cidade de Pedregulho, Minas Gerais e a origem e o significado de seu nome; a vinda dos pais do Líbano para o Brasil e a permanência no país devido ao início da Primeira Guerra Mundial; lembrança dos irmãos, a confeitaria do pai, sua formação escolar e relato da infância tranquila e feliz; a aprovação no exame para ingresso na Aeronáutica; o diagnóstico da hanseníase e a denúncia sofrida por seu médico particular; relato sobre o aparecimento de possíveis sintomas e o tratamento com injeções de óleo de chaulmoogra; a viagem de trem para o Sanatório de Cocais e a despedida dos familiares e amigos que ficaram em Pedregulho, em 1935; observações sobre o médico Luiz Marino Bechelli; o possível diagnóstico equivocado de lepra; o início das lesões em 1945 e a cauterização sofrida no olho; relato sobre o cotidiano hospitalar em Cocais e o péssimo estado de saúde de seus internos; as cartas escritas por ele para as famílias dos pacientes que não eram alfabetizados; relato sobre as visitas e o preconceito sofrido por sua família; a falência econômica do pai e a ida da família para São Paulo; a ida para o Sanatório Padre Bento, em 1937, a inauguração do clube de esportes do sanatório e o trabalho neste clube; o aparecimento de medicamentos como a Sulfona (Promim); sobre o Sanatório Padre Bento e seu jardim perfumado; a socialização entre os pacientes e a instituição como um hospital de referência; a vinda de médicos argentinos para conhecer o Serviço Nacional de Lepra, em 1940; sobre o médico Francisco Sales Gomes; comentários sobre o paciente que cometeu suicídio quando soube que seria transferido para o Asilo-Colônia Santo Ângelo; o ambiente tranquilo que vigorava no Sanatório Padre Bento; as fugas do depoente do hospital; sua admiração pelo leprologista Lauro de Souza Lima e a construção de um pavilhão destinado exclusivamente à crianças, já que sua especialização na leprologia era na área infantil; sobre o primeiro teste realizado no país com o medicamento Promim idealizado por Lauro de Souza Lima, em 1945; o uso do Promim em alguns pacientes e seu efeitos positivos na respiração; o acordo com o laboratório farmacêutico Park Davis para conseguir Promim para todos os pacientes hansenianos; as reações provocadas pelo uso da sulfona tal como uremia; o caso do paciente tratado e curado com a sulfa e comentários sobre o exame da baciloscopia.

Fita 1 - Lado B
Sobre o início de uso de medicamentos como a sulfona (Promim) no Sanatório Padre Bento, em 1945; a alta obtida em 1948 após o uso do Promim; o falecimento do pai e a proibição de Francisco Sales Gomes em deixá-lo ir ao enterro; a ida para a casa dos irmãos, a piora na visão e a carta para o Instituto Penido Burnier, considerado um dos grandes centros de oftalmologia no país; a consulta no Instituto e a cirurgia que o fez recuperar a sua visão; o emprego no escritório de contabilidade; a nomeação de Lauro de Souza Lima como diretor geral do Sanatório Aymorés e o convite recebido por ele para trabalhar no Departamento de Profilaxia de Lepra em 1950; o trabalho de assistência social no Sanatório Padre Bento; sobre as recidivas da hanseníase em alguns pacientes que abandonaram o tratamento; o casamento em 1954, o nascimento da filha em 1959, os netos e a construção de sua casa; a demissão do Departamento de Profilaxia da Lepra por Joacir Moacir de Alcântara Madeira, por motivos políticos, em 1962; o trabalho como vendedor de livros e a perda da visão pela segunda vez; o exame de madureza, a reprovação em matemática e a aprovação no vestibular para o curso de Direito, na Universidade de São Paulo (USP), em 1975; sobre o Conselho Estadual de Educação que permitiu seu ingresso na USP e o início do curso em 1976, com o estudo através da audição; o trajeto para a faculdade, o término da graduação e a construção do seu escritório de advocacia na própria casa, em 1981; o transplante de córnea, a recuperação da visão, a rejeição da córnea sofrida após 12 anos de transplantado; a participação no Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase (MORHAN), seus objetivos e opinião sobre a direção deste movimento; sobre a ideia da construção de um pensionato para os ex-internos do Sanatório Padre Bento com a ajuda do padre Francisco; o pedido do terreno à prefeitura em 1975, seu recebimento em nome das freiras do Sanatório Padre Bento, a nomeação do padre Francisco como bispo na Itália e sua morte.

Fita 2 - Lado A
Informações sobre a vida do Padre Bento dias Pacheco, a fundação do Sanatório Padre Bento e a equipe de médicos e o tratamento com o óleo de chaulmoogra; sua opinião contrária sobre a mudança do nome lepra para hanseníase; as discussões com Dr. Abraão Rotberg a favor da popularização do termo lepra; menção à discriminação sofrida pelo depoente na Secretaria da Saúde; sobre a filha Iraci e o genro; sobre a adoção de sete crianças, filhos de um amigo falecido; comentário sobre os estagiários de Direito, inclusive com deficiência visual, que teve em seu escritório e o período em que exerceu a advocacia; os possíveis casos de hanseníase na família e a demora do depoente em apresentar lesões cutâneas; opinião sobre as atuais medidas de controle da hanseníase, o leprologista Diltor Vladimir Araújo Opromolla e seu coquetel de medicamentos para combater a lepra tuberculoide; a necessidade de informar melhor a população sobre a doença; o uso do Lamprem pela primeira vez por seu amigo Pedro; o rompimento com a deputada estadual Conceição da Costa Neves, devido ao pequeno valor das pensões dos pacientes; a construção das enfermarias do Sanatório Padre Bento e ampliação do hospital implementada pelos próprios internos; o movimento para encampar as enfermarias da Caixa Beneficente; o atendimento no Hospital Padre Bento e a facilidade no tratamento para quem é hanseniano; a reforma de uma parte do hospital e o empréstimo das enfermarias do pensionato para alojar pacientes do hospital.

Fita 2 - Lado B
Sobre os moradores do pensionato; a necessidade de realizar o diagnóstico precoce da doença e ampliação do tratamento no Norte e no Nordeste; seu bom relacionamento com os juízes e seu trabalho como advogado dativo (advogados que defendem a causa de pessoas sem recursos financeiros); sua vida feliz e saudável, mesmo sendo ex-hanseniano.

Telegramas

João de Siqueira Campos; Vicente Amato Sobrinho; Francisco Pessoa de Araújo; João Otávio Lobo; Jacira Bruno Soares; Raimundo Moreira Sobrinho; José Waldemar Alcântara e Silva; José Marques Gomes; Antônio Coelho Mascarenhas; Carlos Mauro Cabral Benevides; Tadeu de Paula Brito; Bolivar Bastos Gonçalves; Eduardo Pimentel Torreão; Epitácio Batista de Lucena; Lydmar Ribeiro Santos

Ulrico Frederico da Gama

Sumário de assuntos
Fita 1 – Lado A
Local de nascimento e lembranças sobre sua tia, interna na Colônia de Marituba, no Pará; o comportamento da família quando visitava essa tia e retornava para casa; a vinda para o Rio de Janeiro com 14 anos e a internação na Colônia Tavares de Macedo, em Itaboraí, em 1946; observações sobre o chaulmoogra e os sintomas após seu uso; as deformidades decorrentes da hanseníase; as
atividades existentes na Colônia Tavares de Macedo, tais como cinema, baile e escola; a falta de contato com a família; as fugas da Colônia, a detenção na cadeia e os funcionários; a ida para o Hospital Frei Antônio em 1949, e em 1952 para o Sanatório Padre Bento, em Guarulhos, São Paulo; o exame de madureza no Hospital Frei Antônio e o professor José Cerejo; comentários sobre os
médicos Rubem David Azulay e Moura Costa; os Hospitais Frei Antônio e Padre Bento; a saída do Hospital Padre Bento e a ida para Votuporanga, São Paulo, na década de 1960, para trabalhar no Dispensário da cidade; seus filhos, netos e lembranças sobre a namorada que teve no Rio de Janeiro; o isolamento compulsório e o Educandário Vista Alegre, em São Gonçalo, próximo à Colônia
Tavares de Macedo; os amigos do período de internação e relatos sobre a dificuldade em reintegrar o ex-paciente à sociedade; a opinião favorável ao isolamento compulsório; observações sobre o pensionato São Francisco, instituição que abriga os ex-pacientes do Sanatório Padre Bento.

Fita1 – Lado B
Lembranças sobre Lauro de Souza Lima, que conheceu quando este completou 50 anos; o trabalho desempenhado pelos pacientes dentro do Hospital e a laborterapia; relatos da época em que o Instituto de Leprologia era localizado no mesmo terreno do Hospital Frei Antônio, em São Cristóvão; sobre a Irmandade da Candelária, que administra o Frei Antônio e descrições sobre sua estrutura, localização e arquitetura; lembranças de Belém do Pará; relatos de casos e pacientes do Hospital Frei Antônio; a opinião desfavorável a respeito da mudança da designação ‘lepra’ para ‘hanseníase’; sobre o início da utilização de medicamentos no combate à doença, como Sulfona e Promim; o estigma que envolve a doença e o Morhan.