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Casa de Oswaldo Cruz Fabíola Aguiar Nunes Brasília (DF) História oral
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Fabíola Aguiar Nunes

Entrevista realizada por Maria Leide W. de Oliveira, em Brasília (DF), no dia 03 de fevereiro de 2004.
Sumário de assuntos
Fita 1 - Lado A
Comentários sobre a família, a formação do pai como médico sanitarista e sua atuação como Secretário Estadual de Saúde, da Bahia; comentários sobre os irmãos; formação escolar, o vestibular e o ingresso nas Faculdades de Farmacologia e de Medicina; a opção pela Medicina e a especialização em Saúde Pública por influência de seu pai; o convite recebido para fazer o curso de Arquivo Médico na Costa Rica, no último ano da graduação em Medicina; o término do curso e a organização do arquivo médico do Hospital das Clínicas da Bahia, a realização deste trabalho e as resistências encontradas; a organização do curso de Extensão em Arquivo Médico, no Hospital das Clínicas; o mestrado em Saúde Pública na área de concentração em Administração em Serviços de Saúde, na Universidade da Califórnia; as disciplinas cursadas e as dificuldades encontradas.

Fita 1 - Lado B
Comentários sobre o trabalho realizado no Hospital das Clínicas no período político da ditadura no Brasil; o retorno ao Brasil, após o curso da Universidade da Califórnia e o trabalho como professora assistente no Departamento de Medicina Preventiva, da Universidade Federal da Bahia, em 1972; a rotina de trabalho neste período; a experiência profissional no Centro de Saúde de Cruz das Almas, em Recife; a nomeação como vice-diretora do Hospital das Clínicas da Bahia, em 1974; o trabalho na Primeira Diretoria Regional de Saúde, da Secretaria Estadual de Saúde; a ida para o a Costa Rica, por intermédio do Programa de Planejamento Estratégico Centro América e Panamá (PASCAP), patrocinado pela Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), em 1980; as dificuldades enfrentadas nesse período.

Fita 2 - Lado A
O retorno da Costa Rica ao Brasil, em 1982, para trabalhar na assessoria dos hospitais do Ministério da Saúde; comentários sobre a vida pessoal, a eleição de Tancredo Neves à Presidência da República e as circunstâncias da nomeação de Carlos Santana, seu esposo, para a pasta do Ministério da Saúde, em 1985; sua nomeação para a Secretaria Nacional de Programas Especiais (SNEPS), em São Paulo, em 1985; algumas dificuldades enfrentadas e os programas de tratamento da hanseníase; relato sobre o aumento do número de pacientes de Aids no país e os primeiros programas de combate à doença.

Fita 2 - Lado B:
A VIII Conferência Nacional de Saúde, em 1986, e a falta de informação sobre a AIDS nos principais meios de comunicação; circunstâncias sobre o encontro com Halfdan Theodor Mahler, diretor da OMS, a orientação em relação à implantação da poliquimioterapia no Brasil e a convocação de uma reunião nacional para discutir o esquema terapêutico ser adotado; o embate com Aguinaldo Gonçalves sobre organização desta reunião; opiniões contrárias de alguns profissionais contra a poliquimioterapia; a saída de Carlos Santana, como Ministro da Saúde e a entrada de Roberto Figueira Santos em 1986; a demissão de Aguinaldo Gonçalves como diretor da Divisão Nacional de Dermatologia Sanitária e a entrada de Maria Leide W. de Oliveira, em 1986; a assessoria de Manoel Zuniga para a implantação da poliquimioterapia e recordações das reuniões deste processo.

Fita 3 - Lado A
As discussões e articulações políticas por um sistema unificado de saúde; relato sobre episódios ocorridos na gestão de Carlos Santana no Ministério da Saúde; os problemas enfrentados pela falta de recursos para campanhas de esclarecimentos em saúde; os problemas de infecção hospitalar ocasionados pela falta de qualidade dos produtos de limpeza usados nos hospitais; relato sobre dificuldades encontradas na continuação de seu trabalho junto ao Ministro da Saúde, Roberto Santos, em 1987 e lembranças deste período.

Fita 3 - Lado B
Circunstâncias da sua ida para o Ministério da Educação (MEC) e o retorno à Universidade de Brasília (UnB), como professora de Administração em Serviço de Saúde; o trabalho na Secretaria Nacional de Educação Superior e algumas mudanças curriculares propostas para cada curso, como o estágio em Farmacologia; o convite para participar da comissão organizadora da Faculdade de Farmacologia na Universidade de Brasília; as dificuldades em continuidade do trabalho devido à saúde precária de seu marido; o convite para assumir a chefia da Coordenação Regional da Fiocruz, em Brasília; a realização do curso com prioridade para as questões legais e a saúde, voltado para promotores e juízes; o trabalho de conscientização sobre a febre amarela, realizado com alunos do ensino fundamental e médio, na cidade de Planaltina, em Goiás; comentários sobre alguns projetos não realizados durante sua permanência na direção de órgãos públicos.