Mostrando 249 resultados

descrição arquivística
Casa de Oswaldo Cruz História oral
Opções de pesquisa avançada
Visualização de impressão Ver:

19 resultados com objetos digitais Mostrar resultados com objetos digitais

Amilar Tavares

Entrevista realizada por Rose Ingrid Goldschmidt e Wanda Hamilton, na Fiocruz (Rio de Janeiro-RJ), nos dias 23 e 27 de novembro de 1987.

Sumário
1ª Sessão: fitas 1 e 2
Origem familiar; formação escolar; o trabalho na casa comercial do pai durante as férias escolares; o teste para ingressar na Fundação Rockefeller em 1940; o trabalho inicial no biotério; a admiração pela eficácia administrativa dos americanos; o trabalho como contador na Rockefeller; o pânico causado entre os funcionários da Rockefeller pelas demissões sem indenização; a autonomia administrativa exigida ao governo Getúlio Vargas pela Rockefeller; o trabalho realizado pela Rockefeller no combate à febre amarela e à malária a pedido do governo brasileiro; a inexistência de legislação trabalhista para os empregados da Rockefeller; a organização do biotério; as facilidades concedidas pelo governo brasileiro à Rockefeller; comentários sobre Francisco Laranja e Joaquim Travassos da Rosa; a disparidade salarial entre a Rockefeller e outras instituições brasileiras de pesquisa; o controle da malária no Nordeste realizado pela Rockefeller; a transferência dos funcionários da Rockefeller para o IOC em 1950; a dificuldade de entrosamento entre antigos funcionários da Rockefeller e do IOC; a auditoria financeira conduzida por Rocha Lagoa durante a gestão de Oswaldo Cruz Filho no IOC.

2ª Sessão: fitas 3, 4 e 5
As dificuldades de relação entre antigos funcionários da Rockefeller e do IOC; o trabalho como chefe do escritório comercial de Manguinhos e a burocracia existente; a autonomia financeira do IOC garantida pelo Regimento de 1962; os inquéritos policial e administrativo; a implantação do ponto obrigatório de frequência durante o governo Jânio Quadros; a transformação jurídico-administrativa do IOC em Fundação Oswaldo Cruz em 1970; a contratação de estagiários como funcionários efetivos; o trabalho como chefe da seção financeira do IOC; a intervenção do diretor Rocha Lagoa no convênios interinstitucionais realizados pelos chefes de divisão do IOC; o convite de Rocha Lagoa para trabalhar no Ministério de Saúde como diretor do Departamento de Pessoal; comentários sobre os diretores do IOC e suas administrações; a gestão de Olympio da Fonseca no IOC; as dificuldades para a obtenção de verbas para a pesquisa; o crescimento da seção administrativa na gestão Olympio da Fonseca; a exoneração do Ministério da Saúde devido a desentendimentos com Rocha Lagoa; a transferência para a Superintendência de Campanhas de Saúde Pública (SUCAM) e o trabalho como diretor da Divisão de Segurança e Informação do Ministério da Saúde; as atividades exercidas na Divisão de Segurança e Informação; o trabalho na Escola Superior de Guerra (ESG) e na Delegacia Federal de Saúde; a aposentadoria compulsória devido a problemas de saúde; o IOC durante a gestão de Rocha Lagoa; o desinteresse pela política; opinião sobre os presidentes da República e o regime militar.

Depoimentos orais do projeto Memória de Manguinhos

Reúne 30 depoimentos que foram coletados com o objetivo de reconstituir a história do Instituto Oswaldo Cruz através da vivência de alguns de seus cientistas, auxiliares e administradores, enfocando questões relativas ao ensino, pesquisa, política institucional e governamental, produção de terapêuticos e o desenvolvimento da ciência. As entrevistas tratam principalmente do período compreendido entre a década de 1930 e o "Massacre de Manguinhos" nos anos 1970. O projeto obteve apoio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).

Saul Tavares de Melo

Sumário
Fita 1 - Lado A
Lembranças da infância e da família; o engenho do pai e a produção de açúcar; o acidente com um tiro; a moradia na casa de detenção; a bolsa de estudos; a carteira de investigador; referência a "Zé" Francisco; alguns episódios no estádio de futebol; referência a algumas pessoas de Pernambuco, inclusive Joaquim Francisco; referência aos irmãos; o concurso para o Ministério da Saúde/Serviço Nacional de Peste; a experiência no interior; a chefia de um setor do Serviço Nacional de Peste, em Alagoas; referência a uma matéria de jornal e sua reação; referência à família Góes Monteiro; os filhos e suas atuações profissionais em Brasília; a formatura do filho; alusão à sua formatura; a opção pela medicina; referência a Celso Arcoverde; o trabalho contra a peste em Crato (CE); a estada no Rio de Janeiro na época do final da Copa do Mundo de 1950; o jogo Brasil x Uruguai; o curso de saúde pública no Rio; referência à sogra; os estágios; a volta para Recife; o trabalho em Fernando de Noronha.

Fita 1 - Lado B
O trabalho em Fernando de Noronha; o socorro a uma grávida; a cirurgia cardíaca; referência à sua posição política na eleição de Collor de Mello; o convite da Oficina Sanitária Pan-Americana; o trabalho no Haiti com a campanha contra bouba; a campanha de "casa em casa" de bouba no Brasil; o financiamento da casa na CEF; o DNERu; a homenagem da filha na época de sua cirurgia; o CPqAM; referência a alguns diretores; a circunstância pela qual foi convidado para dirigi-lo; referências ao CPqAM e a algumas pessoas; a pesquisa na sua gestão; a sua homenagem no CPqAM; o motivo da transferência para Brasília; o trabalho dos filhos; a atuação contra as endemias no Ministério da Saúde/ SUGAM; o trabalho na erradicação da varíola; o reconhecimento pelo seu trabalho; referência a um episódio no IAM.

Fita 2 - Lado A
Referência a um episódio de agressividade de um funcionário no IAM; memórias da revolução de 1930; o relacionamento com a família Queiroz Galvão; o período de Agamenon Magalhães; as correspondências com Ledo Ivo; referências ao amigo Pedro Nava; o hábito da leitura; as amizades escassas em Recife; o relacionamento com a família em Recife; a leitura dos Sermões de Padre Antonio Vieira; a adaptação dos filhos em Brasília (DF); a situação dos filhos; o trabalho de saúde pública em Brasília; as campanhas de saúde e as viagens pelos estados; referência a Érico Veríssimo; a situação da saúde pública nos anos 1990.

Fita 2 - Lado B
A repressão do governo de Agamenon e a interferência de Aggeu; comentários sobre Ageu [filho] e Frederico Simões Barbosa; a comemoração de 45 anos do CPqAM e o discurso de Eridan Coutinho; a repressão na faculdade no período de Agamenon; o Laboratório de Peste em Exu (PE); lembranças da faculdade; os professores marcantes na faculdade; o professor Anibal Bruno; a distração na barraca do Brito; a leitura do livro de Darcy Ribeiro; comentários sobre a neta; o apoio a Collor; o primário em Macaparana (PE) e o professor italiano Luís Égano; o professor Luís Égano e o episódio da 2ª Guerra Mundial; o engenho; a doença da irmã e a perda do engenho; o livro do irmão Lourenço Tavares de Melo sobre memórias do engenho Tabocas; a ida para Recife e a situação do engenho; as viagens de trem; referência a Mauro Mota e Potiguar Matos.

Fita 3 - Lado A
Lembranças do engenho; os versos da filha em virtude do recebimento de uma medalha; os elogios do colega Joaquim de Castro; a infância e o jogo do bicho; a vida em Recife, estudos e moradia; o recebimento de mesada através de um amigo português; a situação do engenho quando da ida da família para Recife.

Plenete Cavalcante Marques

Sumário
Fita 1 - Lado A
Memórias da infância e a doença do pai; a vida escolar; o ingresso no CPqAM como auxiliar de escritório; o DNERu e o vínculo deste com o CPqAM; o retorno aos estudos e o término do 2° grau, atual Ensino Médio; os cursos de especialização; as atividades desenvolvidas no CPqAM; a evolução do IAM; as festas religiosas e o carnaval; o cotidiano em bairros como Beberibe, Arruda e Espinheiro (PE); comentários sobre as administrações do IAM; o FioPrev em Recife; os cursos no Rio de Janeiro; suas atividades e a gestão de André Furtado; a relação com os pesquisadores; a incorporação do CPqAM à Fiocruz; o Plano de Cargos e Salários; o número de pesquisadores e funcionários no CPqAM nos anos 1990; a aposentadoria e a Reforma de Estado; a contribuição para o trabalho no IAM; a aposentadoria.

Otamires Alves da Silva

Sumário
Fita 1 - Lado A
Lembraças de Timbaúba (PE); a infância na Capunga (Recife/PE); a escola; a liberdade feminina; a universidade; o estágio com o Frederico Simões Barbosa e Ivete Barbosa, no antigo Instituto de Higiene, atual Laboratório de Higiene e Segurança do Trabalho (LHST); as diversões na adolescência; os filmes marcantes; os cantores da época; a contratação para o CPqAM; os trabalhos em esquistossomose; a atuação em educação sanitária; o trabalho com a peste, em Garanhuns (PE); os trabalhos com doença de Chagas.

Fita 1 - Lado B
A experiência na França; o doutorado; o convênio com a comunidade europeia; as pesquisas com vacina para a leishmaniose; os testes vacinogênicos em seres humanos.

Marcelo Vasconcelos

Sumário
Fita 1 - Lado A
Recordações da Infância; chegada a Recife (PE); o curso de medicina e o ingresso no CPqAM; a estrutura inicial do CPqAM; o trabalho com Frederico Simões Barbosa; o contato com Wladimir Lobato Paraense, em Belo Horizonte; comentários sobre Nelson Chaves; a direção no Instituto em Belo Horizonte; as linhas de pesquisa no Instituto; o curso em Jerusalém; comentários sobre a ciência em Jerusalém; sua atividade como reitor da universidade; a organização da pós-graduação na universidade.

Fita 1 - Lado B
O período de trabalho no CPqAM; a repercussão do golpe de 1964 na universidade e no IAM; o trabalho com a esquistossomose no CPqAM; comparação da experiência de trabalho no IAM com outras instituições do Brasil; a formação como pesquisador; a ciência no Brasil e o pesquisador no Brasil.

Luciana Abrantes

Sumário
Fita 1 - Lado A
Lembranças da infância; influência cultural do pai; referência aos locais onde morou quando criança; os veraneios em Piedade (Recife/PE); considerações sobre o período escolar; recordações do cinema Luã; considerações sobre filmes que assistiu quando criança; a religião; a morte do pai; considerações sobre a adolescência; preferências intelectuais na juventude; o desejo de se casar na juventude; considerações sobre a opção pelo curso de biblioteconomia; o ingresso no CPqAM; descrição da biblioteca do CPqAM quando chegou; a aquisição de periódicos para a biblioteca; considerações sobre a informática; a produção de trabalhos no CPqAM; a clientela da biblioteca do CPqAM; a situação financeira da biblioteca; a aquisição de livros para a biblioteca do CPqAM; características do cargo que ocupou na biblioteca do CPqAM; referência às publicações do CPqAM.

Fita 1 - Lado B
Referência às publicações do CPqAM; a gestão de André Furtado; referência a Eridan Coutinho e sua gestão no CPqAM; a produção científica do CPqAM; considerações sobre o período em que trabalhou no CPqAM.

José Carlos de Moraes

Sumário
Fita 1 - Lado A
Considerações sobre a cidade de Quipapá (PE); suas atividades quando era criança; o trabalho do seu pai; lembranças da infância e da escola; as festas em Quipapá; seus irmãos; sua atuação como coroinha da missa; o assassinato do bispo de Garanhuns (PE); o livro sobre o assassinato do bispo Dom Francisco Expedito Lopes; referência ao padre Hosana de Siqueira e Silva; considerações sobre a religião; lembranças da infância; as diferenças sociais em Quipapá; seu cotidiano em Quipapá; lembrança de uma namorada; seu desejo de ser seminarista; referência ao cinema de Quipapá; considerações sobre seu pai; as desigualdades entre os frequentadores do cinema de Quipapá.

Fita 1 - Lado B
Considerações sobre o cinema; considerações sobre Quipapá; as peças teatrais escolares; o professor Amaro Matias; a atuação da Fundação SESP em Quipapá; o curso de admissão em Caruaru (PE); seu desejo de sair de Quipapá; a inauguração do Posto de Saúde de Quipapá; referência ao parteiro Cláudio Lopes; o jogo do bicho no interior; a primeira namorada; sua saída de Quipapá para Caruaru; lembranças dos estudos em Caruaru; o primeiro emprego em Caruaru; lembranças do seu trabalho em uma gráfica; referência a seu cunhado; o curso de contabilidade; o interesse por mecânica; a vinda para Recife; o trabalho na COPERBO; lembranças de Recife; a deposição de Miguel Arraes; a ida para o Rio de Janeiro.

Fita 2 - Lado A
Lembranças da infância; atuação de seu pai no jogo de bilhar; lembranças da chegada do primeiro televisor em Quipapá; os banhos públicos; os trabalhos em Recife; a simpatia por Francisco Julião; lembrança de um comunista em Quipapá; a atuação política do pai; os anos da ditadura em Quipapá; a chegada no Rio de Janeiro; referência a um amigo; considerações sobre a vida no Rio de Janeiro; o primeiro emprego no jornal Última Hora; o trabalho na Construtora Rabêlo; considerações sobre o Lloyd Brasileiro; o ingresso na Montreal Engenharia; o desejo de trabalhar por conta própria; reflexões sobre a morte de um amigo; considerações sobre o início de um trabalho independente.

Fita 2 - Lado B
Considerações sobre o início de um trabalho independente; o ingresso na Fundação SESP; referência ao trabalho na ABIFARMA; o trabalho na Unidade de Planejamento do Ministério da Saúde; lembrança de médicos famosos; o primeiro casamento; as amizades no Ministério da Saúde; considerações sobre as intrigas no Ministério da Saúde; a ida para Brasília; o segundo casamento; a estada em Brasília; o fim do segundo casamento; o ingresso na Fundação Oswaldo Cruz; considerações sobre suas viagens.

Fita 3 - Lado A
Considerações sobre o programa PIASS; considerações sobre o SUS; o trabalho antes de ingressar na Fiocruz; referência à vida social em Brasília; a chegada na Fiocruz e os relacionamentos; o cargo no Rio de Janeiro; o retorno a Recife; referência a sua transferência para o CPqAM; comparação entre o Rio de Janeiro e Recife; considerações sobre o CPqAM; as suas realizações no CPqAM; referência ao FioPrev; referência ao seu relacionamento no CPqAM.

Fita 3 - Lado B
Considerações acerca do setor de pesquisa do CPqAM; o seu relacionamento no CPqAM; considerações sobre as suas características pessoais; referência ao período em que perdeu a memória; referência aos problemas enfrentados no CPqAM.

Hélio Bezerra Coutinho

Sumário
Fita 1 - Lado A
A infância e a família; o encaminhamento para o curso de medicina; o cotidiano da infância; a vida escolar; o curso pré-médico; a convocação para o Exército; o mestrado nos EUA; o incêndio do edifício nos EUA; o aprendizado em embriologia e histologia na Universidade de Michigan; o concurso para a Fundação Kellogg; a criação de uma cadeira no Departamento de Histologia, na Faculdade de Odontologia de Pernambuco; a reforma universitária (1968); o convite para trabalhar em ensino programado com especialistas de Porto Rico; os problemas com o Serviço Nacional de Informação (SNI); a experiência na Inglaterra; a Fiocruz; o trabalho na universidade; os convênios firmados na Escócia para o CPqAM.

Fita 1 - Lado B
A pesquisa no Brasil; o convite para trabalhar no CPqAM; sua gestão no CPqAM; a aquisição de recursos para a produção científica; o movimento de 1935; o teste para a escola experimental; lembranças de uma antiga professora; comentários sobre Cristiano Cordeiro; o período ginasial; a Faculdade de Medicina; o período em que esteve no quartel.

Fita 2 - Lado A
O Centro de Preparação de Oficiais da Reserva do Rio de Janeiro (CPOR); a dedicação exclusiva na universidade; a participação nos movimentos políticos; o episódio Demócrito; o Partido Comunista; o Comitê Nacional de Organização e Preparação do Partido (CNOP); o golpe de 1964; a vida no bairro do Recife; a convivência com o mundo intelectual de Recife; os cinemas do período e o cinema mudo; o trabalho no CPqAM; a pesquisa científica no Brasil; as homenagens e os títulos recebidos.

Fita 2 - Lado B
A experiência de trabalhos na Inglaterra; memórias de Portugal; o contato com o mundo acadêmico português; o período pós-revolucionário em Portugal; os alunos portugueses; a falta de adaptação da esposa em Portugal.

Gerusa Dreyer

Sumário
Fita 1 - Lado A
Comentários sobre seu nascimento; a infância, o respeito à hierarquia; a curiosidade nata; a família e as dificuldades; o papel da mãe; os estudos; a doença do pai; o espírito dos avós; a filosofia de vida; as férias no interior; os estudos primários; o vestibular.

Fita 1 - Lado B
O acidente; a estada no hospital; os erros médicos e as consequências no nascimento da primeira filha; a leitura durante a convalescença; o ingresso na faculdade; o retorno ao hospital; o novo vestibular; sua relação com os pacientes; a convivência com a filariose; o primeiro contato com a doença; o ingresso no CPqAM; seus primeiros estudos da doença; o curso de psicologia; as aplicações do conhecimento psicológico; a relação com a cirurgia; a formação clínica; a ida aos EUA; o trabalho no Centro de Hemoterapia.

Fita 2 - Lado A
Os problemas durante a primeira gravidez; as dificuldades no parto; a filha recém-nascida e doente; a cura da filha; a terceira gravidez; o acidente que havia sofrido e os consequentes problemas; a recuperação; a reconstituição plástica da face; o ingresso no CPqAM; o processo de tratamento da filariose; a projeção internacional do trabalho; as pesquisas para a elaboração de uma vacina; a possibilidade de recuperação; a filariose; os problemas burocráticos; as dificuldades no estudo da filária; o ideal de uma organização.

Fita 2 - Lado B
A burocracia; a geografia da elefantíase; a erradicação no Sul do Brasil; o aspecto dos doentes; a repercussão da doença nas funções sexual e mental do paciente; a cura corporal e psicológica; a importância da urologia; repercussões sexuais; o sofrimento com a doença; a desvalorização do Nordeste brasileiro; a porcentagem de regressão da doença; a integração multidisciplinar; a importância da observação dos pacientes; a utilização da ultrassonografia; a observação clínica; a relação na equipe.

Fita 3 - Lado A
Reflexões sobre a morte; a continuidade da pesquisa; a comemoração pelos dez anos do programa; a convivência com Amaury Coutinho; a afeição recíproca entre os membros da equipe; sua relação com o trabalho; considerações sobre o trabalho do pesquisador; o doente no Centro de Pesquisas; considerações sobre a vida e a morte; a continuidade de seu trabalho.

Frederico Guilherme Coutinho Abath

Sumário
Fita 1 - Lado A
Lembranças da Infância; a relação familiar; comentários sobre as conversas acadêmicas dos pais; a opção profissional; lembranças da vida escolar; o ingresso na universidade; a residência médica em cardiologia; a incorporação ao CPqAM; o vínculo com a Fiocruz; a vida científica; o doutorado em Londres; o retorno ao Brasil; as áreas de interesse para pesquisa; comentários sobre o doutoramento e a ciência na Inglaterra; o nascimento das filhas; comparação entre o trabalho científico nos dois países; a chefia de departamento no CPqAM; comentários sobre a Fiocruz e a pesquisa no CPqAM nos anos 1990; a separação dos pais e os irmãos; lembranças da infância; a viagem dos pais para os EUA; a reforma da casa da família; o casamento do pai e os novos irmãos; observações sobre as classes sociais e sua relação, quando criança, com crianças pobres.

Fita 1 - Lado B
A primeira experiência sexual; o namoro; a consciência política e a ditadura de 1964; a perseguição aos seus pais; a cultura, música e artes na década de 1960 e comparações com a atualidade; seu gosto musical; as leituras recentes; comentários sobre seu avô materno.

Frederico Adolfo Simões Barbosa

Sumário
Fita 1 - Lado A
Lembranças da infância; a vocação profissional do pai e do avô; o espaço da cidade para uma criança naquele tempo; a inauguração do Hospital Centenário; a festa de inauguração; a Revolução de 1930; comentários sobre Pessoa de Queiroz; o alistamento do irmão e a convocação do mesmo para a Revolução de 1932; a prisão do pai; comentários sobre Agamenon Magalhães; o episódio de invasão da Folha da Manhã.

Fita 1 - Lado B
Continuação da narrativa sobre o episódio contra o jornal de Agamenon Magalhães; a perseguição de Agamenon a sua família; Agamenon como interventor e sua perseguição aos integralistas; a perseguição sofrida e sua saída de Pernambuco; as dificuldades com o curso de medicina; a interferência da condessa e do conde Pereira Carneiro para sua liberação e a realização das provas de conclusão do curso de medicina; retorno ao Rio de Janeiro; a bolsa de estudos concedida por Assis Chateaubriand, em São Paulo; a Faculdade de Medicina; a opção pelo curso de medicina; a cultura médica brasileira e a influência europeia; o estágio no Hospital Centenário; referência a Samuel Pessoa e o curso de parasitologia, Aggeu Magalhães e Ulisses Pernambuco; o envolvimento com a psiquiatria e com a antropologia; a Aliança Nacional Libertadora (ANL); as reuniões políticas na faculdade; a pós-graduação com Samuel Pessoa, na USP.

Fita 2 - Lado A
A pós-graduação em São Paulo e a ajuda de Assis Chateaubriand a estudantes nordestinos; a moradia em uma pensão; comentários sobre Samuel Pessoa e a Revolução de 1932; contatos com o grupo de Samuel Pessoa; a estada no Rio de Janeiro; o alistamento nas tropas da 2ª Guerra Mundial e o retorno a Recife; a década de 1945; a denúncia de falsificação de exames de fezes no Hospital da Aeronáutica; o assassinato de Demócrito em 1945; suas primeiras leituras marxistas; sua inscrição para ir à guerra; a possibilidade de ir para o Rio de Janeiro, a desistência e o acidente com avião; o curso de mestrado nos EUA e sua opção pelo trabalho de campo; a reação americana no fim da guerra; fatos marcantes da passagem pelos EUA; episódio de racismo.

Fita 2 - Lado B
Continuação dos relatos do episódio de racismo; o primeiro casamento e as experiências de rapaz; a volta ao Brasil; as eleições no Brasil; o papel de Amílcar Barca Pellon e Aggeu Magalhães [pai] na organização do Centro; Aggeu (pai) e a organização da anatomia patológica de Pernambuco; comentários sobre Aggeu [pai]; a ida de Evandro Chagas a Recife; a criação do Serviço de Verificação de Óbitos e os primeiros estudos sobre esquistossomose; a construção do CPqAM; a indicação de seu nome para a direção do Centro; comentários sobre Barbosa Lima Sobrinho; o acompanhamento da construção do IAM; a inauguração do IAM e da Fundação Joaquim Nabuco; os funcionários do IAM; a esquistossomose; a criação dos centros de Belo Horizonte (MG) e da Bahia; as dificuldades financeiras no IAM e o financiamento por instituições estrangeiras; o controle da endemia de esquistossomose; as discussões contra os moluscicidas e o controle da esquistossomose no Egito.

Fita 3 - Lado A
As discussões sobre o uso dos moluscicidas e as tentativas com produtos naturais; a mudança de Instituto para Centro de Pesquisas; a publicação de trabalhos sobre os moluscicidas; os demais centros de pesquisa brasileiros; a pesquisa no Centro de Belo Horizonte; a política de controle da esquistossomose em Pernambuco; o uso de moluscicidas em meados da década de 1950 em caráter experimental; o trabalho na OMS; algumas experiências com moluscicidas no Egito; a Bayer e os moluscicidas; as desavenças na OMS; as pesquisas no CPqAM e a liberdade de contratação e demissão; a relação com Agamenom e Aggeu; as atividades na universidade; a demissão do CPqAM; a gestão do Centro e as relações políticas com os governos; o INERu na gestão de José Rodrigues da Silva; a aposentadoria precoce.

Fita 3 - Lado A
A experiência na OMS e os interesses políticos; o veto aos relatórios sobre restrições ao uso dos moluscicidas; a viagem a Gana; fatos marcantes na OMS; o retorno ao Brasil e os convites das universidades; o envolvimento com a educação médica e o cargo de presidente da ABEM; a escolha por Brasília e as divergências políticas; a relação com Pernambuco e a manutenção do trabalho no IAM; comentários sobre Francisco Arruda; o concurso de livre docência; comentários sobre o sistema de cátedras; a experiência em Brasília e a repressão na universidade; a aposentadoria especial; o título honoris causa; a gestão como diretor da Faculdade de Ciências da Saúde e as desavenças com o reitor; a criação da Associação de Docentes e sua participação; a invasão da Universidade de Brasília pela polícia; o financiamento de organizações internacionais de pesquisa.

Fita 4 - Lado A
O programa comunitário em Planaltina (cidade Satélite/Brasília); o cancelamento de convênios; a perseguição do reitor ao seu trabalho; referência a um documento papal sobre a absolvição de Galileu pela Igreja; o artigo 477: sua ação sobre os estudantes universitários e a posição da Congregação; o episódio na casa de um amigo ligado ao governo militar; o trabalho no Ministério da Educação, em Brasília; a perseguição em Brasília à sua esposa; as articulações com o CNPq; a Universidade de São Carlos; o processo eleitoral para reitor e a recusa da ministra; a separação da segunda esposa; Ernani Braga e o concurso para a Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp); a direção do Departamento de Epidemiologia e da Ensp; as atividades na ABEM; os quatro cargos ocupados na Fiocruz; a anistia e abertura política; a candidatura de Sergio Arouca para a Fiocruz; comentários sobre a política na Fiocruz.

Fita 4 - Lado B
O posicionamento político da Fiocruz; as novas diretorias e sua gestão; o Estatuto da Fundação; as dificuldades políticas; o retorno ao departamento e a criação do Núcleo de Estudos Samuel Pessoa; a aposentadoria na Ensp e o contrato como pesquisador visitante; o retorno a Recife; a incorporação ao CPqAM e o trabalho com esquistossomose; as homenagens recebidas; a Festa das Rosas e a arrecadação de fundos para o Hospital Centenário.

Eridan Coutinho

Sumário
Fita 1 - Lado A
Considerações sobre o seu pai; a ação revolucionária do pai; o exemplo dado às filhas; a juventude do pai; o ingresso do pai no Exército; o movimento de 1930; a prisão do pai; a vida após a prisão; o nascimento de Eridan; a prisão do pai em Fernando de Noronha; a anistia; a carreira do pai no Exército; as constantes transferências de moradia; os estudos; a escola; a liberdade na juventude; a juventude em Fortaleza; a opção pela medicina; o vestibular; a mudança de universidade; a política estudantil; o desejo de estudar na Faculdade de Medicina da Bahia; a transferência para a Faculdade de Recife; o desejo de ser pesquisadora; a opção pela anatomia patológica; a monitoria; o ingresso no CPqAM; o convívio com José Carneiro; a vida acadêmica.

Fita 1 - Lado B
A bolsa de estudos nos laboratórios Pravás; o fim da participação política (em Recife); a política estudantil em Fortaleza; lembrança de alguns professores; a estada em São Paulo; a experiência como auxiliar acadêmica; a estrutura laboratorial do CPqAM; o primeiro Laboratório de Bioquímica dos Caramujos; o casamento e o primeiro filho; a estada nos EUA; a experiência na Harvard School of Public Health; o trabalho no Departamento de Nutrição; a relação entre parasitoses e desnutrição; a experiência na faculdade; o doutorado.

Fita 2 - Lado A
A livre-docência; a experiência na Inglaterra; a relação do CPqAM com a Secretaria de Saúde Pública de Pernambuco; a importância da saúde pública; a falta de sintonia com os problemas regionais; a ligação mais direta com o governo federal; as grandes campanhas de saúde pública; as relações com outros órgãos governamentais; a Fundação SESP; a entrada no INERu; a mudança de Instituto para Centro de Pesquisas; a incorporação à Fiocruz; a gestão de Sergio Arouca; o convênio com o governo japonês; os acordos para a construção do novo prédio; a gestão de Ageu Magalhães Filho.

Fita 2 - Lado B
A busca de um local para o laboratório japonês; o acordo com a universidade; as movimentações políticas; a elaboração de um organograma para o Centro; o convênio entre a Fiocruz e a universidade; a fundação do LIKA; a relação entre o CPqAM e o LIKA.

Fita 3 - Lado A
A infância e a influência do pai, as irmãs e a mãe; a vida em família; o trabalho e os filhos; os filhos, noras e genros; a época passada na Bahia; a 2ª Guerra Mundial; a partida do pai; os namoros; as brincadeiras de colégio; o gosto pelas piadas; as brincadeiras e os estudos; a participação no diretório acadêmico; o estudo de música; as atividades extra-curriculares; a ação na política partidária de Fortaleza; as decepções com a política; a narrativa de um fato durante a ditadura militar.

Fita 3 - Lado B
Referência ao seu casamento; comentários sobre Frederico Abath; o divórcio; os filhos; o estudo dos filhos; sua influência sobre a escolha profissional dos filhos; a presença do avô na criação dos filhos; os estudos nos EUA; a influência da ditadura militar no CPqAM; as transformações ocorridas na gestão Arouca; a ampliação do espaço físico e do pessoal do CPqAM.

Fita 4 - Lado A
Considerações sobre sua gestão; a qualificação de recursos humanos; linhas de pesquisa do CPqAM; intercâmbio com outros centros; a relação com Far-Manguinhos.

Fita 4 - Lado B
Considerações sobre sua participação na história do CPqAM.

Diva Vitória Cardim

Sumário
Fita 1 - Lado A
Lembranças da infância e da família; a vida no sítio; o curso primário; o estudo dos irmãos; o diploma de professora; o primeiro emprego de secretária; o curso de especialização para professoras na Secretaria de Educação; o ingresso na profissão de educadora; o trabalho no preventório Bruno Veloso; a atuação como diretora de uma creche em Beberibe (Recife/PE); trabalho na Campanha Pernambucana Pró-Infância; o trabalho na Secretaria de Educação fora da regência de cadeira; a função como assistente social e a chefia das caixas escolares; a dificuldade na sala de aula por alergia ao giz; as viagens em Pernambuco como chefe de Caixa Escolar; a proposta de trabalho de controle da esquistossomose; o ingresso no DNERu como educadora sanitária; a proposta de participação no curso de educação em saúde; referência à Hortência Holanda; a campanha contra a filariose; o tratamento da filariose na época; o contato com Rinaldo de Azevedo; referência ao chefe Airton; a elaboração de material audiovisual; as palestras de educação preventiva contra a filariose; o trabalho de visitadora sanitária; a divulgação dos métodos preventivos em filariose; o apoio da companhia de eletricidade, da imprensa etc; a ideia da produção de um filme sobre prevenção da filariose.

Fita 1 - Lado B
A produção de um filme sobre filariose; a dúvida sobre o paradeiro do filme hoje; descrição do filme; o levantamento de recursos para a realização do filme educativo; a busca de um cineasta; as dificuldades para a produção do filme e problemas com a administração do DNERu; a finalização do filme; a utilização por várias instituições; as dificuldades em continuar o trabalho; a indicação de transferência para o sertão; as desavenças no DNERu; a participação na secretaria do XV Congresso Brasileiro de Higiene; o ingresso no Instituto de Higiene como secretária; o retorno ao DNERu; a intervenção na direção do DNERu; o ingresso no CPqAM como educadora sanitária; o trabalho com Frederico Simões Barbosa; o trabalho na Escola de Química; a tentativa de mudança do Ministério da Saúde para o de Educação; a campanha de desratização na Prefeitura de Recife; a elaboração de uma cartilha.

Fita 2 - Lado A
O trabalho no CPqAM na época do convênio da SUDENE para pesquisas ligadas à peste e à esquistossomose; considerações sobre Frederico Simões Barbosa e as atividades assumidas com a sua viagem; as responsabilidades na gestão do convênio com a SUDENE; referências ao trabalho na Secretaria de Higiene na Prefeitura; o Curso Básico Regionalizado de Saúde Pública, os professores, os alunos, as exigências; o início dos problemas pessoais de saúde; o trabalho no Centro de Saúde Couto Lessa Andrade; a licença médica; referências a André Furtado; os problemas com o afastamento; o retorno à secretaria dos cursos de saúde pública; a reclassificação na Fiocruz; a criação do NESC; o processo de aposentadoria; o agravamento de seu quadro de saúde; referência a seu processo de aposentadoria; referência a Arcelino e o processo de reclassificação; o criadouro de muriçocas para a realização do filme.

Fita 2 - Lado B
O criadouro de muriçocas e a alimentação dos insetos; o estúdio improvisado na garagem da casa; referência ao trabalho do pai e seus problemas de saúde; lembranças da infância, as brincadeiras e os castigos; comentários sobre a irmã; a doença do pai e o diagnóstico; a cirurgia do pai; a medicação trazida do Japão para o pai; o período com o pai no hospital; o falecimento do pai; o falecimento da mãe; os problemas de saúde e a cirurgia cardíaca; referência ao NESC e à documentação em sua posse; a campanha contra as muriçocas.

Fita 3 - Lado A
O filme sobre filariose: comentários na imprensa, a filmagem.

Célio Rodrigues de Almeida

Sumário
Fita 1 - Lado A
Lembranças da infância em Canhotinho (PE); o trabalho do pai como motorista; Ascenso Ferreira em Canhotinho; o casamento do pai e a mudança para Canhotinho; mudança de toda a família para Garanhuns (PE); lembranças da adolescência em Garanhuns: o Colégio Diocesano e as matinês de cinema aos domingos.

Fita 1 - Lado B
A namorada, o carnaval, o irmão gêmeo falecido; os longos cabelos cacheados da infância; as diversões, os trabalhos domésticos auxiliando a mãe; a missa e a religiosidade; a mudança para Recife para servir o Exército.

Fita 2 - Lado A
O trabalho em teatro; lembranças da família; lembranças da 2ª Guerra Mundial e da Copa do Mundo de 1950; a situação política; o crime do padre Hosana de Siqueira e Silva; a participação no movimento anti-comunista; lembranças de Canhotinho e Garanhuns.

Fita 2 - Lado B
Lembranças da infância; a morte de Getúlio Vargas e de Francisco Alves; o interesse pela dança de salão; o serviço militar em Recife (PE); os estudos no Ginásio Pernambucano; o primeiro emprego; o ingresso na universidade; o vestibular em Recife; o início da carreira profissional.

Fita 3 - Lado A
Lembranças do vestibular; o ingresso no Laboratório Central da Peste; lembranças da adolescência; lembranças da ampliação da Avenida Conde da Boa Vista; a participação de congresso em Manaus (AM); a especialização em micopatologia; o golpe de 1964; os convites para trabalhar no sertão.

Fita 3 - Lado B
O ingresso no CPqAM; os trabalhos com a peste; a organização do projeto da peste; o estágio no Rio de Janeiro e alguns episódios; convênios com a SUDENE para o projeto da peste; o trabalho em Garanhuns; montagem do biotério em Garanhuns; a missão francesa e a escolha de Exu (PE).

Fita 4 - Lado A
O radioamador como sistema de comunicação; Exu (PE) como foco da peste; os programas de profilaxia da peste no Brasil; comentários sobre a história da peste no Brasil; Oswaldo Cruz e o trabalho na epidemia de peste em Santos; Oswaldo Cruz e a desratização no Rio de Janeiro; a peste em Pernambuco; urbanização da peste; a peste em Triunfo (PE); a criação do Departamento Nacional de Endemias Rurais (DNERu) e a atuação do governo federal nas grandes campanhas nacionais; a evolução de medidas contra a peste; o uso do DDT; o ciclo da peste; o caso do lança-chamas; as mudanças no combate à peste em 1958; o surto de peste em 1961; a divergência entre os pestólogos; o trabalho em Exu lembranças da vida naquela cidade.

Fita 4 - Lado B
A pesquisa em Exu; a ameaça de paralização dos trabalhos em Exu; o cotidiano em Exu; a perda de contatos com a França e o Irã nos anos 1970; a apresentação de trabalhos em Fortaleza (CE), em 1971; a produção científica do CPqAM e a peste; a relação com a Fiocruz sob a gestão de Vinícius da Fonseca; a polêmica em Fortaleza; a sustentação da tese de transmissão da peste por pulgas silvestres; o congresso em Fortaleza; o prestígio do tralho do CPqAM em peste; a incorporação à Fiocruz; o apoio aos estados do Nordeste; as mudanças nos meios de controle da peste.

Fita 5 - Lado B
O estágio em Paris; os trabalhos no Institut Pasteur; lembranças da França; a visita do ministro da Saúde brasileiro ao Institut Pasteur; a construção do laboratório em Garanhuns; a vinda de pesquisadores americanos a Garanhuns; trabalhos na área da peste em Garanhuns; a disputa por cargos na Fundação; as bolsas de pesquisa; a fase áurea do Instituto; as incompatibilidades em Garanhuns; a transferência para o Instituto Aggeu Magalhães (IAM), em Recife.

Fita 8 - Lado A
O convite para participar de um congresso na Rússia; a situação da peste na Rússia; os preparativos para a viagem à Rússia; a proibição da entrada de brasileiros na Rússia; a mudança da viagem; o estágio no Institut Pasteur, em Paris; a implantação dos cursos de peste em Garanhuns; a transformação do laboratório de Garanhuns em um laboratório regional, e do CPqAM em central para a peste; a pesquisa em Garanhuns e a relação com o CPqAM; as outras áreas de pesquisa no CPqAM naquela época; a gestão de Dirceu Pessoa no CPqAM; os estados e as localidades com maior incidência de peste no Brasil; o controle da peste; exemplo de controle na Rússia; o desaparecimento do foco de peste na Europa; referências à peste medieval; a situação da incidência da peste nos anos 1990 no Brasil; os focos de peste no Brasil; a situação em Exu nos anos 1990; os laboratórios no Ceará, Paraíba e Pernambuco; o trabalho de educação sanitária; o trabalho em Exu; os cursos oferecidos em Garanhuns; lembranças do trabalho em Garanhuns; o surto de peste em 1960, em Pernambuco; o Departamento de Bacteriologia no CPqAM; os estudos em biologia molecular no CPqAM.

Fita 8 - Lado B
Comentários sobre sua experiência em Garanhuns; a reunião no Rio de Janeiro com o Ministério da Saúde para delinear o projeto de controle da peste; o projeto de Baltazar, do Institut Pasteur, e o financiamento da OMS; a escolha de Garanhuns para o início do projeto; o CPqAM e a SUDENE como encarregados do projeto; a estruturação do laboratório em Garanhuns e a montagem de um biotério; as dificuldades de instalação do Biotério; a escolha de Exu para implantação do trabalho; a escola agrícola em Exu; a transferência de Exu para Garanhuns; o curso na Universidade Gama Filho; as gestões de Saul Tavares e de Dirceu Pessoa; a Fiocruz e o projeto em Exu; referência aos pesquisadores que trabalhavam no CPqAM; a transferência de Garanhuns para Recife; o trabalho no CPqAM; o foco de peste no Rio de Janeiro; o envio de material da Fiocruz para o CPqAM; a peste na zona rural do Rio de Janeiro; a falta de um combate excessivo à peste; o ressurgimento da peste em 1961; o processo de readaptação no IAM; a saída de Exu para Recife.

Fita 9 - Lado A
A campanha de peste da Fundação Nacional de Saúde; a organização dos trabalhos pesquisados; a criação de pulgas; o trabalho de campo e a transmissão de conhecimentos.

Arcelino Ferreira Farias

Sumário
Fita 1 - Lado A
Lembranças da infância em Baixio; a seca no sertão; a mudança para Recife; o estudo com a intenção de ser padre; o rádio; reminiscências do cotidiano no interior do Ceará; a economia da região de Baixio (CE); a Revolução de 1930.

Fita 1 - Lado B
A Revolução de 1930; a seca no sertão de Baixio; o trabalho no IBGE e no Serviço Nacional de Malária; a 2ª Guerra Mundial; a Divisão de Organização Sanitária, o DNERu e o INERu; referências a partidos políticos: UDN, PCB e PSB; o ingresso no CPqAM; os diretores do Instituto Aggeu Magalhães (IAM); a burocracia do CPqAM.

Fita 2 - Lado A
Os problemas com a burocracia do Ministério da Saúde; o trabalho em Exu (PE); o Laboratório Regional de Peste; considerações sobre o DDT; breves comentários sobre os ex-diretores do CPqAM.

Fita 2 - Lado B
O trabalho em Exu; a administração de André Furtado; a devolução da verba do Banco do Brasil; a reforma administrativa do governo Juscelino; relações de nomes de funcionários do CPqAM; o processo de aposentadoria.

Fita 3 - Lado A
Considerações sobre as 'injustiças' no serviço público; a mudança do regime no CPqAM para CLT; recordação sobre os colegas de trabalho do CPqAM.

André Freire Furtado

Sumário
Fita 1 - Lado A
Lembranças da Infância no Ceará e a família; as secas no interior; o estudo; a chegada de um irmão Marista; comentários sobre os irmãos Maristas; o convite para ir para o Colégio Marista e a reação dos pais; a mudança para Recife, para o colégio dos irmãos Maristas; o juvenato; a conclusão dos cursos primário, ginásio e científico; a mudança; para Campina Grande (PB), para o noviciato; a transferência para Aracati (CE) para dar aulas; as matérias que ensinava; o aprendizado de línguas estrangeiras; comentários sobre a Congregação e a presença de maristas de outros países no Brasil; as ordens religiosas francesas; a religião hoje; o conceito social sobre os religiosos hoje; sua opinião sobre a religião; sua posição sobre o Colégio Marista e a origem dos alunos; suas tarefas em Aracati; o hábito de ler e estudar.

Fita 1 - Lado B
O vestibular na Universidade Católica; a relação financeira com a Ordem Marista; a socialização dos bens; o término do curso de biologia e a transferência para o Instituto de Teologia em Roma; o questionamento sobre os hábitos do convento; a desavença com a direção; a transferência para a França; sua saída da Congregação dos Maristas; o retorno ao estudo de biologia; a sobrevivência; a visita à faculdade em Paris; o ingresso nos cursos de mestrado e doutorado, em Paris; referência às aulas e apresentação de pesquisas; a movimentação política dos alunos e o receio de ser deportado.

Fita 2 - Lado B
Continuação dos comentários sobre os movimentos contra o governo francês, em 1968; a mudança na Sorbonne e no ensino francês; o ingresso na universidade, no Departamento de Biologia e Patologia Gerais; a experiência em ensino programados na área de genética; comentários sobre o ensino secundário; a experiência em Nazaré da Mata; críticas à formação nos Estados Unidos; a bolsa de estudos para retornar à França; o retorno ao Brasil e a criação do Departamento de Entogênese; referências ao curso de francês; a opção pelo estudo em transmissores de doença de Chagas; o crescimento do laboratório e a pesquisa na universidade; o processo eleitoral para reitor; a indicação para continuar como chefe do Departamento de Biologia; reflexões sobre a ciência e a religião; críticas à universidade; a bolsa para ir à Califórnia, para o curso de biologia molecular antes do retorno à França; referência ao golpe de 1964 no Brasil; um episódio no retorno na viagem de navio; o período na Alemanha; comentários sobre o financiamento de pesquisas no Brasil; o episódio com o gasto de uma verba de pesquisa; a relação pesquisa-ensino na universidade; o convite para trabalhar no CPqAM, no Laboratório de Imunologia; o convite para dirigir o Instituto Aggeu Magalhães; o aceite para a vice-direção e as primeiras medidas tomadas; a busca de financiamento; as bolsas para estudo no exterior; a tentativa de aplicação de um método de avaliação; o marasmo na pesquisa; a construção do prédio do CPqAM no campus da UFPE; o termo aditivo ao convênio com a UFPE.

Fita 3 - Lado A
Comentários sobre a especialização de pessoal e os intercâmbios institucionais; definições das linhas de pesquisa no Aggeu; a interdisciplinaridade; os financiamentos externos; o relatório de pesquisa; as bolsas para pesquisa e a formação de pessoal; os assessores da OMS e as pesquisas em filariose; o convênio com o governo japonês; o LIKA e seu financiamento; o intercâmbio do LIKA com o Japão; críticas a algumas opções de intercâmbio; críticas ao LIKA; comentários sobre sua gestão e o papel do diretor.

Fita 3 - Lado B
Comentários sobre o papel do diretor e o acidente com a equipe de filsariose; comentários sobre os grupos de pesquisa do CPqAM e a produção científica; a isonomia na ciência.

Fita 4 - Lado A
Algumas lembranças de infância; a opção pela formação como irmão Marista; o crescimento de Várzea Alegre; a finalidade da Congregação dos Marista; o conflito com a formação religiosa e a cidadania; o gosto pela leitura; a discordância filosófica com os Maristas; o interesse pela genética e a evolução; as doenças estudadas; a situação da doença de Chagas no Brasil e o desinteresse dos pesquisadores nos anos 1990; a inserção na filariose; o trabalho do CPqAM em filariose e o financiamento da OMS; os equipamentos do Centro na década de 1980; a atuação em Zonas Especiais de Interesse Social para o estudo da filariose; as desavenças com o TDR da OMS; o programa RHAE; os projetos desenvolvidos no Aggeu no início da sua gestão.

Fita 4 - Lado B
O retorno ao trabalho de pesquisa; a possibilidade de reeleição como diretor; a associação da pesquisa com a direção; a filariose e a entomologia; os financiamentos de projetos; as atividades como vice-diretor; o projeto "FINEPÃO" da Fiocruz; as bolsas conquistadas para formação de pessoal e a publicação no Centro; o intercâmbio científico e o núcleo de estudos; referência a alguns pesquisadores; a criação de departamentos no Instituto Aggeu Magalhães (IAM); os pesquisadores visitantes; críticas ao financiamento da OMS; os grupos de pesquisa em filariose.

Fita 5 - Lado A
O controle da filariose em Recife; a criação de postos de saúde nas favelas; a obrigatoriedade dos estagiários em trabalhar nos referidos postos de saúde; o episódio com uma estagiária da equipe de filariose; a relação entre os dois grupos de filariose; a importância das pesquisas em filariose; a criação do LIKA; a participação de Morei no CPqAM; a relação dos centros regionais com a Fiocruz; o LIKA e o convênio com a UFPE; a posição da Fiocruz; a distância entre o LIKA e o CPqAM; a relação do LIKA com a universidade; o casamento, a família e os filhos.

Fita 5 - Lado B
A esposa; sua visão sobre a ciência no Brasil; a desigualdade científica entre o Nordeste e o Sudeste; a ciência na Fiocruz; a ciência e o governo militar; os governos pós-ditadura; a reforma do Estado hoje e a universidade; a questão das vacinas em Campinas; o vírus da varíola e sua destruição consciente pelo homem; a criação do NESC; a composição e os cursos ministrados no NESC; crítica à estrutura do NESC e a carência de profissionais.

Fita 6 - Lado A
Continuação dos comentários sobre o NESC; a direção e a relação com as Secretarias de Saúde; o trabalho de peste em Exu e Garanhuns; o programa PAPES/ Fiocruz; a burocracia para o gasto de dinheiro em pesquisa; a atuação da FACEPE e o programa induzido; a reforma da Fiocruz e o Congresso Interno.

Alzira Maria Paiva de Almeida

Sumário
Fita 1 - Lado A
Considerações sobre a educação colegial; as residências na infância; o magistério; a decisão pelo curso de nutrição; a preparação para o vestibular; o período universitário; o Instituto de Nutrição; as dificuldades pós-64; a ida para o CPqAM; a experiência em Exu (PE); a mudança para Garanhuns (PE); o trabalho com a peste; as bolsas de estudo no exterior; a produção de antígeno antipestoso; a vigilância sorológica em Garanhuns; o CDC; a construção do laboratório.

Fita 1 - Lado B
A colaboração de Darcy Pascoal Brasil; a ida para Garanhuns; o laboratório e os equipamentos; a produção de antígenos conjugados; a importância da França; a experiência do tio na II Grande Guerra; a família: o avô e o pai; a presença francesa no laboratório em Exu; o desejo de doutorar-se e as dificuldades pela falta do título; o doutoramento na França; as dificuldades de adaptação; a vida profissional e a vida familiar; a relação com a orientadora; o trabalho conjunto com o Brasil.

Fita 2 - Lado A
O aprendizado na França; áreas de interesse; as conversas com o avô e o tio; as dificuldades durante a II Guerra; a morte da mãe e a relação deste fato com Eva Perón; o estudo como interna em colégios de freiras; a influência das colegas; a ida para o Colégio Nossa Senhora do Carmo.

Alexandre Bezerra de Carvalho

Sumário
Fita 1 - Lado A
Lembranças da infância e da cidade onde nasceu; as características de sua família; menção ao pai, médico; a influência do pai e da família na opção pela formação médica; lembranças do ambiente familiar; lembrança da morte de um dos seus irmãos; a influência do pai em sua vida de pesquisador; a mudança para Recife; o curso de Medicina Preventiva no IMIP; a ida para São Paulo; seu ingresso no Hospital das Clínicas em São Paulo; o concurso público para o Hospital dos Servidores do Estado de São Paulo; as consequências pela aprovação no concurso; sua participação na criação de um grupo especializado em fígado; referência a um acidente sofrido em São Paulo; a volta para Campina Grande (PB); o retorno para Recife; seu ingresso no Hemope; a saída do Hemope; o convite de Aggeu Magalhães para ingressar no CPqAM; considerações sobre sua carreira acadêmica; seu ingresso no governo como Secretário adjunto de Saúde do Estado; considerações sobre sua vida pública; lembranças da infância e da vida escolar; a relação com o pai; o acidente com seu irmão e as consequências na família; o suicídio de um outro irmão; o acidente com uma irmã; considerações da mudança para Recife; lembranças de sua estada no Hospital da Aeronáutica; as relação com o pai; o consultório em Boa Viagem; considerações sobre a Fundação SESP; a aptidão para o piano; a opção pela medicina; lembranças do ginásio; considerações sobre o Colégio Estadual de Campina Grande; o acidente com seu irmão; as experiências e dúvidas na juventude; o vestibular para medicina; o desejo na juventude de estudar física nuclear; a sua formação humanística; lembranças de sua prisão no golpe de 1964; o seu apartidarismo; a época universitária; o Teatro Popular do Nordeste; sua participação no meio artístico e cultural; sua atuação nas boates de São Paulo como pianista; a opção pela medicina.

Fita 1 - Lado B
Lembranças do seu acidente em São Paulo; a volta para Campina Grande; considerações sobre a Faculdade de Medicina de Campina Grande; referência à sua esposa; a vinda para Recife; o ingresso no Hemope; considerações sobre o Hemope; referência aos seus estudos sobre sangue; a montagem de um banco de sangue com o seu pai; sua formação em clínica; referência a uma irmã; considerações sobre Aggeu Magalhães; considerações sobre as relações entre o CPqAM e a universidade; considerações sobre as relações entre o CPqAM e a Secretaria de Saúde do Estado; a ligação do CPqAM com o DNERu; a ligação do CPqAM com a FNS; o início das relações entre o CPqAM e a universidade; considerações sobre a transferência do CPqAM para o campus da UFPE; as relações do CPqAM com o LIKA; seu ingresso no CPqAM; a atuação dos diretores do CPqAM com quem trabalhou; o papel do governo japonês; as relações entre a universidade e a JICA; as relações entre a universidade, a JICA e a Fiocruz; a reforma no CPqAM; sua ida para a Secretaria de Saúde; sua atuação na campanha de combate à cólera; considerações sobre o SUS; a volta ao CPqAM; as relações do CPqAM com os outros centros de pesquisas ligados à Fiocruz.

Fita 2 - Lado A
Considerações sobre o relacionamento do CPqAM com os outros centros ligados à Fiocruz; os financiamentos do CPqAM; considerações sobre a Fiocruz; referência a seu trabalho no CPqAM; o trabalho com o Hemope; considerações sobre um Instituto de Saúde de Pernambuco; referência a uma viagem a Washington; sua formação de recursos humanos; referência ao setor saúde no Brasil; seu interesse na área da saúde pública; o trabalho dos irmãos e do pai; o afastamento de suas irmãs do piano; referência a seus filhos; considerações sobre a informática; relação entre o curso médico e outros cursos; considerações sobre as transformações no mundo; as mudanças no perfil dos médicos; considerações sobre a robótica e a medicina; as mudanças nos currículos dos cursos de medicina; referência ao seu gosto pela medicina.

Ageu Magalhães Filho

Sumário
Fita 1 - Lado A
A trajetória profissional de Aggeu Magalhães (pai); o trabalho científico do pai nos EUA; referência a Agamenon Magalhães; a criação do Serviço de Verificação de Óbitos (SVO); o descobrimento da esquistossomose em Pernambuco e a gastroenterite infantil no SVO; a produção de estatística anual de causa mortis; a Fiocruz e o financiamento de projetos ligados à esquistossomose; a Fundação Rockefeller e a relação com o SVO; a articulação para a criação do centro de helmintoses de Pernambuco; o falecimento do pai; as instalações do Instituto Aggeu Magalhães (IAM).

Fita 1 - Lado B
O seu trabalho na anatomia patológica do IAM; a gestão de Durval Lucena; os avanços na pesquisa da esquistossomose nos EUA; a bolsa de estudos; o retorno da pós-graduação para o Departamento de Anatomia Patológica; a relação do IAM com a Divisão de Organização Sanitária (DOS); o Centro de Pesquisas Aggeu Magalhães (CPqAM) após 1964; o convênio entre a Fundação Kellogg e a UFPE; a criação do Núcleo de Imunopatologia na UFPE; a possibilidade de fechamento do CPqAM; o contato com Keizo Asami; sua gestão no CPqAM; o convênio com a FINEP para a produção de antígenos; transferência de Célio e Alzira para Recife; as conquistas científicas no campo da peste e no estudo de bactérias; o projeto com o Japão.

Fita 2 - Lado A
O Acordo UFPE/Fiocruz para a construção do novo prédio do CPqAM; a movimentação política para a aprovação do acordo; a construção do Laboratório de Imunopatologia Keizo Asami (LIKA); a ligação da UFPE com a Fiocruz; o convênio com o Japão; o financiamento da OMS para a construção do LIKA e do CPqAM; o CPqAM e o trabalho sobre filariose; a participação de dr. Frederico; a reforma na estação de campo de São Lourenço da Mata; EXU e a ligação com o Ministério da Saúde; a articulação política para montar uma escola de saúde pública em Pernambuco; o Núcleo de Estudos em Saúde Coletiva (NESC); a filariose e a esquistossomose.

Fita 2 - Lado B
Celeuma médica: aspectos ineficientes do tratamento com antimônio; a tecnologia avançada do LIKA; o novo tratamento para a esquistossomose; as dificuldades do LIKA; o apoio do Japan International Cooperation Agency (JICA); o Instituto de Antibióticos; a sua saída da direção do CPqAM; a atuação política de Aggeu Magalhães (pai); as perseguições políticas aos familiares de Agamenon Magalhães; a formação humanística de Aloísio Magalhães.

Fita 3 - Lado A
Lembranças da infância; a adolescência: as professoras e a convocação para as forças armadas; a vida na época da universidade; a clínica médica e o início da profissão; a faculdade e o trabalho de pesquisa.

Fita 3 - Lado B
Impressões sobre literatura e ciência; opiniões sobre política e educação; o curso de medicina; hospitais ligados ao estado de Pernambuco e à Santa Casa da Misericórdia; Aloísio Magalhães.

Fita 4 - Lado A
Aloísio Magalhães e o tombamento de Manguinhos (Fiocruz/RJ); a cadeira de anatomia patológica da UFPE e o Hospital Pedro lI; a boemia no bairro do Recife; a mulher americana; comentários sobre a energia e o mundo; Agamenon Magalhães, Aggeu (pai) e a influência na sua vida; a violência política dos anos 1930.

Fita 4 - Lado B
A política de Agamenon no estado: impostos, mocambos e o governo federal; o trabalho na Universidade da Paraíba; descreve o início da sua carreira como médico no Instituto Oswaldo Cruz; a criação da Faculdade de Ciências Médicas de Pernambuco e o Hospital do Sancho.

Depoimentos orais do projeto História e memória do Centro de Pesquisas Aggeu Magalhães

Este projeto foi desenvolvido em comemoração aos 45 anos de atividades do Instituto Aggeu Magalhães, localizado em Recife e desde 1970 subordinado à Fundação Oswaldo Cruz. Reúne 19 depoimentos com personagens de diversas áreas da instituição como diretores, pesquisadores e funcionários administrativos, em exercício ou não de suas atividades institucionais.

Sylvio Lengruber Sertã

Entrevista realizada por André de Faria Pereira Neto, Jeane Azevedo de Souza e Sérgio Luiz Alves da Rocha, no Rio de Janeiro (RJ), nos dias 13, 20 e 27 de junho e 04, 11 e 18 de julho de 1995.
Sumário
Fita 1 - Lado A
A infância no Carmo (RJ); seu pai: sua formação e a sua clínica médica no Carmo no início do século; sua família; as razões que levaram seu tio e seu pai a optarem pela medicina; o casamento de seus pais; a morte do avô; a morte de sua mãe e o novo casamento de seu pai; a casa no Carmo; o mini-hospital do pai.

Fita 1 - Lado B
Sua alfabetização; as lembranças de seu primeiro professor; a mudança para o Rio de Janeiro (Tijuca); o consultório do pai no Rio de Janeiro; os exames preparatórios no Colégio Pedro II; o Ginásio Bittencourt; sua opção pela medicina; seu pai e o exercício da medicina: médico dedicado; a biblioteca do pai; como seu pai era remunerado pelas consultas médicas no Carmo: o farmacêutico-anestesista que atuava como assistente de seu pai; o equipamento cirúrgico de seu pai.

Fita 2 - Lado A
Os instrumentos cirúrgicos utilizados pelo pai; a evolução tecnológica da medicina; a "Escola do Doutor Aguinaga" versus a "Escola do Doutor Fernando de Magalhães"; as doações de sangue até a década de 1920; as primeiras determinações de tipo sanguíneo no Brasil; o tratamento do câncer em pacientes grávidas.

Fita 2 - Lado B
O período na universidade (1923-1928); seu trabalho como interno no Hospital Escola São Francisco de Assis; os serviços no Hospital São Francisco de Assis; como eram realizadas a anestesia e a cirurgia neste período; como conciliava os horários no hospital e os estudos na faculdade; a escolha das disciplinas na faculdade; o incidente com Miguel Osório de Almeida; os efeitos da Reforma Rocha Vaz; como se deslocava da faculdade para o hospital; o Hospital São Francisco de Assis como uma escola; o comportamento ético de Armando Aguinaga e o seu significado para a ginecologia no Brasil; sua opção pela ginecologia; a ginecologia na década de 1930.

Fita 3 - Lado A
A relação com Armando Aguinaga; o relacionamento entre médico e paciente na década de 1920; como sobrevivia no período em que cursava a faculdade; o atendimento no Hospital São Francisco de Assis; os debates ideológicos sobre o nazi-facismo nos tempos da faculdade; a Revolução de 1924; Arthur Bernardes e a Previdência Social; a Revolução de 1930; sua desilusão com Getúlio Vargas; a Revolução Constitucionalista e seu posicionamento; a vida associativa na faculdade; o perfil socioeconômico dos estudantes de medicina em 1928; os estudantes de outros Estados do país.

Fita 3 - Lado B
A família; o início de carreira; referências aos médicos Abreu Fialho, Álvaro Osório de Almeida e Cardoso Fontes; a tendência à especialização da medicina em 1928; sua cerimônia de formatura; a utilização da vacina contra a tuberculose na Escola de Enfermagem Ana Nery e no Hospital São Francisco de Assis; os efeitos da vacina; como era encarada a "medicina preventiva" no seu tempo; o tratamento dos doentes de câncer; a posição de Armando Aguinaga com relação ao curandeirismo; o ideal da medicina ontem e hoje; a opinião sobre cada um dos formados de sua turma; o perfil socioeconômico da clientela do Hospital São Francisco de Assis; as Caixas de Aposentadorias e Pensões.

Fita 4 - Lado A
O número de hospitais do Rio de Janeiro no final da década de 1920; a Assistência Municipal, a Beneficência Portuguesa e a Casa de Saúde São José; o trabalho no hospital logo no início da faculdade; a opinião sobre o avanço da medicina gratuita, a fundação das Caixas de Aposentadorias e Pensões; a situação da Previdência Social no Brasil hoje; a construção da maternidade Thompson Motta; o número de leitos da enfermaria da Escola Ana Nery.

Fita 5 - Lado A
A compra de cadáveres pelos estudantes de medicina; as aulas de anatomia; a reação na primeira dissecação; a reação dos calouros quando viam sangue pela primeira vez; o trabalho no consultório de Armando Aguinaga; o desejo de atuar no magistério superior; a atual falta de conhecimento obstétrico por parte dos médicos e as suas consequências, a experiência como professor da Escola de Enfermagem Ana Nery; a origem social das alunas da Escola Ana Nery; o "manequim obstétrico de Pinar"; seus estudos sobre o choque obstétrico; o curso de parteiras que criou na Escola Ana Nery; a relação entre os médicos e as parteiras; a ideia de fundar um plano de assistência na década de 1930.

Fita 5 - Lado B
A polêmica criada em torno do primeiro plano de assistência; a medicina de grupo hoje; alguns comentários a respeito de algumas fotografias; a maternidade da Escola Ana Nery; a construção da 19ª Enfermaria da Maternidade Thompson Motta por Armando Aguinaga; como Armando Aguinaga conciliava as suas atividades na Santa Casa e na Maternidade; os anúncios médicos e de produtos farmacêuticos; as diferenças entre os consultórios em 1935, 1938 e 1952; os cursos na maternidade do Hospital São Francisco de Assis.

Fita 6 - Lado A
Um caso de cirurgia realizada em Petrópolis; o primeiro consultório particular com Armando Aguinaga; como conciliava os horários da Escola Ana Nery e do consultório; o perfil socioeconômico de seus pacientes; o tempo de constituição de sua clientela, seu relacionamento com os pacientes do hospital e do consultório; os chamados de emergência, a compra de sua casa na rua Maria Angélica, o erro médico; a relação entre os médicos a partir da progressiva especialização da medicina; a importância da clínica médica para a formação do médico; as mudanças de localização de seu consultório, os consultórios em farmácias (1910/1920); as conferências médicas; a carreira como docente na Faculdade Nacional de Medicina e no Instituto Hahnemanniano; as diferenças entre essas duas instituições; o relacionamento entre alopatas e homeopatas.

Fita 6 - Lado B
Comparação entre o Instituto Hahnemanniano e a Faculdade de Medicina; a Casa de Saúde São José, o número de vagas no Instituto Hanemanniano e na Faculdade Nacional de Medicina; o que eram os "cursos equiparados"; seu concurso para professor titular no Instituto Hanemaniano e na Faculdade Nacional de Medicina; as relações entre o magistério e a clínica; as relações entre o hospital e a clínica; seu relacionamento com os pacientes do hospital e do consultório; a realização das transfusões de sangue e a determinação do fator Rh.

Fita 7 - Lado A
O mercado de trabalho na década de 1940 e hoje; o cargo público como um empecilho na carreira do médico; a relação entre os concursos e a clínica particular; a cadeira de clínica obstétrica na Faculdade Nacional de Medicina e no Instituto Hahnemaniano; o perfil socioeconômico dos colegas de turma; a concorrência dos Institutos e suas consequências para o mercado de trabalho do médico liberal; a transformação da medicina "liberal" para a medicina "tecnologizada"; as transformações na ginecologia nas décadas de 1930 e 1940; os estudos hormonais na Europa e nos Estados Unidos e a sua repercussão no Brasil; a prevenção do câncer; o avanço científico e as reformulações de seus cursos; a fundação da Sociedade de Medicina e Cirurgia do Rio de Janeiro; a fundação do Sindicato Médico Brasileiro; o Ministério da Educação e a criação dos Conselhos de Medicina; a Ordem dos Advogados e a Ordem dos Médicos da França; a questão ética na década de 1930 no Brasil e na França; a concorrência desleal na década de 1930; o comportamento dos médicos hoje em dia com relação à concorrência desleal; seu desinteresse pelas associações médicas; a reduzida repercussão do IV Congresso Médico Sindicalista Brasileiro no interior da categoria; referência a Roberval Cordeiro de Farias.

Fita 7 - Lado B
Como o Sindicato era visto pela categoria médica; como os médicos encaravam a criação do Conselho de Medicina; alguns comentários sobre Álvaro Tavares de Souza; a polêmica em torno da filiação ao Conselho nas décadas de 1940/1950; os médicos que participaram da criação do Conselho; os médicos "democráticos" e os médicos "esquerdistas"; a vida acadêmica e associativa dos médicos.

Fita 8 - Lado A
A indicação de Roberval Cordeiro de Farias para o Conselho; o desconhecimento da categoria do texto do Código de 1945; os médicos indicados para a primeira diretoria do Conselho; o Código de Deontologia Médica de 1945 e a "concorrência desleal"; o médico assistente e sua relação com o especialista; o "mercenarismo" na profissão; os problemas criados pela especialização.

Fita 8 - Lado B
As conferências médicas na década de 1940; a atuação do médico perito; a relação médico versus farmacêutico na década de 1940; a influência negativa do espiritismo; sua opinião sobre a homeopatia; o curandeirismo na década de 1940; a procura, pelos pacientes, por métodos "não-científicos"; o segredo médico na década de 1940; o Código de Deontologia Médica de 1945; a "indústria dos agradecimentos" e a ética profissional.

Fita 9 - Lado A
A gestão do Conselho no período anterior a sua posse na presidência; onde e como eram realizadas as reuniões para a confecção do projeto provisório do Conselho; a origem das verbas do Conselho; a promulgação do Decreto-Lei 7.955; a localização do Conselho Provisório; o Código de Ética da AMB; a criação da AMB; o movimento de criação da AMDF e a greve da letra "O"; como compatibilizar a greve com o juramento feito pelos médicos; a pluralidade de organizações associativas no Brasil; a ação da Associação Médica Americana (AMA); o Sindicato dos Médicos.

Fita 9 - Lado B
A Sociedade de Medicina e Cirurgia; o Código de Ética de 1967; o regime de trabalho no Hospital São Francisco de Assis; o primeiro convênio firmado entre um hospital e o INPS; os médicos-estudantes do Hospital São Francisco de Assis; as "escolas" dos médicos; a participação dos médicos na greve da letra "O"; o médico funcionário público e a "medicina liberal"; seu plano de um hospital-piloto; o status adquirido por trabalhar com Armando Aguinaga; suas pretensões com a candidatura para o Conselho; a eleição de 1954; os nomes dos componentes do Conselho de Medicina do Distrito Federal e do Conselho Federal de Medicina; a origem dos recursos para o funcionamento do Conselho entre 1954-1958.

Fita 10 - Lado A
As atas do Conselho Provisório; o decreto-lei n° 3.268 de 1957 aprovado pela Câmara dos Deputados; a obrigatoriedade de inscrição dos médicos nos Conselhos de Medicina; o Código de 1953 aprovado pela AMB; a resistência dos médicos ao Conselho; a composição da chapa para a eleição de 1958; os "vermelhinhos" da AMEG; seus conflitos com o presidente Heitor Carpinteiro Peres; a atuação do Conselho com o Código de 1957; o Regimento Interno do Conselho; comentários sobre Serafim Chaves Soares e Paulo Arthur Pinto da Rocha.

Fita 11 - Lado A
Sua opinião sobre alguns dos membros da diretoria do CREMEDF; as eleições para o Conselho em 1963; a chapa vencedora das eleições; comentários sobre alguns nomes que tiveram atuação destacada durante o processo de criação e instituição do Conselho.

Fita 11 - Lado B
As eleições de 1963; o período em que foi presidente do CREMEDF; o Código de Ética de 1963; a atuação do Conselho com relação à ética.

Fita 12 - Lado A
O relato da punição de um médico pelo Conselho; o período em que foi presidente do Conselho, em 1978; a chapa que foi eleita mas não empossada; a composição da diretoria antes de 1978; o Conselho Regional e a "iniciativa" de Rothier.

Renato Pacheco Filho

Entrevista realizada por André de Faria Pereira Neto e Sérgio Luiz de Alves Rocha, no Rio de Janeiro (RJ), nos dias 25 de novembro, 02, 08, 21 de dezembro de 1994 e 16 de janeiro de 1995.
Sumário
Fita 1 - Lado A
O trabalho de seu pai como médico de família; a morte de sua mãe; as brigas entre seu pai e a família de sua mãe; sua infância; suas experiências na escola Sarmiento; as influências na sua opção pela medicina.

Fita 1 - Lado B
Suas impressões sobre o Rio de Janeiro durante o período de sua infância no Jardim Botânico e Leblon; a atuação de seu pai como médico de família durante a gripe de 1918; referência ao seu pai como um homem preparado tecnicamente, ético e trabalhador; os problemas enfrentados por Renato Pacheco Filho para ingressar na faculdade de medicina; os primeiros anos na faculdade de medicina; o perfil socioeconômico dos estudantes de medicina em fins da década de 1920 e início de 1930; o sistema de aulas; as modificações introduzidas pela Reforma Rocha Vaz; as diferenças entre a Academia Nacional de Medicina e a Sociedade de Medicina e Cirurgia do Rio de Janeiro; sua experiência no quarto ano da faculdade como acadêmico vacinador da Saúde Pública; o trabalho no quinto ano como interno "de clínica cirúrgica na faculdade de medicina".

Fita 2 - Lado A
Sua experiência como vacinador da Saúde Pública; a situação da assistência médica no Rio até 1907; os concursos públicos realizados por seu pai; a vida do estudante de medicina; a origem profissional dos pais de seus colegas de faculdade; como eram as aulas na faculdade; o cotidiano de um estudante de medicina (locais de estudo); o grau de dificuldade do curso; sua participação como secretário do Clube Atlético e como diretor da Federação Acadêmica; Santiago Dantas e a solidariedade a Washington Luís; suas relações com pessoas de 'esquerda' e de 'direita'; a Revolução de 1930 e o Movimento Integralista; o debate ideológico no meio estudantil; as atividades por ele desenvolvidas durante o estágio no serviço de Paulino Werneck; o segundo e o terceiro anos de faculdade; o seu primeiro vencimento como acadêmico vacinador da Saúde Pública.

Fita 2 - Lado B
O internato de propedêutica no quarto ano com Rocha Vaz; as diferenças entre os hospitais São Francisco de Paula, São Francisco de Assis e a Santa Casa; suas experiências como 'peru' (aluno que, por decisão pessoal, desenvolve trabalho com o professor sem ter vínculo institucional ou remuneração) na Santa Casa com Augusto Paulino; sua primeira experiência na sala cirúrgica como estudante; a personalidade do professor Rocha Vaz (1929); as modificações introduzidas no ensino após a reforma Rocha Vaz; a dinâmica das aulas; o número de internos por professor e o valor que recebiam; os internos e os internos voluntários.

Fita 3 - Lado A
Sua experiência como interno de clínica cirúrgica (1930/1934) com o Professor Figueiredo Baena; a personalidade deste professor e como ele atingiu a cátedra; sua experiência como 'peru' de Aldair C. Figueiredo; o trabalho com o Professor Figueiredo Baena: a remuneração e as atividades desempenhadas; como conciliava as atividades na profilaxia, na faculdade e no internato; a organização do ensino nas várias clínicas; o perfil profissional dos médicos que participavam da Academia Nacional de Medicina e do Sindicato dos Médicos; as diferenças entre estas duas instituições; a atuação de seu pai no SMB e na Confederação Brasileira de Desportos; o surgimento do Colégio Brasileiro de Cirurgiões; as instituições médicas dos anos 1920: a Academia Nacional de Medicina, a Sociedade de Medicina e Cirurgia do Rio de Janeiro, o Sindicato Médico Brasileiro e o Colégio Brasileiro de Cirurgiões; as faculdades de medicina existentes quando de sua formatura; sua explicação para a existência de várias entidades representativas dos médicos; como ocorreu sua filiação ao SMB; algumas considerações sobre a representatividade do SMB; a visão do SMB sobre o processo de assalariamento.

Fita 3 - Lado B
As obrigações do médico assistente; seu desinteresse pela carreira do magistério; como conciliava o trabalho na faculdade e na Santa Casa (1931-1934); o trabalho com Figueiredo Baena em sua clínica privada; o funcionamento do serviço social da Santa Casa; sua opção pela cirurgia; os pré-requisitos, na época, para o trabalho do cirurgião (técnica versus habilidade); a delimitação da competência entre clínicos e cirurgiões; o conflito entre os cirurgiões e os leigos; o SMB e o combate às práticas médicas condenadas; sua nomeação (1933) para o cargo de cirurgião auxiliar da Prefeitura do Distrito Federal (Hospital do Pronto Socorro); a Reforma Pedro Ernesto e a carreira médica da Assistência; a situação dos hospitais antes da reforma; as diferenças entre os cargos de cirurgião auxiliar, adjunto, assistente e chefe de serviço; como os médicos conciliavam suas atividades na Assistência com sua clínica privada; como conseguiu montar o seu consultório particular e a constituição de sua clientela.

Fita 4 - Lado A
O consultório no Hospital São Francisco de Assis; seu tempo de trabalho no consultório; o trabalho com seu pai; a formação de sua clientela; o relacionamento com seus clientes; as características de sua clientela; seu período livre; a diferença entre o trabalho no hospital e na clinica privada; sua atuação no Souza Aguiar (1933); as origens do Souza Aguiar; a organização de seu espaço físico; sua importância para o atendimento de urgência na época; a organização dos seus serviços médicos (equipes ou serviços); a organização do trabalho dos acadêmicos neste hospital; a remuneração paga pelo paciente; o salário; a carga horária do hospital; a relação entre os médicos auxiliares e os assistentes; a sua ascensão dentro da Assistência; a perseguição da "cúpula" da Assistência a Dr Aldair Figueiredo; a volta dos 'carcomidos' depois da prisão de Pedro Ernesto; a comissão do Departamento Geral da Assistência; a prisão de Aldair Figueiredo.

Fita 4 - Lado B
A prisão de Aldair Figueiredo e a perseguição da 'cúpula' da Assistência; a participação na Comissão Organizadora do Formulário da Secretária Geral da Assistência (1938); a amizade com Pedro Nava; a obtenção do prêmio "Doutorandos de 1900" promovido pela ANM; a competição no meio médico da época; a atuação de Aldair Figueiredo na Revolução Constitucionalista de 1932; suas críticas ao então secretário da Assistência Publica, Irineu Malagueta, e a Monteiro Autran, seu chefe de gabinete; os motivos que levaram Getúlio Vargas a perseguir Pedro Ernesto.

Fita 5 - Lado A
A popularidade de Pedro Ernesto depois da Reforma; a eleição de Pedro Ernesto para a Prefeitura do Distrito Federal em 1934; a origem do dinheiro utilizado nas obras da Reforma Pedro Ernesto; as críticas feitas a Pedro Ernesto; o contato de Pedro Ernesto com Luiz Carlos Prestes; a Intentona Comunista (1935) e a participação de alguns auxiliares de Pedro Ernesto; Carlos Lacerda e a queda de Getúlio Vargas em 1955; a prisão de Pedro Ernesto; sua saída da prisão; o Dispensário Rocha Faria em Campo Grande: sua organização física e a composição das equipes; sua ida para Campo Grande e o acesso até lá naquela época; a clientela atendida; o tempo de serviço; sua transferência para o Paulino Werneck na Ilha do Governador; a inauguração dos hospitais construídos por Pedro Ernesto; a localização do Hospital Rocha Faria; o Hospital Paulino Werneck: a organização interna técnica do espaço; as especialidades existentes; o acesso ate lá; o número de leitos; o serviço; sua convivência com Pedro Nava; porque Pedro Ernesto fez os hospitais em locais onde não havia pacientes.

Fita 5 - Lado B
Sua convivência com Pedro Nava; a experiência no Hospital Carlos Chagas como chefe de clínica; os motivos de sua saída.

Fita 6 - Lado A
O Hospital Souza Aguiar (1933): as ocorrências, as especialidades e a organização dos serviços (equipes); as modificações introduzidas pela Reforma Pedro Ernesto; o critério de nomeação dos chefes de serviço; as ampliações no Hospital Souza Aguiar depois da Reforma Pedro Ernesto; as atribuições dos chefes de serviço,. o relacionamento entre clínicos e cirurgiões no Souza Aguiar; a clientela atendida; a remuneração paga pelo paciente; a Assistência Médica antes da Reforma Pedro Ernesto; a reação popular ao funcionamento do Pronto Socorro quando de sua inauguração; a faixa etária de seus colegas de trabalho; o Souza Aguiar como uma grande escola; como compatibilizava o seu horário no Souza Aguiar com o de seu consultório; a clientela de seu consultório; as diferenças entre a clínica privada ontem e hoje; as razões de sua saída do Souza Aguiar; as referências a Aldair Figueiredo; sua opinião sobre a Revolução de 1930.

Fita 6 - Lado B
Seu relacionamento com Pedro Ernesto; o serviço no Hospital Rocha Faria: o espaço físico, o número de equipes, sua constituição e clientela; sua ascensão de cirurgião assistente a chefe de serviço no Carlos Chagas; o serviço no Paulino Werneck; a comparação entre as clientelas do Souza Aguiar, do Paulino Werneck e do Rocha Faria; o motivo de sua saída do Paulino Werneck; como se tornou chefe de clínica do Carlos Chagas; quando começaram a ser construídos os hospitais Paulino Werneck, Carlos Chagas e Getúlio Vargas; a administração posterior à de Pedro Ernesto; o posto de afogados do Lido: os motivos para a sua fundação; a visão do SMB sobre a Reforma Pedro Ernesto; a atuação de Pedro Ernesto como interventor do Distrito Federal.

Fita 7 - Lado A
O posicionamento do Sindicato diante das reformas promovidas por Pedro Ernesto; a Faculdade de Ciências Médicas fundada por Rolando Monteiro; o relacionamento entre as faculdades e o SMB; o impacto das idéias de Pedro Ernesto sobre a assistência pública e sobre o mercado de trabalho médico; a posição do Sindicato com relação à criação do Conselho de Medicina; a proposta de fundação da Ordem dos Médicos; a reação da opinião pública à Reforma Pedro Ernesto; a saída de Pedro Ernesto da prisão; os motivos da popularidade de Pedro Ernesto; a posição de Pedro Ernesto em relação ao integralismo e ao comunismo; o trabalho na Ilha do Governador; os médicos da Assistência e seus consultórios particulares; o desvio de clientes para o consultório particular ontem e hoje; o status alcançado pelo trabalho na Assistência; sua nomeação para chefe de clínica do Hospital Carlos Chagas; o espaço físico do hospital; a organização das equipes.

Fita 7 - Lado B
O Hospital Carlos Chagas: a organização técnica do espaço, o número de leitos, a clientela, o número de médicos; a transfusão de sangue neste período; referências a Aldair Figueiredo e a sua saída e posterior reintegração na Assistência; o seu salário na assistência; a sua dedicação à profissão como exemplo herdado de seu pai; a atitude mercenária dos médicos de sua época; seu retorno ao Souza Aguiar e as diferenças em relação ao período anterior; seus atritos com os diretores do Hospitais Souza Aguiar e Carlos Chagas; sua transferência para o Méier.

Fita 8 - Lado A
Seu período como médico da Beneficência Portuguesa (1937-1941); o trabalho no ambulatório; o relacionamento entre diretor e médico do ponto de vista da determinação do número de clientes a serem atendidas; sua atuação na Revista Médica Municipal; as revistas médicas existentes no início da década de 1940; o Hospital Getúlio Vargas, o espaço físico e sua organização técnica, as especialidades, a constituição das equipes, o número de leitos e o sistema de trabalho; a criação da Associação Médica Brasileira; a fundação da AMDF.

Fita 8 - Lado B
As disputas entre a AMB e a AMDF; a origem do Conselho de Medicina e o concomitante refluxo do SMB; a AMB e a defesa dos interesses dos médicos paulistas; as relações entre a AMB, a AMDF e o Sindicato dos Médicos; sua candidatura à presidência da AMDF (1955); sua atuação como presidente da AMDF; suas relações com o presidente Juscelino Kubitschek; sua indicação para a comissão de estudos para a confecção do decreto presidencial que reconhecia o risco de vida para os médicos; a censura da AMB às iniciativas tomadas pela AMDF.

Fita 9 - Lado A
O pedido de prisão contra ele e os demais membros da AMDF sob a acusação de serem todos comunistas (1964); as disputas entre a AMDF, a AMB e a Sociedade de Medicina e Cirurgia do Rio de Janeiro; de que maneira a SMCRJ tornou-se representante da AMB no Rio de Janeiro; os motivos da proliferação institucional no movimento médico; o SMB e a oposição à criação do Conselho de Medicina; a proposta de criação da Ordem dos Médicos; o achatamento salarial dos médicos de 1940 a 1952; a AMB e a palavra de ordem: "emprego único para os médicos"; as distorções do comportamento médico como efeito da baixa remuneração; os cargos que ocupou no Colégio Brasileiro de Cirurgiões; como se tornou presidente do CBC; a relação entre a participação em associações médicas e o status; sua atuação como presidente do CBC e suas principais contribuições ao CBC; o CBC hoje; a sua atuação no movimento da greve da letra 'O'.

Fita 10 - Lado A
A participação em entidades médicas; sua entrada para o Colégio Brasileiro de Cirurgiões (1932); o Colégio Brasileiro de Cirurgiões neste período; sua atuação como relator nas reformas estatutárias do Colégio; as diferenças entre o Colégio e a Sociedade de Medicina e Cirurgia do Rio de Janeiro; o Colégio de Cirurgiões hoje; as diferenças entre o Colégio e as demais instituições médicas do período; os benefícios; por que não participou de maneira ativa do Sindicato; a clientela do Sindicato; como se tornou sócio do Sindicato; que tipo de relacionamento seu pai tinha com Álvaro Tavares; a atuação de Álvaro Tavares à frente do Sindicato; a posição do Sindicato com relação à entrada do Estado na Assistência Médica; as relações do Colégio com os professores das faculdades de medicina; sua participação em entidades médicas internacionais.

Fita 10 - Lado B
O perfil da profissão na década de 1940; as relações entre os médicos; as estratégias para angariar clientes; a importância do trabalho no serviço público; o seguro saúde e o credenciamento dos médicos como solução para os médicos; as relações entre a prática médica e a política; a constituinte de 1933 e a eleição do candidato dos médicos: Cumplido Sant'Anna; onde se formavam os médicos que atuavam no RJ; como eram as relações entre alopatas e homeopatas na década de 1940; a origem social de seus colegas de turma na década de 1930; a presença da medicina na imprensa leiga - os anúncios médicos; a posição contrária do SMB à criação do Conselho em 1945; as razões da demora da tramitação do Projeto 7.955 na Câmara; o Código de Ética de 1945.

Fita 11 - Lado A
O Código de 1945; as funções de um código de ética; como eram as relações entre os médicos na década de 1940; as conferências médicas: o que eram e como eram realizadas; a especialização da medicina e os dilemas éticos; as diferenças entre o médico assistente e o médico perito (1945); as relações entre os médicos e os farmacêuticos na década de 1940; a mercantilização da farmácia depois da Segunda Grande Guerra; os tipos de charlatanismo; o relacionamento do doente com o charlatão; a posição do Colégio Brasileiro de Cirurgiões em relação ao charlatanismo; os avanços técnicos na medicina; o desenvolvimento das lentes de contato depois da grande guerra; a posição do Conselho com relação ao charlatanismo; o segredo médico; os anúncios médicos e a indústria dos agradecimentos; o seguro saúde e a proletarização dos médicos; as consultas pelo rádio e pelos jornais; a entrada do Estado na Assistência Médica e as suas consequências para a prática médica.

Fita 11 - Lado B
A criação do seguro saúde no Brasil, na França, nos Estados Unidos e na Inglaterra; o funcionamento do seguro saúde no Brasil; sua relação com a autonomia profissional e com o mercado de trabalho médico; o trabalho gratuito; a transferência de pacientes da clínica pública para a clinica privada; o caso do "Dr. Pulha".

Fita 12 - Lado A
O perfil profissional do médico na década de 1950; a atuação do médico de família no início do século; as modificações no ensino prático da medicina na década de 1940; os limites de atuação do SMB; a atuação de Álvaro à frente do Sindicato; como o Sindicato via a opção dos médicos pelo serviço público; as faculdades existentes na época em que se formou; as razões para o declínio da clínica privada; sua opinião sobre o assalariamento e sobre a autonomia; o Sindicato e a crítica à Reforma Pedro Ernesto; a Reforma Pedro Ernesto e a ampliação do mercado de trabalho do médico carioca; a relação ambígua do Sindicato com relação a Pedro Ernesto; a verificação da indigência nos Hospitais da Assistência; as diferenças entre o Hospital do Pronto Socorro e o Dispensário do Méier.

Fita 12 - Lado B
O movimento de criação da AMDF; o perfil dos médicos participantes da AMB; a proposta de fundação de uma associação de bases nacionais; a criação da AMDF; a discriminação aos médicos cariocas da AMDF pela AMB; a participação dos médicos 'comunistas' na AMDF; as relações entre a AMDF e a greve da letra 'O'; os motivos da greve da letra 'O'; o veto ao projeto que criava a letra 'O' e a reação da AMDF; como foi obtido o aumento dos médicos pela AMDF; a repercussão da greve na imprensa.

Ermiro Lima

Entrevista realizada por André de Faria Pereira Neto, Patrícia Loyola do Amaral e Sérgio Luiz Alves da Rocha, no Rio de Janeiro (RJ), nos dias 20 e 27 de abril e 01, 04 e 11 de maio de 1995.
Sumário
Fita 1 - Lado A
A infância em Bezerros e Recife (PE); seu fascínio pela engenharia mecânica; sua opção pela medicina: a influência de Paulo Afonso; o cotidiano na Faculdade de Medicina da Bahia; o vestibular para medicina em 1921; a entrada na faculdade; a família: a profissão de seu pai e de seus irmãos; a cidade de Bezerros na sua infância; o curso primário; a formação deficiente dos médicos deste período; os motivos de sua opção pela medicina; sua clientela em Bezerros e nas cidades vizinhas; as razões que o levaram a vir para o Rio de Janeiro: a influência de Álvaro Fróes da Fonseca; seus estudos de anatomia no Rio de Janeiro; a transferência de Fróes da Fonseca da Faculdade de Medicina da Bahia para a Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro; o concurso; sua vida como estudante na faculdade; sua carreira durante os dez anos em que se dedicou à anatomia; a Faculdade de Medicina da Bahia e o seu prestígio na época; o perfil de Ermiro Lima como estudante e professor; o primeiro concurso de docência na Faculdade de Anatomia.

Fita 1 - Lado B
A importância dos concursos para a docência: sua repercussão profissional e social; o apoio recebido por ocasião de seu primeiro concurso; sua transição para a otorrinolaringologia; as relações entre a anatomia e a cirurgia; a influência de Eduardo Morais na opção pela otorrinolaringologia; a dedicação à clínica de otorrinolaringologia; o trabalho no Hospital Santa Isabel (BA); Eduardo de Morais e o seu prestígio científico e político; as atividades desenvolvidas como auxiliar de ensino de Fróes da Fonseca; Fróes da Fonseca e Morais: símbolos de médicos eruditos; a trajetória de Fróes da Fonseca; o processo de especialização e as polêmicas a respeito; a influência da medicina americana; a trajetória profissional de Morais; sua tese de doutoramento.

Fita 2 - Lado A
O salvamento da vítima de osteonite; o regime de cobrança de honorários; sua recusa em estipular a quantia da consulta; sua clínica em Bezerros: organização do espaço físico, especialidades tratadas, localização; o perfil socioeconômico de sua clientela em Bezerros; o perfil de seus pais; o seu casamento em 1951.

Fita 2 - Lado B
A época de seus estudos em medicina na Bahia; o perfil socioeconômico e cultural dos estudantes de medicina da Bahia nos anos 1920; as diferenças entre a vida universitária em Pernambuco e na Bahia; a entrada na faculdade em 1920; a vida do médico neste período; sua clínica em Bezerros e o grande número de clientes; sua recusa em estipular o preço da consulta; suas atividades associativas no período universitário,. a participação na Sociedade Literária; os reflexos da semana de 1922 na faculdade de medicina; os reflexos da fundação do PCB sobre os estudantes de medicina da Bahia; as influências da atuação de Luís Carlos Prestes, Juarez Távora e Siqueira Campos; o movimento integralista e o comunista e sua repercussão sobre os estudantes de medicina da Bahia; sua amizade com Plínio Salgado; os debates entre as vertentes comunista e integralista na sociedade.

Fita 3 - Lado A
O atentado no Palácio Guanabara e os integralistas; as diferenças entre Gustavo Barroso e Plínio Salgado; a estrutura dos concursos para a faculdade; a remuneração do professor; seu concurso de livre-docência em anatomia no Rio de Janeiro (1928); Fróes da Fonseca e seu interesse pela anatomia e antropologia dos índios; suas relações com Roquete Pinto - diretor do Museu Nacional; seus estudos sobre a conformação nasal dos índios brasileiros; o convite de Fróes para se estabelecer no Rio de Janeiro; o período em que passou a exercer a otorrinolaringologia gratuitamente, visando seu aperfeiçoamento profissional; seu trabalho na Policlínica Geral do Rio de Janeiro; a formação de sua clientela particular; o consultório com Linhares; o consultório com a família Conde; um histórico da otorrinolaringologia; o trabalho no Hospital São Francisco de Assis; a cátedra na Universidade de Farmácia e Odontologia e a cátedra de anatomia da Faculdade de Odontologia da Universidade do Brasil; o prestígio do professor universitário; o concurso de 1944 com David Sanson.

Fita 3 - Lado B
A clientela da Policlínica; as especialidades existentes; a montagem de seu consultório; o mercado de trabalho para a otorrinolaringologia naquela época; a história da otorrinolaringologia no Brasil; a importância dos médicos Hilário de Gouvêa, João Marinho, Hélio Hungria e David Sanzon para o desenvolvimento da otorrinolaringologia no Brasil; seu concurso para a cátedra de anatomia (1939); sua entrada para a faculdade na década de 1950; seu período nos Estados Unidos no fim da Segunda Guerra Mundial.

Fita 4 - Lado A
A cronologia dos concursos realizados por Ermiro Lima: de 1928 a 1944; seu trabalho nos hospitais de Boston, Saint Louis e Filadélfia no ano de 1945; sua nomeação para diretor do Hospital dos Servidores do Estado (1947); sua atividade como docente; o horário do consultório e das aulas na faculdade,- a montagem de seu consultório particular; o prestígio conseguido através do incidente de 1944; o seu novo consultório: a localização; como conseguiu montar este consultório; o mercado de trabalho para o otorrino na época; as modificações feitas no consultório devido aos avanços tecnológicos; a relação entre médico e paciente; a relação entre os próprios médicos.

Fita 4 - Lado B
O prestígio na relação médico/paciente; o perfil teórico e o perfil artesanal dos médicos; as ligações entre a prática médica e a arte; sensibilidade e subjetividade versus tecnologia e objetividade no diagnóstico médico; os debates e controvérsias entre a generalidade e as especialidades em medicina; as relações entre a moral e o prestígio médicos; a concorrência entre a medicina e as outras formas de cura não-cientificas; a existência do charlatanismo diplomado; as condições de trabalho no hospital público; os fatores responsáveis pela cura.

Fita 5 - Lado A
A relação médico/paciente; a propaganda médica; o perfil socioeconômico de sua clientela; o estabelecimento de uma clientela fixa; a relação entre a docência e o consultório privado; o Hospital dos Servidores: tecnologia versus remuneração; o Hospital dos Servidores, local de prestígio médico; sua atividade associativa: a passagem no Sindicato Médico; comentários sobre Alvares Tavares de Souza; como se tornou líder da greve da letra "O"; a posição do Sindicato com relação ao assalariamento; a política classista do Sindicato; os motivos para a fundação da Associação Médica do Distrito Federal (AMDF).

Fita 5 - Lado B
Os motivos da proliferação associativa na categoria; as diferenças entre a AMDF, o Sindicato dos Médicos e a Associação Médica Brasileira (AMB); a posição dos médicos Alípio Correia Neto (cirurgião) e Jairo Ramos (pioneiro da cardiologia em SP), representantes paulistas da AMB contrários à AMDF; os motivos das divergências entre a AMDF e a AMB com relação à realização da greve; a posição do Sindicato contrária à greve; o perfil dos médicos que lideravam o movimento; os motivos para a escolha de Ermiro Lima para a presidência da AMDF; os motivos para a greve da letra "O"; a figura de Alencastro Guimarães, ministro do Trabalho, na época da greve da letra "O".

Fita 6 - Lado A
As razões para a fundação da Associação Médica do Distrito Federal (AMDF); o primeiro presidente da AMDF: Couto e Silva; as relações entre a AMDF e a AMB; a relação entre o associativismo e o prestígio médico; o relacionamento entre médicos e entre estes e seus clientes; a luta da AMDF pela aprovação do projeto de lei n° 1.082/50; o envolvimento do Sindicato dos Médicos, da AMB e da AMDF na campanha de aprovação do Projeto de Lei 1.082/50, que significava para os médicos atingir a letra "O".

Fita 6 - Lado B
Os motivos da greve da letra "O"; remuneração versus prestígio; as divergências no interior da categoria; os motivos que o levaram a liderar a greve da letra "O"; suas atividades associativas posteriores à liderança da greve; o protesto dos médicos no Palácio do Cateter o veto do presidente Café Filho ao Projeto de Lei n° 1.082/50; as concepções dos médicos sobre a greve; o que era a greve simbólica; sua prisão; a influência dos médicos comunistas no movimento; o processo de decisão das greves simbólicas ou jornadas de protesto.

Fita 7 - Lado A
Como foi decidido o início e o fim do movimento da letra "O"; a tendência esquerdista de Afrânio de Alencar Mattos (membro da diretoria da AMDF); a posição dos médicos Isnard Teixeira, Borreli, Júlio Sanderson, Carlos Grey e Renato Pacheco com relação à greve da letra "O" e as suas relações com a AMDF; o posicionamento da Academia Nacional de Medicina em relação à greve; o interesse do governo em rotular a greve como um movimento comunista; o posicionamento da imprensa em relação à greve da letra "O"; o boicote aos laboratórios farmacêuticos de Assis Chateaubriand; o final do movimento: ganhos e perdas; o samba "Maria Candelária" e sua relação com o movimento grevista sobre a letra "O"; o novo Código de Ética proposto pela AMB em 1953.

Fita 7 - Lado B
A AMB em 1953; a origem da AMB; as relações conflituosas entre a AMDF e a AMB; a criação do Conselho de Medicina em 1957 e a aprovação do Código de Ética em 1953; os motivos que levaram a AMB a propor um novo Código de Ética nos anos 1950; a oficialização do código em 1957; a normatização da relação entre os médicos; o desvio de clientes; as relações entre médicos e pacientes; a relação entre o médico especialista e o médico generalista ou antigo médico de família; o processo de especialização da medicina.

Fita 8 - Lado A
As modificações introduzidas na prática médica pela incorporação de novas tecnologias; o funcionamento dos hospitais hoje; o surgimento das especialidades médicas; a contribuição da sofisticação dos instrumentos para a especialização médica; a interrelação entre as várias especialidades médicas; a predominância no código de 1957 do médico generalista sobre o especialista; a relação médico/paciente; o cliente privado e o cliente público; a clínica no Hospital São Francisco e o convívio com clientes de diversas camadas sociais; a primeira diretoria do Conselho de Medicina; as reuniões do Conselho; considerações sobre si mesmo e sobre Álvaro de Mello Dória: os representantes da AMEG na chapa vitoriosa que assumiu o Conselho em 1958.

Fita 8 - Lado B
Os debates nas reuniões do Conselho sobre medicina geral e especializada; a relação médico/médico; a relação médico/paciente; as modificações ocorridas no mercado referente à otorrinolaringologia; a história da otorrinolaringologia; os avanços técnicos e a especialização na otorrinolaringologia; a restrição do campo de atuação na área da otorrinolaringologia; o caso da fonoaudiologia; o perfil do paciente "ideal"; os princípios do exercício da medicina: segredo profissional, liberdade de escolha do paciente em relação ao médico.

Fita 9 - Lado A
Os princípios da medicina: a liberdade de prescrição; a liberdade de ter o seu próprio consultório; o pagamento no ato da consulta; algumas considerações sobre a carga de trabalho médico; a concorrência entre a medicina, o curandeirismo, o charlatanismo e as práticas espíritas; o caso da homeopatia; a distinção entre o curandeiro e o charlatão; a presença do deputado Tenório Cavalcanti nas assembleias sobre a deflagração da greve da letra "O"; agradecimentos e palavras finais.

Carlos Renato Grey

Entrevista realizada por André de Faria Pereira Neto e Sérgio Luiz da Rocha, no Rio de Janeiro (RJ), nos dias 18, 24 e 31 de outubro e 6, 14 e 28 de novembro de 1994.
Sumário
Fita 1 - Lado A
As influências para a escolha da carreira de médico; a atuação de seu pai durante a gripe espanhola; a formação do pai; o curso primário com a tia Josefina Calvet; a organização do sistema de ensino na época; a atuação do pai como professor substituto na cadeira de ginecologia da Faculdade do Paraná; a influência do primo Jorge de Moraes Grey; o convívio com os colegas da faculdade em sua casa; o serviço de Jorge Soares de Gouvêa no Hospital São Francisco de Assis: a grande escola cirúrgica do Rio de Janeiro; a Santa Casa da Misericórdia: a primeira escola cirúrgica do Brasil; a importância do Rio de Janeiro como centro de formação de médicos; como foi sua entrada para o serviço de Jorge Gouvêa; a situação da cirurgia de crânio no Brasil no início do século e o pioneirismo de Alfredo Monteiro.

Fita 1 - Lado B
Alfredo Monteiro: um pioneiro da cirurgia de crânio no Brasil; a morte de seus irmãos; alguns fatos sobre a família; as relações com o primo Jorge de Moraes Grey; o período como interno no Hospital São Francisco; a condição sócio-econômica de sua família; os centros de formação em medicina, engenharia e direito no país; a Lei Rocha Vaz: a estrutura do ensino e a dinâmica dos exames; a volta de sua família do Paraná em 1926 e a mudança para o Flamengo (RJ); a situação da cirurgia de úlcera ontem e hoje; seu pai: sua formação e a área de atuação.

Fita 2 - Lado A
A formação de seu pai no Instituto Pasteur; suas lembranças sobre a gripe espanhola; a atuação de seu pai neste período na Tijuca, Andaraí e Vila Isabel (RJ); as dificuldades iniciais de inserção no mercado depois de formado; seu trabalho no consultório do primo Jorge de Moraes; referências a Evandro Chagas, seu professor na cadeira de medicina tropical; seu trabalho no Nordeste (1940-1942), no Centro de Estudos da Malária (convênio com a Fundação Rockefeller); o sucesso de seu trabalho no Nordeste; sua trajetória associativa no Ginásio Paraense; seus pais; a concorrência como exercício permanente rumo à perfeição; o ingresso na faculdade de medicina; a relação entre a generalidade e a particularidade na medicina; sua participação na fundação da Sociedade Brasileira de Urologia.

Fita 2 - Lado B
Sua formação na faculdade: a ênfase na embriologia e na anatomia; a relação entre a generalidade e a especialidade; a fundação da Faculdade de Medicina de São Paulo pela Fundação Rockefeller; a evolução da cirurgia no Rio de Janeiro; o 'feudo' na cirurgia carioca do período; os institutos como instrumentos de democratização do acesso ao mercado de trabalho médico; o governo Getúlio Vargas e algumas de suas realizações; sua opinião sobre como deveria ser a organização dos serviços de saúde no Brasil de hoje; o prestígio da profissão médica no início do século; a importância da hierarquia salarial no hospital; o vestibular para medicina na década de 1930: o grau de dificuldade, o número de vagas, o sistema de avaliação.

Fita 3 - Lado A
As lembranças de seus colegas de turma na faculdade; a estrutura curricular do curso de medicina; algumas das técnicas utilizadas na cirurgia na época; referências aos chamados médicos medalhões e a convivência destes com os médicos mais novos; o cotidiano das aulas na faculdade; seu período como monitor na faculdade de medicina; o processo de avaliação na faculdade; os amigos de faculdade.

Fita 3 - Lado B
A experiência associativa na época do Ginásio Paranaense e depois na faculdade de medicina; como se tornou líder no período da faculdade; a França: centro médico e filosófico mundial da época; referências ao Bloco Operário Camponês; sua posição crítica diante dos regimes totalitários durante a Segunda Guerra Mundial; as relações internacionais no pós-Segunda Guerra; sua participação política na época da faculdade; a situação política brasileira: a Aliança Nacional Libertadora e o Partido Integralista Brasileiro de Plínio Salgado; a hegemonia dos integralistas na faculdade e a sua posição destoante; sua escolha para orador na formatura de 1937; as polêmicas no movimento estudantil no período na faculdade; sua participação na Revolução Constitucionalista de 1932.

Fita 4 - Lado A
Sua participação no Movimento de 1932; os objetivos do Movimento de 1932; o posicionamento de integralistas e comunistas com relação ao Movimento de 1932; a Revolução de 1935; o regime da 'copa e cozinha'; seu trabalho como jornalista da Agência Brasileira; a 'compra' de empregos; a UDN e o PSD; a competição como exercício para o aperfeiçoamento; sua atuação como diretor de intercâmbio do Diretório Central dos Estudantes; as reivindicações do movimento estudantil de sua época; a atuação de Anísio Teixeira na área educacional.

Fita 4 - Lado B
A preocupação, durante a sua formação, com a generalidade; seu período na Cruz Vermelha; o interesse pela microbiologia; seu período como monitor de histologia; as atividades realizadas pelos internos; os recursos da medicina da época; sua atuação, depois de formado, no Hospital São Francisco; o relacionamento do médico assistente com os chamados médicos 'medalhões'; como conciliava os vários trabalhos; a experiência do Hospital do Pronto Socorro na cirurgia de urgência; a vivência no Hospital do Pronto Socorro; o trabalho com seu primo Jorge (1938).

Fita 5 - Lado A
Sua atividade no consultório do primo Jorge; o concurso como possibilidade de 'alçar voo' - autonomia técnica; o concurso dos comerciários como o momento profissional mais importante de sua vida profissional; o processo seletivo do Colégio Brasileiro de Cirurgiões ontem e hoje; o processo de avaliação na faculdade; o professor Evandro Chagas e a proposta de trabalho em medicina tropical; a ida para o serviço de malária do Nordeste (1940-1042); a importância da erradicação do mosquito anofelino no Nordeste; seu trabalho no serviço do primo Jorge de Moraes no Hospital Nossa Senhora do Socorro; seu consultório particular; seu trabalho como médico na Embaixada Americana.

Fita 6 - Lado A
A erradicação do mosquito anofelino e seu trabalho posterior; como foi selecionado para este trabalho no Nordeste; a importância do trabalho nos hospitais públicos: aquisição de experiência; o convite feito a ele por Evandro Chagas para trabalhar no Nordeste, o curso de propedêutica médica com Feijó; a preparação para o concurso do Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Comerciários; como conciliava suas várias atividades; o seu consultório: a clientela, a constituição física; a aprovação no concurso do Instituto dos Comerciários e as consequências para a sua carreira profissional; o Hospital Nossa Senhora das Vitórias; a amizade com Euclides Figueiredo.

Fita 6 - Lado B
Suas relações com Euclides Figueiredo; os efeitos profissionais de sua aprovação no concurso para o Instituto dos Comerciários; a compra do atual Hospital de Ipanema pelo Instituto dos Comerciários; o movimento para pôr fim ao "regime da copa e cozinha" em 1944; a atuação de Álvaro Tavares de Souza à frente do Sindicato dos Médicos; sua participação no IV Congresso Médico Sindicalista e suas propostas; a briga com os 'senhores feudais da cirurgia' pelo pagamento de seus auxiliares, participação de Getúlio na criação do Conselho e na reformulação do Código; a queda de Getúlio e a ascensão de Dutra; o conflito entre o PSD e a UDN; a composição do Conselho Provisório de Disciplina Profissional; a posição política de Álvaro Tavares de Souza; o relacionamento entre Tavares de Souza e o presidente Getúlio Vargas; as limitações do presidente Dutra.

Fita 7 - Lado A
O atentado da rua Tonelero; Getúlio Vargas e sua compulsão pelo poder; as causas da queda do presidente Getúlio Vargas em 1945; o IV Congresso Médico Sindicalista: perfil de seus participantes e de seus principais temas; a necessidade da reformulação ética e administrativa; a seleção para o internato ontem e hoje.

Fita 7 - Lado B
O processo de seleção de internos para o serviço de Jorge de Gouvêa; o crescimento da medicina em São Paulo com a fundação da faculdade de medicina; os motivos que levavam os médicos a participar do IV Congresso Médico Sindicalista; o Sindicato e suas funções éticas e administrativas; a repercussão das ações do Sindicato entre a categoria médica; os anúncios médicos e a ação do Sindicato; os anúncios médicos hoje; a divisão entre a Academia Nacional de Medicina e o Colégio Brasileiro de Cirurgiões; o processo seletivo para o Colégio na época de seu ingresso; a fundação do Colégio; a Sociedade de Medicina e Cirurgia do Rio de Janeiro: suas funções e atuação; sua opinião sobre a maneira pela qual os serviços de saúde deveriam ser organizados.
´
Fita 8 - Lado A
As dificuldades de inserção no mercado nas décadas de 1930 e 1940; o aparecimento da residência médica no Brasil; os donos da cirurgia no Rio de Janeiro; o significado da carreira universitária (docência); o serviço do hospital como uma forma de realizar sua formação técnica; a Fundação Rockefeller e a criação do hospital da Faculdade de São Paulo; a Revolução de 1930 e os seus efeitos sobre o mercado de trabalho médico; a criação das Caixas como um novo elemento na reordenação do mercado de trabalho médico; sua ida ao Nordeste a partir de um convênio com a Fundação Rockefeller; as facilidades de inserção no mercado de trabalho para os médicos sanitaristas; o relacionamento entre os médicos 'medalhões' e os médicos assistentes.

Fita 8 - Lado B
As deformações no processo de constituição dos serviços médicos dos institutos; as três fases da cirurgia no Rio de Janeiro: a Santa Casa, o Pronto Socorro e os Institutos; a imprensa médica da época; o serviço dos médicos nas Caixas; seu trabalho no Instituto dos Comerciários; seu Serviço no Board Economic Affairs (Embaixada Americana); o aprendizado no Hospital Nossa Senhora do Socorro; o aspecto caritativo da prática médica do período; o surgimento da Previdência e a diminuição dos pacientes pobres na Santa Casa; a qualidade técnica do corpo de médicos do Instituto dos Industriários e dos Comerciários; a experiência adquirida no estágio no Hospital do Pronto Socorro; a primeira cirurgia de coração no Brasil.

Fita 9 - Lado A
A natureza da prática cirúrgica; o erro médico; os concursos como forma de elevar o nível do serviço; o processo de formação dos residentes; a residência na formação de bons profissionais,. a residência hoje; como o médico conquistava sua clientela; a competição como forma de aperfeiçoamento; o processo de especialização na urologia e na medicina em geral; a relação entre a generalidade e a particularidade; sua opção pela urologia; a formação de seu pai; a concorrência no mercado de trabalho médico.

Fita 9 - Lado B
Sua opção pela urologia; a 'escola' de Jorge de Gouvêa; as principais especializações da medicina no seu período de formado; a insatisfação dos médicos recém formados com as limitações do mercado de trabalho; sua preparação para o primeiro concurso público; a tentativa de ir aos Estados Unidos como bolsista; a abertura dos concursos; sua entrada no Sindicato juntamente com outros médicos recém-formados; os objetivos do IV Congresso Médico Sindicalista; seu atrito com Álvaro Cumplido Sant'Anna em relação ao valor do salário mínimo.

Fita 10 - Lado A
A reunião com o presidente Getúlio Vargas para expor as deliberações do IV Congresso Médico Sindicalista; as sugestões do presidente em relação à criação do Conselho de Medicina; os membros do Conselho Provisório de 1945; a importância do IV Congresso Médico Sindicalista; sua atuação neste Congresso; sua explicação para a queda de Getúlio Vargas.

Fita 11 - Lado A
O horário do consultório; o significado profissional da aprovação no concurso para o Instituto dos Comerciários; o concurso: número de vagas, candidatos, estrutura das provas; a relação entre o concurso para os Comerciários e a sua clínica particular; o regime de trabalho no Instituto dos Comerciários: salário, carga horária e o cotidiano de trabalho; a discussão em torno da acumulação de empregos pelos médicos nas décadas de 1930 e 1940; sua crítica à acumulação de empregos pelos médicos; sua participação em associações cientificas; a preocupação em 'fazer clínica'.

Fita 11 - Lado B
As referências à sua capacidade de estudo e aos motivos que o levavam a participar de associações cientificas; suas críticas ao Código de 1931; as razões que o levaram a participar do Conselho de Medicina; a exploração dos médicos assistentes pelos denominados médicos 'medalhões'; a exploração dos médicos pela Santa Casa; sua posição em relação à ação dos charlatães e curandeiros; sua proposta para a organização dos serviços de saúde; a luta pelo estabelecimento da residência nos moldes americanos; a questão da livre escolha do médico pelo paciente; como atuava o Sindicato com relação à propaganda médica na imprensa leiga; a ação do Colégio Brasileiro de Cirurgiões com relação à propaganda médica na imprensa leiga.

Fita 12 - Lado A
Sua opinião sobre os anúncios médicos na imprensa leiga; o direito dos pacientes em manter a sua privacidade; as opiniões do Conselho sobre a questão dos anúncios; a importância do sigilo médico; a situação da indústria farmacêutica no Brasil nas décadas de 1930 e 1940 e também na atualidade; a utilidade para os serviços de saúde dos consultórios localizados nas farmácias; Pedro Ernesto e a ampliação dos serviços de saúde no Distrito Federal; as conferências médicas: o que eram, como se realizavam; a medicina como ciência conjecturai e sua tendência a tornar-se uma ciência exata; a relação entre o médico generalista e o especialista; o médico assistente (Código de 1931); a tendência da medicina para utilizar o diagnóstico feito pela imagem.

Fita 12 - Lado B
A opinião do Conselho sobre a questão do atendimento gratuito; as discussões sobre o salário mínimo dos médicos; sua opinião sobre o Sistema Único de Saúde; as 'disputas ideológicas' no movimento médico depois de 1964; sua opinião sobre a ação do Estado com relação aos serviços de saúde: como e a quem atender; como deve ser a remuneração do médico; a relação entre o Conselho e os médicos; a conjuntura política nacional na década de 1940; a atuação do Conselho hoje; a representatividade do Conselho nas décadas de 1940 e 1950; as disputas eleitorais para o Conselho hoje; o atual desrespeito ao Código de ética; a greve da letra 'O'.

Fita 13 - Lado A
A ação da Santa Casa revertendo as decisões do IV Congresso Médico Sindicalista; sua fama de comunista; a diferença entre a liberdade e o livre arbítrio; o impacto da Reforma Pedro Ernesto sobre o mercado de trabalho médico; os motivos da prisão de Pedro Ernesto; a queda de Getúlio Vargas em 1945; um balanço de sua vida profissional; a evolução da urologia e da cirurgia no mundo e no Brasil; os efeitos dessa evolução sobre a prática médica; o avanço tecnológico e a desumanização da medicina; a tendência da medicina a tornar-se no futuro uma ciência exata.

Fita 13 - Lado B
Os motivos de sua entrada no Colégio Brasileiro de Cirurgiões; a situação do Colégio Brasileiro de Cirurgiões e da Academia Nacional de Medicina ontem e hoje; a relação da medicina alopata com as práticas denominadas 'alternativas'; as contribuições da psicanálise à pratica médica; a medicina e sua tendência a tornar-se ciência exata; as relações entre a medicina científica e a medicina popular; a medicina e o espiritismo; os fatores que auxiliaram a sua formação profissional.

Fita 14 - Lado A
As características do paciente ideal; o relacionamento médico/paciente; os princípios básicos do exercício profissional; as dificuldades causadas por seu parentesco com Jorge Moraes Grey; suas relações de trabalho com seu primo Jorge de Moraes Grey.

Fita 15 - Lado A
O Dr. Grey tece alguns comentários sobre uma série de fotografias por ele escolhidas.

Antônio Jorge Abunahman

Entrevista realizada por André de Faria Pereira Neto, Érika Gemino Mendes e Sérgio Luiz Alves da Rocha, em Niterói (RJ), nos dias 31 de maio, 06, 13 e 21 de junho de 1995.
Sumário
Fita 1 - Lado A
A chegada dos pais, imigrantes libaneses, ao Rio de Janeiro em 1907; a instalação da família em Neves (São Gonçalo); a mudança para Cachoeiras de Macacu; sua infância e vida escolar em Cachoeiras de Macacu; o período no colégio interno, em Petrópolis, e no ginásio, em Niterói; o vestibular para medicina; a vida de estudante de medicina; a influência de Almir Madeira na opção pela medicina; a atividade de comerciante do pai; o reencontro com Almir Madeira como aluno da faculdade; seu irmão, Emílio Abunahmam; a morte de dois de seus irmãos; as condições de saúde de Cachoeiras no período da infância; a família; o regime disciplinar do colégio em Petrópolis; a fundação da Academia Literária e do jornal O Acadêmico; sua experiência de vida fora de casa; o relacionamento com o pai; o desejo de participar da Revolução de 1930; a simpatia inicial por Getúlio Vargas e a posterior decepção; a política em Cachoeiras de Macacu em 1930; o início da faculdade de medicina em 1932; o entusiasmo pela medicina; as transformações ocorridas na medicina durante seu período na faculdade; a visão da época sobre a tuberculose; o tratamento de ricos e pobres; as terapias utilizadas na época; a aplicação do pneumotórax nas mulheres.

Fita 1 - Lado B
O prestígio da carreira de médico; a influência exercida por Almir Madeira; as faculdades de medicina do Rio de Janeiro e de Niterói; sua opção pela faculdade em Niterói; como era realizado um exame de coração; a importância do exame clínico na "medicina sacrificada" de seu tempo; os raios X, um dos poucos recursos tecnológicos da época; o paralelo entre o diagnóstico feito hoje e o do tempo em que atuava como médico; o relacionamento do médico com seus pacientes; o número de formandos em medicina e sua péssima formação; o excesso de faculdades de medicina no Brasil; a origem social de seus colegas de faculdade; como sobrevivia durante o período da faculdade; as experiências na faculdade; sua opção pela tisiologia, influenciado pelo professor Mazine Bueno; o debate entre comunistas e integralistas na Faculdade; a recusa em participar da política partidária; sua opinião sobre o período do Estado Novo.

Fita 2 - Lado A
Mazine Bueno e sua influência sobre a opção de Abunahmam pela tisiologia; o trabalho como interno no Hospital de Isolamento do Barreto; os métodos para tratar os casos mais graves; o aparecimento dos quimioterápicos; a preocupação com o contágio pela tuberculose; as precauções tomadas; as outras doenças dos pulmões; a mortalidade dentro do hospital; sua participação, como estudante, no primeiro curso de especialização em tuberculose do país (1937); sua dedicação aos pacientes tuberculosos (incuráveis); o surgimento do remédio contra a tuberculose em 1947; as consequências do abandono do tratamento antes da cura da doença; a satisfação por ter a certeza de ter cumprido o dever de médico; a monitoria na cadeira de tisiologia; como conseguiu um lugar no hospital público Ary Parreiras; o Hospital Ary Parreiras: o regime de trabalho, a localização, a clientela, as especialidades e o espaço físico; como encarava o risco de vida no trato cotidiano com a tuberculose; o sanatório montado em sociedade com outros dois colegas em Nova Friburgo; o período como interno do Hospital Escola São João Batista.

Fita 2 - Lado B
A organização do horário entre as aulas na faculdade, o internato no Hospital Escola e no Ary Parreiras; os colegas de faculdade e a vida de estudante; a atuação como diretor do Hospital Ary Parreiras e as dificuldades que teve que enfrentar; o período em que dirigiu o dispensário de tuberculose no Centro de Saúde São Lourenço; o cadastro dos doentes e a carteira de saúde; como dividia o tempo entre o dispensário, a atividade docente e o consultório; a sublocação de seu primeiro consultório; as primeiras aquisições para o consultório; a sua organização física; o medo dos pacientes em permanecer próximos uns dos outros; as 140 mil fichas deixadas quando se aposentou; algumas considerações sobre Jorge Eduardo Manhães de Carvalho, seu substituto na clínica; como adquiriu o consultório e o aparelho de raios X; a clientela de classe média e a diferença dos pacientes do dispensário; a relação entre a clientela do hospital e a do consultório; a cobrança de honorários.

Fita 3 - Lado A
A clientela do interior e os tipos de pagamento; o relato de um caso curioso; a difícil vida de médico; seu constrangimento em receber os honorários diretamente das mãos dos clientes; o serviço público coma fonte de aprendizagem e experiência profissional; a importância da consideração pelos pacientes; os atendimentos gratuitos que realizava; as transformações tecnológicas na ciência médica; um histórico dos. tratamentos contra a tuberculose; a reação dos médicos à vacina BCG; a aplicação do pneumotórax e seu efeito no tratamento da tuberculose; Mazine Bueno: um dos maiores especialistas em tuberculose do Brasil; referências às suas amizades com Aloysio de Paula, José Rosemberg, Germano Gerardt Filho e Nilton Bethlem; sua amizade com Manoel de Abreu; a cultura humanista dos médicos de sua época; a situação do tratamento da tuberculose no Brasil e no exterior; a ação do governo com relação ao combate à tuberculose.

Fita 3 - Lado B
A ação do governo com relação ao combate à tuberculose nas décadas de 1930/1940; a utilidade dos sanatórios no combate à tuberculose; a introdução dos quimioterápicos no tratamento da tuberculose; os avanços do tratamento e as modificações na relação entre o médico e seu paciente; o que eram as hemoptises.

Fita 4 - Lado A
As especialidades na década de 1940 e a comparação com a situação atual; algumas considerações sobre o número de formandos das faculdades de medicina em 1937; a limitação do número de vagas pelo governo em 1932; a importância atual do Sindicato dos Médicos; o Primeiro Conselho Federal de Medicina (1944/45); sua atuação como presidente do Conselho Regional de Medicina de Estado do Rio de Janeiro (1956); o Código de 1945 e a proibição à "concorrência desleal" e aos anúncios de curas milagrosas; a importância das conferências médicas; as associações médicas e sua importância para o aprendizado do médico; o papel do médico perito; o relacionamento entre médicos e farmacêuticos; a fiscalização do charlatanismo ontem e hoje; as práticas utilizadas pelos curandeiros e o relacionamento entre médicos alopatas e homeopatas; o segredo médico.

Fita 4 - Lado B
A indústria dos agradecimentos; seu posicionamento diante do assalariamento; o salário dos médicos nas décadas de 1940 e hoje; as consultas gratuitas; a atuação do Conselho depois de 1956, as normas para os anúncios médicos estabelecidas pelo Conselho; a entrada de jovens médicos no mercado de trabalho e a introdução de novos métodos; as modificações na medicina a partir de 1950; sua atuação à frente do Conselho filiando os médicos; o período em que foi presidente da Associação Médica Fluminense (AMF); o receio dos médicos se filiarem ao Conselho; a criação da Associação de Medicina e Cirurgia de Niterói (1920); como se tornou presidente da AMF em 1956; seu desinteresse pela política partidária; o status do cargo de presidente da AME.

Fita 5 - Lado A
O movimento da "Letra O" em Niterói, sua atuação à frente do Conselho; o processo de escolha dos primeiros presidentes dos conselhos regionais; as obrigações dos médicos para com o Conselho; a imagem do Conselho como um órgão apenas punitivo; as estratégias de convencimento utilizadas por ele para filiar os médicos ao Conselho; o desconhecimento do Código de Ética de 1957; João Gomes da Silva: seu sucessor no Conselho.

Fita 5 - Lado B
A sua participação em congressos internacionais; as relações entre os médicos clínicos e os sanitaristas; como conciliava as atividades do consultório, da docência e do Hospital São Lourenço; a importância do trabalho desenvolvido lá; o prestígio do professor universitário; o receio dos médicos de optarem pela tisiologia; a relação entre a cátedra e o consultório particular; o risco de o médico contrair a tuberculose e os cuidados que ele tomava para evitar a doença; a aplicação de pneumotórax; o relacionamento entre médico e enfermeira.

Fita 6 - Lado A
O comportamento dos doentes de diferentes classes sociais diante das determinações médicas; o pavor das famílias e dos pacientes diante da hemoptise; como tratava hemorragia, como identificava o pulmão afetado sem dispor de qualquer tipo de equipamento; o relacionamento do médico com o doente e sua família; a gratidão dos doentes; o exame dos pacientes hoje, a evolução da medicina nos últimos 50 anos; sua crítica à utilização, sem critérios, da tecnologia médica; a dedicação ao estudo e a formação humanista dos médicos de seu tempo; as razões de ter participado da vida associativa; o status conferido às lideranças médicas; as razões de seu sucesso como médico tisiologista em Niterói; a participação dos médicos comunistas na Associação Médica Fluminense; sua indicação para a presidência do Conselho Regional; sua atuação à frente do Conselho; a indicação de seu sucessor; a disputa pela presidência da Associação Médica.

Fita 6 - Lado B
O medo dos médicos de que o Conselho fosse apenas um órgão punitivo; o aumento de sua popularidade depois de ter sido presidente do Conselho; sua falta de conhecimento do texto do Código de 1957; o relacionamento entre os médicos em Niterói; os anúncios de curas milagrosas para doenças incuráveis; as razões de seu sucesso profissional; sua emoção como médico diante da vida e da morte; os remédios que curam a tuberculose; a ação dos curandeiros hoje; a ação do Conselho com relação aos curandeiros durante a sua gestão; as razões para a diminuição do mercado de trabalho para o tisiólogo; um paralelo entre a formação dos médicos em seu tempo de estudante e de hoje; o relacionamento médico/ paciente hoje; sua opinião sobre o paciente ideal ontem e hoje; o segredo profissional; a liberdade do paciente em escolher o médico; a autonomia do médico.

Fita 7 - Lado A
O pudor em receber os seus honorários das mãos dos pacientes; o estímulo dado a sua carreira pelo Dr. Mazine Bueno; Dr. Jorge Eduardo Manhães de Carvalho: o continuador de sua clínica e de seu consultório.

Projeto de pesquisa 1995: 50 anos de criação do Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro

Reúne cinco entrevistas de História oral realizadas no âmbito do projeto coordenado por André de Faria Pereira Neto, cujo objetivo foi recuperar a memória de criação do Conselho de Medicina do Rio de Janeiro (Cremerj) por ocasião do seu cinquentenário. A conjuntura de criação do Conselho situa-se entre a fundação do Sindicato dos Médicos em 1927 e a institucionalização definitiva dos Conselhos de Medicina no Brasil em 1957, quando foi promulgado o decreto-lei nº 3.268. Este projeto faz parte de uma pesquisa mais abrangente desenvolvida no Departamento de Pesquisa da Casa de Oswaldo Cruz que objetiva recuperar a História das Instituições, Políticas e Profissões de Saúde. Possui como instrumento de pesquisa um catálogo, além da descrição dos seguintes fundos documentais: “Fundo Sindicato dos Médicos” e “Fundo Álvaro Tavares de Souza”, localizados respectivamente no Arquivo do Sindicato dos Médicos do Rio de Janeiro e no Departamento de Arquivo e Documentação, da Casa de Oswaldo Cruz. As entrevistas foram realizadas entre 18/10/1994 e 18/07/1995.

Zélio Coutinho

Sumário
1ª Sessão: 27 de junho
Fita 1
Nascimento; trajetória profissional do pai; formação escolar: lembranças da campanha civilista de Rui Barbosa na Paraíba; as condições de vida da população paraibana; as condições socioeconômicas da família; lembranças do avô paterno; influência do espírito da Revolução Francesa; a Revolução de 1930; a carreira profissional ao chegar no Rio de Janeiro, em 1923; a opção pela Marinha Mercante; o curso da Escola da Marinha Mercante; a presença de estrangeiros no comando de embarcações brasileiras; as principais companhias de navegação; origem social dos alunos da Marinha Mercante; influência do pai em sua educação; formação política e moral; o Rio de Janeiro da década de 1920; a criação das Caixas de Aposentadorias e Pensões (CAP's); a lei Eloy Chaves, em 1923; a criação do IAPM, em 1933; o Departamento de Acidentes de Trabalho do IAPM; a greve nacional pelo aumento salarial dos marítimos, em 1935; a reivindicação pela nacionalização dos comandos; o nacionalismo entre os marítimos; o movimento sindical dos marítimos nos anos 1920; a relação com os armadores; os salários e a contribuição previdenciária; a participação popular na revolução de 1930; a participação na Revolução Constitucionalista de 1932; a repercussão da revolução de 1930 na Marinha Mercante; as pressões para a criação do IAPM.

Fita 2
A prisão de marítimos durante a luta pela criação do IAPM; a criação do Sindicato dos Pilotos e Capitães da Marinha Mercante, em 1932; a legislação trabalhista antes de 1930; as CAP's; a criação do IAPM, em 1933; a disputa para escolha do primeiro presidente do IAPM; a reivindicação pela nomeação de marítimos para dirigir o IAPM; as principais doenças que atingiam os marítimos; alimentação durante as viagens; assistência médica no IAPM; o ingresso no IAPM, em 1934; atuação na organização de sindicatos; a instauração do Estado Novo, em 1937.

2ª Sessão: 03 de julho
Fita 2 (continuação)
Comentários sobre o Estado Novo; a criação da delegacia do IAPM, em Niterói (RJ); atuação como inspetor de segurança do trabalho; os acidentes de trabalho mais frequentes; o tratamento dos acidentados; a intervenção no IAPM em 1946; os hospitais do IAPM; os motivos da intervenção; o regime de capitalização; as demandas por hospitais e ambulatórios; as mudanças na estrutura administrativa dos institutos; a deterioração da Previdência Social após a unificação; as reclamações dos marítimos em relação aos serviços e benefícios do IAPM.

Fita 3
A solicitação de aposentadoria pelo associado; a contribuição dos empregadores; a punição das empresas que se descuidavam da segurança do trabalhador; as mudanças na estrutura administrativa dos institutos; a perda de autonomia administrativa dos IAP's; os motivos das mudanças; a ingerência política nos institutos durante o regime democrático; a política sindical no IAPM; o afastamento do cargo de delegado do IAPM em Niterói, em 1954; atuação como vereador; a nomeação para agente do Lloyd Brasileiro em Buenos Aires; em 1959; atuação em Buenos Aires; atuação durante a greve dos marítimos de 1957; a direção colegiada do IAPM; influência do Partido Trabalhista Brasileiro (PDT) no IAPM; os convênios do IAPM com casas de saúde e hospitais em Niterói; a criação do SAMDU em Niterói; a doação ao IAPM de um hospital em Niterói; o funcionamento dos serviços médicos do IAPM em Niterói; os abusos nas licenças médicas; a fiscalização dos convênios com as casas de saúde.

Fita 4
Os abusos dos médicos conveniados; o funcionamento do SAMDU em Niterói; os marítimos frente à Lei Orgânica da Previdência Social (LOPS); os sindicatos mais ativos; atuação como agentedo IAPM em Campos (RJ); a gestão de Eduardo Ribeiro na presidência do IAPM; a criação da Recíproca Assistência; comentário sobre a função da Previdência privada e complementar; os funcionários do IAPM depois de 1964; atuação dos comunistas nos sindicatos dos marítimos; a encampação da Caixa de Aposentadorias e Pensões da Cantareira pelo IAPM; a situação financeira dos institutos; comentário sobre o socialismo; a Previdência Social e o regime militar pós-1964; o clientelismo e a corrupção na política brasileira; balanço sobre a unificação; atuação de Pedro Ernesto junto aos marítimos; a situação financeira pessoal; os principais dirigentes do IAPM; a gestão de Armando Falcão no IAPM.

Fita 5
Avaliação da direção colegiada; o Conselho Administrativo do IAPM; as características do Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Industriários (IAPI); os problemas do funcionalismo da Previdência Social; a gestão de Napoleão Alencastro Guimarães no IAPM; as dificuldades na vida do marítimo; os motivos da posição de vanguarda dos marítimos; os problemas da Previdência Social; os investimentos do IAPM; a construção de conjuntos habitacionais; o aluguel e a venda de imóveis.

Waldemar Luiz Alves

Sumário
1ª Sessão: 01 de julho
Fita 1
Origem familiar; a profissão do pai; as condições de trabalho do pai; comentários sobre a família; o nível de escolaridade; a infância em Paulista (PE); a mudança para Recife e os primeiros trabalhos; a vida escolar; trajetória profissional; o início da atividade sindical; as impressões sobre o Estado Novo; atuação dos comunistas em Pernambuco; definição de “pelego”; a eleição para a diretoria do sindicato dos Trabalhadores de Calçados de Recife.

Fita 2
Avaliação do Estado Novo; os comunistas durante o Estado Novo; a gestão como presidente do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias de Calçados de Recife; as reivindicações dos trabalhadores; atuação de Agamenon Magalhães junto aos sindicatos dos trabalhadores; a política partidária após a queda do Estado Novo; atuação da União Democrática Nacional (UND) em Pernambuco; a eleição para o IAPI; a Previdência Social em Pernambuco; comentário sobre a assistência médica no IAPI; a política do Departamento de Inversões do IAPI; críticas a atual política habitacional; atuação do Conselho Fiscal do IAPI; as reivindicações dos trabalhadores quanto à Previdência Social; a LOPS; a luta pela aprovação da LOPS.

2ª Sessão: 08 de julho
Fita 3
A luta dos trabalhadores pela aprovação da LOPS; o 1º Congresso dos Trabalhadores da Previdência Social, em 1953; os objetivos do IAPI; a política habitacional do IAPI; comentário sobre os conjuntos habitacionais do IAPI; a falta de consciência dos trabalhadores quanto à Previdência Social; comentário sobre o Congresso dos Trabalhadores da Previdência Social, em 1953; comentário sobre os congressos do IAPI e dos trabalhadores em geral; a política e a Previdência Social; os motivos que determinaram a lentidão para a aprovação da LOPS; comentário sobre a UDN; a relação entre o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) e a Previdência Social.

Fita 4
A falta de funcionários para atender os segurados do IAPI; a situação das contratações de funcionários no período da presidência no IAPI; comentários sobre a direção colegiada na administração da Previdência Social; a participação do IAPI na construção de Brasília; a criação do Serviço de Assistência Médica Domiciliar de Urgência (SAMDU); comentário sobre o Serviço de Alimentação da Previdência Social (SAPS); o trabalho como assessor do deputado federal João Batista Ramos; o trabalho do Departamento Nacional de Previdência Social (DNPS); a luta pela implantação da assistência médica no IAPI; a contratação de serviços ambulatoriais e hospitalares.

3ª Sessão: 16 de julho
Fita 4 (continuação)
Comparação entre os serviços médicos contratados e o atendimento em hospitais da Previdência Social; visão sobre o emprego público e o emprego em empresa privada; comentário sobre a consciência de classe; os contratos do IAPI com ambulatórios e hospitais privados; a luta pela estatização do seguro de acidentes na década de 1950; ampliação da assistência médica no IAPI a partir de 1960.

Fita 5
Atuação das empresas privadas contra a estatização; a qualidade dos hospitais dos bancários, marítimos e dos servidores públicos; a diferença entre uniformização e unificação da Previdência Social; o apoio e resistência à aprovação da LOPS; a contribuição de Batista Ramos para a LOPS; comentários sobre a direção colegiada nos Institutos de Aposentadoria e Pensões (IAPs); comentário sobre os “cardeais” do IAPI; a liderança dos “cardeais” do IAPI na Previdência Social após o golpe de 1964; o desconhecimento da Previdência Social pelas lideranças sindicais; o convite para a presidência do Instituto de Administração Financeira da Previdência Social (IAPAS); a candidatura para deputado federal pela coligação PST-PSB; os temas levantados na campanha eleitoral; atuação parlamentar; comentário sobre o “peleguismo”; a repressão nos IAPs e no sindicato depois do movimento militar de 1964; a clandestinidade.

4ª Sessão: 28 de julho
Fita 6
A criação do Instituto Nacional de Previdência Social (INPS); resistência à unificação da Previdência Social; o apoio à proposta de unificação da Previdência Social; o trabalho no Conselho Fiscal do IAPI; a irregularidade da contribuição do governo pela Previdência Social; aplicação de reservas no IAPI; a criação de uma entidade assistencial para os funcionários do IAPI; comentário sobre os ambulatórios do IAPI.

Fita 7
O afastamento dos trabalhadores da gestão da Previdência Social após 1964; o IAPI e as comunidades de serviços; crítica à condenação da privatização da Previdência Social; os benefícios da patronal do IAPI; comentários sobre seguridade social; atuação dos médicos na Previdência Social; referência aos congressos sobre Previdência Social; a ligação com Tancredo Neves; a reivindicação pelo restabelecimento da direção colegiada na Previdência Social; a direção colegiada e as influências políticas; a Previdência Social na Nova República; a questão da estatização do seguro de acidentes de trabalho.

Fita 8
O aumento do nível de mobilização dos trabalhadores no período de aprovação da LOPS; atuação em uma instituição religiosa; a reivindicação dos trabalhadores para dirigir a Previdência Social.

Severino Montenegro

Sumário
1ª Sessão: 16 de março
Fita 1
O ingresso no IAPC; origem familiar; lembranças da infância; o Conselho Atuarial do Ministério do Trabalho; o significado da atuária no Ministério do Trabalho; o início do trabalho no IAPC; a criação do serviço atuarial do IAPC; a função do Departamento Nacional do Trabalho (DNT); os novos métodos utilizados pelo serviço atuarial; lembranças da infância; lembranças do pai; a política em Pernambuco no início do século XX; formação religiosa; lembranças do Colégio Marista; influência familiar na opção profissional; o ingresso na faculdade de engenharia; comentários sobre a Revolução de 1930; expectativas e atividades do curso de engenharia; o trabalho no IAPC.

2ª Sessão: 25 de agosto
Fita 2
O corpo de atuários do Ministério do Trabalho; comentários sobre João Carlos Vital; atuação como membro da comissão que formulou o ISSB; avaliação do ISSB; o Plano Beveridge; comentários sobre o Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Bancários (IAPB) e IAPC; assistência médica na Previdência Social; a contribuição dos segurados para a assistência médica do IAPC; a construção do Hospital dos Comerciários (atual Hospital de Ipanema); a unificação dos institutos e a extinção dos departamentos atuariais; a relação entre os sindicatos dos comerciários e o IAPC; a política habitacional do IAPC; o ingresso no IAPC; a ligação com Agamenon Magalhães; origem familiar; o envolvimento do pai com a política pernambucana; posicionamento político; a participação da direção colegiada no IAPC; avaliação dos IAPs no período da unificação; a hegemonia do Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Industriários (IAPI) na unificação; a desvalorização dos atuários com a unificação; o retorno ao Ministério do Trabalho como atuário, na gestão de Júlio Barata; as viagens internacionais a serviço da Previdência Social; comparação entre o sistema previdenciário brasileiro e os estrangeiros; avaliação atuarial dos IAPs; o trabalho de elaboração d legislação previdenciária para o trabalhador rural; comentário sobre os convênios desenvolvidos pelo IAPC na área da assistência médica; a incidência de tuberculose entre os comerciários; o gosto pela literatura e pela arte; comentário sobre a regulamentação dos serviços médicos do IAPC; a qualidade da assistência médica no IAPC.

Fita 3
A qualidade da assistência médica no IAPC; referência à arrecadação do IAPC; comentário sobre a Lei Orgânica da Previdência Social (LOPS).

Resultados 181 a 210 de 249