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Casa de Oswaldo Cruz Leon Rabinovitch
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A biotecnologia em saúde no Brasil

Reúne 14 entrevistas de História Oral. O objetivo do projeto foi analisar a trajetória científica e profissional de pesquisadores da Fiocruz que atuam na área da biotecnologia. A pesquisa integrou um projeto maior realizado pela Vice-Presidência de Desenvolvimento Institucional da Fiocruz em convênio com a Organização Pan-americana de Saúde, que visou promover uma série de estudos sobre o panorama das instituições de pesquisa em saúde na América Latina, particularmente no que diz respeito a novos mecanismos de gestão e novos padrões de inovação científica e tecnológica. Foram realizadas entrevistas com pesquisadores e dirigentes institucionais da Fiocruz cujas trajetórias profissionais estão diretamente relacionadas ao desenvolvimento da área de biotecnologia no Brasil e na instituição. Os depoimentos foram colhidos tendo como critério norteador os temas pertinentes à pesquisa, não se constituindo, portanto, em histórias de vida. As informações de natureza qualitativa, obtidas através das entrevistas, serviram como subsídio para a interpretação dos dados quantitativos resultantes de uma pesquisa realizada com o auxílio da plataforma Survey Monkey aplicada inicialmente, da qual participaram cerca de 100 pesquisadores vinculados à sete unidades técnico-científicas da Fiocruz.

Leon Rabinovitch

escola Israelita Brasileira de Madureira; o estudo secundário; a graduação em farmácia na UFRJ; a formatura em farmácia em 1962 e a entrada no Instituto de Microbiologia como bolsista; descrição do trabalho desenvolvido nos laboratórios da faculdade; a opção pela graduação em farmácia; descrição das cadeiras que compunham o curso de farmácia da UFRJ no período em que estudou na graduação; a entrada para o laboratório de Imunologia no Instituto de Microbiologia; o convite para trabalhar no Instituto Oswaldo Cruz; o trabalho como bolsista do CNPq; considerações sobre a reedição do Curso de Aplicação do Instituto Oswaldo Cruz em 1964; comentários sobre a profissão de seu pai e da mãe; breves considerações sobre a chegada de sua família ao Brasil; comentários sobre a origem de sua família; considerações sobre a escola judaica fundada por seu pai; comentários sobre as escolas judaicas no Brasil; considerações sobre a miscigenação no Brasil e no mundo; o judaísmo no Brasil; o trabalho desenvolvido com o Dr Gobert de Araújo Costa; o concurso para professor da faculdade de farmácia da Universidade Federal Fluminense.

Fita 2
Comentários sobre a entrada de pesquisadores no IOC durante o governo de João Goulart; os biologistas do IOC em 1964; o panorama da Fiocruz durante o governo militar; as opções profissionais após o término de sua graduação no curso de farmácia; a produção de vacinas na Fiocruz; breve comentário sobre o curso que fez com o Dr. José Fonseca da Cunha; o mandato universitário do IOC; o regime militar e o IOC; breve comentário sobre o trabalho desenvolvido por sua equipe de pesquisadores; a questão das descobertas científicas e as patentes; a opção pela pesquisa científica; a relação entre ciência e mercado; novas considerações sobre a questão das patentes; o mercado e o cientista; a relação entre ciência, política e apoio financeiro para pesquisa; considerações sobre o trabalho de pesquisa desenvolvido na Fiocruz; as dificuldades do pesquisador em patentear sua descoberta; a importância dos convênios para a atividade científica.

Fita 3
Considerações sobre a relação entre ciência e mercado; descrição de seu projeto de pesquisa em bacteriologia aplicada ao controle de vetores; novos comentários sobre a questão das patentes; a publicação do catálogo sobre a produção científica da Fiocruz; o processo de desenvolvimento da toxina produzida por seu laboratório para controle de vetores; as parcerias para desenvolver produtos dentro da Fiocruz.; o prestígio da Fiocruz; a relação entre a ciência e as empresas privadas; a questão das patentes e as empresas privadas.

Fita 4
Considerações sobre sua dedicação ao seu tema de pesquisa; o interesse em estudar bactérias anaeróbicas e aeróbicas; o trabalho no Departamento de Bacteriologia no IOC após a saída do Dr Gobert de Araújo Costa; breve comentário sobre as teses de livre docente; o panorama do Departamento de Bacteriologia após a saída do Dr. Gobert de Araújo Costa; breve comentário sobre a questão do concurso público para ingresso na instituição; a entrada de estagiários no IOC; a atividade científica no IOC; considerações sobre a administração de Rocha Lagoa; a produção de vacinas na Fiocruz antes da construção de Bio-Manguinhos; a área de produção do IOC; o panorama do IOC nos anos 60; as vacinas produzidas na Fiocruz; as dificuldades do Departamento de Bacteriologia nas décadas de 1960 e 1970; as agências de financiamento à pesquisa; o financiamento da Finep para o desenvolvimento das pesquisas em seu laboratório em 1988; a criação do catálogo de coleções; a importância de treinar estagiários em seu Laboratório; a dificuldade em se ter bolsas de pesquisa nos anos 1960.

Fita 5
Continuação dos comentários sobre a entrada de bolsistas no IOC; considerações sobre a formação de sua equipe de trabalho; o problema da permanência dos bolsistas de iniciação científica treinados no IOC; os concursos públicos para ingresso na Fiocruz; comentários sobre a trajetória de seu laboratório; a vontade de trabalhar com engenharia genética; a especificidade de seu campo de atuação na área de pesquisa; breve comentário sobre a pesquisa desenvolvida para o controle de vetores; o convênio firmado com Fergus Prist, da Heriot Watt University para isolamento de microorganismos ; comentários sobre as indústrias farmacêuticas no Brasil; novas considerações sobre a relação entre ciência e mercado; a questão das patentes e as verbas para os pesquisadores; crítica à mercantilização da ciência; considerações sobre a produção de Bio-Manguinhos; relação entre empresa privada e ciência.

Fita 6
Novos comentários sobre as pesquisas do IOC; novos comentários sobre a relação entre ciência, empresa privada e o mercado; o trabalho desenvolvido em parceria com a Impal; crítica ao salário dos pesquisadores; comentários sobre a questão das patentes; o encantamento pelo trabalho no IOC.

Depoimentos orais do projeto Remanescentes do Massacre de Manguinhos

O projeto foi realizado como parte do pós-doutoramento de Pedro Jurberg, orientado por Laurinda Rosa Maciel, pelo Programa de Pós-Graduação em Gestão e Preservação do Patrimônio Cultural das Ciências e da Saúde, da Casa de Oswaldo Cruz. As entrevistas foram realizadas com personagens que trabalhavam nos laboratórios cujos cientistas foram cassados no episódio conhecido como Massacre de Manguinhos. Tem como objetivo narrar como estes laboratórios sobreviveram ao fato de terem seus principais cientistas fora da instituição, mas que, ainda assim, os herdeiros intelectuais destes mestres seguiram adiante em suas pesquisas.