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Plantas medicinais: história e memória da pesquisa e da política científica no Brasil

Reúne 16 depoimentos orais de cientistas e professores vinculados à universidades e institutos dedicados à pesquisa na área de plantas medicinais. Estes depoentes foram escolhidos em função de sua inserção acadêmica e participação na condução e organização de grupos de pesquisa. Foram entrevistados, ainda, dois técnicos do Ministério da Saúde que tiveram relevante atuação neste processo. Questões de fundamental importância para o tema, como a relação entre ciência e tecnologia, a indústria farmacêutica nacional, a legislação sobre patentes na área, as agências de fomento à pesquisa e os financiamentos de projetos e programas foram abordados no âmbito do projeto.

Jorge de Azevedo Castro

Entrevista realizada pelos pesquisadores Renato Gama Rosa e Laurinda Rosa Maciel, no campus da Fiocruz, em Manguinhos, cidade do Rio de Janeiro, no dia 09 de julho de 2010.

Floroaldo Albano

Entrevista realizada pelos pesquisadores Renato Gama Rosa, Laurinda Rosa Maciel e Renata Silva Borges, e pelos estagiários do projeto Rafael Allam e Luciana Campos, na cidade do Rio de Janeiro, no dia 26 de março de 2010.

Vinícius da Fonseca Filho

Entrevista realizada por Wanda Hamilton (WH) e Nara Britto (NB), no dia 27 de junho de 1995.

Sumário

Fita 1
Nascimento e vida na Paraíba. Os pais. A família. A paixão pela música. A entrada e a militância no Partido Comunista. O trabalho no Jornal do Povo. O convite para secretariar o jornal Correio da Paraíba. O conflito político. A idéia de vir para o Rio de Janeiro. As articulações para o ingresso no IBGE. O ingresso no IBGE. A participação na organização do recenseamento de 1950. A crise dentro do IBGE. A geração dos economistas dentro do IBGE. O curso de Direito e Economia. A atração pela demografia. Os cursos no CELAD. As discussões na área de demografia na década de 1950. Os trabalhos na ONU. As relações com Celso Furtado. A criação e os vínculos com o IPEA.

Fita 2
As funções exercidas no Ministério do Planejamento. A permanência no Rio de Janeiro. Rocha Lagoa no IOC e no Ministério da Saúde. O Massacre de Manguinhos. O exercício da Presidência da Fundação Oswaldo Cruz em 1975. A situação calamitosa de Manguinhos nesse período. Os contatos para ser chamado para a presidência da Fiocruz. A situação da saúde no período anterior ao Ministro Paulo de Almeida Machado. A missão de ressuscitar Manguinhos. A relutância em aceitar tal cargo. Os filhos.

Fita 3
O convite para assumir a Fundação. A postura de dar uma versão vinculada ao conceito de desenvolvimento econômico-social. A idéia da poupança interna sendo posta em prática. A divisão sócio-econômica do mundo. O problema da compra de tecnologias prontas e acabadas. A necessidade de se aprender a fazer a tecnologia. As modificações no CNPq . A sobrevivência da Fundação Oswaldo Cruz. O crescimento auto-sustentável. Os conflitos do ponto de vista das prioridades enfrentados na presidência da Fundação. A política de administração dos recursos. As causas do isolamento que passava Manguinhos. O exemplo de Oswaldo Cruz. As mudanças nos anos e 50 e 60. O início das áreas de Virologia e Bioquímica. Os problemas que encontrou em Manguinhos. As mudanças de nome da atual ENSP. A política implantada em Manguinhos de acordo com o programa geral do governo Geisel. O programa de Roberto Campos e as críticas de Carlos Lacerda. A questão tecnológica central no plano tendo como ápice a pesquisa e o desenvolvimento. A ida para o IPEA em 1965. O cargo de assessor especial. A entrada de Reis Veloso nos governos militares. As perspectivas no governo Médici. As ações coordenadas e seus problemas. A postura ideológica nacionalista. A postura de Roberto Campos. A tradição nacionalista dos militares. As características do governo Geisel.

Fita 4
A relação com o governo Geisel. As formas de administração e articulação política de Delfim Neto e Reis Veloso. A relação com o Presidente Costa e Silva. O IBGE e suas novas funções. A importância do Ministério da Fazenda tendo Reis Veloso como Ministro do Planejamento. A força política como força intelectual nos governos militares. Os dois lados dos governos militares. A questão da repressão. A opinião sobre o governo Jango. As relações com o amigo Celso Furtado. Os conflitos ideológicos. As visões diferentes de Castelo Branco e de Costa e Silva. As divergências de pensamento dentro do meio militar. O governo militar como um arranjo institucional. Os tecnocratas. O entusiasmo de trabalhar junto ao governo dos militares.

Fita 5
A iniciativa de Manguinhos vinculada a um projeto político do governo Geisel. Os dois grupos divergentes dentro do governo militar. O interesse de determinado grupo dos militares na soberania tecnológica. A organização do IPEA. Os militares e a produção de armas. As vacinas produzidas na Alemanha e experimentadas no Brasil. Os primeiros atritos com os pesquisadores da Fundação. Os limites do Ministério da Saúde antes do Dr. Paulo de Almeida Machado. O perfil de Reis Veloso. Os militares e a educação. As reuniões de coordenação presididas por Reis Veloso. O investimento do Presidente Geisel na ciência e tecnologia. O perfil do Presidente Geisel. A diferença dos projetos de um planejador e de um especialista na área de pesquisa. O difícil relacionamento com Mário Magalhães. A impossibilidade de dialogar com o Ministro Rocha Lagoa.

Fita 6
A organização do PND. As funções do Ministério do Planejamento no governo Geisel. A importância na determinação das idéias de um Presidente da República. O exemplo de Geisel. As questões da Saúde Pública. A participação na saúde antes de estar vinculado ao Ministério da Saúde. A fraca estrutura do Ministério da Saúde antes do Ministro Paulo de Almeida. O pedido de revisão de punições e de maior liberdade para os cientistas. O pedido de admissão para Carlos Morel. Opiniões sobre o Serviço Nacional de Informações. O Departamento de Segurança e Informações. Sua relação com o ASI (Assessoria de Segurança e Informação).

Fita 7
A entrada na Fundação Oswaldo Cruz. O convite do Ministro da Saúde, Dr. Paulo de Almeida Machado. O desafio e os obstáculos para assumir a Fundação. A situação em que se encontrava Manguinhos. As propostas do Ministério da Saúde para Manguinhos. A falta de legitimidade de Manguinhos. A festa da posse. Os vários órgãos desarticulados que faziam parte da Fundação. O problema da agregação. O estado de decadência que estava Manguinhos. O problema com o meio científico. O problema administrativo. A necessidade de afirmar a autoridade do Presidente. As primeiras medidas tomadas. A necessidade de compreender a linguagem do meio científico. O ponto de vista sobre Oswaldo Cruz. A falta de credibilidade dos cientistas na época.

Fita 8
As áreas prioritárias de pesquisa na Fiocruz quando assume a Presidência. O motivo da prioridade da doença de Chagas e da esquistossomose. A competição no meio científico e a dificuldade administrativa. Os apoios aos projetos. A proposta de produção de vacinas. O projeto vinculado ao CEME. Os núcleos de pesquisa do INERu. O Aggeu Magalhães e o René Rachou. O fim da apatia de alguns pesquisadores da Fundação. A incorporação da Escola Nacional de Saúde Pública. A tentativa de incorporação do Fernandes Figueira. O conflito com os membros do Fernandes Figueira. As conseqüência desse conflito. O novo estatuto de 1976. A criação de uma estrutura administrativa em Manguinhos. Como ocorrem as indicações dos membros da Comissão Administrativa e dos novos pesquisadores.

Fita 9
A reforma administrativa na Fundação. A distribuição dos cargos. O problema dos estagiários. O problema das vacinas. As negociações com o Instituto Mérieux. A produção de vacinas veterinárias. As negociações com o Instituto Bhering da Alemanha. A viagem à Alemanha. A intenção de unir as forças na pesquisa em doença de Chagas. A força do grupo de Chagas. A adesão inicial dos cientistas brasileiros. A decepção posterior com a reviravolta na postura desses mesmos cientistas. As relações individuais dos pesquisadores de doença de Chagas brasileiros superando as relações entre instituições.

Fita 10
A divisão do IPROMED. As produções individuais dos pesquisadores. O surto de meningite. A necessidade de criar um núcleo de produção tecnológica. Os contatos com o Mérieux. A montagem de uma equipe de pesquisadores. Os recursos para o financiamento das pesquisas. A centralização do controle dos financiamentos. A estruturação de Bio-Manguinhos. A prioridade na produção da vacina de sarampo. Comentário a respeito de Charles Mérieux. Os confrontos de interesses internacionais em contraponto ao convênio com a Fundação Mérieux. A transferência do Laboratório Central de Controle de Drogas e Medicamentos. Os problemas enfrentados no final da gestão. A necessidade de ir para a Europa. As articulações no final do mandato.

Fita 11
As reformas administrativas. O caso do zelador. A busca da interação com os pesquisadores. O museu de Manguinhos. A vigilância interna de Manguinhos. O DSI (Diretoria de Segurança e Informação) e o SNI (Serviço Nacional de Informação). Os limites do poder de influência desse órgão. As contratações vetadas mas que foram realizadas. O concurso da ENSP. A luta pela legitimidade do concurso diante dos vetos do SNI. As estratégias do SNI. O relacionamento com a ENSP (Escola Nacional de Saúde Pública). O Conselho Técnico Científico. A estratégia de cooptar cientistas de renome na tentativa legitimar a instituição, até ali, sem credibilidade.

Fita 12
Os membros cooptados para o Conselho. As ligações com outras instituições de prestígio. Os contatos com a OMS (Organização Mundial da Saúde). A saída da Fundação. A ida para a França. As funções que assumiu na França. As funções da OCDE. As razões de não ter pleiteado para permanecer no cargo. O recolhimento atual. As leituras, musicas e entretenimento. As razões das reservas, quanto a Fundação, nos últimos 10 anos. As mágoas com o não reconhecimento pelo seu trabalho. Fim da entrevista.

Memória do Centro de Pesquisa René Rachou

Reúne 13 depoimentos orais com pesquisadores e técnicos do Centro de Pesquisa René Rachou (CPRR), cujas trajetórias profissionais permitem subsidiar a reconstituição da história da instituição, sediada em Belo Horizonte (MG) e integrada em 1970 à estrutura organizacional da Fiocruz. Os depoimentos permitem resgatar a atuação do Instituto Oswaldo Cruz no estado de Minas Gerais desde 1906. O período abordado pelo projeto abrange desde a criação do CPRR em 1955 até dezembro de 1991.

Zigman Brener

Entrevista realizada por Lisabel Spellet Klein, em Belo Horizonte (MG), no dia 18 de março de 1992.

Wladimir Lobato Paraense

Entrevista realizada por Eduardo Vilela Thielen, no Rio de Janeiro (RJ), no dia 18 de setembro de 1990.

Waldemar de Souza

Entrevista realizada por Lisabel Espellet Klein e Eduardo Vilela Thielen, em Belo Horizonte (MG), no dia 29 de agosto de 1990.

Roberto Milward de Andrade

Entrevista realizada por Eduardo Vilela Thielen e Lisabel Spellet Klein, no Rio de Janeiro (RJ), no dia 04 de junho de 1991.

Naftale Katz

Entrevista realizada por Lisabel Espellet Klein e Eduardo Vilela Thielen, em Belo Horizonte (MG), no dia 30 de agosto de 1990.

José Pedro Pereira

Entrevista realizada por Lisabel Klein e Eduardo Vilela Thielen, em Belo Horizonte (MG), no dia 30 de agosto de 1990.

João Prezado

Entrevista realizada por Lisabel Espellet Klein, Eduardo Vilela Thielen e João Carlos Pinto Dias, em Belo Horizonte (MG), no dia 29 de dezembro de 1990.

João Carlos Pinto Dias

Entrevista realizada por Eduardo Vilela Thielen e Lisabel Espellet Klein, em Belo Horizonte (MG), no dia 29 de agosto de 1990.

Ivan Ricciardi

Entrevista realizada por Lisabel Spellet Klein (LK), Eduardo Vilela Thielen, no Rio de Janeiro, no dia 04 de outubro de 1990.

Hortênsia Holanda

Entrevista realizada por Lisabel Spellet Klein e Eduardo Vilela Thielen, em Belo Horizonte (MG), no dia 05 de dezembro de 1991.

Ernest Paulini

Entrevista realizada por Lisabel Espellet Klein e Eduardo Vilela Thielen, no Rio de Janeiro, no dia 30 de agosto de 1990.

Cícero Novaes e João Prezado

Entrevista realizada por Lisabel Klein e Eduardo Thielen, em Belo Horizonte (MG), no dia 28 de agosto de 1990.

Alda Falcão

Entrevista realizada por Lisabel Espellet Klein (LK), Eduardo Vilela Thielen, em Belo Horizonte (MG), no dia 28 de agosto de 1990.

Luiz Fernando Ferreira

Entrevista realizada por Wanda Hamilton e Nara Azevedo, no dia 07 de dezembro de 1999.

Sumário

Fita 1
Origem familiar; a formação do pai em medicina e a especialização em cardiologia na Santa Casa de Misericórdia; a amizade do pai com Francisco Laranja e Genard Nóbrega; as pesquisas de Francisco Laranja em cardiopatia da doença de Chagas; as atividades literárias do pai; a influência religiosa da mãe na pré-adolescência; o gosto pela leitura e a escolha da profissão médica; influências na escolha da profissão médica; os primeiros contatos com Manguinhos; a opção pela pesquisa científica; o contato com o professor Hugo de Souza Lopes em Manguinhos; o trabalho com José Rodrigues da Silva; o heroísmo dos cientistas de sua época; sua dedicação à pesquisa básica na Faculdade de Medicina; as aulas na Faculdade Nacional de Medicina; sua admiração por Aloísio de Castro; a infra-estrutura da Faculdade de Medicina; a admiração por Thales Martins; o estágio no laboratório de radiologia do Instituto de Biofísica; o trabalho no laboratório do Hospital Moncorvo Filho; a publicação do primeiro trabalho na revista Vida Médica; o estudo de eletroforese em esquistossomose; o pioneirismo do Instituto de Biofísica; as dificuldades de se especializar fora do Brasil no tempo de seu pai; a bolsa concedida pelo Conselho de Pesquisa da Faculdade de Medicina da Universidade do Brasil; as publicações na revista O Hospital; o vestibular para a Faculdade Nacional de Medicina; os estudos no Colégio Zacharias e no Colégio Juruena; a amizade com José Rodrigues Coura; a trajetória na Faculdade e sua inclinação para as áreas de microbiologia e parasitologia; o concurso para monitor oficial da cadeira de Medicina Tropical; a chefia do laboratório de dignóstico em parasitologia da cadeira de Medicina Tropical e as pesquisas em esquistossomose; o curso de protozoologia do INERu de Belo Horizonte.

Fita 2
O curso de protozoologia oferecido pelo INERu em Belo Horizonte; os institutos do INERu; a importância de trabalhar com pesquisadores experientes; a volta de Belo Horizonte para terminar a Faculdade; perfil do professor Fróes da Fonseca; o trabalho em esquistossomose com Hélion Póvoa e a aproximação com o professor José Rodrigues da Silva; o convite para permanecer na cadeira de Medicina Tropical após a formatura; a efetivação como instrutor de ensino em 1960; a dedicação do professor Rodrigues da Silva à cadeira de Medicina Tropical; os laboratórios da Faculdade de Medicina; suas pesquisas em isosporose humana; a defesa da tese de doutorado e o Prêmio Ganning; perfil de Adolpho Lutz; a amizade com o Dr. Olímpio da Fonseca; a imagem do cientista; a fundação e os objetivos da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical; a revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical; a liderança do professor Rodrigues da Silva na área de doenças tropicais e na Sociedade de Medicina Tropical; a admiração pelo professor Rodrigues da Silva e o Dr. Lutz; perfil do Dr. Mário Aragão; a indicação para a cátedra de parasitologia na Faculdade de Ciências Médicas; perfil anarquista de sua biblioteca particular; o curso de entomologia em Manguinhos; a entrada na Fundação Oswaldo Cruz; sua admiração pelo Dr. Manoel Frota Moreira; o trabalho desenvolvido na Fundação Oswaldo Cruz; o trabalho no Hospital São Francisco ligado à cadeira de Medicina Tropical da Faculdade; considerações sobre a Medicina Tropical.

Fita 3
História da cadeira de Medicina Tropical da Faculdade Nacional de Medicina; a antiga sede da Escola Nacional de Saúde Pública; o curso de Parasitologia Médica da Escola de Saúde Pública; a criação do Departamento de Parasitologia na Escola Nacional de Saúde Pública; o trabalho no Hospital São Francisco de Assis; perfil do Dr. Edgar Cerqueira Falcão; a admiração por Gaspar Vianna; Manguinhos como pólo de atração e centro de referência para os estudantes de medicina; perfil dos professores da Faculdade Nacional de Medicina; a diversificação dos cursos de universitários; a criação da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras em São Paulo e no Rio de Janeiro; o convite para trabalhar na Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP) em 1966; gestão de Edmar Terra Blois como diretor da ENSP; a criação da ENSP; a decisão de deixar a cadeira de Medicina Tropical da Faculdade Nacional de Medicina para chefiar o Departamento de Ciências Biológicas da ENSP; os cursos oferecidos pela ENSP; a criação dos departamentos da ENSP; a saída de Edmar Terra Blois da direção da ENSP; a importância da ENSP como centro de referência em saúde pública; a organização do Departamento de Ciências Biológicas; a criação da Fundação Oswaldo Cruz e a posterior transferência dos pesquisadores do Departamento de Ciências Biológicas para o IOC; a experimentação de novas drogas para esquistossomose e as pesquisas sobre transfusão sangüínea da doença de Chagas desenvolvidas na Faculdade de Medicina; as pesquisas desenvolvidas no Departamento de Ciências Biológicas; a escola de Lauro Travassos e o Departamento de Helmintologia do IOC; o aspecto aplicado das pesquisas em parasitologia médica; o papel de Unidade Sanitária da ENSP; a relação dos alunos dos cursos de Saúde Pública da ENSP com o Departamento de Ciências Biológicas;

Fita 4
Os avanços da pesquisa científica a partir da década de 1950; a criação da Fundação Oswaldo Cruz; a indicação de Vinícius da Fonseca para ocupar a presidência da Fundação Oswaldo Cruz; a importância da gestão de Vinícius da Fonseca na Fiocruz; o convite de Vinícius da Fonseca para ocupar a direção da ENSP; a relação com Vinícius da Fonseca; a criação dos cursos de pós-graduação durante sua gestão como diretor da ENSP; a transferência dos cursos de pós-graduação em virologia e parasitologia para o IOC durante a gestão de José Rodrigues Coura como vice-presidente de Pesquisa da Fiocruz; a indicação de Guilardo Martins Alves para ocupar a presidência da Fiocruz; os problemas com o SNI para contratação de pessoal; a pesquisa sobre a origem da esquistossomose mansoni no continente americano; a criação do termo paleoparasitologia; a pesquisa sobre esquistossomose em roedores realizada em Sumidouro, RJ; a Medalha Samuel Pessoa pelo melhor trabalho apresentado no Congresso de Parasitologia de Belo Horizonte; o reconhecimento científico de suas pesquisas em paleoparasitologia; as pesquisas em paleoparasitologia desenvolvidas pelo seu grupo; os grupos internacionais em paleoparasitologia; perfil de Carl Reinhart; o uso das técnicas da biologia molecular nas pesquisas em paleoparasitologia a partir da década de 1980; comentários acerca da origem do homem americano; perfil de Maria Beltrão; o trabalho de Nied Guidon no Piauí; as hipóteses cerca da expansão histórica da esquistossomose; a relação com grupos internacionais de paleoparasitologia; perfil de Aidan Cockborn; a amizade com Sergio Arouca e o convite para ocupar a vice-presidencia de Ensino da Fiocruz; suas inclinações anarquistas; a relação com os pesquisadores do IOC; a fundação da Sociedade Brasileira de Paleoparasitologia; a opção por permanecer na ENSP.

Fita 5
As mudanças introduzidas nos cursos para formação de sanitaristas; os motivos para a permanência do Departamento de Ciências Biológicas na ENSP; a introdução das ciências sociais na formação dos sanitaristas e a criação do Departamento de Ciências Sociais da ENSP; a escola parasitológica de Samuel Pessoa; perfil científico de José Rodrigues da Silva; os concursos para catedrático da cadeira de Medicina Tropical da Faculdade Nacional de Medicina; a admiração do pai por Miguel Couto; o convite para ocupar a chefia do Departamento de Helmintologia do IOC; as pesquisas de Miriam Tendler e Naftale Katz para o desenvolvimento da vacina contra a esquistossomose; a relação científica com os pesquisadores do Departamento de Helmintologia do IOC; os motivos da criação da Sociedade de Parasitologia; a criação da Sociedade Brasileira de Paleopatologia; as perspectivas no campo da paleopatologia; as dificuldades do transporte de material científico; a opção pela não militância política; a ascensão à presidência interina da FIOCRUZ e as dificuldades enfrentadas na época do Governo Fernando Collor de Mello; a recusa de novos cargos administrativos e sua situação atual.

Italo Sherlock

Entrevista realizada por Wanda Hamilton e Simone Kropf , nos dias 10 e 11 de abril de 2000.

Sumário

Fita 1
Considerações sobre o local de nascimento e origem familiar; as áreas de atuação de seu pai; o hobby pessoal em desenho e pintura; o despertar da carreira de pesquisador entomologista ainda quando garoto; considerações sobre a criação de seu museu particular de história natural; seus irmãos e a história familiar; a profissão de sua mãe; os estudos no Ginásio Sobralense; referência aos destaques culturais da cidade de Sobral, no Estado do Ceará; a tendência para os estudos em ciências naturais; referência à visita dos professores Samuel Pessoa, Leônidas Deane e Maria Deane à cidade de Sobral na campanha da leishmaniose em 1952; o entusiasmo dos professores Samuel Pessoa, Leônidas Deane e Maria Deane com o museu de história natural e o convite, aos dezesseis anos, para trabalhar na campanha contra a leishmaniose; a iniciação de seus primeiros estudos em ciências e entomologia com o professor Arquibaldo Galvão; considerações sobre o trabalho de levantamento entomológico feito para os Deane na cidade de Sobral; a ida para São Paulo com os Deane e o curso de entomologia realizado na Faculdade de Higiene e Saúde Pública da Universidade de São Paulo; a ida para o Rio de Janeiro; o estágio no Instituto Oswaldo Cruz e aproximação com o professor Herman Lent e Hugo Lopes; o término do curso de entomologia na Faculdade de São Paulo e o quadro de professores do curso; a nomeação, aos vinte anos, como “Conselheiro da Sociedade Brasileira de Entomologia”; o estágio no laboratório do Dr. Herman Lent, no Instituto Oswaldo Cruz; o convite de Otávio Mangabeira Filho para trabalhar na Bahia; o Dr. Deane como “modelo” profissional; considerações sobre suas perspectivas em fazer ciência; o incentivo de Otávio Mangabeira Filho aos seus estudos na Faculdade de Medicina da Bahia; referência ao trabalho como bolsista de iniciação científica (CNPq) do IOC; perfil profissional de Amilcar Viana Martins; referência aos trabalhos que desenvolveu sobre flebótomos; considerações sobre sua trajetória profissional; os trabalhos desenvolvidos com o Dr. Otávio Mangabeira Filho; o perfil de Otávio Mangabeira Filho; a criação da Fundação Gonçalo Moniz; breve referência aos problemas enfrentados por Otávio Mangabeira Filho após a criação da Fundação Gonçalo Moniz; a criação do Centro de Pesquisa da Bahia; a morte de Otávio Mangabeira Filho e a ocupação do cargo de diretor do Centro de Pesquisa da Bahia (Centro de Pesquisa Gonçalo Moniz); os desafios enfrentados como diretor do Centro de Pesquisa; o vínculo do Centro de Pesquisa com outras instituições; os objetivos do Centro de Pesquisa Gonçalo Moniz; considerações sobre o perfil profissional de Otávio Mangabeira Filho; os estudos realizados por Otávio Mangabeira Filho acerca do vetor da leishmaniose; a proveniência dos recursos do Centro de Pesquisa Gonçalo Moniz; o quadro de pesquisadores do Centro de Pesquisa Gonçalo Moniz; as verbas do Centro de Pesquisa Gonçalo Moniz; as perspectivas do Centro de Pesquisas após a morte do Dr. Otávio Mangabeira Filho; considerações sobre sua incorporação no quadro de pesquisadores do Instituto Oswaldo Cruz; a admiração por Samuel Pessoa; as demandas em pesquisa do Centro de Pesquisa Gonçalo Moniz; referência aos trabalhos publicados em colaboração com Otávio Mangabeira Filho; considerações sobre a falta que sentiu do Dr. Mangabeira após o seu falecimento; a transferência do Centro de Pesquisas Gonçalo Moniz para o INERu; o incentivo de Samuel Pessoa para que ingressasse na especialização em otorrinolaringologia; os testes realizados para ingressar na especialização em otorrinolaringologia.

Fita 2
Considerações sobre o ingresso no curso de otorrinolaringologia e seu trabalho em sua clínica particular; referência ao trabalho realizado como médico contratado da Marinha; ausência de militância política; a admiração por Samuel Pessoa; considerações sobre o período em que o Dr. Samuel Pessoa e sua esposa ficaram escondidos em sua casa; considerações sobre a transferência do Núcleo de Pesquisas em conseqüência da tomada do prédio pelo DENERu; referência à falta de instalação do Centro de Pesquisas em sua sede permanente como um dos impecílios para o desenvolvimento do Centro de Pesquisa; as decepções acumuladas em incertezas devido às peregrinações do Centro de Pesquisa por diversas sedes; os conflitos enfrentados pelo Centro de Pesquisa; os motivos do afastamento de Otávio Mangabeira Filho da Fundação Gonçalo Moniz e a criação do Centro de Pesquisas Gonçalo Moniz; os problemas enfrentados pelo Centro de Pesquisa após a morte do Dr. Mangabeira Filho; menção à sua premiação com a medalha Gerhard Domack, concedida pelo Laboratório Bayer; o sacrifício em manter o Centro de Pesquisas após a morte do Dr. Mangabeira Filho; a orientação das pesquisas durante os seus dezoito anos de chefia no Centro de Pesquisas Gonçalo Moniz; a sua dedicação aos estudos em leishmaniose; a participação do Centro de Pesquisas no inquérito nacional sobre doença de Chagas; considerações sobre as experiências adquiridas na Faculdade de Medicina da Bahia; o desejo em se espelhar, na época de estudante, em pesquisadores como o Dr. Deane, Samuel Pessoa e Otávio Mangabeira Filho; as cátedras da Faculdade de Medicina da Bahia; o apoio e incentivo do Dr. Mangabeira Filho em sua época de estudante de medicina; as matérias com que mais se identificou na faculdade de medicina; considerações sobre o perfil de Otávio Mangabeira Filho; as colaborações de Otávio Mangabeira Filho na universidade; o estatuto da Fundação Gonçalo Moniz, criada pelo Dr. Mangabeira Filho; breve histórico sobre a vida de Gonçalo Moniz; a origem do Centro de Pesquisa Gonçalo Moniz; as áreas de maior destaque na Faculdade de Medicina; a bolsa concedida pela Kellogg’s Fundation para o desenvolvimento de um projeto, ainda como estudante de medicina; a atuação de Edgar Santos como Reitor da Faculdade de Medicina da Bahia; referência ao projeto que desenvolveu como bolsista da Kellogg’s Fundation; os programas de controle para doença de Chagas no Estado da Bahia, em sua época de estudante de medicina, e sua participação em alguns destes projetos; referência ao trabalho do Dr. Mangabeira Filho sobre doença de Chagas; os contatos que teve com os grupos de pesquisadores que se dedicavam ao estudo da doença de Chagas; breve referência às dificuldades financeiras que teve em sua época de medicina e após a morte do Dr. Otávio Mangabeira Filho.

Fita 3
Considerações sobre sua época de estudante na Faculdade de Medicina da Bahia; o curso de entomologia realizado na Faculdade de Higiene e Saúde Pública da Universidade de São Paulo; referência às dificuldades financeiras de sua família para ajudá-lo no estudos; o convênio estabelecido, entre o Centro de Pesquisas e a Harvard School no período em que esteve como diretor do Centro de Pesquisas; breve referência aos cursos de especialização feitos após a conclusão da Faculdade de Medicina; os pesquisadores da Harvard Schooll que desenvolveram projetos no Centro de Pesquisas; o trabalho sobre os barbeiros da Bahia publicado com o cientista da Harvard School Phillip Mardsden; o encantamento dos cientistas da Harvard School com o tema das doenças tropicais; a dificuldade em manter os pesquisadores no Centro de Pesquisas no período de 1964 até 1970; referência à sua família, esposa e filhos; a vocação da esposa em cuidar da casa; a relação do Centro de Pesquisas Gonçalo Moniz com as Universidades fora do Brasil; os problemas enfrentados com a falta de instalação do Centro de Pesquisas; considerações sobre sua viagem à London ShoolI na década de 1970; as experiências adquiridas nas viagens para instituições da Inglaterra; breve referência a origem de seu sobrenome “Sherlock “; as relações com os institutos de pesquisa da Inglaterra e os pesquisadores com quem manteve contato; as experiências adquiridas na viagem à London School; breve referência aos pesquisadores estrangeiros que se instalaram no Centro de Pesquisas Gonçalo Moniz para desenvolverem seus projetos; menção ao trabalho do Dr. Kenneth Mott e sua importante atuação no Centro de Pesquisas como intermediador entre a Harvard Scholl; os projetos do Centro de Pesquisas desenvolvidos em colaboração com institutos estrangeiros; o trabalho sobre doença de Chagas no interior da Bahia e o acordo com a Harvard Sholl; o interesse dos pesquisadores estrangeiros na área de medicina tropical; o término das colaborações entre o Centro de Pesquisa e os institutos estrangeiros quando sai da direção do Centro de Pesquisas Gonçalo Moniz; os recursos mobilizados para o desenvolvimento do projeto em parceria com a Harvard School e as verbas destinadas ao Centro de Pesquisas; breve comentário sobre o desperdício na compra de aparelhos dentro das instituições; considerações acerca das mudanças ocorridas no Centro de Pesquisas em decorrência de sua integração à Fiocruz; as especialidades estabelecidas pelo Dr. Mangabeira Filho no Centro de Pesquisas Gonçalo Moniz; as demandas em pesquisa aplicada do Centro de Pesquisa Gonçalo Moniz; referência ao modelo ideal de pesquisadores na visão do Dr. Otávio Mangabeira Filho; os intercâmbios do Centro de pesquisas com outros institutos do Nordeste; o Centro de Pesquisa como pólo de atração de pesquisas na Região Nordeste; a atuação de Aluízio Prata no Centro de Pesquisas; descrição das pesquisas aplicadas desenvolvidas pelo Centro de Pesquisas; referência às dificuldades do centro de pesquisas após a sua incorporação à Fundação Oswaldo Cruz; os motivos que levaram à extinção da Fundação Gonçalo Moniz; as grandes dificuldades em manter a sede do Centro de Pesquisas em um local fixo; os pesquisadores que pediram demissão do Centro de Pesquisas em decorrência da crise pela qual estava passando; o convênio estabelecido com a Escola Nacional de Saúde Pública para a montagem de cursos regionalizados.

Fita 4
Referência à sua opção de passar de estatutário para CLT na Fiocruz; as razões por sua opção por CLT; a repercussão do prêmio Gerhard Domack que recebeu; a visita do presidente Ernesto Geisel à Fiocruz; a indicação do Dr. Aluízio Prata e do Dr. Zilton Andrade para serem membros do Conselho Científico Tecnológico na Bahia; os primeiros contatos do Dr. Zilton Andrade com o Centro de Pesquisas Gonçalo Moniz através do Conselho Científico Tecnológico; considerações sobre o seu grande ressentimento com o Dr. Zilton Andrade; perfil profissional do Dr. Zilton Andrade considerações sobre as negociações acerca das instalações do Centro de Pesquisas; a interferência de Antônio Carlos Magalhães nas negociações do terreno de Centro de Pesquisas Gonçalo Moniz; a gestão de Vinícius da Fonseca na presidência da Fiocruz; a assinatura do comodato como garantia das instalações físicas do Centro de Pesquisas; referência a seu afastamento do Centro de Pesquisas em 1980 e a nomeação do Dr. Zilton Andrade; referência às dificuldades do Centro de Pesquisas após o falecimento do Dr. Otávio Mangabeira Filho; os trabalhos realizados pelo Centro de Pesquisas Gonçalo Moniz na gestão do Dr. Vinícius da Fonseca como presidente da Fiocruz; as dificuldades do Centro de Pesquisas no período em que ficou incorporado ao DENERu; referência a incorporação do INERu pela Fiocruz e as esperanças de prosperidade; a situação do Centro de Pesquisas após a incorporação com a Fiocruz; considerações sobre o seu período de gestão extra-oficial no Centro de Pesquisas; a nomeação do Dr. Zilton Andrade como diretor do Centro de Pesquisas Gonçalo Moniz; o desgaste pessoal perante as dificuldades porque passou o Centro de Pesquisas Gonçalo Moniz; referência ao ressentimento pessoal com o Dr. Zilton Andrade; as decepções que considera ter sofrido na gestão de Zilton Andrade e Moyses Sadigurksy como diretores do Centro de Pesquisas Gonçalo Moniz; breve referência ao perfil profissional do Dr. Zilton Andrade; referência ao desenvolvimento atual de seu trabalho; o estudo atual sobre a interação do hospedeiro e vetor nas doenças parasitológicas; o doutorado em Biologia Parasitária; a perda de alguns funcionários de seu laboratório; descrição de alguns trabalhos sobre vetores de doenças parasitárias que possui para publicação; considerações sobre os projetos desenvolvidos para o PAPES e para o CNPq; sua dedicação e pioneirismo ao estudo da leishmaniose no Brasil; a decepção pessoal por nunca ter sido convidado para os projetos do PRONEX; a aprovação do projeto sobre doenças reemergentes no Brasil pelo CNPq; os estudos sobre leishmaniose visceral realizado por sua equipe; as hipóteses de trabalho sobre leishmaniose e o trabalho sobre doença de Chagas; referência à colônia de flebótomos que possui o laboratório; o convite para ser, em 2002, presidente do Simpósio Internacional de Flebótomos; breve avaliação sobre a área de estudos e doenças parasitárias no Brasil; a utilização de técnicas de biologia molecular nas pesquisas de seu laboratório; a situação do controle da doença de Chagas na Bahia; a colaboração de pesquisadores e instituições no projeto sobre leishmaniose.

Fita 5
Referência aos trabalhos desenvolvidos por sua equipe de pesquisa; opinião pessoal de que as perseguições que sofre ou sofreu não possui fundamentos; considerações sobre o descaso que um pesquisador sofre; o trabalho em seu consultório particular; o gosto pelo trabalho no Centro de Pesquisas Gonçalo Moniz; os cursos e conferências que ministra na Faculdade de Medicina; os motivos pelos quais deixou de ser assistente de otorrinolaringologia na Universidade.

Bernardo Galvão

Entrevista realizada por Simone Kropf e Wanda Hamilton, no dia 13 de abril de 2000.

Sumário
Fita 01
Referência ao local e ano de nascimento; a formação do pai como professor de geografia e história; o perfil profissional do pai; considerações sobre a dedicação de sua mãe à família; a dificuldade encontrada ao assumir a administração da escola de sua família por conta da doença do pai; a venda da escola de sua família; a decisão em não assumir a escola pelo fato de ter passado para medicina; a residência em patologia com o professor Zilton Andrade; os estudos no Colégio Estadual da Bahia; considerações sobre sua vocação em medicina; referência à carreira acadêmica de seus quatro irmãos; referência ao teste vocacional que realizou para decidir sua carreira acadêmica; considerações sobre seus objetivos em fazer medicina; o cursos de patologia na Escola Baiana de Medicina; a importância do professor Zilton Andrade no despertar de seu interesse em patologia; o grupo de pesquisadores em patologia dirigido pelo professor Zilton Andrade; considerações sobre os motivos que o levaram a fazer patologia; descrição do trabalho em patologia; as condições de pesquisa do grupo do professor Zilton Andrade e o ambiente de trabalho; o reconhecimento e o apoio dado ao grupo do professor Zilton Andrade; os estudos em patologia; comentários sobre sua participação como membro do Partido Comunista; a militância política; considerações sobre a posição da universidade perante os alunos que eram militantes políticos; a opção pelos estudo e não pela militância política; a aprovação na residência médica; o convite do professor Zilton Andrade para trabalhar em Brasília; o perfil de Aluízio Prata; as perseguições sofridas por Samuel Pessoa em conseqüência de sua militância política; a amizade com o Dr. Aluízio Prata; o convite do Dr. Aluízio Prata para trabalhar na Universidade de Brasília na cadeira de patologia; referência às dificuldades de vida encontradas em Brasília; a volta para a Bahia; considerações sobre o processo de seleção e avaliação do alunos que trabalhavam no laboratório do professor Zilton Andrade; os trabalhos desenvolvidos pelo grupo do professor Zilton Andrade; referência à metodologia de trabalho do grupo do professor Zilton Andrade; as sessões de anátomo-clínica realizadas na Faculdade de Medicina da Bahia; a linha de pesquisa de trabalho do professor Zilton Andrade em doenças parasitárias: chagas, esquistossomose , leishmaniose; a metodologia de trabalho realizada no laboratório do professor Zilton Andrade; o primeiro trabalho realizado com o professor Zilton Andrade; os casos de doenças parasitárias mais freqüentes que apareciam no hospital; considerações sobre sua não adaptação em Brasília; o interesse em fazer mestrado; referência sobre seu interesse pessoal na qualificação de seus estudos; considerações sobre as novas técnicas que aprendeu no mestrado em Patologia Humana; o convite para fazer doutorado no laboratório da Organização Mundial de Saúde, na Universidade de Genebra; considerações sobre as novas técnicas da área de imunologia que estavam entrando no Brasil; o corpo docente do mestrado em Patologia Humana; os avanços tecnológicos na área de imunologia; o primeiro trabalho sobre “Miocardite Chagásica”, publicado em 1970 em colaboração com o professor Zilton Andrade; considerações sobre seu trabalho em doença de chagas; referência às experiências feitas em camundongos infectados com Trypanosoma Cruzi; considerações sobre o trabalho de desenvolvido em Genebra; a volta para Salvador; considerações sobre a criação do TDR; referência aos problemas políticos enfrentados na implantação do Centro de Imunologia Parasitária em Salvador; comentários sobre o convite para fazer o doutorado em Genebra; o convite de Vinícius da Fonseca em 1977 para trabalhar na FIOCRUZ; a montagem do laboratório de imunologia na FIOCRUZ; considerações sobre a participação de Paul Henrie Lambert na montagem de seu projeto de pesquisa na FIOCRUZ; a criação do Centro de Imunologia Parasitária no campus de Manguinhos; o quadro de pesquisadores que trabalharam no Centro de Imunologia Parasitária.

Fita 02
O crescimento da área de imunologia após a criação do Centro de Imunologia Parasitária na FIOCRUZ; os recursos do TDR para o Centro de Imunologia Parasitária; o vínculo do TDR com a FIOCRUZ; os trabalhos desenvolvidos no Departamento de Imunologia Parasitária sobre doença de chagas e as outras linhas de pesquisa; o apoio de Paul Henrie Lambert na criação do Centro de Imunologia Parasitária; os recursos materiais adquiridos com o projeto de imunologia parasitária; os avanços na pesquisa sobre aids na FIOCRUZ; os motivos pelos quais foi levado a trabalhar em pesquisas relacionadas à aids; considerações sobre o sentido social da pesquisa; os primeiros contatos com os doentes de aids; a abertura de uma nova linha de pesquisa após o primeiro contato com um doente de aids; a reação das pessoas que trabalhavam no laboratório de imunologia parasitária em relação à aids; a organização de um projeto sobre aids em conjunto com o Hospital Grafée Guinle; o perfil de Hélio Gelli Pereira e sua colaboração nos projetos do laboratório de imunologia parasitária; referência ao isolamento do vírus da aids em 1983, na França; considerações sobre as primeiras células infectadas pelo vírus da aids que chegam ao Brasil para fins pesquisa, por intermédio da Drª. Marguerite Peggy Pereira; a montagem da primeira triagem de HIV em bancos de sangue no Brasil; o avanço da aids no Brasil e a sua prevalência nas cidades brasileiras; a produção de imunoflorescência para os estudos em aids em 1985; os cursos de diagnóstico sorológico para pesquisadores da América Latina e Brasil criados através do Departamento de Imunologia Parasitária da FIOCRUZ; o pioneirismo do laboratório de imunologia parasitária na América Latina em pesquisas sobre aids; as vantagens da infra-estrutura do laboratório de imunologia parasitária que foi propiciada através dos recursos do TDR; considerações sobre o isolamento do vírus da aids em 1987, no Brasil; a repercussão do isolamento do vírus da aids na imprensa e a projeção da FIOCRUZ; considerações sobre os cursos de biologia molecular e celular que eram oferecidos para os jornalistas; a ascensão do jornalismo científico; o papel social da FOCRUZ perante a população e o aumento de seu prestígio na imprensa após o isolamento do vírus da aids em 1987; referência ao projeto de reforçamento institucional apresentado pelo Departamento de Imunologia ao TDR; considerações sobre outras modalidades de financiamento concedidas pelo TDR aos demais departamentos e pesquisadores da FIOCRUZ; a relação do Departamento de Imunologia com outros departamentos e outros grupos de pesquisa dentro da FIOCRUZ; as origens do Departamento de Imunologia; os grupos de maior afinidade dentro da FIOCRUZ com os profissionais do Departamento de Imunologia; considerações sobre as linhas de pesquisa do Departamento de Imunologia; os fatores da divisão estrutural do Departamento de Imunologia em laboratórios; considerações sobre o desenvolvimento de pesquisas dentro da FIOCRUZ e sua política institucional; o Programa de AIDS da FIOCRUZ; considerações sobre a desarticulação do Programa de AIDS da FIOCRUZ; referência à disseminação da aids no Brasil e ao projeto apresentado à Fundação Banco do Brasil para obter financiamento nas pesquisas sobre aids.

Fita 03
Comentários sobre o desenvolvimento de um trabalho sobre aids com Maria Inês Carvalho, que era ligada ao Banco da Providência; a ação de Don Eugênio Sales no auxílio aos doentes de aids; considerações sobre a intervenção de Don Eugênio Sales na continuidade e aprovação do projeto sobre aids; considerações sobre as idéias de descentralização da ações da FIOCRUZ na gestão de Sérgio Arouca; as razões da Construção do Laboratório Isolamento e Caracterização de HIV em Salvador; as hipóteses relacionadas ao perfil epidemiológico da aids no Brasil; considerações sobre o perfil epidemiológico da aids na África e no Brasil; os investimentos da FIOCRUZ na obra de construção do laboratório de pesquisas em aids em Salvador e o financiamento do Banco do Brasil; considerações pessoais sobre os motivos que atrasaram o desenvolvimento da ciência e tecnologia no Brasil; os problemas enfrentados pelo laboratório de Salvador por estar politicamente vinculado ao IOC; referência às falhas da política de integração externa da FIOCRUZ; a dificuldade institucional que fora enfrentada no início da implementação do laboratório em pesquisa sobre aids em Salvador; as relações política na escolha de presidentes da FIOCRUZ; a intervenção de Hebert de Souza (Betinho) na questão política de escolha do diretor de Centro de Pesquisas Gonçalo Moniz; os problemas políticos internos enfrentados pelo programa institucional de aids; a insatisfação pessoal em relação à forma de integração do Laboratório Avançado de Saúde Pública (LASP) de Salvador com o IOC; os projetos financiados pelo Banco do Brasil na FIOCRUZ e as regras de financiamento; justificativa para a escolha da denominação “Laboratório Avançado de Saúde Pública”; os investimentos desenvolvidos em pesquisa após a criação do LASP; o perfil de Jairo Ivo dos Santos e sua importância no desenvolvimento do programa sobre aids; considerações sobre os objetivos da pesquisa em aids na época de criação do LASP; as conquistas adquiridas após o isolamento do vírus da aids no Brasil; a participação no programa da ONU sobre avaliação de vacinas em aids; considerações sobre as primeiras caracterizações do vírus da aids no Brasil; a implantação da Rede Nacional de Isolamento e Caracterização de HIV no Brasil; os atuais objetivos e finalidades do LASP; as ONGs e a luta contra a aids no Brasil; a sintonia entre os cientistas e as ONGs no que se refere às discussões sobre aids; o papel da FIOCRUZ perante a comunidade e o exercício de cidadania.

Fita 04
Considerações sobre o Projeto de Vigilância de Poliformismo do HIV no Brasil; os grupos científicos que trabalham em pesquisas sobre aids no Brasil; referência ao projeto do PRONEX; a desarticulação do Programa de AIDS da FIOCRUZ; críticas à avaliação de projetos na FIOCRUZ; as perspectivas atuais na pesquisa sobre aids; o programa de vacina contra a aids; o papel do Brasil e da FIOCRUZ diante do panorama de desenvolvimento tecnológico em aids; as pesquisas de novas drogas de combate à aids no Brasil; as razões e o descontentamento pessoal por não ter o projeto aprovado pelo PRONEX; a atual situação dos bancos de sangue no Brasil; a “feminilização” da aids; os impactos das campanhas do Ministério da Saúde em relação à aids; as pesquisas em HTLV (vírus da família do vírus da aids); as origens da entrada do HTLV no Brasil; as perspectivas de pesquisas do LASP e a incorporação de novas tecnologias; a organização do VI Simpósio Nacional de HTLV no Brasil e os atuais planos de trabalho.

Memória de Manguinhos II

Reúne quatro depoimentos orais. Este projeto tem por objetivo dar continuidade ao projeto Memória de Manguinhos e gravar entrevistas com cientistas contemporâneos da instituição.

Raphael de Paula

Entrevista realizada por Anna Beatriz de Sá Almeida e Tania Fernandes, em São Paulo (SP), nos dias 14 e 15 de maio e 04 e 05 de outubro de 1990.

Newton Bethlem

Entrevista realizada por Anna Beatriz de Sá Almeida e Tânia Maria Dias Fernandes, no Rio de Janeiro (RJ), nos dias 18 de julho e 01 de novembro de 1990.

Milton Fontes Magarão

Entrevista realizada por Tânia Maria Dias Fernandes (TM) e Tereza Velloso (TV), no Rio de Janeiro (|RJ), no dia 20 de outubro de 1982.

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