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registro de autoridade

Thomas Ferran Frist

  • Pessoa
  • 1945-

Nasceu em 2 de julho de 1945, em Temple (Flórida, Estados Unidos). Passou a infância no Alabama com a mãe, escritora, e o pai, pastor presbiteriano. Frequentou o Davidson College na Carolina do Norte, onde cursou Medicina, e estudou na Universidade de Montpellier, França, durante um ano. Após a graduação, esteve na Índia, onde deu aulas em uma universidade. Nesse período trabalhou no Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), ocupando um cargo responsável pela ajuda a refugiados da Guerra do Vietnã. Foi durante essa atividade que surgiu o interesse em atuar com hanseníase. A partir daí dedicou-se inteiramente ao estudo da doença e foi para Universidade de Yale, onde recebeu uma bolsa da American Leprosy Missions (ALM) para realizar pesquisa sobre o tema. Em 1973 chegou ao Brasil para desenvolver um projeto financiado pela ALM e aprovado pela Divisão Nacional de Dermatologia Sanitária. Em 1974 foi para o Instituto Lauro de Souza Lima, em Bauru, São Paulo, realizar alguns estudos e pesquisas sobre prevenção de Incapacidades, no projeto PRO-Rehab, que teve três anos de duração. Nesse período trabalhou com o dr. Opromolla, promovendo o programa de educação e prevenção sanitária contra a hanseníase. Em 1981, “Ano Internacional das pessoas com deficiência”, começou a fazer contatos para criar um movimento de pessoas com deficiência física, que pretendia reunir vítimas em geral. Nessa época estava internado lá o paciente Francisco Augusto Vieira Nunes, o Bacurau, que apoiou seu projeto para a moradia dos pacientes internos em uma vila ao redor da Colônia. Thomas o estimulou a representar os portadores de hanseníase nesse movimento. Logo depois Bacurau canalizou o movimento para as causas específicas dos pacientes das colônias, para fazer frente à Portaria n. 165, do Ministério da Saúde, de maio de 1976. O entrevistado acabou criando a Sociedade para Reabilitação e Reintegração do Incapacitado (Sorri), que teve pouca adesão dos portadores de hanseníase e, em 1984, voltou para os Estados Unidos, onde frequentou cursos de administração de ONGs nas Universidades Harvard e Columbia. Participou da elaboração de um curso no Brasil para conselheiros de reabilitação. Foi presidente da ALM, de 1989 a 1994, e da Federação Internacional de Luta contra a Lepra (ILEP). Publicou em 1996 o livro Don't treat me like I have leprosy! – a guide to overcoming prejudice and segregation. Casado e pai de dois filhos, mantém um sítio em Bauru que, eventualmente, visita com a família brasileira. Atualmente, participa em projetos, encontros e congressos relativos à hanseníase e outras causas de deficiências físicas.

William John Woods

  • Pessoa
  • 1937-

Nasceu em 1937, em Belfast, Irlanda do Norte, em família com quatro irmãos. Seu pai trabalhou como marinheiro voluntário na Segunda Guerra Mundial. Desde os 14 anos era filiado à Igreja Evangélica, onde teve o primeiro contato com a hanseníase, através da ajuda que o seu grupo oferecia à American Leprosy Missions (ALM). Frequentou um seminário batista e ali conheceu diversas pessoas que migraram para a região Norte do Brasil para fundar novas igrejas. Influenciado pelas histórias contadas por esses seminaristas, o depoente decidiu partir também para o Brasil. Chegou ao Brasil através do estado do Amazonas, em 1960. Vendo a difícil realidade daquela população, comoveu-se e resolveu tornar-se médico para diminuir um pouco os problemas de saúde e o sofrimento do povo da região. Inicialmente se tornou paramédico, realizando curso voltado para a área de hanseníase, promovido pela Leprosy Research Unit. Em 1968 foi para Manaus, cursar Medicina, e se graduou em 1974 pela Universidade Federal do Amazonas. Estagiou com o professor René Garrido no Instituto de Leprologia (IL) em São Cristóvão, no Rio de Janeiro. No IL obteve a especialização em oftalmologia e trabalhou no Hospital Colônia de Curupaiti, em Jacarepaguá. Fez parte do primeiro grupo a trabalhar com prevenção de incapacidades provocadas pela hanseníase, em Manaus. Transferiu-se em 1979 para o Acre, onde foi gerente do Programa de Dermatologia desde 1981 até o início da década de 2000. Em 1997 recebeu o título de Cavalheiro da Ordem Britânica, concedido pela Rainha da Inglaterra, sobretudo por seu esforço
em combater a doença no Brasil. Com sua equipe, implementou a prevenção de incapacidades físicas e a adaptação de calçados, juntamente com a poliquimioterapia, no estado do Amazonas, que já foi o mais endêmico do país. Considera-se o Acre um exemplo de sucesso com grande redução da endemia, mesmo antes de apresentar boa cobertura da atenção básica. Isso graças às ações no interior de igarapés, coordenadas por ele, levando diagnóstico e tratamento a todas as populações ribeirinhas, na medida do possível. Atualmente continua atuando como assessor do Programa Estadual de Controle da Hanseníase e outras dermatoses tropicais no Acre, dedicando sua vida ao trabalho e à Igreja.

Domingos Sávio do Nascimento Alves

  • Pessoa
  • 1951-

Nasceu em Piedade do Rio Grande (MG) em 7 de março de 1951. Filho de José Edgar Alves e Maria Aparecida Nascimento Alves, realizou os primeiros estudos no Seminário Santo Antônio até 1967, quando entrou no Colégio Estadual de Juiz de Fora. Ingressou na Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Juiz de Fora em 1970, como aluno de uma turma experimental de cinco anos. Os primeiros anos da graduação foram marcados por sua dedicação à política ambiental e participação no diretório acadêmico da faculdade como vice-presidente e um dos representantes do conselho universitário. Em 1970, foi preso devido à militância política, tendo seus direitos políticos cassados; foi julgado em 1973, mas absolvido definitivamente somente em 1979 pelo Supremo Tribunal de Justiça. Durante a graduação, participou de atividades literárias e culturais como teatro e cinema; trabalhou como sub editor do jornal da Universidade e jogou no time de futebol de salão da Faculdade de Medicina. Nos últimos anos da graduação, optou pela especialização em neurologia e em 1975 veio para o Rio de Janeiro fazer Residência Médica em Neurologia, no Instituto de Neurologia Deolindo Couto, da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Tem especialização em Neurologia pela UFRJ e também pela PUC-Rio, onde estudou a síndrome de Parkinson. Tem especialização em Psiquiatria Social e em Saúde Pública, adquiridos em 1983 e 1987, respectivamente, pela ENSP/Fiocruz. Em 1982, foi contratado pela Campanha Nacional de Saúde Mental para assumir a direção do Hospital Jurandir Manfredini, na Colônia Juliano Moreira, e em 1986, foi nomeado Diretor Geral daquela Colônia. Foi convidado, em 1992, para assumir o cargo de Coordenador Nacional de Saúde Mental, pelo Ministério da Saúde, época em que atuou concomitantemente como Conselheiro Suplente do Ministério da Saúde no Conselho Federal de Entorpecentes (COFEN), até 1995. Este Conselho objetivava discutir a questão das drogas e envolvia membros de todos os Ministérios em uma proposta interdisciplinar. Trabalhou como Coordenador da Comissão Organizadora da Segunda Conferência Nacional de Saúde Mental, realizada em 1992, cujas propostas para discussão giravam em torno de dois pontos: mudanças no modelo assistencial e o direito dos pacientes à cidadania. Por motivos de saúde pediu ao Ministério da Saúde sua aposentadoria, em 1997. Entretanto, pouco depois foi convidado a compor uma chapa e participar das eleições para a diretoria do Instituto Franco Basaglia naquele mesmo ano. Em 1999, candidatou-se à presidência do Instituto onde atualmente é voluntário.

Edson Guimarães Saggese

  • Pessoa
  • 1952-

Nasceu em 10 de janeiro de 1952, em Petrópolis (RJ), e estudou no Colégio Pedro Delvi até o curso ginasial. Veio para o Rio de Janeiro fazer o pré-vestibular para cursar Medicina e seu interesse pela psiquiatria surgiu ainda na adolescência quando um amigo teve uma crise psicótica. A primeira experiência de atendimento a pacientes foi por meio de estágio no Hospital Psiquiátrico de Jurujuba, em Niterói, durante os primeiros anos da graduação. Concluiu a graduação na UFF em 1969; especializou-se em Psiquiatria e em Psiquiatria Infantil, em 1975 e 1976, respectivamente. Neste período prestou concurso para médico do INAMPS e trabalhou em Petrópolis. Fez Residência em Psiquiatria, entre 1977 e 1978, como requisito para ingressar no curso de mestrado em medicina, área de Psiquiatria. Concluiu o mestrado em 1983 com a dissertação “Adolescência: a ideologia das teorias”. Em 1995, defendeu tese de doutorado em Ciências da Saúde, na área de Psiquiatria, onde trabalhou com adolescência e as psicoses. Suas atividades profissionais na UFRJ começaram com a admissão como médico no Instituto de Psiquiatria, em 1978, onde também exercia funções docentes. Em 1979, assumiu a Coordenação do Curso de Especialização em Psiquiatria, Psicoterapia e Saúde Mental, na área infanto-juvenil, cargo que exerceu até 1993. Foi um dos organizadores e primeiro coordenador do Centro de Atenção Psicosocial Infanto-Juvenil, CAPS II, a partir de 1998. Como principal destaque de suas atividades realizadas encontra-se o ‘Projeto Brincar’, cujo objetivo era aproximar os doentes internos do Instituto de Psiquiatria de seus filhos, programando uma tarde de brincadeiras entre eles. Este projeto foi premiado pela Fundação ABRINQ, em 1994. Participou de treinamentos e implantação de serviços em diversas cidades brasileiras e em Moçambique, na África. Atualmente coordena o Projeto PROADOLESCER, uma estratégia de atenção a adolescentes em grave sofrimento psíquico, financiado pela FINEP e implantado em Niterói (RJ). Autor do livro "Adolescência e Psicose: transformações Sociais e os desafios da Clínica e organizador e autor dos livros "Proadolescer: Pesquisa e Clínica com Adolescentes na Rede de Saúde Mental" (2013) e "Juventude e Saúde Mental. A Especificidade da Clínica com Adolescentes" (2015).

Miguel Chalub

  • Pessoa
  • 1939-

Nasceu em São João Nepomuceno, Minas Gerais, em 29 de março de 1939. Veio para o Rio de Janeiro ainda criança devido aos problemas econômicos por que passava sua cidade natal, na década de 1940. Começou sua formação escolar na Escola Rio Grande do Sul, no Engenho de Dentro; estudou no Colégio Metropolitano, no Méier, onde estudou metade do curso secundário que terminou no Colégio Pedro II, do Engenho Novo. Foi um dos fundadores da “Academia de Letras” daquele colégio, com atividades semelhantes às nacionais com reuniões periódicas e apresentação de trabalhos com apoio e orientação dos professores. Em 1958, iniciou a graduação de Medicina e a finalizou em 1963, na Faculdade de Ciências Médicas, da Universidade do Estado da Guanabara (UEG), atual Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Depois de se inserir nas áreas de Cirurgia e Neurologia, descobriu seu verdadeiro interesse na Psiquiatria, por considerá-la uma área médica mais próxima das Ciências Sociais e da Filosofia. Ainda na graduação, trabalhou no pronto socorro do Hospital Souza Aguiar como assistente do neurocirurgião, optando, em seguida, pelo estágio em Psiquiatria, no Centro Psiquiátrico Pedro II (CPPII) no Engenho de Dentro. Já graduado em Medicina prosseguiu nos estudos fazendo cursos de especialização. A primeira delas foi em Psiquiatria, em 1964, no Curso de Saúde Mental, da Escola de Saúde Pública, atual ENSP. Nesse mesmo ano se especializou em Neurologia, na Universidade do Brasil, e em Neurologia Infantil, em 1966, na mesma instituição. Alguns anos depois, iniciou dois cursos de mestrado concomitantemente. Durante o Mestrado em Psicologia, na PUC, em 1973, cujo tema foi delírio, a instituição o convidou a dar aulas de Psicologia no curso de graduação. Na UFRJ, fez o Mestrado em Psiquiatria tendo trabalhado com psicoses reativas, em 1974. Esse curso era bastante voltado para a área de ciências humanas, resultado da influência recebida pelo curso de Ciências Sociais, no qual estava se formando nesta ocasião, e Filosofia, que havia terminado pouco antes. Defendeu a tese de doutorado em Medicina, em 1979, na UFRJ, sobre psiquiatria forense, e a lei brasileira que isenta da responsabilidade penal o doente mental. Quase paralelamente, e durante cinco anos, entre 1975 e 1980, realizou sua formação Psicanalítica, no Instituto de Psicanálise da Sociedade Psicanalítica do Rio de Janeiro. Em 1981, publicou sua tese de doutorado pela Editora Forense com o título Introdução à Psicopatologia Forense, e reuniu as dissertações de mestrado em Psiquiatria e Psicologia, no livro Temas de Psicopatologia, pela Editora Zahar, em 1977. Fez pós-doutorado nos Estados Unidos, na Universidade John Hopkins, Baltimore, onde trabalhou com o tema de dependência química. Já atuava como psicanalista em consultório particular, onde continua até hoje. É professor da Faculdade de Psiquiatria da UERJ e da UFRJ, e presta supervisão e orientação à residência nestas Universidades. É médico do Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico Heitor Carrilho, do Rio de Janeiro.

Henrique de Beaurepaire Rohan Aragão

  • Pessoa
  • 1879-1956

Nasceu em 21 de dezembro de 1879, na cidade de Niterói (RJ), filho de Francisco Pires de Carvalho Aragão e Elisa de Beaurepaire Rohan Aragão. Diplomou-se em 1905 pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro. Em 1903, ainda como aluno do curso médico, ingressou no Instituto Soroterápico Federal, denominado Instituto Oswaldo Cruz (IOC) em 1908. Na instituição desempenhou as funções de pesquisador, professor, chefe de serviço e diretor (1942-1949). Em 1954, por decreto do presidente Getúlio Vargas, recebeu o título honorário de diretor emérito do IOC em reconhecimento dos relevantes serviços científicos prestados à instituição. Além disso, dirigiu o Serviço Especial de Febre Amarela de São Paulo (1937-1938) e foi professor do Curso de Malária da Fundação Rockefeller e do Curso de Saúde Pública do Ministério da Educação e Saúde. Seus estudos versaram sobre protozoários, vírus, bactérias e ixodídeos (carrapatos). Foi membro de organizações médicas e científicas dentro e fora do país, como a Academia Brasileira de Ciências, a Academia Nacional de Medicina, o Instituto Brasileiro de Educação, Ciência e Cultura, a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, a Sociedade Brasileira de Higiene, o Conselho Nacional de Saúde, a Société de Pathologie Exotique de Paris e a Royal Society of Tropical Medicine and Hygiene. Morreu em 25 de fevereiro de 1956, no Rio de Janeiro.

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