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registro de autoridade

Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos)

  • BR RJCOC 08
  • Entidade coletiva
  • 1976-

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no decorrer de 1976, vivenciou as primeiras modificações significativas em sua configuração original. Um novo estatuto aprovado em abril daquele ano incluiu entre suas finalidades a participação na formulação, coordenação e execução do Plano Básico de Pesquisa para a Saúde, a ser elaborado pelo Ministério da Saúde em consonância com a Política Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico. Além disso, suas ações básicas foram reorientadas no sentido de conferir prioridade às atividades de pesquisa, ensino e produção voltadas para os problemas de saúde pública, de acordo com as diretrizes gerais formuladas pelo ministério. Ao mesmo tempo, buscava-se articular as metas e os objetivos no interior de programas e projetos integrados. Nesse movimento, extinguiu-se o Instituto de Produção de Medicamentos (Ipromed) e foram criados o Laboratório de Tecnologia em Produtos Biológicos de Manguinhos (Bio-Manguinhos) e o Laboratório de Tecnologia em Quimioterápicos de Manguinhos (Farmanguinhos), que passaram a assumir suas principais atribuições. Em agosto de 1978, o Laboratório Central de Controle de Drogas, Medicamentos e Alimentos foi transferido da estrutura da administração direta do Ministério da Saúde para a Fiocruz. Mais tarde, em 1981, sua denominação seria alterada para Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS). Na década de 1930 havia sido instalada a primeira unidade de produção de vacinas no Instituto Oswaldo Cruz, por meio de cooperação firmada com a Fundação Rockefeller e o Serviço de Febre Amarela. Bio-Manguinhos foi criado oficialmente em 4 de maio de 1976, pela norma regulamentar n. 2, visando conferir autonomia gerencial à produção de imunobiológicos, que até então era realizada de forma dispersa na instituição, por vários laboratórios. Partindo de um conjunto de pequenos laboratórios, em sua maioria projetados originalmente para a pesquisa, Bio-Manguinhos evoluiu para um complexo industrial e tecnológico dos mais importantes da América Latina. Em 23 de maio de 1983, através do ato da Presidência n. 13, a instituição passou a denominar-se Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos. Deve-se enfatizar, contudo, que ela não possui personalidade jurídica própria e está vinculada diretamente ao Ministério da Saúde. A produção de Bio-Manguinhos está concentrada em três vacinas, das quais é o único produtor nacional (febre amarela, sarampo e poliomielite), e em reativos para diagnósticos. Atualmente, é composto por estes órgãos: Centro de Antígenos Bacterianos, Centro de Processamento Final de Imunobiológicos (um dos mais modernos do mundo, com capacidade de processamento de duzentos milhões de doses por ano) e outros, que ainda entrarão em fase de construção e abrigarão a unidade de Produção de Vacinas Virais, o Controle de Qualidade e o Centro de Produção de Biofármacos e Reativos para Diagnóstico.

Joaquim Alberto Cardoso de Melo

  • BR RJCOC ME
  • Pessoa
  • 1936-1993

Nasceu em 26 de outubro de 1936, em Pirajuí (SP), filho de José Maria Cardoso de Melo e Gelsumina Castiglione Cardoso de Melo. Em 1961 formou-se em odontologia pela Faculdade de Farmácia e Odontologia da Universidade de São Paulo (USP), onde também obteve os títulos de dentista sanitarista e de educador de saúde pública pela Faculdade de Saúde Pública em 1966 e 1967, respectivamente. Atuou em consultório odontológico entre 1962 e 1967. Neste último ano ingressou na vida acadêmica como professor de cursos de graduação, pós-graduação e extensão nas seguintes instituições: USP, Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Universidade Estadual de Londrina, Escola Paulista de Medicina, Fundação Municipal de Ensino Superior de Marília, Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo, Sindicato de Serviço Social de Volta Redonda e Sociedade Brasileira de Pediatria, entre outras. Em 1976 obteve o título de doutor em medicina pela Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp, defendendo a tese A prática da saúde e a educação. No ano seguinte ingressou na Fiocruz como professor adjunto do Departamento de Ciências Sociais da Escola Nacional de Saúde Pública. Colaborou significativamente com a formulação do projeto do curso regular de ensino médio da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio. Morreu em 27 de junho de 1993, no Rio de Janeiro.

Carlos Gentile de Carvalho Mello

  • BR RJCOC GM
  • Pessoa
  • 1918-1982

Nasceu em 17 de junho de 1918, em Natal (RN), filho de José Gonçalves de Carvalho Mello e Marianina Gentily de Carvalho Mello. Graduou-se em 1943 pela Faculdade de Medicina da Bahia e recém-formado exerceu por dois anos a clínica médica no município de Mucugê. Na década de 1940 mudou-se para o Rio de Janeiro, onde trabalhou como assistente voluntário do professor Luiz Amadeu Capriglione, na cadeira de clínica médica da Faculdade Nacional de Medicina da Universidade do Brasil. De 1949 a 1951 foi chefe do Serviço de Saúde do Instituto de Resseguros do Brasil e médico do Serviço Social da Indústria. Em 1953 ingressou como médico do Serviço de Assistência Médica e Domiciliar de Urgência e chefe dos postos da Gávea, de Ramos e da rua do Matoso. Em 1958 iniciou estudos sobre os serviços e a gestão de saúde pública, e dedicou-se à carreira de sanitarista, que exerceu também mediante intensa atuação tanto na mídia em geral como na especializada, tendo colaborado em diários de circulação nacional. Ministrou, ainda, conferências e palestras em instituições de saúde e ensino superior. Viabilizou a criação do Conselho Consultivo de Administração da Saúde Previdenciária, com o Programa de Reorientação da Assistência à Saúde. Entre 1967 e 1968 foi assessor de Previdência Social na gestão de Leonel Tavares Miranda de Albuquerque no Ministério da Saúde. Em 1969, a convite do sanitarista Nildo Aguiar, ingressou como epidemiologista no Hospital de Ipanema, onde permaneceu até 1978, sendo responsável pela implantação da Auditoria Médica e da Comissão de Controle da Infecção Hospitalar. Na década de 1970 frequentou os cursos regulares do Instituto Superior de Estudos Brasileiros e da Escola Superior de Guerra. De 1981 a 1982 colaborou junto ao Instituto Nacional do Câncer como assessor da administração médica da Campanha Nacional de Combate ao Câncer. Foi membro do Colégio Brasileiro de Cirurgiões, vice-presidente da Associação Médica do Estado do Rio de Janeiro e secretário-geral da Associação dos Hospitais do Rio de Janeiro. Morreu em 27 de outubro de 1982, no Rio de Janeiro.

Carlos Médicis Morel

  • BR RJCOC CM
  • Pessoa
  • 1943-

Nasceu em 28 de outubro de 1943, no Recife (PE), filho de Sérgio Morel Moreira e Elisa Médicis Morel. Formou-se em 1967 pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Pernambuco. Em 1968 estagiou no Laboratório de Biologia Molecular do Instituto de Biofísica da Universidade Federal do Rio de Janeiro, como parte do Curso de Pós-Graduação em Ciências. No mesmo ano ingressou na Universidade de Brasília (UnB), onde ocupou os cargos de professor visitante e auxiliar (1968-1972) da Faculdade de Ciências da Saúde e professor assistente e associado no Departamento de Biologia Celular do Instituto de Biologia (1972-1978). Entre 1969 e 1972 realizou cursos e estágios patrocinados por instituições médicas e de pesquisa científica internacionais, tais como o Cold Spring Harbor Laboratory, a Organização Mundial da Saúde e a Organização Europeia de Biologia Molecular. Em 1974, para a obtenção do título de doutor em ciências naturais (biofísica), apresentou a tese Metabolismo de ácido ribonucleico mensageiro em células animais, realizada experimentalmente no Institut Suisse de Recherches Experimentales sur le Cancer, em Lausanne, Suíça, e defendida no Instituto de Biofísica. Participou da organização do Curso de Pós-Graduação em Biologia Molecular da UnB, que coordenou por dois anos. A partir de 1975 enveredou pelo estudo e desenvolvimento de um novo método de caracterização por tipagem bioquímica de tripanossomatídeos, em particular aqueles patogênicos para o homem e de maior importância na América Latina, como o Trypanosoma cruzi. Em 1978 transferiu-se para a Fiocruz, onde ocupou as funções de pesquisador associado e titular do IOC e chefiou o Departamento de Bioquímica e Biologia Molecular (1980-1985 e 1989-1992). Foi diretor do IOC (1985-1989) e vice-presidente de Pesquisa (1985-1990). De 1993 a 1997 ocupou a Presidência da Fiocruz, nomeado para o cargo com base em lista tríplice indicada pela comunidade de Manguinhos. Em seguida, dirigiu o Programa Especial de Pesquisa e Treinamento em Doenças Tropicais da Organização Mundial da Saúde em Genebra, Suíça (1998-2003). Desde 2004 atua como coordenador científico do Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde da Fiocruz.

Casa de Oswaldo Cruz

  • BR RJCOC 05
  • Entidade coletiva
  • 1985-

A Casa de Oswaldo Cruz (COC) foi criada no contexto das transformações político-estruturais realizadas na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) durante a gestão de Sérgio Arouca, pelo ato da Presidência n. 221, de 19 de novembro de 1985, com a missão de coordenar e desenvolver atividades de recuperação da memória e da história referentes à Fiocruz e à saúde no Brasil, estabelecer uma política de preservação documental em âmbito institucional, estabelecer um plano diretor para o melhor aproveitamento do complexo arquitetônico histórico – constituído pelo Pavilhão Mourisco, pela Cavalariça e pelo Prédio do Relógio – e do campus de Manguinhos, além de desenvolver atividades de divulgação científica e cultural. A COC ficou, nesse período, subordinada à Vice-Presidência de Desenvolvimento, e a ela foi incorporado o Museu Oswaldo Cruz. Criaram-se, ainda, o Centro de Documentação e Pesquisa Histórica, o Núcleo de Animação Cultural e o Núcleo de Proteção e Preservação do Patrimônio Histórico e Artístico. Foi transformada em unidade da Fiocruz pelo ato da Presidência n. 56, de 15 de maio de 1987, e ficou sob a responsabilidade de um diretor e um conselho consultivo. Em 16 de agosto de 1989, através do ato da Presidência n. 133, seu regimento interno foi aprovado pelo Conselho Deliberativo da Fiocruz, mantendo em linhas gerais as mesmas atribuições de quando foi criada. A estrutura organizacional consolidada naquela ocasião foi esta: diretor, vice-diretor, administrador, conselho consultivo, conselho interdepartamental, conselho administrativo, congregação e assembleia geral. Como órgãos executivos o regimento apontou os departamentos de Arquivo e Documentação, Pesquisa, Patrimônio Histórico e Artístico, Museu, bem como os núcleos de Promoção Cultural e Editorial. Em 2006 a COC iniciou um processo de reestruturação organizacional que foi finalizado em julho de 2007. Consolidada como unidade técnico-científica, é responsável por ações de produção e disseminação do conhecimento histórico sobre a Fiocruz, a saúde e as ciências biomédicas; de preservação e valorização da memória institucional e dos seus campos de atuação; de divulgação e educação em saúde, ciência e tecnologia; e de ensino, formação e capacitação profissional. Compõem sua estrutura executiva a direção, as vice-diretorias de Pesquisa e Educação, de Patrimônio Cultural e Divulgação Científica e de Gestão e Desenvolvimento Institucional, além dos núcleos operacionais que executam atividades permanentes de caráter finalístico: Departamento de Pesquisa em História das Ciências e da Saúde, Departamento de Arquivo e Documentação, Departamento de Patrimônio Histórico e Museu da Vida. Sob a coordenação das vice-diretorias encontram-se os programas de pós-graduação em História das Ciências e da Saúde, Preservação e Gestão do Patrimônio Cultural das Ciências e da Saúde e Divulgação da Ciência, Tecnologia e Saúde, a Editoria da revista História, Ciências, Saúde – Manguinhos, o Serviço de Tecnologia da Informação, o Serviço de Gestão de Pessoas, o Serviço de Biblioteca e o Departamento de Administração.

Clementino da Rocha Fraga Júnior

  • BR RJCOC CL
  • Pessoa
  • 1880-1971

Nasceu em 15 de setembro de 1880, em Muritiba (BA), filho de Clementino Rocha Fraga e Córdula Magalhães Fraga. Em 1898 ingressou na Faculdade de Medicina da Bahia, onde se formou em 1903 com a tese A vontade – estudo psicofisiológico. Nos dois anos seguintes atuou como professor assistente nessa faculdade. Em 1906 transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde trabalhou como inspetor sanitário na campanha contra a febre amarela empreendida pela Diretoria Geral de Saúde Pública (DGSP), chefiada por Oswaldo G. Cruz. Nesse período clinicou no Hospital da Santa Casa de Misericórdia sob a orientação de Miguel Couto. Retornou à Bahia em 1910 como professor substituto de clínica médica da Faculdade de Medicina, e tornou-se catedrático quatro anos depois. Em 1917 chefiou a Comissão Sanitária Federal do Rio de Janeiro encarregada do combate à febre amarela. Em 1918 trabalhou com Carlos Chagas na DGSP, onde assumiu a direção do Hospital Deodoro e organizou os serviços emergenciais de assistência médica às vítimas da epidemia de gripe espanhola. Em 1921 foi eleito deputado federal pela Bahia, e em 1924 foi reeleito para a mesma cadeira. Em função de suas atividades parlamentares, transferiu-se, em 1925, definitivamente para a capital federal, onde passou a lecionar na cadeira de clínica médica da Faculdade de Medicina da Universidade do Rio de Janeiro. Após o encerramento de seu mandato na Câmara Federal, em 1926, assumiu a direção do Departamento Nacional de Saúde Pública (DNSP), substituindo Carlos Chagas, e destacou-se pelas ações que empreendeu no combate à epidemia de febre amarela que grassou no Rio de Janeiro entre 1928 e 1929. Com a Revolução de 1930 exonerou-se da direção do DNSP e foi substituído por Belisário Penna. Dedicou-se, então, ao estudo da tuberculose: criou e dirigiu por 12 anos um curso de aperfeiçoamento sobre o tema na cadeira de clínica médica da Faculdade de Medicina. Em 1937, atendendo ao convite do prefeito do Rio de Janeiro, Henrique Dodsworth, retornou à administração pública para assumir a Secretaria de Saúde e Assistência, onde permaneceu até 1940. Em 1939 foi eleito para a Academia Brasileira de Letras, na cadeira que pertencera a Afonso Celso. Após sua aposentadoria, em 1942, dedicou-se à clínica e ao magistério, não mais como professor da faculdade e sim na qualidade de conferencista. Morreu em 8 de janeiro de 1971, no Rio de Janeiro.

Francisco da Silva Laranja Filho

  • BR RJCOC FL
  • Pessoa
  • 1916-1989

Nasceu em 28 de setembro de 1916, em São Borja (RS). Em 1935 iniciou sua graduação na Faculdade de Medicina de Porto Alegre, que foi concluída em 1940 na Faculdade Nacional de Medicina da Universidade do Brasil. Ainda como estudante atuou na função de eletrocardiografista, auxiliando o professor Edgard Magalhães Gomes, da Santa Casa de Misericórdia, nas perícias médicas que avaliavam a capacidade de trabalho dos operários. Em 1938 foi aprovado em concurso público para a vaga de auxiliar administrativo no Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Industriários (IAPI), e passou no ano seguinte à função de médico auxiliar. Recém-formado, ocupou o cargo de chefe da eletrografia da Santa Casa, serviço criado por Magalhães Gomes, único lugar na época onde as cardiopatias eram tratadas. Em 1942 foi aprovado em outro concurso público do IAPI e ingressou como médico cardiologista. Dois anos depois recebeu o convite de Emmanuel Dias para integrar a equipe de pesquisadores do IOC que se dedicava às pesquisas clínicas em doença de Chagas realizadas no posto de Bambuí (MG). Em 1948 concluiu os estudos de caracterização da cardiopatia chagásica crônica. Em 1953, com a criação do Ministério da Saúde, tornou-se diretor do IOC, em substituição a Olympio da Fonseca Filho. Após o suicídio do presidente Getúlio Vargas em 1954, apresentou seu pedido de demissão para o presidente Café Filho. Deixou a diretoria do IOC em fevereiro do ano seguinte e retomou as pesquisas sobre a doença de Chagas. Em 1956 publicou um artigo científico no periódico Circulation, da Associação Americana de Cardiologia, divulgando as investigações realizadas sobre cardiopatia chagásica em Bambuí. Um ano depois assumiu a direção do Serviço de Assistência Médica Domiciliar de Urgência, cargo em que ficou até o final do governo de Juscelino Kubitschek, a pedido de João Goulart, seu amigo. Em 1964 voltou a atuar no IAPI como médico cardiologista. Em 1971 foi aprovado em concurso público para professor titular de cardiologia da Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade de Brasília, mas não foi admitido, pois seu nome fazia parte de uma lista de pessoas que o governo militar afastou de qualquer cargo público de importância. Em 1977 foi convidado pela Fiocruz para desenvolver pesquisas em terapêutica da doença de Chagas, lotado no Departamento de Ciências Biológicas da Escola Nacional de Saúde Pública. Morreu em 7 de setembro de 1989, no Rio de Janeiro.

Hortênsia Hurpia de Hollanda

  • BR RJCOC HH
  • Pessoa
  • 1917-2011

Nasceu em 26 de maio de 1917, em Corumbá (MS), filha de Horácio Hurpia Filho e Olívia Bacchi Hurpia. Em 1941 iniciou o Curso de Língua e Literatura Anglo-germânicas na Faculdade Nacional de Filosofia da Universidade do Brasil, que somente foi concluído em 1943 no Centro de Cultura Inglesa em Assunção, Paraguai. De 1942 a 1947 foi professora contratada pelo Ministério das Relações Exteriores para integrar a equipe de ensino e intercâmbio cultural nesse país, onde lecionou português e noções de puericultura e higiene em escolas da rede oficial. Em 1950 graduou-se em nutrição pela Universidade do Brasil e, dois anos depois, recebeu o diploma de especialista em educação sanitária pela Faculdade de Biologia e Ciências Médicas da Universidade do Chile. Em 1954 obteve o título de Mestre em Saúde Pública e Educação pela Universidade da Califórnia, em Berkeley, Estados Unidos. De 1949 a 1955 foi assistente técnica da Divisão de Educação Sanitária do Serviço Especial de Saúde Pública e orientadora de trabalhos de educação sanitária na Campanha de Combate à Esquistossomose do Serviço Nacional de Malária. A partir de 1956 atuou no Departamento Nacional de Endemias Rurais (DNERu), onde inicialmente chefiou a Seção de Educação Sanitária. Na época coordenou em Mandacaru e Varjão, bairros de João Pessoa (PB), ação pioneira que envolveu as populações locais na discussão de projetos de melhoria das condições ambientais relacionadas com a existência da esquistossomose. Em 1958, como bolsista da Organização Mundial da Saúde (OMS), realizou estudos em áreas de esquistossomose e malária na Itália, Sudão, Uganda, Tanzânia e Egito. Em 1960 estudou planejamento e avaliação de material educativo para a saúde em Washington, Atlanta, Chicago e Nova York. Em 1963 foi contratada como consultora de educação em saúde pela Comissão do Pacífico Sul. Nessa função atuou em países e territórios da Melanésia, Polinésia e Micronésia, como Tonga, Papua Nova-Guiné, Nova Caledônia, Taiti e Ilhas Salomão, e teve destacada participação em reuniões técnicas internacionais sobre controle da malária, combate à tuberculose, urbanização e saúde mental em sociedades tradicionais e organização de serviços de saúde em áreas subdesenvolvidas. De volta ao Brasil em 1968, exerceu as funções de assessora técnica do diretor do Instituto Nacional de Endemias Rurais e, entre 1969 e 1970, de assistente técnica da diretoria do DNERu. De 1968 a 1969 também prestou consultorias para a OMS no México, Costa Rica, Honduras, Guatemala, Paraguai e Argentina. Entre 1970 e 1977 foi assessora e diretora da Divisão Nacional de Educação Sanitária do Ministério da Saúde, assim como assessora junto às secretarias estaduais de saúde do Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Pará, Bahia e Rio Grande do Sul. Ainda na década de 1970 desenvolveu pesquisas referentes aos problemas de vida, saúde e trabalho em Capim Branco (MG), região endêmica de esquistossomose, e à produção de materiais audiovisuais com a participação dos moradores de Serra Pelada (ES). Aposentou-se em 1987, mas continuou assessorando diversos estados brasileiros nas áreas de educação e saúde pública. Morreu em 5 de maio de 2011, em Votuporanga (SP).

Instituto Fernandes Figueira (IFF)

  • BR RJCOC 07
  • Entidade coletiva
  • 1924-

As origens do Instituto Fernandes Figueira remontam à década de 1920, quando o pediatra Antonio Fernandes Figueira assumiu a Inspetoria de Higiene Infantil. Em 7 de setembro de 1924, com a lei n. 4.793, a Prefeitura do Distrito Federal cedeu à Inspetoria de Higiene Infantil (IHI) o Hotel Sete de Setembro, situado no bairro carioca do Flamengo, para a instalação de um hospital para crianças. Esse hotel, que mais tarde seria transformado na Casa do Estudante, havia sido construído para recepcionar os visitantes da Exposição do Centenário da Independência, em 1922. A construção destinada à moradia dos funcionários do antigo hotel foi reformada, e ali foi instalado o Hospital Arthur Bernardes. O decreto n. 5.150, de 10 de janeiro de 1927, alterou sua denominação para Abrigo Hospital Arthur Bernardes. Na década de 1930 o hospital enfrentou várias crises e chegou a ser desativado, ficando restrito a um pequeno ambulatório de pediatria. Em 1939 ele foi reaberto como Instituto de Higiene e Medicina da Criança, abrigando o Serviço de Puericultura do Distrito Federal. Em 1940 foi criado o Departamento Nacional da Criança (DNCr), que substituiu a IHI. No mesmo ano, o Instituto de Higiene e Medicina da Criança foi reformulado e passou a se chamar Instituto Nacional de Puericultura (INP), tendo como missão realizar estudos, inquéritos e pesquisas sobre problemas relativos à maternidade e à saúde da criança. Ao DNCr cabia o desenvolvimento de atividades de formação de recursos humanos para a atenção materno-infantil, através de cursos com intensa participação de técnicos do INP, conforme o decreto-lei n. 5.912, de 25 de outubro de 1943. Pelo decreto n. 9.089, de 26 de março de 1946, o INP passou a ser denominado Instituto Fernandes Figueira (IFF), cuja estrutura foi formalizada pelo decreto n. 26.690, de maio de 1949. Em 1970 foi criada a Fundação Instituto Oswaldo Cruz, que incorporou vários institutos, entre eles o IFF. Atualmente a instituição realiza atividades de pesquisa, ensino, assistência, desenvolvimento tecnológico e extensão no âmbito da saúde da mulher, da criança e do adolescente. Sua estrutura organizacional é esta: quatro vice-diretorias integrantes da direção – Assistência, Ensino, Pesquisa e Desenvolvimento Institucional –, três departamentos – Ginecologia, Patologia Clínica e Ensino –, coordenações de Bolsas e Gerência de Projetos de Pesquisa em Saúde e Núcleo de Inovação Tecnológica.

Adelstano Soares de Mattos Porto d'Ave

  • BR RJCOC PDA
  • Pessoa
  • 1890-1952

Nasceu em 6 de março de 1890, no Rio de Janeiro, filho de Antonio José de Mattos e Cândida Carneiro Soares de Campos. Em 1908 prestou concurso para a Escola Politécnica, porém somente em 1911 iniciou o curso, concluído em 1918. Em 31 de março de 1919 colou grau como engenheiro geógrafo e consolidou sua carreira como arquiteto e construtor. Na época era comum o desempenho de múltiplas atividades por parte dos engenheiros, os quais atuavam tanto em projetos de arquitetura quanto em especialidades de engenharia. No início de sua trajetória profissional foi amparado pelo industrial Guilherme Guinle. Por intermédio da família Guinle, foi escolhido para elaborar projetos de três hospitais na cidade do Rio de Janeiro: o Gaffrée e Guinle, o Instituto do Câncer e o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro. A partir disso consolidou seu nome como arquiteto de hospitais, tendo sido responsável pelo traçado de outros, como o Espanhol, o Regional de Niterói, e o do Sanatório Santa Clara, em Campos do Jordão (SP). Foi laureado com o primeiro lugar pelos projetos do Hospital Regional de Niterói, em 1928, e do Hospital do Funcionário Público, em 1935. Para além dos projetos hospitalares, dedicou-se à construção civil de edifícios multifamiliares e comerciais, escolas e clubes de esporte, como também projetou um trecho fluminense da estrada Rio-São Paulo. Em 1930 fez parte da primeira diretoria da Associação Brasileira do Concreto e, no final da vida, esteve ligado ao escritório de arquitetura e construção civil de Sérgio Dourado. Sua paixão pelo automobilismo o transformou em liderança nessa área, tendo assumido a presidência do Automóvel Clube do Brasil e do Club dos Bandeirantes e o comando de eventos, como o Salão do Automóvel. Morreu em 1952, no Rio de Janeiro.

Presidência da Fundação Oswaldo Cruz

  • BR RJCOC 01
  • Entidade coletiva
  • 1970-

O primeiro estatuto da Fundação Instituto Oswaldo Cruz (Fiocruz), aprovado pelo decreto n. 67.049, de 13 de agosto de 1970, definiu uma estrutura organizacional que comportava estas instâncias de gestão, administração e assessoramento superior: Conselho de Administração; Presidência; Conselho Técnico-Consultivo e Consultoria Jurídica. Definiu, ainda, a Junta de Controle como órgão de fiscalização financeira. Presidido pelo ministro da Saúde e composto por membros por ele designados, o Conselho de Administração tinha por atribuição fixar as normas necessárias à gestão administrativa e financeira da instituição. O mesmo instrumento estabelecia que a Fiocruz seria presidida pelo diretor do Instituto Oswaldo Cruz (IOC). Ao presidente cabiam atribuições executivas no que concerne à direção, coordenação e orientação das atividades da instituição. A ele competia, ainda, presidir o Conselho Técnico-Consultivo que, composto pelos diretores do Instituto Castelo Branco, do Instituto de Produção de Medicamentos, por chefes de alguns departamentos e pelo coordenador dos institutos autônomos, tinha por atribuição opinar acerca de questões técnico-científicas. O primeiro regimento, também de 1970, constituiu a Administração Geral da instituição e conferiu ao núcleo da Presidência uma estrutura que comportava um gabinete, uma assessoria e o Serviço de Relações Públicas. Em 1976, essa estrutura de gestão e administração superior sofreu a primeira modificação. Um novo estatuto suprimiu o Conselho de Administração, desvinculou o exercício da presidência da direção do IOC e transformou o Conselho Técnico-Consultivo em Conselho Técnico Científico, que, de órgão de representação interna, passou a ser composto por conselheiros nomeados pelo ministro. O mesmo instrumento também previu, pela primeira vez, a existência de vice-presidências, transformou a Junta de Controle em Unidade de Controle Interno e criou a Assessoria de Segurança e Informações. Ao final desse ano estavam também constituídas a Superintendência de Administração Geral, a Assessoria Geral de Planejamento, a Assessoria de Relações Públicas e a Prefeitura do campus. Em dezembro de 1979, foram pela primeira vez definidos os campos de atuação das vice-presidências, contemplando as áreas de pesquisa, de recursos humanos e de desenvolvimento tecnológico. Competia aos vice-presidentes a direção das unidades centrais de suas áreas, respectivamente o IOC, a Escola Nacional de Saúde Pública e o Laboratório Central de Drogas, Medicamentos e Alimentos, que em junho de 1981 passou a denominar-se Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde. Entre o final da década de 1980 e o início da seguinte, as áreas de atuação das vice-presidências foram redefinidas, refletindo as deliberações do I e II Congressos Internos da Fiocruz. Na década de 1990 as áreas de planejamento e administração centralizadas sofreram modificações, em boa parte decorrentes da adequação da estrutura da Fiocruz às normas gerais definidas para a administração federal. Entre as alterações ocorridas nesse período, destacam-se a criação da Diretoria de Recursos Humanos; a transformação também em diretoria da Superintendência de Administração Geral e a transformação da Superintendência de Planejamento em Assessoria de Planejamento Estratégico. Atualmente a Presidência da Fiocruz contempla as vice-presidências de Pesquisa e Laboratórios de Referência; Desenvolvimento Institucional e Gestão do Trabalho; Ambiente, Atenção e Promoção da Saúde; Produção e Inovação em Saúde; Ensino, Informação e Comunicação. Conta ainda com nove órgãos de assistência direta, quatro unidades técnico-administrativas e uma unidade de apoio.

Renato Ferraz Kehl

  • BR RJCOC RK
  • Pessoa
  • 1889-1974

Nasceu em 22 de agosto de 1889, em Limeira (SP), filho de Joaquim Maynert Kehl e Rita de Cássia Ferraz Kehl. Formou-se aos vinte anos pela Escola de Farmácia de São Paulo e, posteriormente, em 1915, doutorou-se em medicina na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro. Exerceu a clínica em São Paulo durante alguns anos. Interessou-se pelos princípios da eugenia e fundou em 1918 a Sociedade Eugênica de São Paulo, com 140 médicos. Lutando pela difusão e implantação das ideias eugênicas, realizou conferências no Brasil, publicou cerca de trinta livros e inúmeros artigos em jornais. Durante alguns anos exerceu o cargo de inspetor sanitário rural do Departamento Nacional de Saúde Pública (DNSP), no qual organizou o Serviço de Educação Sanitária ligado à Inspetoria da Lepra e das Doenças Venéreas, tendo sido também o criador do Museu de Higiene, apresentado por esse serviço nas Comemorações do Centenário da Independência, em 1922. No museu realizou uma exposição da campanha educativa e sanitária que deveria ser instalada no país, na qual incluiu objetos e fotografias que mostravam as habitações típicas das áreas rurais infestadas de insetos transmissores de doenças. No Departamento de Saneamento e Profilaxia Rural do DNSP trabalhou entre 1919 e 1922 como inspetor sanitário rural e chefe do posto de Meriti (RJ), e depois passou para o Serviço de Educação e Propaganda Sanitária, de 1923 a 1924. Tendo se exonerado do cargo de inspetor sanitário do DNSP, ingressou na empresa Bayer, a princípio como farmacêutico e depois como diretor. Nessa companhia dirigiu durante muitos anos os periódicos Os Farmacêuticos Brasileiros e Revista Terapêutica, que circulavam largamente entre os médicos de todo o país. Em 1933 ingressou na Academia Nacional de Medicina. Entre seus livros destacam-se Eugenia e medicina social, O médico do lar, Aparas eugênicas, A cura da fealdade, Lições de eugenia, Bíblia da saúde e Pais, médicos e mestres. Morreu em 14 de agosto de 1974, no Rio de Janeiro.

Celso Arcoverde de Freitas

  • BR RJCOC CE
  • Pessoa
  • 1913-2005

Nasceu em 3 de outubro de 1913, em Engenho Souza, Água Preta (PE), filho de Manoel de Siqueira Barbosa Arcoverde e Celsa Freire Arcoverde. Como sua mãe morreu no parto, foi criado pela irmã de seu pai, Carlota, casada com Theophilo José de Freitas, a quem homenageou com a adoção de seu sobrenome quando alcançou a maioridade. Ainda menino mudou-se para Recife, onde fez os cursos primário, secundário e os exames preparatórios para a Faculdade de Medicina do Recife, hoje pertencente à Universidade Federal de Pernambuco, diplomando-se em 1934. Iniciou sua trajetória profissional no ano de 1935 como assistente extranumerário de clínica médica do Hospital Pedro II de Recife. A partir de 1938 foi médico auxiliar no distrito de Caruaru da Delegacia Federal de Saúde da 5ª região e, um ano depois, passou a acumular o cargo de assistente extranumerário de clínica médica do Hospital São Sebastião da mesma localidade. De 1941 a 1956 chefiou setores e circunscrições do Serviço Nacional de Peste (SNP) em estados do Nordeste. Nesse período fez o Curso de Especialização em Peste do Departamento Nacional de Saúde (1943), o Curso Básico de Saúde Pública do IOC (1946) e foi contratado como médico especializado do SNP (1947). Com a criação do Departamento Nacional de Endemias Rurais (DNERu), em 1956, foi designado para coordenar a Campanha contra o Tracoma. Em 1958 assumiu a subchefia do gabinete do ministro da Saúde Mário Pinotti. Em 1960 foi membro do Grupo de Trabalho para elaboração do Programa de Saúde do 1° Plano Diretor da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste, além de assistente técnico do DNERu. Em 1961 respondeu pela direção geral do órgão e também por sua Divisão de Profilaxia até 1964. Em 1962 exerceu as funções de relator do Grupo de Trabalho sobre Campanha Contra Tracoma, membro do Grupo de Trabalho sobre Campanha Contra Peste, ambos organizados pelo Ministério da Saúde, e professor da disciplina Fundamentos Sócio-Econômicos da Escola Nacional de Saúde Pública. Em 1964 recebeu a Ordem do Mérito Médico no grau de oficial. Na Organização Pan-Americana da Saúde, entre 1966 e 1969, atuou como consultor do Programa de Controle de Peste no Equador, Peru e Bolívia. Em 1968 foi chefe do Núcleo Central de Pesquisas do Instituto Nacional de Endemias Rurais (INERu), bem como diretor substituto da instituição. Em 1972 foi designado para responder pelo expediente da Divisão de Campanhas da Superintendência de Campanhas de Saúde Pública. Foi assessor do ministro da Saúde Mário Machado de Lemos em 1973 e no ano seguinte diretor do INERu da Fiocruz. Após aposentar-se no Ministério da Saúde, em 1980, trabalhou na Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro com Isnard Teixeira. Integrou a Sociedade de Internos dos Hospitais do Recife, a Sociedade Brasileira de Higiene, a Sociedade Brasileira de Médicos Escritores – Regional Pernambuco e a Academia Pernambucana de Medicina. Foi casado com Flora de Araújo Jorge Arcoverde de Freitas, com que teve quatro filhos. Morreu em 31 de agosto de 2005, no Rio de Janeiro.

Erney Felício Plessmann de Camargo

  • BR RJCOC ER
  • Pessoa
  • 1935-2023

Nasceu em 20 de abril de 1935, em Campinas (SP), filho de Felicio Edgard de Camargo Cruz e Mary Marcondes Plessmann de Camargo. Formou-se em 1959 pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). Iniciou-se em ciência ainda no segundo ano do curso médico no Departamento de Parasitologia liderado por Samuel Pessoa. Depois de formado, estagiou por um ano no Instituto Butantan, supervisionado por Sebastião Baeta Henriques, estudando biossíntese de proteínas. Em 1961 foi convidado por Leônidas de Mello Deane, que ocupava a regência do Departamento de Parasitologia, para ingressar como auxiliar de ensino no quadro docente da Faculdade de Medicina. No início de sua carreira foi fortemente influenciado por outros pesquisadores da faculdade, como Luiz Hildebrando Pereira da Silva, Maria Deane, Luis Rey, Victor e Ruth Nussenzweig, Michel Rabinovitch, Olga Castellani e José Ferreira Fernandes. Seus primeiros trabalhos foram sobre a bioquímica de protozoários parasitas em colaboração com Luiz Hildebrando. Em 1964, junto com outros pesquisadores da instituição, foi demitido por razões políticas e emigrou para os Estados Unidos, onde permaneceu por cinco anos na Universidade de Wisconsin, trabalhando com Walter Plaut e D. R. Sonneborn. Retornou ao Brasil em 1969 e obteve o título de doutor pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto ao apresentar a tese Biossíntese de glicogênio em Blastocladiella emersonii, cujo orientador foi José Moura Gonçalves. No ano seguinte, a convite de José Leal Prado de Carvalho, ingressou na Escola Paulista de Medicina, onde atuou como professor e chefe de departamento. Nesse período também realizou a livre docência no Departamento de Bioquímica da USP (1979) e o pós-doutoramento no Instituto Pasteur (1984). Retornou à USP em 1985 como professor titular do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB), do qual foi chefe do Departamento de Parasitologia e seu vice-diretor. Ainda na universidade, entre 1988 e 1993, ocupou o cargo de pró-reitor de Pesquisa. De 1986 a 1989 foi membro do Conselho Deliberativo do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico e seu presidente entre 2003 e 2007. Foi membro da Academia de Ciências para o Mundo em Desenvolvimento, da Sociedade Brasileira de Parasitologia, da Sociedade Brasileira de Bioquímica, da Sociedade Brasileira de Protozoologia e da Academia Brasileira de Ciências, entre outras. Por sua trajetória científico-acadêmica recebeu diversas honrarias, como o prêmio LAFI de Medicina (1980), a Ordem Nacional do Mérito Científico, nos graus comendador (1996) e Grã-Cruz (2002), a Ordem do Ipiranga, no grau Grã-Cruz (2006), e os títulos de professor emérito do ICB (2005) e da Faculdade de Medicina (2008) da USP. Morreu em 3 de março de 2023, na cidade de São Paulo.

Estácio de Figueiredo Monteiro

  • BR RJCOC EM
  • Pessoa
  • 1915-1994

Nasceu em 11 de abril de 1915, na cidade do Rio de Janeiro, filho de Mario Monteiro e Edith de Figueiredo Monteiro. Em 1937 graduou-se pela Faculdade Fluminense de Medicina, atual Universidade Federal Fluminense, bem como concluiu o Curso de Aplicação do IOC e tornou-se tenente médico da Aeronáutica. Ainda em 1937 iniciou sua trajetória profissional no IOC, onde atuou como estagiário na Seção de Vírus sob a orientação de José Guilherme Lacôrte, assistente técnico, pesquisador, professor, médico, editor das Memórias do Instituto Oswaldo Cruz e membro da Comissão de Redação das Publicações do instituto. Além disso, exerceu as funções de chefe da Seção de Nutrição da Divisão de Higiene (1956-1962), superintendente dos Serviços Auxiliares de Diagnóstico do Hospital Evandro Chagas, compreendendo o Laboratório de Patologia Clínica e os Gabinetes de Raio X e Eletrocardiografia (1956-1959), chefe da Seção de Físico-Química da Divisão de Química (1962-1964) e chefe da Seção de Vírus da Divisão de Virologia (1964-1971). Aposentou-se em 1971, mas permaneceu em atividade ao longo da década como membro da Comissão Nacional de Controle da Meningite, coordenador do Projeto Prioritário de Produção de Vacina contra o Herpes e membro da missão técnica relacionada à vacina contra o sarampo que visitou o Instituto Mérieux, em Lyon (França). Morreu em 3 de julho de 1994, no Rio de Janeiro.

Haity Moussatché

  • BR RJCOC HM
  • Pessoa
  • 1910-1998

Nasceu em 21 de fevereiro de 1910, em Smirna, Turquia, filho de Isidoro Moussatché e Sarina Hazan, tendo imigrado com a família para o Brasil quando tinha três anos de idade. Em 1933 formou-se pela Faculdade de Medicina da Universidade do Rio de Janeiro. No ano seguinte, ingressou no IOC como estagiário e naturalizou-se brasileiro. Por não receber nenhum tipo de remuneração, em 1935 se transferiu para a unidade que a Fundação Rockefeller mantinha no campus do IOC, destinada à produção de vacina contra a febre amarela. Dois anos depois, foi contratado como assistente técnico do IOC, onde também exerceu as funções de biologista e professor. Além disso, chefiou a Seção de Farmacodinâmica e Quimioterapia (1954-1956) e a Seção de Fisiologia (1959-1964). O interesse pela fisiologia surgiu durante o curso de medicina, a partir das aulas ministradas por Álvaro Ozório de Almeida. No IOC, trabalhou com Miguel Ozório de Almeida, desenvolvendo pesquisas sobre fisiologia e farmacologia comportamental, reação anafilática em animais de laboratório, propriedades farmacológicas de frações de venenos de serpentes, reatividade de músculos lisos e estriados, e produtos naturais originários de plantas. Em 1942 realizou estudos sobre predisposição a convulsões e à concentração de um fermento no cérebro, no Laboratório de Fisiologia do Instituto Biológico de São Paulo. Em 1948 defendeu tese de livre-docência intitulada Ação do gás carbônico nas convulsões experimentais, na Faculdade Nacional de Medicina da Universidade do Brasil. A convite de Darcy Ribeiro fez parte do grupo de trabalho que planejou a criação da Universidade de Brasília (1959-1960). Em 1970, com nove pesquisadores do IOC, teve seus direitos políticos suspensos e foi aposentado pelos Atos Institucionais 5 e 10 (AI-5 e AI-10), episódio denominado "Massacre de Manguinhos". Em virtude disso, foi trabalhar na recém-criada Universidade Centro-Ocidental Lisandro Alvarado, de Barquisimeto, Venezuela. Nessa instituição, além de colaborar para o desenvolvimento das atividades de investigação cientifica, foi professor, chefe da Unidade de Pesquisa em Ciências Fisiológicas e presidente do Conselho de Pesquisas e Serviços. Ao retornar ao Brasil, no ano de 1985, foi convidado para reorganizar o Departamento de Fisiologia e Farmacodinâmica do IOC, uma vez que essas áreas de pesquisa estavam extintas desde a época da sua saída da instituição. Além de ter aceitado o convite, trouxe Tito Arcoverde de Albuquerque Cavalcanti para auxiliá-lo nessa missão. Trabalhou vários meses sem remuneração até conseguir uma bolsa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Cientifico e Tecnológico. Em 1986 foi reintegrado ao quadro de funcionários da Fiocruz, e chefiou o Departamento de Fisiologia e Farmacodinâmica e o Laboratório de Toxinologia do IOC. Foi membro da Sociedade de Biologia do Brasil (1941), da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (1948), da Sociedade Internacional de Toxicologia (1953) - todas na qualidade de fundador -, da Academia Brasileira de Ciências (1953), da Academia de Ciências de Nova York (1959), da Federação Mundial de Trabalhadores Científicos (1959), da Associação Venezuelana para o Progresso da Ciência (1974) e da Associação para Criação do Parlamento Mundial (1990). Morreu em 24 de julho de 1998, no Rio de Janeiro.

Hildebrando Monteiro Marinho

  • BR RJCOC HI
  • Pessoa
  • 1917-2007

Nasceu em 2 de novembro de 1917, no Rio de Janeiro, filho de Manuel Faustino Vieira Marinho e Ambrozina Monteiro Marinho. Formou-se em 1941 pela Escola de Medicina e Cirurgia do Instituto Hahnemanniano do Brasil, atual Escola de Medicina e Cirurgia da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. Durante os primeiros anos da graduação frequentou os serviços dos professores Eduardo Rabelo e Motta Maia. Em seguida atuou no Serviço de Clínica Médica do Hospital Miguel Couto, chefiado pelo professor Lourenço Jorge, primeiro como estagiário e, posteriormente, já concursado, como auxiliar acadêmico. Manteve-se neste serviço até o ano de 1945, quando teve início sua atuação profissional. Na qualidade de assistente do professor Luiz Amadeu Capriglione - 5ª cadeira de Clínica Médica, estruturou e desenvolveu a primeira unidade de hematologia da Faculdade Nacional de Medicina (FNM) da Universidade do Brasil, período considerado o mais importante de sua formação profissional, quando se definiu pela hematologia e chefiou, de 1945 a 1954, a Seção de Hematologia da 5ª cadeira, localizada no Hospital Moncorvo Filho. Em 1955, após a morte de Luiz Capriglione, foi incorporado à 3ª cadeira de Clínica Médica da FNM, sob a chefia do professor Luiz Feijó, continuando na direção da Seção de Hematologia até 1958. Nesse ano implantou o Serviço de Hematologia Clínica do Instituto Estadual de Hematologia Arthur Siqueira Cavalcanti, com sede no Hospital Pedro Ernesto. Foi colaborador também da 2ª cadeira de Clínica Médica da FNM, liderada pelo professor Carlos Cruz Lima onde, na condição de pesquisador, procurou estruturar o Centro de Pesquisas Hematológicas da instituição (1964-1967). Em 1969, durante sua gestão como secretário de Saúde do estado da Guanabara (1966-1971), o Serviço de Hematologia foi incorporado à estrutura organizacional do Instituto de Hematologia, que passou a contar com uma nova sede, unindo as áreas de hemoterapia e hematologia clínica que estavam separadas. Por três vezes assumiu a direção do instituto e a chefia do serviço (1959-1983). Ainda na área da saúde estadual exerceu as funções de diretor do Departamento de Assistência Hospitalar (1960-1961), presidente do Conselho Técnico de Saúde (1966-1971) e diretor-presidente da Superintendência de Serviços Médicos (1966-1971). Em 1983 se afastou da instituição para comandar o Serviço de Hematologia - 3ª Enfermaria do Hospital Geral da Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro, onde continuou exercendo suas atividades de pesquisa e ensino. Atuou também como professor e dirigente da Universidade Gama Filho (1969-1993), Fundação Educacional Souza Marques (1975-1981) e Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (1975-1988). Foi membro da Sociedade de Medicina e Cirurgia do Rio de Janeiro (1944), da Sociedade Internacional de Hematologia (1948), da Sociedade Brasileira de Hematologia e Hemoterapia (1950), da Sociedade Internacional de Medicina Interna (1964), do Colégio Brasileiro de Hematologia (1965) e da Academia Nacional de Medicina (1969), entre outras. Em 1971 recebeu o título de benemérito da Assembleia Legislativa do Estado da Guanabara por suas contribuições ao ensino, pesquisa e gestão na área da saúde pública. Morreu em 2 de setembro de 2007, no Rio de Janeiro.

Reinout Ferdinand Alexander Altman

  • BR RJCOC RA
  • Pessoa
  • 1909-1993

Nasceu em 8 de março de 1909, na cidade de Semarang, Indonésia, filho de Gerrit Frederick Altman e Helena Olga Grunewald. Entre janeiro de 1953 e julho de 1955 trabalhou no Instituto Agrônomo do Norte, subordinado ao Ministério da Agricultura, de onde saiu para atuar no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, da Presidência da República, de agosto de 1955 a março de 1960. A partir de agosto de 1960 foi cedido ao Instituto Oswaldo Cruz (IOC) na condição de pesquisador. Nessa instituição permaneceu até julho de 1961, quando passou a exercer o mesmo cargo no Serviço Nacional de Câncer. Ainda em 1960 naturalizou-se brasileiro. De volta ao IOC foi pesquisador em biologia (1975) e pesquisador titular (1978), com lotação no Departamento de Química e Terapêutica Experimental e, posteriormente, no Departamento de Bioquímica e Biologia Molecular. Em 1991 foi aposentado compulsoriamente. Morreu em 24 de setembro de 1993, no Rio de Janeiro.

Romualdo Francisco Dâmaso

  • BR RJCOC RD
  • Pessoa
  • 1947-1995

Nasceu em 7 de fevereiro de 1947, em Presidente Olegário (MG), filho de Sebastião Francisco Dâmaso e Maria Madalena Nunes. Em 1970 formou-se em ciências sociais pela Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). No ano seguinte ingressou no mestrado de ciências políticas da instituição, que foi concluído em 1978. De 1971 a 1991 exerceu atividades docentes no Departamento de Psicologia da UFMG, na Fundação Mineira de Educação e Cultura e na Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. Atuou ainda como professor no curso de especialização em saúde mental da Escola de Saúde de Minas Gerais (1987-1989). Em 1989 ingressou na Escola Nacional de Saúde Pública, com lotação no Departamento de Administração e Planejamento em Saúde. Em 1992 foi aprovado no doutorado da ENSP, que não foi concluído devido à sua morte. Entre 1993 e 1994 foi professor na Escola de Enfermagem da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Além disso, participou de bancas examinadoras, eventos, consultorias e assessorias, e também coordenou projetos direcionados à saúde mental e coletiva, sendo o Dicionário Critico de Saúde Coletiva, em 1994, um dos mais relevantes. Morreu em 20 de novembro de 1995, em Belo Horizonte.

Departamento de Bioquímica e Biologia Molecular

  • Entidade coletiva
  • 1980-2007

Criado em outubro de 1980, o Departamento de Bioquímica e Biologia Molecular (DBBM) estruturou-se em laboratórios compostos por equipes responsáveis pelo desenvolvimento de linhas de pesquisa específicas e com financiamento próprio. O primeiro a ser criado, em 1980 - o Laboratório de Biologia Molecular e Doenças Endêmicas - originou-se a partir dos mesmos pressupostos e objetivos que justificam a criação do DBBM: a concepção, o desenvolvimento e aperfeiçoamento da tecnologia de caracterização genotípica de tripanossoamatídeos que utiliza a separação eletroforética dos fragmentos do DNA do cinetoplasto, gerados por digestão em enzimas de restrição-análise de esquizodemas - técnica recomendada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para T. cruzi e leishmania. Em 1980 também foram criados os Laboratórios de Pesquisa, Desenvolvimento e Produção de Insumos para a Biotecnologia e Laboratório de Eletroforese de Isoenzimas, que em 1989 passou a ser Laboratório de Sistemática Bioquímica. As principais linhas de trabalho deste último são a caracterização fenotípica e genotípica de leishmania: a zimotaxonomia do gênero víbrio; a caracterização bioquímica dos vetores das doenças parasitárias e a caracterização por enzimas de bacilos de importância para a saúde pública. Em 1984, o mesmo laboratório recebeu credenciamento do UNDP/World Bank/WHO Special Progamme for Research and Training Tropical Diseases (IRD) para a caracterização de Leishmania. Em 1981, foi criado o Laboratório de Caracterização Genotípica, Filogenia e Epidemiologia Molecular de Tripanossomatídeos, os laboratórios de Expressão Genética e de Bioquímica de Insetos. Em 1986, constituiu-se Laboratório de Biologia Molecular de Flavivírus, ano em que também foi criado, como laboratório autônomo, o Centro de Referência da OMS para tipagem de Tripanossoma cruzi. Pôr último, foi inaugurado, em 1987, o Laboratório de Biologia Molecular e Diagnóstico de Doenças Infecciosas. Em 1992, uma reformulação estrutural na instituição conferiu ao DBBM os laboratórios de Imunopatogia e de microsequenciamento e extinguiu o Laboratório de Pesquisa, Desenvolvimento e Produção de Insumos para a Biotecnologia e o Laboratório de Caracterização Molecular de Tripanossomatídeos.

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