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registro de autoridade

Cristiano Cláudio Torres

  • Pessoa
  • 1939-

Nasceu em 23 de agosto de 1939 na Colônia do Prata, em Igarapé-Açu, Pará. Até os 6 anos viveu na Creche Santa Teresinha, no centro da cidade, pois seus pais eram portadores de hanseníase e continuavam isolados. Com o aparecimento dos primeiros sintomas da doença, em 1944, foi internado na Colônia de Marituba, e no ano seguinte foi transferido para a Colônia do Prata, para viver ao lado dos pais. Aos 10 anos, saiu da Colônia com os pais e trabalhou em uma loja com os irmãos. Depois de 11 anos fora da Colônia, passou a sofrer grandes limitações causadas pelas sequelas de hanseníase, que obrigaram seu retorno e o de seus pais para Marituba. O depoente herdou da mãe o gosto pelos estudos e pela leitura, a ponto de cultivar até hoje uma pequena biblioteca em sua casa. Durante a juventude sempre praticou atividades físicas e se interessava fortemente por manifestações culturais como teatro. Na Colônia de Marituba aprendeu noções de enfermagem e se tornou chefe da enfermaria interna. Participou da fundação do Morhan, chegou a tornar-se coordenador estadual do Movimento no estado do Pará e foi presidente do Conselho de Saúde, também do Pará. Nesse cargo elaborou campanhas e projetos objetivando melhoria das condições de vida dos ex-hansenianos e dos deficientes físicos, em geral. Reside em uma região onde anteriormente se localizava a Colônia de Marituba, na periferia de Belém e é o vice-coordenador do Morhan.

Cornélio Homem Cantarino Motta

  • BR RJCOC MO
  • Pessoa
  • 1869-1959

Nasceu em 17 de julho de 1869, em São Pedro da Aldeia (RJ), filho de Antonio Homem Cardoso Motta e Joaquina da Trindade C. Motta. Formou-se engenheiro civil pela Escola Politécnica do Rio de Janeiro em 1900. Iniciou suas atividades técnicas na Estrada de Ferro Sul do Espírito Santo, e ingressou em 1902 no quadro da Estrada de Ferro Central do Brasil. Foi chefe da comissão dos engenheiros da obra que pretendia unir, por via férrea, o Norte ao Sudeste do país, de Belém ao Rio de Janeiro. Entre 1905 e 1906, quando chefiava duas turmas na construção do ramal de Pirapora, lutou contra a epidemia de malária que dizimava seus trabalhadores. Naquela ocasião solicitou à direção da Central do Brasil o auxílio de uma missão médica. Durante seu contato com os médicos, entre eles Carlos Chagas, mostrou um inseto hematófago - conhecido popularmente como barbeiro - e relatou seus hábitos e sua grande incidência na região. Esse fato contribuiu para a descrição, em 1909, da doença de Chagas. Aposentou-se em 1937. Morreu em 7 de agosto de 1959, no Rio de Janeiro.

Constança Felícia Carvalho Britto Arraes de Alencar

  • Pessoa
  • 1960-

Nasceu em 10 de abril de 1960, no Rio de Janeiro. Realizou seus primeiros estudos nos colégios Gink e Andrews. Em 1982, formou-se pela Faculdade de Biologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Em 1980, iniciou estágio remunerado, na UFRJ, trabalhando em Biologia Celular. Estagiou também no laboratório de genética dessa universidade e nos laboratórios de parasitologia e imunologia do Hospital Pedro Ernesto. Em novembro de 1982, ingressou na Fiocruz como bolsista do Conselho Nacional de Pesquisas (CNPq), trabalhando no Departamento de Bioquímica e Biologia Molecular junto à equipe do pesquisador Carlos Morel. Em 1984, ingressou no curso de mestrado em genética do Instituto de Biologia da UFRJ, defendendo tese em 1987 sobre clonagem e sequenciamento de DNA do Trypanosoma cruzi. Em 1995, defendeu sua tese de doutorado no mesmo instituto e, em 1996, realizou o pós-doutorado no Laboratório de Parasitologia da Faculdade de Medicina da Universidade de Montpellier I, na França. Durante a sua especialização, prestou colaboração ao grupo do Dr. Michel Tibayrenc, no Centro de Pesquisas ORSTOM em Montpellier, realizando estudo sobre a aplicação do PCR na identificação de cepas de Trypanosoma cruzi, em infecções mistas experimentais estabelecidas em camundongos e triatomíneos (Triatoma infestans). Em 1997, foi aprovada em concurso público como pesquisadora adjunta do Laboratório de Biologia Molecular e Doenças Endêmicas do Departamento de Bioquímica e Biologia Molecular do IOC. Membro da Sociedade Brasileira de Genética e da Sociedade Brasileira de Protozoologia, desenvolve o projeto “Infecção Chagásica Crônica: Abordagens Moleculares na Avaliação do Controle de Cura”. Atualmente, é chefe do Laboratório de Biologia Molecular e Doenças Endêmicas, do IOC.

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