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registro de autoridade

Francisco Chaves de Oliveira Botelho

  • Pessoa
  • 1868-1943

Nasceu no dia 19 de fevereiro de 1868, em Montevideo (Uruguai), onde seu pai Joaquim Antônio de Oliveira Botelho era diretor do Hospital de Sangue Brasileiro, durante a Guerra do Paraguai (1864-1870). Cresceu em Salvador, na Bahia, criado por seu tio, conselheiro Francisco Otaviano de Almeida Rosa, pois ficou órfão de pai com um ano e de sua mãe, Brasilia Augusta Chaves, aos sete. Casou-se com Julieta Ferreira em 19 de fevereiro de 1892. Diplomado médico pela Faculdade de Medicina da Bahia em 1890, foi morar na cidade de Resende (RJ), onde manteve clínica por muitos anos. Na política ocupou os cargos de vereador em Resende, deputado estadual (1901-1905) e presidente do estado do Rio de Janeiro (1906; 1910-1914), e ministro da Fazenda do governo Washington Luiz. Ficou viúvo de sua primeira esposa em 1921, casando novamente com Dejanira Marques de Souza em 1926. Morreu em 1º de junho de 1943, em Resende (RJ).

Francisco da Silva Laranja Filho

  • BR RJCOC FL
  • Pessoa
  • 1916-1989

Nasceu em 28 de setembro de 1916, em São Borja (RS). Em 1935 iniciou sua graduação na Faculdade de Medicina de Porto Alegre, que foi concluída em 1940 na Faculdade Nacional de Medicina da Universidade do Brasil. Ainda como estudante atuou na função de eletrocardiografista, auxiliando o professor Edgard Magalhães Gomes, da Santa Casa de Misericórdia, nas perícias médicas que avaliavam a capacidade de trabalho dos operários. Em 1938 foi aprovado em concurso público para a vaga de auxiliar administrativo no Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Industriários (IAPI), e passou no ano seguinte à função de médico auxiliar. Recém-formado, ocupou o cargo de chefe da eletrografia da Santa Casa, serviço criado por Magalhães Gomes, único lugar na época onde as cardiopatias eram tratadas. Em 1942 foi aprovado em outro concurso público do IAPI e ingressou como médico cardiologista. Dois anos depois recebeu o convite de Emmanuel Dias para integrar a equipe de pesquisadores do IOC que se dedicava às pesquisas clínicas em doença de Chagas realizadas no posto de Bambuí (MG). Em 1948 concluiu os estudos de caracterização da cardiopatia chagásica crônica. Em 1953, com a criação do Ministério da Saúde, tornou-se diretor do IOC, em substituição a Olympio da Fonseca Filho. Após o suicídio do presidente Getúlio Vargas em 1954, apresentou seu pedido de demissão para o presidente Café Filho. Deixou a diretoria do IOC em fevereiro do ano seguinte e retomou as pesquisas sobre a doença de Chagas. Em 1956 publicou um artigo científico no periódico Circulation, da Associação Americana de Cardiologia, divulgando as investigações realizadas sobre cardiopatia chagásica em Bambuí. Um ano depois assumiu a direção do Serviço de Assistência Médica Domiciliar de Urgência, cargo em que ficou até o final do governo de Juscelino Kubitschek, a pedido de João Goulart, seu amigo. Em 1964 voltou a atuar no IAPI como médico cardiologista. Em 1971 foi aprovado em concurso público para professor titular de cardiologia da Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade de Brasília, mas não foi admitido, pois seu nome fazia parte de uma lista de pessoas que o governo militar afastou de qualquer cargo público de importância. Em 1977 foi convidado pela Fiocruz para desenvolver pesquisas em terapêutica da doença de Chagas, lotado no Departamento de Ciências Biológicas da Escola Nacional de Saúde Pública. Morreu em 7 de setembro de 1989, no Rio de Janeiro.

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