Maria Antonietta Castro Cerqueira
- Person
- 1886-1963
Maria Antonietta Castro Cerqueira
Marta Maria Franco Laudares de Almeida
Getúlio Lamartine de Paula Fonseca
Joaquim Bernardo de Araújo Vianna e Figueiredo
Maria Dulce Adelaide de Oliveira Moncorvo
Manuel José de Araújo Porto-Alegre
Antônio de Oliveira Borges Júnior
Nasceu em 2 de dezembro de 1922, em Salvador (BA) e vivia com os pais e dois irmãos. Os primeiros sintomas de hanseníase apareceram quando ainda era adolescente, aos 14 anos, durante uma partida de futebol. Porém, o diagnóstico preciso da doença só veio aos 20 anos, por intermédio do dr. Otávio Torres. Em dezembro de 1943 foi internado no leprosário de Quinta dos Lázaros, em Salvador. Em 1949 foi transferido para a Colônia de Águas Claras, onde chegou a ser prefeito. Em agosto de 1953 deixou a Colônia de Águas Claras e foi para a cidade de Santo Amaro da Purificação, interior da Bahia, com sua companheira. Nessa cidade trabalhou durante grande parte do tempo como feirante, apesar das deformidades provocadas pela doença. Foi um dos fundadores do Morhan, criado no início da década de 1980. Passou a se dedicar à poesia e escreveu o livro Fragmentos da Vida (2000), onde relata de maneira poética a vida e os percalços pelos quais passam os afetados pela hanseníase. Faleceu em 2004, aos 82 anos.
Nasceu em 26 de março de 1931, em São João do Rio do Peixe (PB). De sólida formação religiosa, a família sempre comemorava reunida todos os feriados do calendário cristão. Conviveu durante muitos anos com um tio doente de hanseníase e é provável que este tenha lhe transmitido a doença. Os primeiros sintomas apareceram em 1941, aos 10 anos, quando sua mãe percebeu manchas por seu corpo. O diagnóstico foi dado dias mais tarde pelo dr. Leão Sampaio, médico da região. Como não havia leprosário na Paraíba, viveu durante oito anos em um pequeno cômodo, que foi construído no quintal da residência da família, para que ficasse isolado. Em 1949 foi internado na Colônia Getúlio Vargas e começou seu tratamento. Durante todo o período em que esteve nessa instituição, desempenhou as mais variadas atividades no cotidiano hospitalar: foi o responsável pelo almoxarifado, enfermeiro, carcereiro, barbeiro, garçom e prefeito, por exemplo. Em 1961 foi para a Colônia Antônio Justa, no Ceará, trabalhar como enfermeiro. De volta à Paraíba em 1964 e após ter tido alta, casou-se e assumiu a responsabilidade pelo funcionamento da farmácia da Colônia Getúlio Vargas. Em 1981, saiu da Colônia e foi morar com a esposa na região de Alto do Mateus; cerca de dois anos mais tarde foi contratado pela Secretaria Estadual de Saúde da Paraíba e retornou à Colônia Getúlio Vargas para trabalhar como funcionário efetivo. Pertenceu ao Conselho de Saúde da Colônia Getúlio Vargas e foi membro atuante do Morhan. Escreveu o livro O amor à vida não me faltou – trajetória de um ex-doente de hanseníase (João Pessoa: Ed. Universitária, 2003) em parceria com Clélia Albino Simpson de Miranda, enfermeira e professora da Universidade Federal da Paraíba, no qual narrou sua trajetória de vida como paciente e ex-paciente de hanseníase. Aposentou-se pelo INSS em 1997 e residiu alguns anos em uma casa na área pertencente à Colônia Getúlio Vargas, até falecer em março de 2009.
Nasceu em 1943 e chegou à Colônia Getúlio Vargas em 1973; em sua família havia vários casos de hanseníase. Saiu da localidade de São José, município de Guarabira, na Paraíba, e recebeu tratamento para a hanseníase no Hospital Padre José, que o encaminhou para a Colônia Getúlio Vargas, onde se casou com Isabel Bezerra da Silva, em 1976.
Nasceu na cidade de Florianópolis (SC) em 1951. Ingressou na Faculdade de Jornalismo da Universidade Católica de Santos em 1970. Durante a graduação trabalhou como repórter nos jornais O Estado de S. Paulo e Jornal da Tarde, iniciando sua atividade como fotógrafo. Em 1979 realizou sua primeira matéria de caráter ambientalista, retratando o Parque da Juréia, em Iguape (SP). Entre 1972 e 1982 trabalhou também nos jornais Cidade de Santos, O Globo, Tribuna de Santos e na revista IstoÉ, além de desenvolver projetos pessoais sobre questões ecológicas e sociais. A partir de 1985 passou a colaborar em periódicos nacionais e internacionais como profissional autônomo. Foi o primeiro fotógrafo a realizar um ensaio sistemático sobre os ecossistemas e as unidades de conservação do país, após 22 anos de expedições pelo interior do Brasil. Em 1998 lançou o livro de fotografias TerraBrasil, resultado de dez anos de pesquisas. Em 2001 foi escolhido pelo Museu Britânico de Londres para produzir a capa do livro Unknown Amazon, que acompanhou uma grande exposição etnográfica sobre a Amazônia. Nesse mesmo ano foi convidado pelo Ministério das Relações Exteriores para realizar a exposição “Mudanças Climáticas” no Memorial da América Latina em São Paulo. Também foi convidado pelo Ministério do Meio Ambiente para realizar a exposição “Parques Nacionais do Brasil”, no Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Foi pioneiro em documentar todos os parques nacionais do Brasil e a produzir uma edição especial de colaborador para a revista National Geographic, que resultou na publicação do livro Bichos do Brasil (2008). Possui fotos em acervos de vários museus e galerias, entre eles o Museu do Café de Kobe (Japão), o Centro Cultural Georges Pompidou de Paris (França), Museu Britânico de Londres (Inglaterra), Museu de Arte e Museu de Arte Moderna, ambos em São Paulo. Recebeu o prêmio Jabuti com o livro Amazônia (2006), o prêmio Fernando Pini de melhor livro de arte do ano, com a obra Mar de dentro (2007), o prêmio Fernando Pini de Excelência Gráfica com o livro Sertão Sem Fim, além de ser finalista do prêmio Jabuti e do prêmio Fundação Conrado Wessel (2010). Em 2015 percorreu 38 cidades do Brasil para retratar a atuação de profissionais do Programa Mais Médicos, criado pelo Ministério da Saúde em 2013, que resultou na publicação Mais médicos (2015).