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registro de autoridade

Artur Roberto Couto

  • Pessoa
  • 1954-

Nasceu em 1954, na cidade do Rio de Janeiro. Graduou-se em administração de empresas pelas Faculdades Integradas Simonsen, em 1979. Especializou-se em administração pública pela Fundação Getúlio Vargas em 1996 e cursou o MBA Executivo pela Universidade Federal do Rio de Janeiro em 1999. É vinculado, desde 1979, ao Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos – Bio-Manguinhos/Fiocruz, onde ocupou o cargo de vice-diretor de Gestão e Mercado.

Artur Custódio Moreira de Souza

  • Pessoa
  • 1967-

Nasceu em 26 de setembro de 1967, no Rio de Janeiro, de pais com origem portuguesa. Passou toda a infância nas imediações da região da Praça da Bandeira. Por ter bom aproveitamento escolar, foi contemplado com uma bolsa de estudos do Curso Martins, voltado para a preparação de alunos para a realização de concursos públicos. Graças a sua educação familiar, desde a adolescência desenvolvia trabalhos sociais voluntários e foi monitor da Cruz Vermelha. Através do movimento espírita conheceu os antigos leprosários, e ao ser aprovado em concurso público para agente de saúde do estado do Rio de Janeiro, aos 17 anos, foi muito incentivado pela mãe, Elza Moreira de Souza, para tomar posse. Trabalhou em Petrópolis e por volta de 1985 teve o primeiro contato com o Morhan, criado em 1981. Foi transferido para Nova Iguaçu onde trabalhou na Dermatologia Sanitária e criou o núcleo local do Morhan, ainda hoje em atividade. Em agosto de 1989, durante o 5º Encontro Nacional do Morhan, realizado em Olinda (PE), conheceu Francisco Augusto Vieira Nunes, o Bacurau, e começou sua aproximação do núcleo nacional do Morhan. Com a saída de Bacurau, foi eleito para coordenador nacional. Em 1991 lançou o projeto “A hanseníase tem cura” e ganhou o Prêmio Shell de inovação em relações públicas. A partir deste trabalho é que surgiu o Telehansen, uma iniciativa de sucesso nacionalmente ainda hoje, que procura esclarecer dúvidas do público em geral sobre a hanseníase, além de receber denúncias de preconceito ou falta de medicamentos. Em 1995 e 1996 fez parte do grupo que organizou a resolução de ética em pesquisa no Brasil, o Conselho Nacional de Ética e Pesquisa, durante dois mandatos e após isso permaneceu como parte integrante do Conselho de Ética da Fiocruz. Faz parte, ainda, do Conselho Nacional de Saúde (CNS). Ingressou em quatro diferentes cursos universitários em universidades públicas, mas devido aos inúmeros compromissos oriundos da representação do Morhan, não concluiu nenhum até o momento. Ocupa desde 1991 o cargo de coordenador nacional do Morhan.

Arthur Neiva

  • BR RJCOC AN
  • Pessoa
  • 1880-1943

Nasceu em 22 de março de 1880, em Salvador (BA), filho de João Augusto Neiva e Ana Adelaide Paço Neiva. Iniciou o curso superior na Faculdade de Medicina da Bahia, concluindo-o na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro em 1903. Trabalhou para a Inspetoria de Profilaxia da Febre Amarela nas campanhas dirigidas por Oswaldo Cruz visando à erradicação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença. Em 1906 ingressou no Instituto Soroterápico Federal, posteriormente denominado IOC, onde realizou pesquisas em entomologia e parasitologia. Em 1907 participou ao lado de Carlos Chagas da campanha de profilaxia da malária em Xerém (RJ). Nessa região estudou os hábitos e as características dos mosquitos transmissores da doença e identificou alguns grupos de seus parasitos resistentes à quinina. Em 1908, como pesquisador do IOC, desenvolveu pesquisas sobre os insetos transmissores da doença de Chagas. Em 1910 forneceu informações detalhadas sobre a biologia do Conorhinus megistus – depois denominado Panstrongylus megistus –, que contribuíram para os primeiros conhecimentos sobre o ciclo evolutivo do Trypanosoma cruzi. Ainda sobre a doença de Chagas, realizou a classificação de espécies de barbeiros e explicou o mecanismo de transmissão, formulando a hipótese de que, ao se coçar, o indivíduo introduz em seu corpo, pela pele ou por uma mucosa, as fezes do inseto que contém tripanossomas. Durante a década de 1910 participou de expedições científicas enviadas pelo IOC ao interior do Brasil. Ao lado de Belisário Penna percorreu estados das regiões Nordeste e Centro-Oeste, com recursos do IOC e da Inspetoria de Obras contra as Secas, e publicou, quatro anos depois, um relatório em que são denunciadas as más condições de vida e saúde da população rural. Participou do movimento que congregou cientistas, médicos e intelectuais em prol do saneamento do país. Em 1914, com a tese intitulada Revisão do gênero Triatoma Lap., sobre um dos gêneros de barbeiros, tornou-se livre-docente da cadeira de história natural médica e parasitologia da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro. De 1923 a 1927 dirigiu o Museu Nacional do Rio de Janeiro. Entre 1924 e 1927 chefiou a Comissão de Estudos e Debelação da Praga Cafeeira do estado de São Paulo, trabalhando com Angelo Moreira da Costa Lima e Edmundo Navarro de Andrade. Em 1928 o governo paulista o contratou como diretor-superintendente do recém-criado Instituto Biológico de Defesa Agrícola e Animal, denominado, a partir de 1937, Instituto Biológico, onde permaneceu até 1932. Após a Revolução de 1930, ocupou cargos na administração pública, como o de interventor federal na Bahia. De 1935 a 1937 foi deputado federal pelo Partido Social Democrático baiano. Com a implantação do Estado Novo, retomou suas atividades em Manguinhos. Morreu em 6 de junho de 1943, no Rio de Janeiro.

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