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Guido Antonio Espírito Santo Palmeira

  • Person
  • 1954-

Formado em Medicina pela Fundação Educacional Serra dos Órgãos, em Teresópolis, Rio de Janeiro (1979). Concluiu Residência em Medicina Preventiva e Social na Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP) em 1981. No ano seguinte esteve no Rio Grande do Norte, participando de um convênio da Fiocruz com a Secretaria Estadual de Saúde daquele estado, para supervisionar as atividades de saúde pública. Participou, junto com Peter Patriarca e outros, na década de 1980, da pesquisa realizada em função dos surtos epidêmicos de pólio no Nordeste, que resultou na modificação da formulação da vacina Sabin. Em 1983, tornou-se especialista em Epidemiologia, também pela ENSP, e ingressou no Departamento de Epidemiologia e Métodos Quantitativos em Saúde, passando a fazer parte da equipe do Programa Ampliado de Imunizações (PAI). Ffoi docente nas áreas de epidemiologia e vigilância epidemiológica para alunos de Moçambique e de vários estados do Brasil, além de coordenar cursos de especialização do Programa de Ensino a Distância (EAD) da ENSP/Fiocruz na área de Vigilância Epidemiológica e de Saúde Pública. Atuou ativamente na organização das campanhas de vacinação. Tornou-se mestre em Saúde Pública, pela ENSP, em 1994.

Maria da Luz Fernandes Leal

  • Person
  • 1957-

Nasceu em 1957, na cidade de Sezelhe, em Portugal. Graduou-se em farmácia pela UFRJ, em 1979, e concluiu o mestrado em gestão de C&T em saúde pela Escola Nacional de Saúde Pública/Fiocruz, em 2004. É vinculada, desde 1981, ao Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos – Bio-Manguinhos/Fiocruz, onde exerceu a Vice-Diretoria de Produção.

José Rodrigues Coura

  • Person
  • 1927-2021

Nasceu em 15 de junho de 1927, em Taperoá (PB), filho de Lupércio Rodrigues Coura e Ercília Coura. Em 1957 graduou-se pela Faculdade Nacional de Medicina da Universidade do Brasil, atual Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Nesse mesmo ano casou-se com Léa Ferreira Camillo, sua colega de turma, com quem teve três filhos. Possui especialização em clínica médica e doenças infecciosas e parasitárias pela Universidade de Londres (1964), livre docência e doutorado em doenças infecciosas e parasitárias pela UFRJ (1965) e pós-doutorado pelo National Institutes of Health (1986). Ingressou como instrutor de ensino na Faculdade Nacional de Medicina em 1960, na disciplina de doenças infecciosas e parasitárias, onde exerceu, em sequência, os cargos de professor assistente, adjunto e titular até 1996. De 1966 a 1970 foi também professor da mesma disciplina e chefe do Departamento de Medicina Preventiva da Universidade Federal Fluminense. De 1979 a 1985 atuou concomitantemente como vice-presidente de Pesquisa da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e diretor do Instituto Oswaldo Cruz, que comandou por mais um mandato entre 1997 e 2001. Ainda no instituto foi chefe do Departamento de Medicina Tropical e do Laboratório de Doenças Parasitárias, além de editor das Memórias do Instituto Oswaldo Cruz e coordenador do Curso de Pós-Graduação em Medicina Tropical. Em 2006 recebeu o título de pesquisador emérito da Fiocruz. Morreu em 3 de abril de 2021, no Rio de Janeiro.

Adauto José Gonçalves de Araújo

  • Person
  • 1951-2015

Nasceu no Rio de Janeiro, em 29 de janeiro de 1951. Graduou-se na Faculdade de Medicina da UFRJ em 1975. Na Fiocruz fez mestrado em Biologia Parasitária em 1980 e doutorado em saúde pública em 1987. Obteve pós-doutorado pela University of Nebraska (EUA) em 2002. Passou a integrar, como professor e pesquisador, a ENSP em 1984, quando deixou a UFRJ. Foi pioneiro no campo da paleoparasitologia, que estuda origem e evolução das infecções parasitárias. Também pesquisou em outras áreas, como a helmintologia de parasitos, a epidemiologia, a origem e evolução do parasitismo, publicando mais de noventa artigos. Em 1984 foi eleito presidente da Associación Latino Americana y del Caribe de Educación en Salud Pública (ALAESP). Foi diretor da ENSP de dezembro de 1994 a dezembro de 1997, e em sua gestão foi criado o programa de Educação a Distância.

Dyrce Lacombe de Almeida

  • BR RJCOC DL
  • Person
  • 1932-

Nasceu em 16 de março de 1932, no Rio de Janeiro, filha de Luís Lacombe e Maria Franco da Cunha. Em 1955 graduou-se em história natural pela Faculdade Nacional de Filosofia (FNFi) da Universidade do Brasil. Ainda estudante, trabalhou na faculdade como assistente de Olympio da Fonseca Filho e participou do curso de extensão universitária em zoologia ministrado por Newton Dias dos Santos, do Museu Nacional. Em 1952 fez o Curso de Entomologia Geral do IOC com Rudolf Barth. A partir desse momento, como bolsista da instituição, iniciou uma frutífera carreira de pesquisa junto ao pesquisador, trabalhando com anatomia e histologia de insetos, principalmente barbeiros. Nos anos seguintes, manteve forte vínculo com a atividade docente na FNFi, Universidade do Distrito Federal, Ministério da Educação e IOC. Em 1957 foi aprovada em concurso do Departamento Administrativo do Serviço Público, sendo lotada como zoóloga no Museu Nacional. Afastou-se da instituição em 1960 para ingressar nos quadros do IOC, primeiramente como bolsista do Conselho Nacional de Pesquisas e, depois, biologista e pesquisadora. Ainda nessa data passou a se interessar pela pesquisa com crustáceos, em especial pelas cracas (cirrepédios), iniciando a constituição de uma coleção histológica e sistemática. Em 1967 recebeu convite do Osborn Laboratories of Marine Science, em Nova York, para desenvolver pesquisas sobre cracas e, em 1969, colaborou com a Califórnia Academy of Sciences na confecção de monografia sobre insetos da ordem Embioptera. Aposentou-se em 1991, mas permaneceu no IOC desenvolvendo suas pesquisas sobre cracas, embiópteros e histologia de barbeiros.

Leda Dau

  • Person
  • 1924-2011

Darcy Fontoura de Almeida

  • BR RJCOC DY
  • Person
  • 1930-2014

Nasceu em 19 de julho de 1930, na cidade do Rio de Janeiro, filho de Benjamin de Almeida e Maria Alzira Fontoura. Graduou-se pela Faculdade Nacional de Medicina da Universidade do Brasil em 1954. Desde o segundo ano do curso médico (1950) iniciou estágio de iniciação científica no Instituto de Biofísica, sob a orientação de José de Moura Gonçalves e de Antonio Couceiro. Em sua trajetória no Instituto alcançou os títulos de pesquisador associado do CNPq (1957), livre docente (1965, orientado por Carlos Chagas Filho), professor adjunto (1970) e professor titular (1984). Realizou estágios de pós-graduação na Post-Graduate Medical School, Hammersmith Hospital de Londres (1956-1957), na Université Libre de Bruxelles (1960) e no Instituto Superior de Saúde, em Roma (1963-1964). Foi um dos precursores, com João Lucio de Azevedo e Sergio Olavo da Costa, nas pesquisas de genética de microrganismos no Brasil. Em 1970 criou o Laboratório de Fisiologia Celular voltado para o estudo do controle genético de funções celulares em bactérias. Identificou os genes ftsH (hoje AAA) e dinM em Escherichia coli, e participou do projeto de vacinas orais contra E. coli enterotoxigênica, com Luis Ferreira. Foi membro das diretorias e do Conselho da Sociedade Brasileira de Genética (1976-1982) e da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (1979-1983), bem como coordenador do Comitê Assessor de Genética (1986-1988) e membro do Conselho Deliberativo do CNPq (1988-1990). Foi representante da comunidade científica no Conselho da FINEP (1987-1993) e da CAPES (2000-2002), membro do Conselho Universitário da UFRJ (1986-1990), vice-presidente do Comitê Executivo e membro do Comitê dos Diretores da International Federation of Institutes for Advanced Study. No Instituto de Biofísica foi diretor entre 1985 e 1989. Também atuou na divulgação científica como cofundador das revistas Ciência Hoje e Ciência Hoje das Crianças, do Informe Ciência Hoje e do Jornal da Ciência. A partir de 1988, ao constatar a necessidade do alto poder computacional para os estudos em bioinformática, iniciou, em ação pioneira, o processo que levou à criação do Laboratório de Bioinformática (LABINFO) no LNCC/CNPq. Em 2000 o LABINFO estava apto para coordenar o projeto GeneBrasil/CNPq, uma rede de instituições brasileiras voltadas para o sequenciamento do genoma da Chromobacterium violaceum. Em 2001 foi homenageado como professor emérito da UFRJ. Em 2008 o LABINFO inaugurou a Unidade de Genômica Computacional Darcy Fontoura de Almeida. Ainda na década de 2000 passou a se dedicar ao estudo da trajetória de Carlos Chagas Filho e do Instituto de Biofísica como pesquisador visitante na Fiocruz, atuando no Departamento de Arquivo e Documentação da Casa de Oswaldo Cruz. Morreu em 6 de março de 2014, no Rio de Janeiro.

José de Carvalho Filho

  • BR RJCOC JC
  • Person
  • 1936-2015

Nasceu em 25 de fevereiro de 1936, na cidade do Rio de Janeiro (RJ), filho de José de Carvalho e Soledade Lopes de Carvalho. Iniciou sua trajetória no Cruz IOC em 1950, quando foi contratado como servente na Seção de Fotografia e realizou atividades no Serviço de Envasamento de vacina antitífica. No ano seguinte participou do Curso de Fotomicrografia, e em 1960, do Curso de Auxiliar de Laboratório, ambos promovidos pelo IOC. Foi enquadrado em 1964 como fotógrafo, função que desempenhava desde 1955, após ter sido declarado servidor equiparado aos funcionários efetivos. Em 1968 foi designado para participar do Projeto Rondon I, no qual produziu registros fotográficos inéditos das aldeias dos índios yanomamis no Alto Catrimani, em Roraima. Entre 1970 e 1977 respondeu pela Unidade de Audiovisual da Escola Nacional de Saúde Pública. No ano de 1975 atuou na Campanha de Prevenção ao Câncer Ginecológico, bem como participou dos cursos de Fotografia como Método Científico, da Associação Universitária Santa Úrsula, e de Técnicas Audiovisuais, da Faculdade de Comunicação da Fundação Armando Álvares Penteado. Em 1977 graduou-se no curso de licenciatura em geografia da Sociedade Unificada de Ensino Superior Augusto Motta. Ainda nesse ano foi aposentado. Retornou em 1986 ao IOC, novamente na condição de funcionário público, como fotógrafo de microscopia no Departamento de Virologia, onde trabalhou com a equipe que pela primeira vez isolou o vírus da dengue no Brasil. Ainda em 1986 produziu o registro fotográfico dos dez cientistas do IOC, personagens do episódio do Massacre de Manguinhos, para o evento de reintegração destes à Fiocruz. Aposentou-se compulsoriamente em 2006. Anos depois, voltou ao instituto como técnico de laboratório, sendo responsável por grande parte do trabalho de restauração e organização das lâminas das coleções Histopatológica e de Febre Amarela pertencentes ao Laboratório de Patologia. Morreu em 22 de maio de 2015, no Rio de Janeiro.

Marcos Henrique de Castro Oliveira

  • Person
  • 19??-

Químico e engenheiro químico formado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, especializou-se em refinação de petróleo pela UFRJ/Petrobras e em planejamento governamental pela Escola Superior de Guerra. Foi diretor superintendente da Nitroclor Produtos Químicos S.A. Entre 1997 e 2000, ocupou o cargo de diretor do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos – Bio-Manguinhos, da Fiocruz. Exerceu a Vice-Presidência da Associação Brasileira das Indústrias de Química Fina (Abifina) e atuou como membro do Conselho Consultivo da Escola de Química da UFRJ.

Itália Guarany Angiola Kerr

  • Person
  • 1927-[2014]

Nasceu em 14 de abril de 1927, em Minas Gerais, filha de imigrantes italianos. Viveu seus primeiros anos de vida no estado de São Paulo, mas fez o ginásio em Belo Horizonte e o científico no Colégio Andrews, no Rio de Janeiro. Seu pai era engenheiro e geólogo e sua mãe, professora de italiano. Após o científico, optou pela Faculdade de Educação Física, onde graduou-se antes de ingressar na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras, em 1954, na UERJ, concluindo-o em 1957. No curso de história natural teve a oportunidade de conhecer Olympio da Fonseca e Geth Jansen, responsáveis pelo convite para estagiar no IOC. Com os dois pesquisadores, iniciou sua carreira em estudos sobre esquistossomose, permanecendo na instituição como estagiária até os anos 1970, quando passou a condição de biologista interina do Instituto. Trabalhou no Departamento de Patologia do IOC, com Jorge Guimarães, em cancerologia experimental, área na qual viria a se especializar. Como funcionária do IOC, também trabalhou com Jorge Guimarães, por um curto período, na Seção de Patologia Experimental do Instituto Nacional de Câncer (INCA). A partir de 1980, passou a estudar e publicar trabalhos sobre a paracoccidioidomicose, doença encontrada de forma endêmica no Brasil. Nessa pesquisa contou com a colaboração de Henrique Lenzi e da então estagiária Júlia Araripe. Kerr ministrou aulas de patologia geral no Curso de Mestrado em Biologia Parasitária do IOC, em 1987. No ano seguinte, foi professora de noções básicas em técnicas aplicadas à patologia experimental, no Curso de Auxiliar-Técnico de Pesquisa em Biologia Parasitária no IOC. Trabalhou com Gilberto Teixeira no Programa de Outras Doenças Parasitárias do IOC, onde realizou pesquisas sobre blastomicose. Em 1985 tornou-se responsável pela recuperação e reorganização do acervo da Coleção de Febre Amarela e do Museu de Anatomia Patológica. No final da década de 1980, interrompeu suas atividades junto a esta coleção por falta de recursos e condições de trabalho. Aposentou-se como pesquisadora do IOC em 1991. Em 1994, reiniciou suas atividades como curadora, no momento em que o Departamento de Patologia do IOC e a COC passaram a apoiar o seu trabalho de conservação e manutenção do acervo, tendo permanecido nesta função por alguns anos.

Maria Inez de Moura Sarquis

  • Person
  • 1952-

Nasceu em 18 de dezembro de 1952. Descendente de família portuguesa, iniciou seus estudos em medicina na Universidade de Coimbra, Portugal. Embora desde a infância desejasse seguir a carreira de cientista, a atração pela medicina prevaleceu na escolha do primeiro curso acadêmico. Por motivos familiares, retornou ao Rio de Janeiro antes de completar seus estudos em Portugal. Em 1976, enquanto aguardava a documentação de transferência, decidiu-se por prestar vestibular para a Faculdade de Ciências Biológicas na Universidade Gama Filho (UGF). Iniciou, logo no primeiro ano de curso, um estágio na Fundação Estadual de Engenharia e Meio Ambiente (FEEMA) e acabou por se engajar em pesquisas na área de hematologia. Com o incentivo de Jair da Rosa Duarte, pesquisador da instituição, manteve o seu estágio e concluiu sua graduação em 1980. Logo que se formou, foi contratada pela FEEMA como auxiliar-técnica no Laboratório de Bacteriologia de Vetores, função que exerceu até 1982. Neste mesmo ano, transferiu-se para o Departamento de Micologia do IOC, quando iniciou os trabalhos em taxonomia e caracterização enzimática no acervo da Coleção de Culturas de Fungos do IOC, junto à pesquisadora Pedrina Cunha de Oliveira, chefe do departamento e curadora da coleção. Em 1990, desenvolveu pesquisas com fungos patogênicos, oportunistas e alérgicos existentes na praia de Ipanema, o que resultou na sua dissertação de mestrado, defendida em 1993, na UFRRJ. A dissertação tornou-se um trabalho de referência na área de micologia, tendo a pesquisadora identificado inúmeras espécies de fungos, levando-a a receber convites para palestras e congressos nacionais e internacionais. Em 1994, assumiu a Chefia do Laboratório da Coleção de Culturas de Fungos do IOC, coleção que possui um grande acervo constituído desde a década de 1920 com a contribuição de várias gerações de pesquisadores da instituição. Contando com aproximadamente três mil cepas vivas e de grande biodiversidade - uma das maiores da América Latina, a Coleção de Culturas de Fungos é referência em teses desenvolvidas no Brasil e no exterior. Em 1997, assumiu a curadoria desta coleção. A prática em técnicas de preservação possibilitaram à pesquisadora receber convites para consultorias visando auxiliar na estruturação de outras coleções de fungos e também em e micologia de diversas instituições. Em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas do Amazonas (INPA) e com a Universidade Federal do Amazonas (UFAM), junto com Gisela Iara da Costa - pesquisadora do IOC em controle biológico - vêm atuando na identificação de cepas oriundas da nica e no enriquecimento da Coleção de Culturas de Fungos com espécies até então desconhecidas. Além dos treinamentos ministrados a partir de 1983, preparando pesquisadores para atuar na área de micologia, especialmente em taxonomia e conservação de fungos, a atividade docente passou a ser uma constante em sua carreira, orientando alunos de graduação e pós-graduação. Em 1995, passou a ministrar aulas de micologia no Curso de Biotecnologia da UFAM, através do Programa de Extensão Universitária promovido pelo IOC, preparando estudantes para o trabalho de coleta e manutenção de fungos encontrados na região. Atualmente, é curadora da Coleção de Culturas de Fungos Filamentosos do IOC.

Clóvis Lombardi

  • Person
  • 1942-

Nasceu em 25 de janeiro de 1942, em São Paulo. Iniciou seus estudos no Grupo Escolar Oswaldo Cruz, e posteriormente fez o curso secundário no Colégio Estadual Antônio Firmino de Proença, ambos na Mooca, São Paulo. Em 1960, ingressou na Faculdade de Medicina da USP. Seu interesse pela Saúde Pública começou com a disciplina na graduação e com a viagem de férias – promovida pelo Centro Acadêmico Oswaldo Cruz, para o Amapá, onde pôde observar a má qualidade de vida daquela população. Optou pela Clínica Médica como especialidade, com estágio no Instituto de Gastroenterologia, sob a supervisão do dr. José Aristodemo Pinotti. É especialista em Saúde Pública, pela USP. Fez também o Curso de Medicina Tropical, no Instituto de Medicina Tropical de São Paulo, em 1967, e Residência de Clínica Médica e Dermatologia. É pós-graduado em Sociologia pela USP. Sua tese de doutorado, Aspectos epidemiológicos da mortalidade entre doentes de hanseníase no Estado de São Paulo foi defendida em 1983, sob orientação do professor Walter Belda. Em 1967 começou a trabalhar no Departamento de Medicina Social da Santa Casa de Misericórdia, de São Paulo, como auxiliar de ensino. Trabalhou com o professor José Martins de Barros na Dermatologia Sanitária da Faculdade de Saúde Pública, em 1971. Graças a seu título de especialista em Medicina do Trabalho, foi nomeado médico no Hospital dos Servidores do Estado, cargo que ocupou entre 1972 e 1983. Viajou para a França, com bolsa da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), para se aperfeiçoar em Hanseníase no Hôpital Saint-Louis. A seguir, estudou Epidemiologia e Hanseníase na Universidade Católica de Louvain, na Bélgica. Ao retornar a Brasil reassumiu seu posto de médico sanitarista, na Secretaria de Saúde. Foi nomeado, em 1986, como coordenador do Programa de Hanseníase de São Paulo. Concomitantemente, foi diretor do Instituto de Saúde de São Paulo. Publicou o livro Hanseníase: epidemiologia e controle (São Paulo: Imesp, 1990), originado de sua tese de livre-docência, Tendência secular da detecção da hanseníase no estado de São Paulo (1934-1983), defendida em 1990, na USP. Em 1990 foi para Caracas, na Venezuela, como coordenador do Plano Regional de Eliminação da Hanseníase nas Américas, da OPAS. Cinco anos depois, segundo a política da OPAS de rotatividade entre os países, retornou ao Brasil, e posteriormente transferiu-se para o Paraguai. Aposentou-se da OPAS em 2004. Atualmente, está no Instituto Lauro de Souza Lima (ILSL), em Bauru, São Paulo.

Jair Ferreira

  • Person
  • 1947-

Nasceu em 29 de outubro de 1947, em Rio Grande (RS). Herdou dos pais o gosto pela leitura e pela música, e hoje é compositor e participante de um coral cujo repertório inclui óperas italianas, tango e música popular brasileira. Aos 15 anos saiu de sua cidade e foi para Porto Alegre completar o ensino secundário no Colégio Júlio de Castilhos. Sua aptidão para a biologia e a percepção de que o curso lhe proporcionaria uma visão humanística da sociedade foram os principais fatores que o levaram a optar pela Medicina, na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), onde ingressou em 1970. A escolha pela Dermatologia veio a partir das aulas, e ao final da graduação, em seu estágio obrigatório, optou por fazer a residência nessa área. Em 1971, foi convidado pelo professor César Bernardes para trabalhar na Secretaria de Saúde do Estado do Rio Grande do Sul, como médico dermatologista de Saúde Pública. Em 1973, fez o Curso de Especialização em Saúde Pública, na USP, e quando retornou ao Rio Grande do Sul foi admitido através do convênio entre a Secretaria Estadual de Saúde e a Fundação Serviços Especiais de Saúde Pública (FSESP). Pela FSESP trabalhou como médico em regime de dedicação exclusiva e abriu mão do consultório particular. Foi nesse trabalho que implantou um sistema informatizado para o registro dos pacientes de hanseníase, que foi exemplo no Brasil, antes da existência do Sistema de Informações de Agravos de Notificação (Sinan). Em 1989 prestou concurso para professor auxiliar de Epidemiologia no Departamento de Medicina Social da UFRGS, onde ministra aulas também na Faculdade de Nutrição. Defendeu a tese de doutorado intitulada Validade dos indicadores epidemiológicos utilizados para avaliar de forma indireta a magnitude da hanseníase, pela mesma Universidade, em 1999. Foi consultor da OPAS em DST/Aids e Hanseníase, em vários países como Venezuela, República Dominicana e Guatemala, entre outros. Foi também consultor temporário do Ministério da Saúde e de alguns estados brasileiros nos Programas de Controle da Hanseníase e DST/Aids, desde a década de 1980. Ainda hoje atua como coordenador do Programa de Aids do Hospital de Clínicas de Porto Alegre e como participante do Comitê de Cooperação Técnica em Hanseníase do Mercosul.

Luiz Marino Bechelli

  • Person
  • 1912-2004

Nasceu em 25 de março de 1912, em Piramboia (SP). Descendente de imigrantes italianos, teve forte influência familiar no gosto pela arte europeia, principalmente a italiana. Sempre gostou de praticar esportes, especialmente tênis e basquete. Após concluir o ensino médio, no colégio Anglo Latino, em São Paulo, iniciou a graduação no curso de Medicina em 1928, na Faculdade de Medicina de São Paulo, hoje pertencente à USP. Em 1933, no término da graduação, trabalhou no Posto de Sífilis Arnaldo Vieira de Carvalho, o que lhe despertou o interesse pela área da dermatologia. Em 1934, estagiou no Leprosário Cocais, em Casa Branca, São Paulo, e optou definitivamente pela atuação na área da hanseníase. Entre 1940 e 1942 foi médico-chefe da Inspetoria Regional de Araraquara, São Paulo. Em 1945 ganhou uma bolsa para estudar Dermatologia na Columbia University, em Nova York, nos Estados Unidos, e no ano seguinte esteve em Cleveland para estudar Epidemiologia de Moléstias Infecciosas e Bioestatística, na Case Western Reserve University. Ao retornar dos Estados Unidos foi contratado pelo Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo, ao mesmo tempo em que atuava no Departamento de Profilaxia da Lepra (DPL). Em 1957 transferiu-se para Ribeirão Preto a convite do professor Zeferino Vaz para lecionar dermatologia na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto; além disso, assumiu, em agosto de 1957 a responsabilidade por organizar e desenvolver o Departamento de Dermatologia daquela faculdade. Assim, entre 1957 e 1960 atuou como professor e diretor da USP de Ribeirão Preto. O dr. Bechelli foi um dos fundadores da Sociedade Paulista de Leprologia e participou de iniciativas importantes e inovadoras no combate à hanseníase, como, por exemplo, a introdução da Sulfona no tratamento da doença. Juntamente com Abraão Rotberg, Nelson de Souza Campos e Flavio Maurano, disputou os concursos de monografia promovidos pelo Serviço Nacional de Lepra (SNL) em 1942 e 1943. Recebeu prêmios e homenagens pelo seu Tratado de Leprologia obra clássica no campo da Hansenologia que, em conjunto com outras publicações do SNL, foram importantes para subsidiar os estudos na área. De 1959 até 1993 esteve na Organização Mundial de Saúde, como especialista em leprologia, atuando em projetos importantes como a experimentação da vacina BCG na África, e chegou a chefiar o Programa Mundial de Controle da Lepra. Aposentou-se definitivamente em 1996, mas continuou escrevendo e publicando trabalhos para congressos ligados à hanseníase. Faleceu em 16 de agosto de 2004, em Ribeirão Preto, São Paulo.

Vera Lúcia Gomes de Andrade

  • Person
  • 1951-

Nasceu em 1951, em Recife (PE). Em 1956 a família foi para o Rio de Janeiro por motivo de trabalho. Apesar da crise financeira pela qual passavam os pais, formou-se na Faculdade de Medicina de Valença, em 1978. Especializou-se em Medicina Tropical, na área de Doenças Infecciosas e Parasitárias, na Fundação Léon Mba, na França, em 1979. Nesse mesmo ano ingressou no Hospital Estadual de Curupaiti, no Rio de Janeiro. Foi representante da ONG Raoul Follereau no Brasil e uma das pioneiras na implantação dos esquemas de poliquimioterapia. Em 1983 foi nomeada diretora dessa instituição, e permaneceu no cargo por três anos. Ingressou no mestrado em Saúde Pública, na ENSP/Fiocruz; de 1990 a 1991, foi supervisora da implantação da poliquimioterapia no estado do Rio de Janeiro. Em 1992 ingressou no doutorado também na ENSP, e em 1996 defendeu sua tese. No ano seguinte, mudou sua área de atuação profissional e foi trabalhar no Instituto Nacional do Câncer (Inca) como médica epidemiologista. Desde 2002 trabalha como assessora para a Coordenação do Programa de Implantação das Recomendações da Global Alliance to Eliminate Leprosy (Gael). Publicou diversos trabalhos em periódicos, anais de eventos, jornais e revistas, assim como três livros. Participou do Comitê Técnico Assessor da Hanseníase do Programa Nacional nas gestões de 1986 a 2007. Foi ponto focal da hanseníase na OPAS-Brasil em 2004-2006 e atualmente atua no escritório da World Health Organization em Cabo Verde, na África.

Washington Loyello

  • Person
  • 1922-2007

Nasceu em 23 de maio de 1930, em Taubaté, São Paulo. O início de sua formação foi no Grupo Escolar Cruzeiro, um colégio particular pois era desejo de seu pai que ele não se formasse professor, única qualificação dada no colégio público da região. Aos 16 anos saiu de São Paulo com o intuito de estudar no Rio de Janeiro determinado a cursar medicina. Ingressou na Universidade do Brasil e concluiu a graduação em 1954. Devido a problemas financeiros de sua família, que o obrigariam a deixar a faculdade, no segundo ano, começou a trabalhar como plantonista em hospital psiquiátrico possibilitando a continuidade dos estudos por conta própria. Foi neste momento seu primeiro contato com a doença mental e apesar de ter grande interesse pela área de cirurgia, decidiu seguir carreira na Psiquiatria. Após concluir a formação no Rio de Janeiro, voltou para São Paulo e assumiu a direção de um posto de saúde, mas por motivos políticos, foi obrigado a fugir para o Uruguai diante da ameaça de prisão em 1956. No retorno ao Brasil, foi trabalhar na Casa de Saúde Santa Helena; algum tempo depois, foi nomeado para trabalhar no Centro Psiquiátrico Pedro II, do Serviço Nacional de Doenças Mentais, e conseguiu montar um laboratório para produzir os remédios usados naquele hospital que foi fechado logo após sua inauguração. Logo depois transferiu-se para a Colônia Juliano Moreira. Após sua aposentadoria prestou concurso para livre docente de Psiquiatria na UERJ, em 1970. Neste mesmo ano, defendeu sua tese de doutorado na UFRJ, intitulada "O Problema da Identidade Médica". Em 1977, foi nomeado Professor Titular de Psicologia Médica substituindo o Professor Leme Lopes.

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