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registro de autoridade

Washington Loyello

  • Pessoa
  • 1922-2007

Nasceu em 23 de maio de 1930, em Taubaté, São Paulo. O início de sua formação foi no Grupo Escolar Cruzeiro, um colégio particular pois era desejo de seu pai que ele não se formasse professor, única qualificação dada no colégio público da região. Aos 16 anos saiu de São Paulo com o intuito de estudar no Rio de Janeiro determinado a cursar medicina. Ingressou na Universidade do Brasil e concluiu a graduação em 1954. Devido a problemas financeiros de sua família, que o obrigariam a deixar a faculdade, no segundo ano, começou a trabalhar como plantonista em hospital psiquiátrico possibilitando a continuidade dos estudos por conta própria. Foi neste momento seu primeiro contato com a doença mental e apesar de ter grande interesse pela área de cirurgia, decidiu seguir carreira na Psiquiatria. Após concluir a formação no Rio de Janeiro, voltou para São Paulo e assumiu a direção de um posto de saúde, mas por motivos políticos, foi obrigado a fugir para o Uruguai diante da ameaça de prisão em 1956. No retorno ao Brasil, foi trabalhar na Casa de Saúde Santa Helena; algum tempo depois, foi nomeado para trabalhar no Centro Psiquiátrico Pedro II, do Serviço Nacional de Doenças Mentais, e conseguiu montar um laboratório para produzir os remédios usados naquele hospital que foi fechado logo após sua inauguração. Logo depois transferiu-se para a Colônia Juliano Moreira. Após sua aposentadoria prestou concurso para livre docente de Psiquiatria na UERJ, em 1970. Neste mesmo ano, defendeu sua tese de doutorado na UFRJ, intitulada "O Problema da Identidade Médica". Em 1977, foi nomeado Professor Titular de Psicologia Médica substituindo o Professor Leme Lopes.

Paulo Duarte de Carvalho Amarante

  • Pessoa
  • 1952-

Nasceu em Colatina, norte do Espírito Santo em 31 de agosto de 1952. Iniciou sua formação escolar no Colégio Marista, indo morar com os pais em Vila Velha em 1968, aos 16 anos, onde terminou o curso científico. Nessa época organizou um clube de astronomia amadora entre os colegas do colégio, estudando também literatura e filosofia. Com grande talento musical, por um momento ficou em dúvida sobre qual carreira profissional seguir. Optou pela Medicina e se formou em 1976, na Escola de Medicina da Santa Casa de Misericórdia de Vitória, EMESCAM. No quarto ano da faculdade, foi acadêmico plantonista do Hospital Colônia Adauto Botelho em Cariacica, Espírito Santo. Veio para o Rio de Janeiro em 1976, fazer a residência no Internato em Psiquiatria, na Universidade Federal do Rio de Janeiro. Participou do primeiro curso de musicoterapia no Rio de Janeiro com Rolando Beneson e tentou implantar mais tarde esta técnica no Hospital Adauto Botelho e no Instituto Psiquiatria da Universidade do Brasil, IPUB, da UFRJ. Em 1978, ingressou para o Mestrado no Instituto de Medicina Social, na UERJ, onde defendeu a dissertação “Psiquiatria social e colônias de alienados no Brasil”. Em 1982, trabalhou com Paulo Mariz como Assessor do Diretor da DINSAM (Divisão Nacional de Saúde Mental), cuja autonomia administrativa o possibilitou fazer muitas modificações no CPPII, Centro Psiquiátrico Pedro II, tais como concurso para preenchimento do quadro de funcionários, entre especialistas e técnicos. Tais mudanças geraram muita resistência por parte dos funcionários daquela instituição. Realizou um vídeo chamado “CRONIKÓS” denunciando a internação compulsória de um dos pacientes no IPUB, que lhe rendeu menção honrosa no 1º Festival Nacional de Vídeo, do Museu de Arte Contemporânea da USP, em 1983. Paralelamente ao cargo de Assessor de Saúde Mental, da Superintendência Regional do Rio de Janeiro, INAMPS, em 1985, trabalhou como Diretor do Centro de Estudos do CPP II e foi designado como Suplente do Representante da Secretaria de Estado de Saúde e Higiene, em 1986. Durante o curso de Doutorado em Saúde Pública na ENSP, obteve bolsa na modalidade sanduíche da CAPES para estágio em Trieste, na Itália, sob orientação de Franco Rotelli durante os meses de novembro de 1991 a março de 1992. Fez estágio de pós-doutorado em Imola, na Itália, sob supervisão de Ernesto Venturini. A partir de 1993, assumiu a Coordenadoria do Núcleo de Estudos Político-Sociais em Saúde (NUPES), na Fiocruz. Coordena atualmente o Curso de Especialização em Saúde Mental e o Laboratório de Estudos e Pesquisas em Saúde Mental (LAPS). É doutor honoris causa da Universidade Popular das Madres da Plaza de Mayo. É autor e organizador de vários livros, dentre eles, “Loucos pela Vida: a trajetória da Reforma Psiquiátrica no Brasil”, uma obra de referência para o estudo deste tema e é um dos organizadores. Autor de O homem e a serpente – Outras histórias para a loucura e a psiquiatria; Psiquiatria social e reforma psiquiátrica; Ensaios: subjetividade, saúde mental, sociedade, dentre outros. É editor da coleção “Loucura e civilização”, da Editora Fiocruz. Foi presidente nacional da Associação Brasileira de Saúde Mental (Abrasme) e em 6 de junho de 2015, foi eleito seu Presidente de Honra. Coordenadora do Grupo de Trabalho em Saúde Mental da Abrasco, do qual é Vice-Presidente, membro da Diretoria Nacional do Cebes e professor titular e coordenador do Laboratório de estudos e pesquisas em saúde mental e atenção psicossocial da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, da Fiocruz.

Adele Feldman

  • Pessoa
  • 1921-2017

Henrique da Rocha Lima

  • Pessoa
  • 1879-1956

Nasceu em 24 de novembro de 1879, na cidade do Rio de Janeiro, filho de Henrique Carlos da Rocha Lima e Hermizilia Cássia Rocha Lima. Formou-se pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro em 1901. Um ano antes frequentou o Instituto Soroterápico Federal, em Manguinhos, quando teve o primeiro contato com Oswaldo Cruz e a pesquisa científica. Entre 1901 e 1902 realizou cursos de higiene, bacteriologia, protozoologia, microbiologia e anatomia patológica no Instituto de Higiene e no Hospital Charité de Berlim (Alemanha). Em 1903, a convite de Oswaldo Cruz, ingressou como chefe de serviço no Instituto Soroterápico Federal. Ali se destacou na orientação de estudantes de medicina que frequentavam os laboratórios para desenvolver suas teses de doutoramento e na estruturação de cursos sobre anatomia patológica, bacteriologia e zoologia médica. Retornou à Alemanha em 1906, para estudar no Instituto de Patologia anexo ao Hospital de Munique. No ano seguinte, ao lado de Oswaldo Cruz, participou em Berlim do XIV Congresso Internacional de Higiene e Demografia e da Exposição de Higiene a este vinculada. Sua atuação no preparo do material referente às atividades do Instituto Soroterápico Federal contribuiu significativamente para o primeiro lugar alcançado pela mostra brasileira no evento. Em 1909 vinculou-se ao Instituto de Anatomia Patológica da Universidade de Jena e, posteriormente, ao Instituto de Doenças Marítimas e Tropicais de Hamburgo. Em 1910 pediu exoneração de Manguinhos. No Tropeninstitut permaneceu até 1927, onde pesquisou várias moléstias, como febre amarela, verruga peruana, doença de Chagas e tifo exantemático, do qual descreveu o agente etiológico em 1916, a Rickettsia prowazekii. Em 1928, já de volta ao Brasil, incorporou-se ao Instituto Biológico de Defesa Agrícola e Animal (Instituto Biológico em 1937), que viria a dirigir de 1933 a 1949. A consolidação desse instituto paulista no cenário científico brasileiro e internacional foi o maior legado de sua administração. Em 1952 recebeu o título de doutor honoris causa da Universidade de Hamburgo. Morreu em 12 de abril de 1956, na cidade de São Paulo.

Gonçalo Moniz Sodré de Aragão

  • Pessoa
  • 1870-1939

Nasceu em Salvador (BA) em 28 de janeiro de 1870, filho de Egas Carlos Moniz Sodré de Aragão e Maria Leopoldina Sodré Pereira. Ingressou na Faculdade de Medicina da Bahia em 1887. No ano de 1891 diplomou-se médico com o trabalho intitulado "Etiologia e pathogenia da suppuração", relavante para a medicina baseada no conhecimento etiológico de suporte experimental. Foi professor da cadeira de Fisiologia, Anatomia, Fisiologia Patológica e Patologia Geral entre 1894 e 1895, apresentando a tese "Imunidade mórbida", iniciando carreira no campo da microbiologia. Em 1899 foi encarregado pelo governo baiano de montar e dirigir o Gabinete de Análises e Pesquisas Bacteriológicas, órgão estadual de verificação de óbitos e controle de doenças infectocontagiosas de caráter epidêmico. A partir disso, publicou diversos estudos sobre a peste bubônica, como "Considerações sobre a peste bubônica" (1899). Foi colaborador de Lydio de Mesquita no Instituto Bacteriológico, Soroterápico e Vaccionogênico, que mais tarde seria nomeado em sua homenagem como Fundação Gonçalo Moniz, atual Instituto Gonçalo Moniz. Seu trabalho de controle da peste bubônica na Bahia o levaria a trabalhar em Manguinhos no estudo e preparação da vacina antipestosa e do soro Yersin. Dedicou-se também ao estudo da tuberculose com vários trabalhos publicados sobre o tema. Faleceu em 1° de junho de 1939, em Salvador.

Ronald Ross

  • Pessoa
  • 1857-1932
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