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registro de autoridade
Bibliotecário(a)

Thiers Godoy

  • Pessoa
  • 1896-1984

Nasceu em 8 de novembro de 1896 na cidade de Campinas (SP), filho de José Inocêncio de Godoy Junior e Amélia Godoy. Em 1916 iniciou sua trajetória profissional no Instituto Oswaldo Cruz (IOC) pelas mãos de Alcides Godoy, seu tio e pesquisador da instituição. Na época atuou como gravador de vidros contratado da Seção de Graduação de Vidros. Em 1919 foi nomeado ajudante de bibliotecário, tendo trabalhado sob a gestão do holandês Assuerus Hippolytus Overmeer, primeiro responsável pela biblioteca do IOC. Atuou como arquivista entre 1921 e 1926, ano em que voltou às suas funções na biblioteca da instituição. Durante o ano de 1930 respondeu interinamente como bibliotecário, em virtude de licença concedida a Overmeer. Em 1931 o cargo que ocupava passou a denominar-se auxiliar de bibliotecário. Foi nomeado correntista/contador no IOC em 1935. Chefiou a Seção de Administração (1955-1959) e o Serviço Técnico Auxiliar (1965-1966). Em 1966 e 1968 recebeu homenagens do IOC e do Ministério da Saúde, pelos cinquenta anos de atuação no serviço público. Morreu em 27 de junho de 1984, no Rio de Janeiro.

Feng Yen-Tsai

  • Pessoa
  • 1923–2019

Assuerus Hippolytus Overmeer

  • BR RJCOC AO
  • Pessoa
  • 1881-1944

Nasceu em 3 de outubro de 1881, na cidade de Leeuwarden, Países Baixos, filho de Taede Overmeer e Gertruida Martina Schräder. Em 1909 ingressou no IOC na função de maquinista e ficou encarregado pela Biblioteca da instituição. No ano seguinte naturalizou-se brasileiro. Em 1919 foi nomeado bibliotecário do IOC. Assumiu a chefia da biblioteca em 1942. Morreu em 23 de novembro de 1944, no Rio de Janeiro. Nas comemorações do centenário da Biblioteca de Manguinhos, em 2000, o Salão de Leitura da Biblioteca, localizado no Pavilhão Mourisco, passou a se chamar Seção de Obras Raras Assuerus Hyppolitus Overmeer.

Agenor Mendes Filho

  • Pessoa
  • 1936-

Nasceu em 8 de julho de 1936, em Maceió (AL), onde concluiu a educação básica no colégio Guido Fontgalland. Com grande inclinação para a música, praticou piano durante muitos anos. Em 1956 mudou-se com a família para Recife com o objetivo de prestar vestibular para Medicina no ano seguinte. Porém, recebeu o diagnóstico de Hanseníase e, por causa do tratamento, foi impedido de realizar o vestibular em 1957. Foi tratado com Rifampicina e DDS e começou a trabalhar na biblioteca da Faculdade de Direito e da Escola de Engenharia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Em virtude da afinidade com a leitura, formou-se em Biblioteconomia em 1958 pela mesma universidade. Após receber alta médica do tratamento de hanseníase, entrou no curso de Medicina em 1962, e comemorou essa vitória ao lado do pai e do professor Jorge Lobo. Em 1965 foi trabalhar na biblioteca do Instituto de Pediatria do Nordeste, cujo chefe era o professor Antônio Figueira. Nesse mesmo ano, pediu para ser transferido para a Clínica Dermatológica Santo Amaro, onde passou a atuar como bibliotecário-médico. Em 1967, já formado em Medicina, pleiteou no Conselho Regional de Medicina sua passagem para o cargo de Médico, mas só conseguiu ser enquadrado na categoria de médico em 1971, após vários embates com o professor Paulo de Souza. Antes disso, em 1968, entrou como sócio da Sociedade Brasileira de Dermatologia, e em 1969 frequentou o Congresso Brasileiro de Dermatologia, realizado em Recife, onde se encontrou com os grandes dermatologistas brasileiros da época, como Rubem David Azulay, Ramos e Silva e Silvio Fraga, dentre outros. Nesse Congresso, apresentou um trabalho com a ajuda do professor Márcio Lobo, intitulado “Afecções dermatológicas mais frequentes em nosso meio”. Foi chefe do ambulatório de dermatologia e professor de hansenologia do Hospital das Clínicas de Recife, antiga Clínica Santo Amaro. No período em que atuou na instituição, o depoente e sua equipe deram grande atenção ao setor de hansenologia do hospital. Em 1991, pediu a aposentadoria.