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registro de autoridade

Naftale Katz

  • Pessoa
  • 1940-

Sylvio Fraga

  • Pessoa
  • 1930-1997

Zenon Rocha

  • Pessoa
  • 1915-1990

Laboratório de Hanseníase

  • Entidade coletiva
  • 1946-

As origens do Laboratório de Hanseníase do Departamento de Medicina Tropical do IOC remontam à criação, em 1946, do Instituto de Leprologia do Serviço Nacional de Lepra, então subordinado ao Departamento Nacional de Saúde (DNS). Sua criação visava a constituição de um núcleo de estudos e pesquisas que subsidiassem as ações públicas voltadas ao controle e tratamento da hanseníase, suprimindo a lacuna deixada pelo encerramento das atividades do Centro Internacional de Lepra que, com o apoio da Liga das Nações, funcionou entre 1934 e 1939 no IOC. A partir de 1947, tiveram início as pesquisas e os estudos nas dependências do Hospital Frei Antônio, no bairro de São Cristóvão, no Rio de Janeiro. Em 1952 foi inaugurado, anexo ao hospital, o pavilhão que seria a sede do Instituto até 1976. Porém, somente em 1955, foi definido o regimento do Serviço Nacional de Lepra e com ele uma estrutura para o Instituto de Leprologia. Esta estrutura permaneceu até 1969 e contemplava as seguintes subdivisões finalísticas, denominadas turmas: Anatomia Patológica; Bacteriologia e Imunologia; Bioquímica e Farmacologia e ainda, Clínica e Terapêutica. Através de convênio com a Irmandade do Santíssimo Sacramento da Candelária, o Hospital Frei Antônio funcionava como clínica hospitalar. Neste período, os trabalhos do Instituto orientaram-se pelos seguintes temas básicos, entre outros: hanseníase experimental; Imunologia da hanseníase; diagnóstico e classificação; experimentação de novas drogas e de associações medicamentosas; papel das enzimas na predisposição e no desenvolvimento da doença; patogenia e terapêutica da reação leprótica e, ainda espaços viscerais da hanseníase. O Instituto realizava também o preparo e a distribuição de lepromina e outros reagentes para o diagnóstico da hanseníase. Em maio de 1970, o Instituto de Leprologia passou a integrar a Fiocruz como órgão autônomo, coordenado pelo IOC, permanecendo, porém, sua sede em São Cristóvão. Apesar deste novo posicionamento institucional, o Instituto de Leprologia manteve as mesmas linhas básicas no desenvolvimento de suas atividades. Em 1976, quando um amplo programa de reformulação da Fiocruz foi implementado, o Instituto de Leprologia foi absorvido pelo IOC, e seus trabalhos de estudo e pesquisa passaram, em 1980, a ser realizados pelo Setor de Leprologia, então constituído como uma subdivisão do Departamento de Medicina Tropical. Esta vinculação organizacional permanece até os dias de hoje, mudando apenas a sua denominação para Laboratório de Hanseníase. Operando no campus de Manguinhos, o laboratório atua desde então nas áreas assistenciais, de formação de recursos humanos e de pesquisa, estas voltadas particularmente para a imunopatologia, para os estudos clínico-epidemiológicos e para o diagnóstico precoce da hanseníase.

Ricardo Galler

  • Pessoa
  • 1957-

Nasceu em 1957, na cidade do Rio de Janeiro. Graduou-se em biologia animal, em 1977, pela UnB, concluiu o mestrado em 1980, em ciências biológicas, no Instituto de Biofísica da UFRJ, e, no ano de 1984, defendeu doutorado em ciências da natureza, pela Universitat Heidelberg (Ruprecht-Karls), Alemanha. Cursou pós-doutorados no California Institute of Technology, Estados Unidos, entre 1985 e 1986, e na Washington University, Estados Unidos, entre 1987 e 1989. Em 1987, passou a atuar como pesquisador do IOC/Fiocruz, e, a partir de 1994, iniciou uma parceira mais efetiva com o Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos – Bio-Manguinhos, onde exerceu a Vice-Diretoria de Desenvolvimento Tecnológico.

Pedro Gabriel Godinho Delgado

  • Pessoa
  • 1950-

Nasceu em Minas Gerais, em 26 de agosto de 1950. Em 1975, formou-se em Medicina pela UFJF. Seu interesse pela Psiquiatria nasceu através do estágio voluntário realizado na Colônia de Barbacena, durante os finais de semana, sob a orientação dos professores Silvio Oliveira e Alonso Moreira Filho, no quarto ano da graduação. Em 1976, iniciou o Curso de Especialização em Psiquiatria Social na UFRJ e no ano seguinte ingressou na Residência no Instituto de Psiquiatria da Universidade do Brasil e no mestrado do Instituto de Medicina Social, da UERJ. Trabalhou como bolsista concursado pela Divisão Nacional de Saúde Mental, no Centro Psiquiátrico Pedro II em 1978, no hospital infantil e pronto-socorro do hospital Gustavo Riedel, daquele Centro. Neste mesmo ano, foi aprovado no concurso do INAMPS, indo trabalhar no PAM de Duque de Caxias. Prestou novo concurso para a DINSAM, em 1982, para médico sanitarista e optou por trabalhar na Colônia Juliano Moreira. Defendeu a dissertação de mestrado em agosto de 1983, no IPUB, sobre o desemprego dos operários metalúrgicos de Paracambi e sua psiquiatrização maciça. Foi transferido para o CPP II, em 1984, onde trabalhou como médico da enfermaria feminina no Instituto de Psiquiatria Adauto Botelho (IPAB). Neste período frequentou o curso de Especialização em Planejamento Estratégico de Saúde, oferecido pela Fiocruz . Retornou, no ano seguinte, a Colônia como Diretor de Ensino e Pesquisa, onde fundou o Núcleo de Pesquisa em Psiquiatria Social (NUPSO). Em 1987, presenciou a tentativa de intervenção do Ministério da Saúde na Colônia e participou da resistência composta de funcionários e usuários. Foi o redator da primeira versão do projeto de lei Paulo Delgado, pela extinção dos manicômios no Brasil, encaminhada à Câmara de Deputados neste mesmo ano. Foi aprovado no concurso para professor adjunto de Psicologia Médica da UFRJ, em 1989, e por este motivo se demitiu da Colônia no ano seguinte. Em 1992, defendeu a tese de doutorado, na Universidade de São Paulo, com o título “As razões da tutela". Assumiu, em 1999, a Coordenação de Saúde Mental do Estado do Rio de Janeiro e em 2000, a Coordenação Nacional de Saúde Mental, ligada ao Ministério da Saúde, em Brasília. Fez pós-doutorado na London School of Hygiene and Tropical Medicine, da Universidade de Londres (2008); Coordenador Nacional de Saúde Mental, Álcool & Outras Drogas, do Ministério da Saúde de agosto de 2000 a dezembro de 2010 e presidente da III Conferência Nacional de Saúde Mental (2001) e da IV Conferência Nacional de Saúde Mental – Intersetorial (2010). É professor adjunto da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Faculdade de Medicina e Instituto de Psiquiatria-IPUB) e vice-presidente regional da World Association for Psychosocial Rehabilitation (WAPR).

Orlando Guerra Junior

  • Pessoa
  • 1939-1988

Nasceu em 10 de abril de 1939, no Rio de Janeiro. Em 1960, ingressou no curso de História Natural da Faculdade Nacional de Filosofia da Universidade do Brasil, atual Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), onde teve a oportunidade de participar das atividades do Diretório Acadêmico e dos diversos movimentos estudantis daquela época. Por intermédio do cientista Hugo Souza Lopes, passou a trabalhar no IOC, em 1959, como estagiário na seção de Malacologia. Em 1962, foi nomeado pesquisador do IOC, função que acumulou com a de monitor da cadeira de Zoologia da Faculdade Nacional de Filosofia, onde concluiu licenciatura e bacharelado em História Natural, em 1965. Depois tornou-se professor regente de Ecologia da cadeira de Zoologia dessa mesma faculdade. Em 1967, participou da criação de um curso de preparação de alunos para o vestibular e, entre 1969 e 1974, foi professor assistente de Anatomia Comparada, Anatomia Humana e Bioestatística, na Universidade Gama Filho. Foi nomeado membro da Assessoria de Planejamento (ASPLAN) da Fiocruz, em 1976. Ocupou esse cargo durante um ano, quando decidiu cursar o mestrado em Zoologia da UFRJ, obtendo o grau de mestre com a defesa da tese sobre os poliplacóforos da costa do Rio de Janeiro. Permaneceu como pesquisador da FIOCRUZ e chefe de gabinete adjunto da presidência do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) até sua morte, em 23 de dezembro de 1988.

Nádia Maria Batoréu

  • Pessoa
  • 1957-

Nasceu em 1957, na cidade do Rio de Janeiro. Graduou-se em ciências biológicas, em 1981, pela Faculdade de Biologia e Psicologia Maria Thereza, em Niterói. Concluiu, em 1996, o mestrado em ciências, área de imunologia, pelo IOC. É vinculada, desde 1981, ao Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos – Bio-Manguinhos, onde exerceu a gerência do Programa de Desenvolvimento Tecnológico de Biofármacos.

Maria Inez de Moura Sarquis

  • Pessoa
  • 1952-

Nasceu em 18 de dezembro de 1952. Descendente de família portuguesa, iniciou seus estudos em medicina na Universidade de Coimbra, Portugal. Embora desde a infância desejasse seguir a carreira de cientista, a atração pela medicina prevaleceu na escolha do primeiro curso acadêmico. Por motivos familiares, retornou ao Rio de Janeiro antes de completar seus estudos em Portugal. Em 1976, enquanto aguardava a documentação de transferência, decidiu-se por prestar vestibular para a Faculdade de Ciências Biológicas na Universidade Gama Filho (UGF). Iniciou, logo no primeiro ano de curso, um estágio na Fundação Estadual de Engenharia e Meio Ambiente (FEEMA) e acabou por se engajar em pesquisas na área de hematologia. Com o incentivo de Jair da Rosa Duarte, pesquisador da instituição, manteve o seu estágio e concluiu sua graduação em 1980. Logo que se formou, foi contratada pela FEEMA como auxiliar-técnica no Laboratório de Bacteriologia de Vetores, função que exerceu até 1982. Neste mesmo ano, transferiu-se para o Departamento de Micologia do IOC, quando iniciou os trabalhos em taxonomia e caracterização enzimática no acervo da Coleção de Culturas de Fungos do IOC, junto à pesquisadora Pedrina Cunha de Oliveira, chefe do departamento e curadora da coleção. Em 1990, desenvolveu pesquisas com fungos patogênicos, oportunistas e alérgicos existentes na praia de Ipanema, o que resultou na sua dissertação de mestrado, defendida em 1993, na UFRRJ. A dissertação tornou-se um trabalho de referência na área de micologia, tendo a pesquisadora identificado inúmeras espécies de fungos, levando-a a receber convites para palestras e congressos nacionais e internacionais. Em 1994, assumiu a Chefia do Laboratório da Coleção de Culturas de Fungos do IOC, coleção que possui um grande acervo constituído desde a década de 1920 com a contribuição de várias gerações de pesquisadores da instituição. Contando com aproximadamente três mil cepas vivas e de grande biodiversidade - uma das maiores da América Latina, a Coleção de Culturas de Fungos é referência em teses desenvolvidas no Brasil e no exterior. Em 1997, assumiu a curadoria desta coleção. A prática em técnicas de preservação possibilitaram à pesquisadora receber convites para consultorias visando auxiliar na estruturação de outras coleções de fungos e também em e micologia de diversas instituições. Em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas do Amazonas (INPA) e com a Universidade Federal do Amazonas (UFAM), junto com Gisela Iara da Costa - pesquisadora do IOC em controle biológico - vêm atuando na identificação de cepas oriundas da nica e no enriquecimento da Coleção de Culturas de Fungos com espécies até então desconhecidas. Além dos treinamentos ministrados a partir de 1983, preparando pesquisadores para atuar na área de micologia, especialmente em taxonomia e conservação de fungos, a atividade docente passou a ser uma constante em sua carreira, orientando alunos de graduação e pós-graduação. Em 1995, passou a ministrar aulas de micologia no Curso de Biotecnologia da UFAM, através do Programa de Extensão Universitária promovido pelo IOC, preparando estudantes para o trabalho de coleta e manutenção de fungos encontrados na região. Atualmente, é curadora da Coleção de Culturas de Fungos Filamentosos do IOC.

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