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registro de autoridade

Hermes Lima

  • Pessoa
  • 1902-1978

Hermann Gonçalves Schatzmayr

  • BR RJCOC HS
  • Pessoa
  • 1936-2010

Nasceu em 11 de maio de 1936 no Rio de Janeiro, filho de Otto Schatzmayr, austríaco radicado no Brasil, e Zulmira Gonçalves. Graduou-se em medicina veterinária em 1957, pela Escola Nacional de Veterinária da Universidade Rural, atual Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. Após a graduação, ingressou na equipe do professor Paulo de Góes, no Departamento de Virologia da Universidade do Brasil estudando o vírus influenza. Em 1958 realizou o Curso de Especialização em Microbiologia também na Universidade do Brasil. Entre 1960 e 1961 dedicou-se ao estudo do vírus da encefalite do carrapato, na Universidade de Viena, Áustria. Ainda em 1961 começou a trabalhar com o professor Joaquim Travassos da Rosa, que dirigia o IOC, e dedicou-se ao estudo da poliomielite e a resposta à vacina oral. Em 1965 casou-se com Ortrud Monika Barth, pesquisadora do IOC. No mesmo ano obteve uma bolsa da Fundação Humboldt para doutorar-se na Universidade de Giessen, Alemanha, onde permaneceu durante um ano. Ao retornar ao Brasil, no período ditatorial, o presidente da Fiocruz, Vinícius da Fonseca, ofereceu-lhe um laboratório para estudar poliomielite, hepatite e rubéola. Chefiou o Departamento de Virologia do IOC por dois períodos: 1987-1990 e 1993-2005. Em abril de 1986 sua equipe conseguiu isolar o tipo 1 do vírus da dengue pela primeira vez no Brasil e nos anos subsequentes foram isolados os tipos 2 e 3, o que colaborou para que a Fiocruz se tornasse centro de referência no assunto. De 1990 a 1992 exerceu a Presidência da Fiocruz a convite do ministro da Saúde Alceni Guerra, que recusou os nomes indicados por meio de processo eleitoral na instituição. Em sua gestão iniciou-se a obra do prédio da Biblioteca de Manguinhos, ocorreram novas contratações, foram firmados convênios internacionais e adquiridos equipamentos para produção de vacinas. Concretizou-se também um plano de saúde para os servidores da instituição. Fundou a Sociedade Brasileira de Virologia. Foi editor-chefe da Virus Reviews and Research e membro do corpo editorial das Memórias do Instituto Oswaldo Cruz e da Vaccine (Londres). Presidiu a Comissão Interna de Biossegurança do IOC (CIBio/IOC) e foi membro da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio). Integrou as Academias Brasileiras de Ciências e de Medicina Veterinária. Recebeu da Sociedade Brasileira de Higiene o título de Honra ao Mérito Nacional de Saúde Pública. Foi assessor da Organização Mundial da Saúde. Suas últimas pesquisas foram dedicadas à infecção por vírus em animais e humanos. Morreu em 21 de junho de 2010, no Rio de Janeiro.

Herman Lent

  • BR RJCOC HL
  • Pessoa
  • 1911-2004

Nasceu em 3 de fevereiro de 1911, no Rio de Janeiro, filho de Hano e Anna Lent. Estudou no Colégio Militar do Rio de Janeiro, obtendo o título de agrimensor e bacharel em ciências e letras em 1928. Entre 1931 e 1932 realizou o Curso de Aplicação do IOC. Em 1934 graduou-se pela Faculdade de Medicina da Universidade do Rio de Janeiro, onde ingressou em 1929 e exerceu a função de auxiliar acadêmico de parasitologia (1933-1934). Em 1932, a convite de Carlos Chagas, iniciou sua trajetória no IOC como estagiário do Laboratório de Helmintologia dirigido por Lauro Travassos. Nesse período publicou seu primeiro artigo científico com João Ferreira Teixeira de Freitas (1934), com quem manteve parceria por alguns anos. Influenciado por Arthur Neiva, passou a se interessar por entomologia, especializando-se no estudo da família Reduviidae, com destaque para os vetores da doença de Chagas. No IOC exerceu os cargos de chefe de clínica (1936), assistente técnico (1938), técnico especializado (1939) e pesquisador (1941). Além disso, chefiou a Seção de Entomologia (1950, 1954-1956 e 1959-1961) e a Divisão de Zoologia (1961-1964). Desde 1934 participou de inúmeras expedições pelo Brasil e América Latina para coleta de material científico. Integrou a Missão de Cooperação Intelectual do Ministério de Relações Exteriores do Brasil ao Paraguai (1943-1944), sendo nomeado chefe honorário do Laboratório de Parasitologia do Instituto de Higiene de Assunção. Atuou como professor na Escola de Ciências da Universidade do Distrito Federal (1935-1937), na Escola de Medicina e Cirurgia do Rio de Janeiro (1940), em cursos do Ministério da Saúde (1940-1942 e 1964), no Colégio Pedro II (1954-1967) e como conferencista do Conselho Nacional de Pesquisas (1968-1970). Em 1970, com outros nove pesquisadores do IOC, teve seus direitos políticos suspensos e foi aposentado pelos Atos Institucionais 5 e 10 (AI-5 e AI-10), episódio relatado no livro O massacre de Manguinhos. Dois anos depois foi para a Venezuela, atuando como professor de pós-graduação em parasitologia da Universidade de Los Andes até 1974. De 1975 a 1976 foi pesquisador associado do Museu Americano de História Natural, quando produziu com Pedro Wygodzinsky uma obra de referência sobre triatomíneos, "Revision of the Triatominae (Hemiptera, Reduviidae), and their significance as vectors of Chagas' disease", publicada em 1979. Após retornar ao Brasil, em 1976, foi convidado para trabalhar na Universidade Santa Úrsula, onde desempenhou as funções de professor titular, decano (1980-1981) e membro do Conselho de Ensino e Pesquisa (1982-1989). Não aceitou a reintegração à Fiocruz em 1986, porém fez parte do Conselho Técnico-Científico da instituição (1985-1988), além de frequentar o Laboratório Nacional e Internacional de Referência em Taxonomia de Triatomíneos do IOC. Foi membro da Sociedade Brasileira de Biologia (1940), da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (1961) e da Academia Brasileira de Ciências (1966), entre outras. Recebeu diversas honrarias, como o prêmio Costa Lima (1972), a Ordem Nacional do Mérito Científico (1995) e o título de pesquisador emérito da Fiocruz (2004). Morreu em 7 de junho de 2004, no Rio de Janeiro.

Hercília Oswaldo Cruz

  • Pessoa
  • 1898-1968

Nasceu em 25 de novembro de 1898, em Paris, França, filha de Oswaldo Gonçalves Cruz e Emília da Fonseca Cruz. Foi casada com Manoel Soto de Pontes Câmara. Morreu em 7 de setembro de 1968, no Rio de Janeiro.

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