Nasceu em 4 de novembro de 1893, em São Paulo, filho de Leonídio de Souza Ribeiro e Maria Henriqueta Marcondes Ribeiro. Em 1916 formou-se pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro. Discípulo de Afrânio Peixoto, tomou conhecimento em 1917 de um concurso para o cargo de legista da Polícia Civil. Inscrito e classificado, passou a exercer ainda naquele ano o cargo de médico legista da Polícia Civil do Distrito Federal. Em 1918, devido a divergências dentro do órgão, solicitou demissão e embarcou para a França, na Missão Médica que o Brasil enviou à Primeira Guerra Mundial. Como tenente-médico dirigiu um hospital em Marselha até 1919, quando foi dispensado e condecorado com a Legião de Honra pelo governo francês. Prosseguiu seus estudos na Europa e especializou-se em Cirurgia e Medicina Legal. Em 1925, no Brasil, tornou-se professor de Criminologia da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro. Com a Revolução de 1930 foi designado para o cargo de diretor do Gabinete de Identificação da Polícia Civil do Distrito Federal, pelo recém-empossado chefe de Polícia do Distrito Federal, seu amigo Baptista Luzardo. No gabinete permaneceu de 1931 a 1935 e promoveu a modernização da polícia, uma das exigências do governo de Getúlio Vargas. Em sua gestão criou o Laboratório de Antropologia Criminal, onde realizou pesquisas médicas sobre os biótipos de negros, criminosos e homossexuais. Esses estudos, ao lado de investigações sobre impressões digitais, causas endócrinas do homossexualismo masculino e biotipologia de criminosos, renderam-lhe em 1933 o prêmio Lombroso da Real Academia de Medicina da Itália. Ainda em 1933 tornou-se professor de Medicina Legal da Faculdade de Direito do Rio de Janeiro com a tese O direito de curar . Lecionou por 35 anos as cadeiras de Medicina Legal e Criminologia. Entre suas publicações destaca-se o livro Homossexualismo e endocrinologia, de 1935. Foi eleito membro da Academia Nacional de Medicina em 1928 com a memória intitulada Estudo clínico do protóxido de azoto, tendo sido saudado em sua posse pelo acadêmico Augusto Paulino Soares de Souza. Em 1960 tornou-se membro emérito da academia. Morreu no dia 27 de fevereiro de 1976, em Petrópolis (RJ).