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registro de autoridade

Fábio Leoni Werneck

  • Pessoa
  • 1891-1961

Nasceu na cidade do Rio de Janeiro em 13 de agosto de 1891. Em 1919 formou-se em medicina pela Faculdade Nacional de Medicina e, em 1920, em farmácia pela Faculdade de Farmácia e Odontologia do Rio de Janeiro. O título de doutor em medicina foi obtido somente em 1936, com a defesa da tese intitulada “Contribuição ao conhecimento dos Mallophagos encontrados nos mamíferos sul-americanos”. Ainda estudante, frequentou, como voluntário, os laboratórios de Zoologia, Parasitologia e Histologia da Faculdade de Medicina e os de Química Mineral e Analítica da Escola Politécnica. Também esteve no Laboratório de Química Analítica do Serviço Geológico e Mineralógico, sob a direção de Orville Derby. De 1919 a 1931 exerceu a profissão de farmacêutico como diretor técnico do Laboratório Werneck, que havia recebido de herança. Ingressou no IOC em 1930, como voluntário, no Laboratório de Entomologia, chefiado por Angelo Moreira da Costa Lima. Entre 1931 e 1932 frequentou o Curso de Aplicação do IOC, tendo obtido diploma de aperfeiçoamento e especialização. Nessa época, publicou seu primeiro trabalho, intitulado “Nota prévia sobre uma nova espécie de Mallophaga (Gyropidae)”, Logo após a conclusão do curso tornou-se adjunto de chefe de laboratório, atuando nesta função de 1933 a 1936, quando passou a chefe de laboratório. Em 1951 foi promovido a pesquisador, exercendo também a função de professor de entomologia do IOC. Realizou várias excursões científicas pelo interior do país coletando anopluros e malófagos de mamíferos e aves, sua especialidade. Em 1945 foi designado para exercer a função de professor de entomologia aplicada no Curso de Peste, do Departamento Nacional de Saúde, realizado em Recife. Em 1943 recebeu bolsa de estudos da John Simon Guggenheim Memorial Foundation para estagiar na Universidade de Stanford e, em 1953, beneficiou-se de bolsa de estudos concedida pelo Conselho Nacional de Pesquisas para viajar à África a fim de coletar material e visitar as coleções de malófagos e anopluros depositadas em museus europeus. Autor de dois livros e de mais de sessenta trabalhos publicados, foi homenageado com o gênero Werneckiella Eichler,1940 e algumas espécies, tais como Ornithonyssus wernecki (Fonseca, 1935); Strongylocotes wernecki Guimarães &Lane, 1937; e Pariodontis wernecki, Lima 1940. Morreu em 19 de fevereiro de 1961, no Rio de Janeiro.

Evandro Serafim Lobo Chagas

  • BR RJCOC EC
  • Pessoa
  • 1905-1940

Nasceu em 10 de agosto de 1905, no Rio de Janeiro, filho de Carlos Ribeiro Justiniano Chagas e Íris Lobo Chagas. Realizou os estudos primários no Colégio Rezende e os secundários no Colégio Pedro II. Sendo seu pai diretor do Instituto IOC, teve a infância e a juventude marcadas pela convivência estreita com os principais cientistas e intelectuais brasileiros e estrangeiros da época. Em 1921 ingressou na Faculdade de Medicina da Universidade do Rio de Janeiro e optou por realizar seu internato no Hospital Oswaldo Cruz (HOC), que posteriormente levaria seu nome, e no Hospital São Francisco de Assis, sob a orientação de Carlos Chagas e Eurico Villela, com quem aprofundou seus estudos de cardiologia. No HOC, ainda estudante, foi responsável pelo Serviço de Radiologia e Eletrocardiografia. Ao se formar em 1926 assumiu a chefia do Serviço e de uma enfermaria do HOC. Como conhecedor de radiologia e eletrocardiografia, exerceu a clínica especializada no Rio de Janeiro, onde foi um dos primeiros a fazer o exame complementar eletrocardiográfico. Em 1930 tornou-se livre-docente da cátedra de medicina tropical da Faculdade de Medicina, que era ocupada por seu pai, apresentando tese intitulada Forma cardíaca da tripanossomíase americana. Nesse ano assumiu a chefia de laboratório da Seção de Patologia Humana do HOC. Em 1936 chefiou a Comissão Encarregada dos Estudos da Leishmaniose Visceral Americana (CEELVA), organizada pelo IOC com o objetivo de investigar a doença, cuja nosologia era praticamente desconhecida na América do Sul. Após algumas excursões pelas regiões Norte e Nordeste, descobriu o primeiro caso humano da leishmaniose visceral americana, cabendo à sua equipe a descrição da doença, identificada como autóctone. Ainda em 1936 obteve o apoio do governo do Pará para a criação do Instituto de Patologia Experimental do Norte, com sede em Belém, atual Instituto Evandro Chagas, e foi designado pelo IOC para orientar as suas atividades técnicas e científicas. O instituto tinha como missão estudar os problemas médico-sanitários da região, orientando sua profilaxia e assistência. O alargamento das atividades da CEELVA levou à formação do Serviço de Estudos das Grandes Endemias (SEGE), em 1937, para o qual foi nomeado superintendente. A criação do SEGE correspondeu à necessidade de estender ao interior as atividades do IOC e esclarecer os principais problemas de patologia regional do país. Foram realizadas pesquisas sobre leishmaniose visceral e tegumentar, malária, doença de Chagas, esquistossomose, filariose e bouba. Em 1938 instalou um laboratório em Recife (PE) voltado para o estudo da esquistossomose, cujos trabalhos ficaram a cargo da Comissão de Estudos de Patologia Experimental do Nordeste. Ainda nesse ano instalou um posto de pesquisas em Russas (CE), o qual contribuiu com a campanha de erradicação do vetor da epidemia de malária ocorrida na região, o mosquito Anopheles gambiae, em ação conjunta com o Serviço de Malária do Nordeste e a Fundação Rockefeller. Em 1940, com a cooperação da Delegacia Federal de Saúde da 2ª Região, realizou o levantamento epidemiológico da malária no vale do Amazonas, sobre o qual se apoiaria a campanha federal de saneamento. Morreu em 8 de novembro de 1940, no Rio de Janeiro.

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