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registro de autoridade

Phócion Serpa

  • BR RJCOC PS
  • Pessoa
  • 1892-1967

Nasceu em 7 de agosto de 1892, em Campos dos Goytacazes (RJ), filho de Joaquim Francisco Pereira Vasconcellos Serpa e Agripina Paraíso Serpa. Ingressou em 1913 na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, onde se graduou em 1919, com a tese de doutoramento A educação física e moral na puberdade masculina. Ingressou como telegrafista da Repartição Geral dos Telégrafos em 1913, onde permaneceu até 1919. Em 1917 foi nomeado estudante assistente do Serviço de Clínica Médica pelo Instituto de Proteção e Assistência à Infância. Ainda em 1919 foi nomeado médico auxiliar do Serviço de Profilaxia Rural do Distrito Federal, em que passou no ano seguinte a subinspetor sanitário e chefiou os postos da Ilha do Governador e de Pilares. Com a criação do Departamento Nacional de Saúde Pública (DNSP) foi promovido, por Carlos Chagas, em 1921, a inspetor sanitário rural. Dois anos depois, ocupou o cargo de chefe de serviço da Diretoria de Saneamento e Profilaxia Rural, nesse mesmo Departamento. Após a Revolução de 1930, assumiu a Secretaria Geral do DNSP e, no ano seguinte, o cargo de chefe de gabinete do ministro interino da Educação e Saúde Pública, Belisário Penna, sem, no entanto, deixar as funções que exercia. Em 1938, durante o Estado Novo, assumiu o cargo de secretário do Conselho Nacional de Serviço Social e do Conselho Nacional de Cultura, por designação de Gustavo Capanema, ministro da Educação e Saúde. Como escritor produziu tanto obras literárias – romances, poemas e ensaios, tendo recebido o prêmio Menção Honrosa de Romance em 1930 da Academia Brasileira de Letras – quanto biografias e artigos, com destaque para as biografias de Oswaldo G. Cruz e uma inacabada e inédita de Belisário Penna. Morreu em 28 de janeiro de 1967, no Rio de Janeiro.

Alfredo Norberto Bica

  • BR RJCOC AB
  • Pessoa
  • 1911-2002

Nasceu em 8 de outubro de 1911, em São Gabriel (RS), filho de Ricardo Bica Filho e Alice Norberto Bica. Formou-se em 1933 pela Faculdade de Medicina da Universidade do Rio de Janeiro, atual Universidade Federal do Rio de Janeiro. Durante a graduação frequentou o Curso de Aplicação do IOC (1930-1932). Nos Estados Unidos realizou o mestrado na Escola de Saúde Pública da Universidade de Harvard (1938-1939) e o Curso de Especialização em Epidemiologia e Estatística na Escola de Saúde Pública da Universidade de Columbia (1948-1949). Iniciou sua trajetória profissional como assistente da cadeira de Clínica de Doenças Tropicais e Infecciosas da Faculdade de Medicina (1934-1935). Ainda em 1935 ingressou no Ministério da Educação e Saúde na qualidade de subinspetor sanitário concursado, cargo que teve a sua denominação alterada para médico sanitarista em 1937. Além disso, atuou no ministério como delegado federal de saúde da 4ª Região – Pernambuco (1937-1938 e 1940-1941), chefe da Seção de Epidemiologia do Serviço Nacional de Peste (1942-1948 e 1949-1950), diretor interino do Serviço Nacional de Peste (1941-1950) e professor de cursos de saúde pública organizados pelos Departamento Nacional de Saúde e Departamento Nacional da Criança (1941-1950). Por autorização do governo brasileiro foi posto à disposição da Repartição Sanitária Pan-Americana da Organização Pan-Americana da Saúde, sediada em Washington, onde chefiou a Seção de Epidemiologia e Estatística (1950-1952), o Departamento de Doenças Transmissíveis (1952-1970) e a Divisão de Saúde Pública (1958-1959). Após retornar ao Brasil, ficou lotado na Superintendência de Campanhas de Saúde Pública até se aposentar em 1980. Nesse período também exerceu as funções de secretário de Saúde Pública do Ministério da Saúde (1970-1972), representante do ministério junto ao Conselho Diretor da Cruz Vermelha Brasileira (1970-1980), membro do Conselho de Administração da Fundação Instituto Oswaldo Cruz (1972-1974), assessor do ministro da Saúde (1972-1979), membro da Comissão Técnica da Campanha Nacional Contra a Tuberculose (1973-1975 e 1976-1977) e superintendente técnico do Instituto Viscondessa de Moraes da Fundação Ataulpho de Paiva (1974-1979). Foi agraciado com as medalhas Adolfo Lutz (1966) e do Saneador do Rio de Janeiro (1972). Integrou a Associação Americana de Saúde Pública (1939), a Sociedade Brasileira de Higiene (1948), o Painel de Especialistas em Doenças Virais da Organização Mundial da Saúde (1971-1980), a Comissão Nacional de Prevenção do Cólera (1973), entre outras. Morreu em 2002, no Rio de Janeiro.

José de Paula Lopes Pontes

  • BR RJCOC LP
  • Pessoa
  • 1912-1992

Nasceu em 2 de novembro de 1912, em Guaranésia (MG), filho de José Lopes Pontes e Calpúrnia de Paula Pontes. Formou-se em 1933 pela Faculdade de Medicina da Universidade do Rio de Janeiro. Iniciou sua trajetória profissional no Hospital Geral da Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro, no qual exerceu atividades docentes na 2ª Cadeira de Clínica Médica (1933-1942) e foi chefe de Clínica da 6ª Enfermaria (1942-1955). Em 1938 obteve o título de livre-docente junto à cátedra de Clínica Médica, quando apresentou a tese Valor semiológico da urobilinúria. Na Faculdade de Ciências Médicas, atual Universidade do Estado do Rio de Janeiro, atuou como professor assistente de Clínica Médica (1943-1950), catedrático interino (1950-1951) e regente interino da cátedra de Coenças Infecciosas e Parasitárias (1952-1953). Ainda na década de 1950 defendeu na Faculdade de Medicina da Universidade do Brasil, atual Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), as teses Estudos sobre a hipertensão porta, para a cátedra de Clínica Propedêutica (1955), e Diagnóstico da úlcera gástrica: contribuições endoscópica e citológica, para a cátedra de Clínica Médica (1956), da qual se tornou professor interino e catedrático da 4ª cadeira. Foi diretor da Faculdade de Medicina entre 1970-1974 e 1978-1982 e professor emérito da UFRJ em 1982. No ano seguinte assumiu a direção da 9ª Enfermaria do Hospital da Santa Casa, dando continuidade às suas atividades de ensino. Ingressou na Academia Nacional de Medicina em 1966, sendo seu presidente de 1985 a 1987. Morreu em 1992, no Rio de Janeiro.

Lejeune Pacheco Henriques de Oliveira

  • BR RJCOC LO
  • Pessoa
  • 1915-1982

Nasceu em 16 de novembro de 1915, em Suassuí (MG), filho de Aristides Henriques de Oliveira e Naomi Silva Pacheco de Oliveira. Formou-se em 1938 pela Faculdade Nacional de Medicina da Universidade do Brasil, onde atuou junto à cadeira de parasitologia do professor Olympio da Fonseca Filho como auxiliar de herbário (1935-1936), monitor (1936) e assistente de história natural do Curso Complementar (1936-1937). Nesse último período frequentou o Curso de Aplicação do IOC. Em 1937 ingressou na instituição como assistente técnico, sendo a seguir designado para as funções de biologista (1941), pesquisador (1950), encarregado da Estação de Hidrobiologia da Seção Auxiliar (1954), chefe da Seção de Hidrobiologia da Divisão de Zoologia (1963), pesquisador em biologia (1972) e pesquisador associado (1981). Em 1947 atuou como assistente de parasitologia em curso organizado pelo Departamento Nacional de Saúde Pública. No ano seguinte iniciou suas atividades didáticas em cursos do IOC, como os de Aplicação, Hidrobiologia, Fundamental de Biologia, Bacteriologia, Parasitologia e Imunologia e Indicadores de Regimes Hidrobiológicos e de Poluição. Também lecionou nos cursos de Pilotos de Pesca da Escola de Marinha Mercante e de Limnologia do Instituto de Biologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). De 1977 a 1979 atuou como orientador de bolsistas do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, bem como examinador de dissertações de mestrado dos cursos de Zoologia e Botânica do Departamento de Zoologia do Instituto de Biologia da UFRJ. Foi membro da Sociedade Brasileira de Biologia, da Associação Internacional de Limnologia, da Associação Americana para o Avanço da Ciência, da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, da Academia Brasileira de Ciências, da Sociedade Internacional de Estudo das Algas, da Sociedade Brasileira de Proteção à Natureza, da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e da Sociedade Brasileira de Zoologia. Recebeu as medalhas Mérito D. João VI (1958) e do Saneador do Rio de Janeiro (1972). Casou-se com a pesquisadora Luiza Krau que havia ingressado, na década de 1940, em Manguinhos e foi designada sua assistente na Estação de Hidrobiologia na Ilha do Pinheiro. Morreu em 22 de outubro de 1982, no Rio de Janeiro.

Carlos Alberto de Medina

  • BR RJCOC MD
  • Pessoa
  • 1931-2010

Nasceu no dia 1° de novembro de 1931, em Recife (PE), filho de Francisco de Medina e Olga da Silva Lima de Medina. Iniciou sua trajetória como sociólogo em 1953 quando assumiu o cargo de assistente da cadeira de Problemas Econômicos e Sociais do Brasil, do curso de Puericultura e Administração do Departamento Nacional da Criança, vinculado ao Ministério da Saúde. Em 1955 ingressou no Serviço Especial de Saúde Pública (SESP) para atuar na Seção de Pesquisa Social da Divisão de Educação Sanitária, onde permaneceu por mais de uma década realizando levantamentos socioeconômicos em municípios do interior. Ao final da década de 1950 participou, ao lado do sociólogo José Arthur Rios e do arquiteto Hélio Modesto, da pesquisa “Aspectos humanos da favela carioca”, realizada pela Sociedade para Análise Gráfica e Mecanográfica Aplicada aos Complexos Sociais. O estudo é considerado o marco inicial da pesquisa em ciências sociais em favelas brasileiras. Em 1963 foi cedido pela Fundação Serviço Especial de Saúde Pública, nova denominação do SESP, para o Centro Latino-Americano de Pesquisas em Ciências Sociais, órgão criado pela Unesco, onde ocupou os cargos de secretário-geral a partir de 1967 e diretor entre 1974 e 1979. De 1965 a 1992 chefiou o Departamento de Estudos e Pesquisas do Centro de Estatística Religiosa e Investigações Sociais, filiado à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, cuja missão era realizar estudos, planejamento e consultoria para programas de assistência social. No Centro de Estudos da Família, Adolescência e Infância, dirigido por sua mulher, a psicóloga Berenice Fialho Moreira, realizou diversos trabalhos como membro consultor colaborador. A partir da década de 1970 dedicou-se também à docência, tendo atuado como professor e conferencista em várias instituições, entre elas a Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, Fundação Getúlio Vargas, Escola Nacional de Serviços Urbanos e Federação das Indústrias do Amazonas. Autor de livros, artigos, estudos de caso e ensaios que abrangeram variados temas, como política, economia, segurança pública, família e cultura. Morreu em 3 de maio de 2010, no Rio de Janeiro.

Edgar Morin

  • Pessoa
  • 1921-

Carlos Chagas Filho

  • BR RJCOC CF
  • Pessoa
  • 1910-2000

Nasceu em 12 de setembro de 1910, no Rio de Janeiro, filho de Carlos Ribeiro Justiniano Chagas e Iris Lobo Chagas. Em 1926 ingressou na Faculdade de Medicina da Universidade do Rio de Janeiro, onde se formou em 1931. Ainda como estudante estagiou, em sucessão, nos laboratórios de José da Costa Cruz, Miguel Ozório de Almeida e Carneiro Felippe, do IOC. Entre 1933 e 1934 frequentou o Curso de Aplicação do IOC. Foi efetivado em 1932 como assistente da cátedra de anatomia patológica e em 1935 foi aprovado em concurso para livre-docência da cátedra de física biológica daquela Faculdade. Ainda nesse ano casou-se com Anna Leopoldina de Mello Franco, tendo quatro filhas: Maria da Glória, Silvia Amélia, Anna Margarida e Cristina Isabel. Em 1937 alcançou a cátedra de física biológica da Faculdade Nacional de Medicina da Universidade do Brasil. A partir desta, criou em 1945 o Instituto de Biofísica, que hoje leva seu nome, e do qual foi diretor entre 1946-1964 e 1970-1973. Ali, no âmbito pioneiro de um instituto universitário de pesquisas, introduziu métodos e técnicas da física e da físico-química no estudo de fenômenos biológicos. Com a morte do irmão Evandro Chagas em 1940, retornou ao IOC como superintendente interino do Serviço de Estudo das Grandes Endemias (1941-1942). Em 1946 obteve o grau de doutor em ciências pela Universidade de Paris ao apresentar a tese Quelques aspects de l’électrogénèse chez l’Electrophorus electricus. De 1951 a 1955 foi diretor do Setor de Pesquisas Biológicas do Conselho Nacional de Pesquisas e membro de seu Conselho Deliberativo entre 1952 e 1960. No panorama internacional, foi delegado brasileiro nas I, II, XIII, XIV, XV Conferências Gerais da Unesco (1946, 1947, 1964, 1966 e 1968), membro do Comitê Assessor de Pesquisas Médicas da Organização Mundial da Saúde (1951-1962 e 1971-1973), vice-presidente e presidente da I e II Sessão do Comitê Científico das Nações Unidas sobre os Efeitos das Radiações Atômicas (1956), secretário-geral da I Conferência das Nações Unidas para a Aplicação da Ciência e da Tecnologia ao Desenvolvimento (1963), membro do Comitê Consultivo para a Aplicação da Ciência e da Tecnologia ao Desenvolvimento, do Conselho Econômico e Social das Nações Unidas (1964-1980), embaixador e chefe da Delegação Permanente do Brasil junto à Unesco (1966-1970). De 1964 a 1966 foi diretor da Faculdade de Medicina e de 1973 a 1977, decano do Centro de Ciências Médicas da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Integrou a Academia Brasileira de Ciências (1941), a Academia Nacional de Medicina (1959), a Academia Brasileira de Letras (1974), a Academia de Ciências da América Latina (1982) e a Academia de Ciências do Terceiro Mundo (1983). Membro da Academia Pontifícia de Ciências do Vaticano em 1961 foi seu presidente durante quatro mandatos consecutivos, entre 1972 e 1988, onde se destacou no processo de reabilitação de Galileu Galilei, na datação do Santo Sudário e na elaboração de documento contra a utilização da energia nuclear para fins não pacíficos. Morreu em 16 de fevereiro de 2000, no Rio de Janeiro.

Comissão Organizadora da IX Conferência Nacional de Saúde

  • BR RJCOC 9C
  • Entidade coletiva
  • 1992

Após consecutivos processos de convocação e de adiamento (decretos n. 99.045, de 7 de março de 1990, e de 11 de junho de 1991), a IX Conferência Nacional de Saúde foi definitivamente programada para acontecer no período de 9 a 14 de agosto de 1992 (decreto de 23 de junho de 1992), apresentando como tema central "Saúde: municipalização é o caminho". Uma intensa mobilização nacional precedeu o início da conferência. Durante quase dois anos, diferentes segmentos da sociedade brasileira participaram das etapas municipais e estaduais preparatórias do evento, onde puderam se expressar sobre os caminhos que o país deveria percorrer para alcançar melhores condições de saúde e vida, bem como cobrar das autoridades federais sua efetiva realização. Presidida pelo ministro da Saúde Adib Jatene, a conferência reuniu em Brasília mais de quatro mil pessoas, entre delegados, participantes credenciados e observadores nacionais e estrangeiros, que representaram os profissionais da área da saúde, os prestadores públicos e privados de ações de saúde, o governo nos três níveis (federal, estadual e municipal), os poderes Legislativo e Judiciário, o Ministério Público e os usuários dos serviços de saúde. Suas atividades se iniciaram com a mesa redonda "A saúde do Sistema Único de Saúde e o processo das etapas municipais e estaduais da IX Conferência Nacional de Saúde". Em seguida, vieram os painéis gerais e específicos, palestras, grupos de trabalho e plenárias. Nesses grupos, os assuntos abordados foram: sociedade, governo e saúde, seguridade social, implementação do Sistema Único de Saúde (SUS), e controle social. A defesa do preceito constitucional "saúde é direito de todos e dever do Estado" se fez presente em cada uma das fases da conferência, norteando os debates e as tomadas de decisões. Entre suas conquistas, que reafirmaram os compromissos manifestos no documento final da VIII Conferência Nacional de Saúde, destacam-se a necessidade da criação de uma política de recursos humanos para o SUS, que englobaria a formação e a capacitação de seus profissionais; a especificação de fontes e de receitas direcionadas para o pleno funcionamento do sistema; o respeito ao texto sobre seguridade social diante das ameaças de retrocesso que apontavam na direção da privatização da saúde e da previdência; a consolidação do papel estabelecido para o Fundo Nacional de Saúde; e o fortalecimento das prerrogativas e ações dos conselhos e conferências de saúde nos estados e municípios. Além disso, a conferência tornou público seu descontentamento contra a crise política instaurada no governo federal e o modelo de gestão econômica por ele implantado no país, que inviabilizava a concretização dos ganhos sociais obtidos pela área da saúde, conforme determinado na Constituição de 1988. A Comissão Organizadora foi coordenada por José Eri Osório de Medeiros.

Estudo Nacional de Despesa Familiar

  • BR RJCOC ENDEF
  • Entidade coletiva
  • 1974-1975

Pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) com assessoria da Food and Agriculture Organization (FAO), entre 18 de agosto de 1974 a 15 de agosto de 1975 (fase de campo). Tinha como objetivo Avaliar o consumo alimentar, a estrutura de despesa familiar e o estado nutricional de uma amostra da população brasileira, representativa dos estados da federação. Procurou atender as necessidades de planejamento governamental e privado, compondo uma visão geral que congrega aspectos distintos da situação. Enfatizou-se a obtenção de informações sobre consumo alimentar, levantando-se elementos para estudos sobre condições de nutrição. As informações alimentares foram coletadas através de pesagem direta, durante sete dias. Também inclui relato dos alimentos que foram consumidos fora do domicílio durante o período. Além das informações sobre alimentos no domicílio, também foram coletados outros dados sócio-econômicos, tais como: composição familiar (sexo, idade, migração e relação com o chefe para todas as pessoas do domicílio), emprego, renda e dados antropométricos das pessoas residentes. Direcionada para a população em geral de todos os estados e regiões metropolitanas (Rio de Janeiro, São Paulo, Porto Alegre, Curitiba, Belo Horizonte, Salvador, Recife, Fortaleza, Belém e Brasília), e não inclui a área rural na região Norte. Atingiu aproximadamente 55 mil famílias.

Sávio de Albuquerque Antunes

  • BR RJCOC SV
  • Pessoa
  • 1908-1985

Nasceu em 11 de fevereiro de 1908, em Nova Friburgo (RJ), filho de Joaquim José Antunes e Maria Alice de Albuquerque Antunes. Estudou no Colégio Militar do Rio de Janeiro (1919-1925), na Escola Politécnica da Universidade do Rio de Janeiro, onde fez o 1º (1926) e 2º (1930) anos do curso geral, e na Universidade do Distrito Federal como ouvinte do Curso de Física (1936). Entre as décadas de 1930 e 1960 atuou em empresas públicas e privadas. Na Escola Nacional de Saúde Pública foi professor contratado de matemática e estatística (1965-1966), estatística e ciência da informação (1966-1969) e estatística (1970). Ainda na instituição atuou como chefe do Departamento de Ciências Estatísticas e do Departamento de Ensino (1966-1970). Em paralelo às suas atividades profissionais, desempenhou as funções de diretor, ensaísta, editor e livreiro nas empresas Sávio Antunes - Livreiro e Editor, e Gavião: Editora e Livraria S. A. (1960-1965). Foi casado com Estela Vilá Pitaluga, com quem teve dois filhos. Morreu em 16 de julho de 1985, no Rio de Janeiro.

Alfredo Jorge Guimarães Ferreira

  • BR RJCOC JF
  • Pessoa
  • 1913-2007

Nasceu em 26 de outubro de 1913, na cidade de Paris, França, filho de Alfredo Augusto Vaz Ferreira e Ambrosina Guimarães Ferreira. Em 1937 formou-se em arquitetura pela Escola Nacional de Belas Artes da Universidade do Brasil, atual Universidade Federal do Rio de Janeiro, e integrou a equipe liderada pelo arquiteto Atílio Corrêa Lima que venceu o concurso nacional de projetos para a construção da Estação de Hidroaviões do Rio de Janeiro, atual sede do Clube da Aeronáutica. Entre 1942 e 1950 chefiou a Divisão de Obras do Ministério da Educação e Saúde. Projetou a Hospedaria e Estação de Controle de Imigração, na Ilha das Flores (RJ) em 1945, e dois anos depois, o Pavilhão Arthur Neiva do IOC com a colaboração de Roberto Burle Marx. Ainda em 1947 atuou como professor de arquitetura hospitalar de cursos de Administração Hospitalar organizado pela Divisão de Organização Hospitalar do Ministério da Educação e Saúde. Em 1948 projetou o dormitório do internato do Colégio Pedro II, situado no bairro de São Cristóvão, no Rio de Janeiro, e o restaurante dos funcionários do IOC. Em 1949 participou do concurso nacional de projetos para construção do Estádio do Maracanã integrando a equipe composta por Thomaz Estrella, Renato Mesquita dos Santos e Renato Soeiro. No ano seguinte projetou a escola profissionalizante em Teresina (PI) e também foi responsável pelos projetos dos prédios das escolas técnicas de Manaus (AM) e Fortaleza (CE). De 1951 a 1970 atuou como consultor da Universidade Federal do Paraná e da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Em 1954 projetou a casa modernista de Stanislav Kozlowski no bairro do Leblon e três anos depois a sede do Instituto Nacional do Câncer, situado na Praça da Cruz Vermelha, região central do Rio de Janeiro. Colaborou no projeto de reforma do restaurante da Fiocruz em 1995, mesmo estando aposentado como funcionário público desde 1970. Morreu em 2007, na cidade de Teresópolis (RJ).

Mário de Beaurepaire Aragão

  • BR RJCOC MA
  • Pessoa
  • 1918-1999

Nasceu em 10 de maio de 1918, no Rio de Janeiro, filho de Henrique de Beaurepaire Rohan Aragão e Maria Amélia Doria de Aragão. Em 1942 formou-se engenheiro agrônomo pela Escola Nacional de Agronomia, atual Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. No ano seguinte iniciou sua trajetória profissional como assistente do Serviço Florestal da Companhia Paulista de Estradas de Ferro. Em 1946 foi nomeado chefe do Posto Agrícola da Secretaria de Agricultura da Prefeitura do Distrito Federal. Em 1949 passou a exercer a função de pesquisador da Seção de Ecologia do Instituto de Malariologia, subordinado ao Serviço Nacional de Malária do Departamento Nacional de Saúde. Nesse instituto realizou pesquisas sobre microclimas, bromelecidas e o raio de voo de mosquitos vetores da malária nos estados do Paraná e Santa Catarina. Em 1956 tornou-se pesquisador do Instituto Nacional de Endemias Rurais (INERu), órgão de pesquisas do Departamento Nacional de Endemias Rurais (DNERu). De 1964 a 1968 trabalhou na Universidade de El Salvador como professor e diretor do Departamento de Ciências Biológicas. Em 1970 foi assessor do Instituto de Conservação da Natureza do estado da Guanabara. Entre 1971 e 1972 frequentou o Curso de Pós-Graduação em Entomologia da Universidade Federal do Paraná e obteve o título de mestre em ciências biológicas com a tese O comportamento dos anofelinos do subgênero Kerteszia, no sul do Brasil e o efeito do inseticida DDT. Em 1975 entrou para o quadro de servidores da Fiocruz, lotado no Instituto de Endemias Rurais, nova denominação do INERu, que passou para a estrutura organizacional da instituição após a extinção do DNERu, ocorrida em 1970. De 1976 a 1978 integrou o Projeto RADAMBRASIL, desenvolvido no âmbito do Ministério das Minas e Energia, na condição de assessor técnico da Divisão de Uso Potencial da Terra. Ainda na década de 1970 fez parte do Conselho de Valorização de Parques do Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal (1976) e do Grupo de Trabalho do Conselho Nacional de Saúde responsável pela elaboração do manual Praguicidas em saúde pública (1979). Em 1980 transferiu-se para a Escola Nacional de Saúde Pública, da Fiocruz, onde atuou como pesquisador titular no Departamento de Ciências Biológicas até sua aposentadoria em 1990. Durante esse período deu continuidade às pesquisas sobre insetos vetores de doenças e os meios de combatê-los. Morreu em 1º de outubro de 1999, no Rio de Janeiro.

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