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registro de autoridade

Anthony Leeds

  • BR RJCOC LE
  • Pessoa
  • 1925-1989

Nasceu em 26 de janeiro de 1925, em Nova York, Estados Unidos, filho de Arthur Leeds e Polly Leeds. Em 1942 formou-se no ensino médio na Waden School. No ano de 1948 casou-se com a artista e professora Jo Alice Lowrey. Sua formação acadêmica em antropologia foi realizada na Universidade de Columbia, onde se graduou (1949) e obteve o título de doutor (1957), defendendo a tese Economic cycles in Brazil: the persistence of a total-cultural pattern: cacao and other cases. Entre 1951 e 1952 veio pela primeira vez ao Brasil para realizar o trabalho de campo sobre a zona do cacau na Bahia, destinado à elaboração de sua tese. De 1956 a 1959 lecionou na Universidade de Hofstra, em Nova York, onde ministrou a disciplina Introdução às Ciências Sociais. Em 1958 fez um estudo etnográfico sobre os índios yaruro da região de Los Llanos, Venezuela. Em 1959 ingressou no City College, em Nova York, onde permaneceu até 1961. A partir desse ano até 1963 exerceu a chefia do Programa de Desenvolvimento Urbano da União Pan-Americana, atual Organização dos Estados Americanos. Durante a década de 1960 iniciou suas pesquisas sobre favelas de São Paulo e do Rio de Janeiro, onde residiu nas localidades do Tuiuti e Jacarezinho. As pesquisas em favelas cariocas tornaram-se seu campo privilegiado de estudos sobre a pobreza urbana na América Latina, e foram divididas sob os seguintes aspectos: os contextos urbanos nas sociedades complexas, a ecologia cultural, que compreende estudos sobre tecnologia e agricultura, filosofia e história das ciências sociais. Nesta mesma década, organizou um seminário de pesquisa em que reuniu participantes do Peace Corps e jovens sociólogos, antropólogos e arquitetos brasileiros que começavam a se especializar nos estudos urbanos. No ano de 1967 casou-se com a cientista política Elizabeth Rachel Leeds, pesquisadora do Peace Corps. De 1963 a 1972 ministrou na Universidade do Texas a disciplina Princípios de Análise Urbana, que serviu de base para que coordenasse, em 1969, no Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro, o mestrado em antropologia, a convite do antropólogo Roberto Cardoso de Oliveira. Entre 1966 e 1967 estudou as relações entre brancos, méxico-americanos e afro-americanos em Austin, Texas. De 1969 a 1970 pesquisou as barriadas em Lima, Peru. Antes de vincular-se à Universidade de Boston, onde lecionou de 1973 até o final de sua vida, foi professor visitante nas universidades de Oxford e Londres. Neste período, filiou-se à UFRJ, ao Centro de Pesquisas Habitacionais do Rio de Janeiro e a outros institutos brasileiros. Também fundou a Sociedade de Antropologia Urbana, que presidiu de 1982 a 1983. Dedicou-se aos mais variados objetos de estudo, como habitação, história e economia política, movimentos populares e comunitários. Em parceria com Elizabeth Leeds publicou o livro A sociologia do Brasil urbano. Entre 1987 e 1988 retornou ao Rio de Janeiro para completar seus estudos sobre profissões brasileiras e políticas nas favelas. Morreu em 20 de fevereiro de 1989, em Tunbridge, Vermont.

Hugo Widmann Laemmert Junior

  • BR RJCOC HU
  • Pessoa
  • 1909-1962

Nasceu em 23 de janeiro de 1909, no Rio de Janeiro, filho de Hugo Widman Laemmert e Alice Cabral Laemmert. Em 1932 graduou-se pela Faculdade de Medicina da Universidade do Rio de Janeiro, onde exerceu o posto de assistente até 1935. Ainda como estudante de medicina atuou na Inspetoria dos Serviços de Profilaxia, do Departamento Nacional de Saúde Pública (1929-1930). Entre 1933 e 1934 frequentou o Curso de Aplicação do IOC. Suas atividades como pesquisador especializado em estudos sobre o comportamento do vírus amarílico na mata, seus vetores e depositários foram desenvolvidas no Serviço de Febre Amarela (1935-1939), mantido cooperativamente pela Fundação Rockefeller e o governo brasileiro, no Serviço de Estudos e Pesquisas sobre a Febre Amarela (1940-1949), administrado pelo Ministério da Educação e Saúde, e no IOC (1950-1962). No instituto desempenhou também as funções de chefe de laboratório e de professor do Curso de Bacteriologia, Parasitologia e Imunologia. Em 1962 foi agraciado com a Ordem do Mérito Médico, no grau de oficial. Morreu em 25 de setembro de 1962, no Rio de Janeiro.

Liga das Nações

  • BR RJCOC LN
  • Entidade coletiva
  • 1919-1946

A Liga das Nações ou Sociedade das Nações foi uma organização internacional idealizada durante a Conferência de Paz de Paris (1919-1920), na qual as potências vencedoras da Primeira Guerra Mundial (1914-1918) negociaram um acordo de paz. Em 28 de junho de 1919 foi assinado o Tratado de Versalhes, que encerrou oficialmente a guerra e também estabeleceu a criação da Liga, cujo papel seria o de resolver as disputas entre os países por meio de negociações, em vez de combates, para assegurar a paz mundial. A Liga era formada por três órgãos principais – Secretariado, Conselho e Assembleia Geral – e inúmeras agências e comissões especializadas, como a Organização Internacional do Trabalho e a Organização de Saúde. Em novembro de 1920 sua sede foi transferida de Paris para Genebra, na Suíça. O fracasso da Liga em evitar a eclosão da Segunda Guerra Mundial (1939-1945) revelou seu enfraquecimento em manter a paz perante os interesses isolados de países membros. Em 1946 a instituição autodissolveu-se, passando suas responsabilidades e patrimônio para a Organização das Nações Unidas, criada um ano antes.

Mário Ulysses Vianna Dias

  • BR RJCOC VD
  • Pessoa
  • 1914-2003

Nasceu em 26 de abril de 1914, no Rio de Janeiro, filho de Armando Soares Dias e Maria do Carmo Vianna Dias. Estudou no Colégio São Vicente de Paulo, em Petrópolis (RJ), e ingressou na Faculdade de Medicina da Universidade do Rio de Janeiro em 1931. Dois anos depois começou a estagiar na Divisão de Fisiologia do IOC, sob a orientação de Miguel Ozório de Almeida. Em 1935 foi convidado por Arthur Moses para trabalhar com Rodolfo von Ihering na Comissão Técnica de Piscicultura do Nordeste, onde permaneceu até 1937, quando retornou ao Rio de Janeiro para concluir o curso de medicina. Já formado, foi nomeado assistente da cátedra de fisiologia da Faculdade Nacional de Medicina da Universidade do Brasil. Em 1938 foi contratado como assistente técnico do IOC, e somente em 1945 passou a integrar o quadro permanente de biologistas da instituição, após ser aprovado em concurso promovido pelo Departamento de Administração do Serviço Público (DASP). Ainda no IOC ocupou as funções de chefe da Seção de Endocrinologia (1945-1949), da Seção de Fisiologia (1949-1952 e 1954-1956) e da Divisão de Fisiologia (1952-1953). De 1948 a 1949 realizou estágio no Instituto Nacional de Pesquisa Médica, de Londres, sob a orientação de George Lindor Brown. Além de atuar no campo da pesquisa, foi professor de fisiologia da Escola de Medicina e Cirurgia do Rio de Janeiro (1946-1984), livre-docente junto à cátedra de fisiologia da Faculdade Nacional de Medicina (1951), quando apresentou a tese Estudo experimental do córtex cerebral 'motor' da preguiça e do tamanduá, e professor de fisiologia da Faculdade Fluminense de Medicina, atual Universidade Federal Fluminense (1957-1990). Nessa universidade também atuou como diretor do Instituto Biomédico (1968-1970), membro do Conselho de Ensino e Pesquisa (1969-1971 e 1975-1979) e chefe do Departamento de Fisiologia (1970-1972, 1975-1980 e 1983-1984). Foi cofundador e vice-presidente do Instituto Brasileiro de Bibliografia e Documentação (1954-1964). Em 1971 foi afastado do IOC por motivos políticos, sendo transferido para a Divisão Nacional de Saúde Mental do Ministério da Saúde. Integrou a Sociedade de Fisiologia de Londres, a Organização Internacional de Pesquisas Cerebrais (IBRO), a Sociedade Brasileira de Fisiologia, a Sociedade de Biologia do Rio de Janeiro, a Academia Brasileira de Ciências e a Academia Internacional da História das Ciências. Morreu em 2003, no Rio de Janeiro.

Felipe Nery Guimarães

  • BR RJCOC FN
  • Pessoa
  • 1910-1975

Nasceu em 25 de maio de 1910 na cidade de Belém (PA). Formou-se médico vinte anos depois pela Faculdade de Medicina e Cirurgia do Pará. Em 1931 fez cursos de especialização no IOC, no Rio de Janeiro. De volta a Belém, criou e dirigiu em 1937 o laboratório de Anatomia Patológica do Instituto de Patologia Experimental do Norte, e no mesmo ano fez parte da Comissão de Estudos sobre Leishmaniose Visceral Americana do IOC, sob a direção de Evandro Chagas. No ano de 1941 regressou ao Rio de Janeiro como médico especializado contratado pelo IOC, realizando inicialmente pesquisas sobre toxoplasmose e a ocorrência dos triatomíneos nas matas da cidade do Rio de Janeiro. Em 1943 cursou nova especialização no IOC, quando realizou os primeiros estudos de penicilina aplicada à bouba. Dois anos mais tarde foi um dos responsáveis pela instalação do Posto de Estudos do IOC na Baixada Fluminense, baseado primeiramente no município de Rio Bonito e depois em Araruama. O posto, transformado em Centro de Estudos da Baixada Fluminense, serviu de base para os primeiros estudos e experimentos sobre penicilina aplicada à bouba. Naquela unidade estudou também a sífilis rural, a blastomicose e a doença de Chagas. Participou de congressos nacionais e internacionais sobre malariologia e sífilis, doenças venéreas e treponematoses. Foi ainda perito para questões relativas à bouba na Organização Mundial da Saúde. Na década de 1940 publicou simultaneamente estudos sobre diversas doenças, tendo se dedicado especialmente à leishmaniose. A partir de 1948 o pesquisador passou a publicar também sínteses sobre o problema social representado pela bouba. Em 1956 tornou-se diretor do Programa de Erradicação da Bouba, criado durante o governo Juscelino Kubitschek (1956-1961), sob a gestão de Mário Pinotti no Departamento Nacional de Endemias Rurais. Em 1959 foi chefe de gabinete do ministro da Saúde Mário Pinotti no período de transferência da pasta para a nova capital federal, Brasília. Em 1960 retornou à Seção de Protozoologia do IOC. Permaneceu nas décadas de 1960 e 1970 em seu laboratório realizando pesquisas principalmente sobre leishmaniose, toxoplasmose e doença de Chagas, tendo também lecionado disciplinas em cursos de aplicação do IOC nos tópicos de bacteriologia e protozoologia. Em abril de 1975 tornou-se diretor do IOC, tendo falecido poucos meses após assumir o cargo ainda naquele ano.

Marcolino Gomes Candau

  • BR RJCOC CD
  • Pessoa
  • 1911-1983

Nasceu em dia 30 de maio de 1911, no Rio de Janeiro, filho de Julio Candau e Augusta Gomes Candau. Em 1933 graduou-se pela Faculdade Fluminense de Medicina e obteve o título de mestre em saúde pública pela Universidade Johns Hopkins em 1941. No ano de 1936 chefiou o Posto de Profilaxia Rural de Sant’Anna de Japuiba (atual Cachoeiras de Macacu). Em 1938 dirigiu o Centro de Saúde de Nova Iguaçu e em 1941 o Centro de Saúde Modelo em Niterói. Em 1939 foi assistente da cadeira de higiene da Faculdade Fluminense de Medicina. Na década de 1940 esteve no Serviço de Mobilização de Trabalhadores para a Amazônia e no Serviço Especial de Saúde Pública. Em 1950 ingressou no corpo técnico da Organização Mundial da Saúde (OMS) como diretor da Divisão de Organização dos Serviços de Saúde em Genebra, Suíça. Um ano depois assumiu a função de diretor-geral assistente de Serviços de Consultoria e em seguida a de diretor-geral assistente da Região das Américas. Em 1953 foi eleito pela VI Assembleia Mundial da Saúde como o segundo diretor-geral da OMS, função desempenhada até 1973. Nesse período liderou a luta mundial contra a varíola, a malária e a oncocercose, como também contribuiu para o significativo aumento do número de países membros da entidade. Aposentou-se em 1973 e foi nomeado diretor-geral emérito da OMS durante a XXVI Assembleia Mundial da Saúde. Em 1974 tornou-se membro do Conselho da Universidade das Nações Unidas. Recebeu títulos de doutor honoris causa de diversas instituições brasileiras e estrangeiras. Entre 1936 e 1973 foi casado com Ena de Carvalho, com quem teve dois filhos. Após o divórcio, casou-se com Sîtâ Reelfs, funcionária da OMS, em 1973. Morreu em 24 de janeiro de 1983, em Genebra.

Szachna Eliasz Cynamon

  • BR RJCOC SZ
  • Pessoa
  • 1925-2007

Nasceu em 25 de abril de 1925, em Tarnobrzeg, Polônia, filho de Hersz Cynamon e Ryfka Cynamon. Imigrou com sua família para o Brasil em 1933, instalando-se no município de Petrópolis (RJ). Adolescente, transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde, por intermédio de seu pai, passou a trabalhar no Departamento de Imprensa e Propaganda. Em 1951 formou-se pela Escola Nacional de Engenharia da Universidade do Brasil, atual Universidade Federal do Rio de Janeiro. Recém-formado iniciou estágio no escritório do conceituado engenheiro russo Greg Zaharov. Aproximou-se então do engenheiro David Grynfogiel, o que lhe valeu em 1952 a ida para o Serviço Especial de Saúde Pública (SESP), onde iniciou sua trajetória profissional como engenheiro sanitário. Inicialmente trabalhou efetuando cálculos de cimento argamassa para projetos de obras de saneamento básico. Posteriormente foi admitido como engenheiro distrital no Centro de Saúde do SESP em Colatina (ES), região de extração mineral de mica, ferro e pedras preciosas da Companhia Vale do Rio Doce. Entre 1952 e 1954 trabalhou no município mineiro de Governador Valadares, região de produção de aço e ferro gusa. Como subchefe da área de engenharia do SESP coordenou projetos de obras para instalações de tratamento e abastecimento de água e esgoto sanitário. Em 1955 concluiu o curso de especialização na Faculdade de Higiene e Saúde Pública da Universidade de São Paulo, mesma instituição onde obteve, em 1969, o título de doutor em saúde pública com a tese Procedimentos para equacionamento e projeto de esgotos sanitários de pequenas comunidades. A carreira de engenheiro sanitário também incluiu diversas atividades no campo da educação sanitária, com treinamentos realizados em escolas rurais por diversos estados da federação. Em 1966 ingressou na Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP), onde criou o Departamento de Saneamento e Saúde Ambiental e também idealizou a primeira patente tecnológica internacional da Fiocruz, o Valo Aeróbio-anaeróbio de Oxidação ETE – em Escala Piloto da Fiocruz (1996). Foi o principal responsável pela consolidação do ensino no campo da engenharia sanitária na instituição. Ainda no âmbito da ENSP, foi idealizador e coordenador do Projeto Articulado de Melhoria da Qualidade de Vida - Universidade Aberta (1993-2000). Fundou e presidiu a Cooperativa dos Trabalhadores Autônomos do Complexo de Manguinhos (1994-2002). Entre os prêmios e homenagens que recebeu, destacam-se Personalidade Científica em Desenvolvimento Tecnológico, concedido em 1999 pela Associação Brasileira de Engenharia Sanitária, prêmio pelos serviços prestados à engenharia da saúde, por ocasião do centenário da Organização Pan-Americana da Saúde, e Personalidade da Engenharia Sanitária do Século XX, conferido pelo Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura do Rio de Janeiro, em 2001. Morreu em 10 de junho de 2007, no Rio de Janeiro.

Hospital Evandro Chagas

  • Entidade coletiva
  • 1918-

Em 1908 Carlos Chagas vai a Lassance, em Minas Gerais, com a missão de organizar a profilaxia da malária nos canteiros de obras da Estrada de Ferro do Brasil, onde permaneceu desenvolvendo trabalhos que levaram à descoberta de uma nova tripanossomíase, causada por um protozoário e transmitida ao homem por um inseto hematófago denominado barbeiro. Em parte, graças à repercussão dos estudos sobre esta doença, Oswaldo Cruz obteve recursos para construir em Manguinhos um hospital destinado aos estudos clínicos e bacteriológicos de moléstias encontradas no interior do país. Esta verba não foi suficiente, e o Hospital Oswaldo Cruz teve suas obras custeadas, em boa parte, por recursos do próprio Instituto. Data de 1918 a sua inauguração, embora só tenha começado a funcionar, efetivamente, em 1921. O primeiro projeto de construção do Hospital Oswaldo Cruz, de 1917, elaborado pelo arquiteto Luís de Moraes e exibido na Exposição Internacional de Berlim, não foi executado. O segundo, de 1912, previa seis pavilhões, mas apenas um foi edificado e está em atividade até hoje. Dirigido por Evandro Chagas, o Hospital de Manguinhos cumpria sua função de Centro de estudos de pesquisas clínicas, como também prestava assistência médica à população. A entidades mórbidas, tais como a febre amarela, a Leishmaniose Visceral e tegumentar, a doença de Lutz e o pênfigo foliáceo fossem também objeto de estudo. Após a morte prematura de Evandro Chagas, em 1940, o hospital passou a se chamar Hospital Evandro Chagas. Nos anos 50, iniciou-se a construção de um novo prédio - o Pavilhão 26 - com instalações físicas bem maiores, mas nunca chegou a funcionar plenamente. Em meados dos anos 70, o Hospital Evandro Chagas, sem recursos, retornou ao seu antigo prédio, o histórico Pavilhão Gaspar Viana. Hoje o Hospital Evandro Chagas realiza pesquisas e presta serviços assistenciais de referência nas áreas de febre amarela, esquistossomose, leishmaniose, malária, cólera, dengue e Aids, entre outras doenças.

Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)

  • Entidade coletiva
  • 1950-

Em 1958, a Universidade do Distrito Federal (UDF) foi rebatizada como Universidade do Rio de Janeiro (URJ). Em 1961, após a transferência do Distrito Federal para a capital recém-inaugurada, Brasília, a URJ passou a se chamar Universidade do Estado da Guanabara (UEG). Finalmente, em 1975, ganhou o nome atual.

Roberto Nadalutti

  • Pessoa
  • 1922-2005

Roberto Nadalutti nasceu em Campinas (SP) em 18 de novembro de 1922. De 1942 a 1946, cursou arquitetura na Faculdade Nacional de Arquitetura da Universidade do Brasil. De 1951 a 1952 realizou o curso de especialização em Planejamento Hospitalar pelo Public Health Service (Estados Unidos), quando já trabalhava para o Serviço Especial de Saúde Pública (SESP), como arquiteto da Seção de Arquitetura. Desenvolveu o projeto do Laboratório de Febre Amarela (Pavilhão Henrique Aragão), implantado no campus de Manguinhos. Foi consultor em Planejamento Hospitalar da Organização Pan-Americana da Saúde. Lecionou o curso de Arquitetura de Unidades Médico-Sociais, na Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP). Realizou projetos nas áreas de educação, cultura e saúde.

Amilar Tavares da Silva

  • Pessoa
  • 1914-1988

Nasceu em 3 de dezembro de 1914, no Rio de Janeiro, filho de Salvador Silva e Cymbelina Tavares Silva. Ingressou na Fundação Rockefeller, em 1940, como auxiliar técnico do biotério, passando logo em seguida para a seção de contabilidade. Quando da incorporação da Fundação Rockefeller ao IOC, em 1950, foi indicado para trabalhar na seção financeira do serviço de administração. Diplomou-se em Direito pela Faculdade de Direito de Niterói no ano de 1952. Em 1954, passou a ser encarregado do escritório comercial da seção auxiliar. Em 1965, foi nomeado chefe do Serviço de Administração e, em 1969, participou da proposta de organização administrativa do IOC. Cinco anos depois, a convite de Rocha Lagoa, então Ministro da Saúde, ingressou neste ministério, onde exerceu a função de chefe do Departamento de Pessoal. Nesta oportunidade, participou de auditorias, realizadas inclusive no IOC na gestão de Oswaldo Cruz Filho. Posteriormente, em 1972, foi nomeado diretor da Divisão de Administração da Superintendência de Campanhas de Saúde Pública (SUCAM). No ano seguinte, a convite do coronel Barroso da Conceição, trabalhou na Divisão de Segurança e Informação do Ministério da Saúde. Em 1979, ingressou na Escola Superior de Guerra (ESG), onde fez os cursos de Desenvolvimento Agropecuário e Ciclo de Extensão sobre Condições Gerais para o estabelecimento da Democracia. Em 1984, aposentou-se por problemas de saúde, falecendo em 1988.

Hamlet William Aor

  • Pessoa
  • 1910-1986

Nasceu em 22 de setembro de 1910, no Rio de Janeiro. Foi o terceiro dos sete filhos do imigrante austríaco Basílio Aor, que trabalhou como mestre-de-obras do arquiteto Luiz de Morais, autor do projeto arquitetônico do complexo de Manguinhos, tombado pela Secretaria do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (SPHAN), em 1981. Com a morte do pai, em 1919, foi obrigado a trabalhar e ingressou na tipografia do IOC aos dez anos. Durante esse primeiro período em Manguinhos, trabalhou também na seção de embalagem de soros e vacinas, mas, devido a sucessivos desentendimentos com a chefia, abandonou o IOC, em 1924. Nessa ocasião, foi trabalhar numa empresa de fabricação de ampolas que pertencia ao zelador do Instituto, Manuel Gomes. Lá começou o aprendizado da profissão de vidreiro. Retornando ao IOC em 1926, foi incorporado à seção de fabricação de ampolas, onde permaneceu até a sua saída definitiva de Manguinhos, em 1936. Depois disso, começou a frequentar o curso de fabricação de vidro, ministrado por um professor alemão, na Faculdade de Farmácia da Universidade do Brasil, atual Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). A partir daí, profissionalizou-se como vidreiro e, nessa condição, refez contato com o IOC, em 1966, quando, a convite de Walter Oswaldo Cruz, passou a prestar serviços ao laboratório de hematologia. Com a morte de Walter Oswaldo Cruz, em 1967 afastou-se de Manguinhos e não mais voltou. Faleceu em 1986, poucos meses após a realização da entrevista para o Programa de História Oral da Casa de Oswaldo Cruz, aos

José Fonseca da Cunha

  • Pessoa
  • 1914-2005

Nasceu em 1914, na cidade de Itanhandú (MG). Em 1931, ingressou na Faculdade de Medicina da Universidade do Brasil, atual Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), diplomando-se em 1936. Paralelamente, exerceu a função de interno acadêmico da Santa Casa de Misericórdia. De 1937 a 1939, foi médico estagiário da Assistência Municipal do Rio de Janeiro. Em 1940, por intermediário de Ernani Agrícola, foi contratado como médico pela Fundação Rockefeller, no Serviço de Estudos e Pesquisas sobre Febre Amarela. Permaneceu nessa instituição até 1949, quando foi transferido para o Serviço Nacional de Febre Amarela, incorporado ao IOC em 1950. Passou a desenvolver trabalhos na Divisão de Virologia, na qual chefiou o laboratório de produção da vacina antivariólica. Em 1955, foi convidado por Antônio Augusto Xavier, que dirigia o IOC, para exercer o cargo de secretário-administrativo e, após três meses, assumiu a direção do Hospital Evandro Chagas. Em 1964, nessa mesma divisão assumiu o cargo de chefe da Seção de Produção de Soros e Vacinas. No ano seguinte, desempenhou a função de chefe da Divisão de Nosologia do IOC, atividade que acumulou com as de coordenador e supervisor da fabricação de produtos biológicos. Em 1968, foi nomeado diretor substituto do IOC, cargo que ocupou até 1969 quando, a convite do ministro da Saúde Francisco de Paula da Rocha Lagoa, ocupou o cargo de chefe de gabinete, do qual exonerou-se em 1972. Entre 1959 e 1969, recebeu bolsas de estudos da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e da Organização Mundial da Saúde (OMS), para aprimoramento tecnológico de produção da vacina antivariólica liofilizada na Europa e América do Norte, devido ao envolvimento do Brasil na campanha de erradicação da varíola no mundo, esforço coordenado pela OMS. Em 1962, tornou-se membro do Comitê Executivo da Campanha Nacional de Erradicação da Varíola. Em 1967 e 1968, participou como consultor da OPAS, das campanhas de vacinação contra a febre amarela, na Colômbia, e contra a varíola no Equador. Dois anos depois, foi convidado para participar como subchefe da delegação brasileira, na 23ª Assembleia Geral da OMS, realizada em Genebra. Em 1971 foi delegado do Brasil na 66ª Reunião da OPAS/OMS, em Washington e, de 1972 a 1973, foi membro do Conselho Nacional da Cruz Vermelha. Em 1974, recebeu da OPAS e da OMS bolsas de estudos para realizar estágio de aperfeiçoamento no preparo da vacina BCG liofilizada, no México e Canadá. Em 1976, fez estágio referente à produção de BCG no Instituto Pasteur, em Paris. Também trabalhou na Fundação Ataulfo de Paiva, instituição voltada para a produção dessa vacina, onde permaneceu até 1997. Devido ao convênio assinado entre a Fiocruz e o governo japonês, visitou o Instituto Biken, da Universidade de Osaka, em 1984, para o estudo do processo de produção das vacinas contra o sarampo e a poliomielite. Exerceu em Bio-Manguinhos a função de coordenador de produção de vacinas virais e de apoio tecnológico. Aposentou-se em dezembro de 1990. Morreu em 28 de junho de 2005.

Manoel Isnard de Souza Teixeira

  • Pessoa
  • 1912-1998

Nasceu a 6 de maio de 1912, em Itapipoca (CE). Realizou seus primeiros estudos em Fortaleza, viajando em 1927 para Salvador, onde frequentou o curso preparatório. Em 1933, diplomou-se pela Faculdade de Medicina da Bahia, ingressando no ano seguinte no Curso de Aplicação do IOC, onde permaneceu até 1936, quando foi contratado como chefe do laboratório da Inspetoria de Defesa Sanitária Animal, em Fortaleza. Simultaneamente à formação acadêmica, iniciou sua militância política, participando da organização do 1º Congresso Leigo Acadêmico do Brasil. Candidatou-se a deputado federal pela União Sindical da Bahia, em 1933. No ano seguinte, passou a atuar no movimento denominado Ala Médica Reivindicadora e na Juventude Comunista da Bahia, ligada ao Partido Comunista Brasileiro (PCB), o que levou a ser preso em 1936. Foi chefe do Serviço de Biologia e diretor científico do laboratório Bezerra S/A, em Fortaleza, de 1938 a 1943, quando seguiu como bolsista do Institute of Interamerican Affairs para os Estados Unidos, onde realizou vários cursos na School of Higiene of Johns Hopkins University. Ao retornar, em 1945, foi convidado para a direção do Instituto Evandro Chagas, do qual se afastou um ano depois, devido às precárias condições de vida no Norte do país. Em 1946, foi encarregado das pesquisas bacteriológicas do Instituto Nacional de Nutrição da Universidade do Brasil, atual Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), função que desempenhou paralelamente à de assistente da cadeira de microbiologia e imunologia. Nesse mesmo ano, foi nomeado biologista da Divisão de Organização Sanitária do Departamento Nacional de Saúde Pública (DNSP), que o designou, em 1947, para chefiar a campanha contra as helmintoses. Desenvolveu, com Amílcar Barca Pellon, o Inquérito Helmintológico Escolar, visando o levantamento das áreas infestadas pela esquistossomose no Brasil, concluído em 1954. A tentativa de fazer valer os interesses dos médicos e sanitaristas nas decisões governamentais relativas à saúde pública fez com que se candidatasse, em 1946, à Assembléia Constituinte, além de participar da criação da Associação Médica do Distrito Federal (AMDF), em 1950. Em 1952, foi nomeado por concurso, médico sanitarista do DNSP, tornando-se chefe do laboratório do Serviço Nacional de Tuberculose, em 1954. Chefiou também o laboratório de pesquisa sobre toxoplasmose e viroses oculares da clínica oftalmológica da Faculdade de Medicina da Universidade do Brasil. A partir de 1959, iniciou uma série de viagens comissionado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), visitando inicialmente o México, Estados Unidos, Canadá e Japão, para estudar a fabricação e aplicação da vacina BCG liofilizada. Foi também à Europa, em 1960, para pesquisar novas técnicas em bacteriologia da tuberculose. Em 1961, de volta ao Brasil, passou a chefiar o laboratório do Instituto Fernandes Figueira (IFF) até 1964, quando teve seu direitos políticos cassados e foi compulsoriamente aposentado sob a acusação de comunismo. De 1964 a 1970, ministrou vários cursos sobre vírus e técnicas de laboratório no Rio de Janeiro e em São Paulo. No período da ditadura militar, continuou militando clandestinamente e participou da Comissão Jurídica Popular, organismo responsável pela apuração de crimes políticos. Em 1973, tornou-se diretor do Instituto Abreu Fialho, sendo nomeado chefe de serviço da Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro. Morreu no dia 11 de julho de 1998.

Aloysio de Salles Fonseca

  • Pessoa
  • 1918-2007

Nasceu no Rio de Janeiro em 16 de dezembro de 1918. Filho de José de Salles Fonseca e Anna de Salles Fonseca. Formou-se em Medicina pela Faculdade Nacional de Medicina da Universidade do Brasil (atual UFRJ) em 1940. Logo após a sua formatura, instalou um consultório médico na farmácia de seu pai, nas proximidades do Morro da Mangueira, além de trabalhar como assistente voluntário e Professor do Genival Londres, no Hospital Souza Aguiar. Em 1944, dirigiu o Serviço Médico do Centro Nacional de Ensino e Pesquisas Agronômicas (atual UFRRJ), realizando pesquisas e campanhas sanitárias, muitas das quais em convênio com o Serviço Nacional de Malária da época. Foi também Chefe do Serviço de Clínica Médica do Hospital dos Servidores do Estado do Rio de Janeiro (HSE). Foi eleito Membro Titular da Academia Nacional de Medicina (ANM) em 1962 , tornando-se Membro Emérito em 2002. Ocupou vários cargos da Diretoria e foi Presidente em três biênios diferentes, 1983-85, 1987-89 e 1999-2001. Presidiu o Congresso Internacional de Educação Médica, ano 2000 (ANM), elaborando precioso volume comemorativo. Na sua segunda gestão, obteve a doação do terreno lateral ao prédio da Academia que ocupa desde 2011 o novo Prédio-sede em final de construção (Centro da Memória Médica Nacional). Salles Fonseca foi um dos fundadores e idealizadores do Hospital dos Servidores do Estado (HSE). Além disso, foi Diretor do INAMPS, Professor Titular de Clínica Médica da Universidade Federal Fluminense (UFF) onde foi Diretor da Faculdade de Medicina, Diretor do Hospital Universitário Antônio Pedro da UFF, Membro do Conselho Nacional do Ministério da Saúde, Presidente da Sociedade de Medicina e Cirurgia do Rio de Janeiro, da Federação Pan-Americana de Faculdades/Escolas Médicas, da Associação Brasileira de Escolas Médicas e Membro correspondente estrangeiro da Academia Venezuelana de Medicina. Ele implantou seu Plano de Reforma da Assistência Médica na Previdência Social, denominado Plano do CONASP, cujas Ações Integradas de Saúde constituem a espinha dorsal da Reforma Sanitária Brasileira, ora em vigor. Ocupou, interinamente, o Ministério da Assistência e Previdência Social. Professor Emérito da Faculdade de Medicina de Teresópolis. Professor Honoris Causa da Faculdade de Medicina da UFPE. Foi agraciado pelo Governo Brasileiro com as Comendas da Ordem do Rio Branco, da Ordem do Mérito Médico Nacional, da Ordem do Mérito Naval e da Ordem do Mérito Aeronáutico. Condecorado com a medalha de Honra Presidente Juscelino Kubitschek do Estado de Minas Gerais. Faleceu em 28 de abril de 2007.

Armando de Oliveira Assis

  • Pessoa
  • 1912-1988

Nasceu em Piracicaba (SP), a 27 de março de 1912, filho do dentista Francisco Ribeiro de Assis e de Adélia de Oliveira Assis. Realizou seus estudos básicos em Piracicaba (SP) e Juiz de Fora (MG), para onde mudou após o falecimento de seu pai. Em Juiz de Fora, trabalhou como tipógrafo no jornal de propriedade do seu avô materno. Mais tarde, transferiu-se para o Rio de Janeiro, cursando o internato do Colégio Pedro II, e depois a Faculdade Nacional de Direito, diplomando-se em 1936. Durante os seus estudos na faculdade de direito, trabalhou no escritório de advocacia de um tio, depois ingressou na Companhia Adriática de Seguros, onde teve os primeiros contatos com as técnicas de seguro e cálculo atuarial. Em dezembro de 1937, prestou concurso para o Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Industriários (IAPI), ingressando na carreira de secretaria, em janeiro de 1938. No IAPI, chefiou a secretaria do Departamento de Benefícios, de 1938 a 1940, assumindo no ano seguinte o cargo de diretor do departamento. Entre 1946 e 1955, já como assistente-técnico do Departamento de Benefícios, foi encarregado das relações com as instituições internacionais de seguridade social. Em 1956, assumiu a direção da Divisão de Estudo e Planejamento do IAPI, permanecendo no cargo até 1964, quando passou a consultor-administrativo da presidência do IAPI. Durante a década de 1950, participou de inúmeras comissões de estudos e de apoio legislativo na área da Previdência Social. Integrou ainda a equipe que, junto à Fundação Getúlio Vargas (FGV), assessorou o deputado Aluízio Alves na revisão do projeto de Lei Orgânica da Previdência Social (LOPS). Deste trabalho resultou a publicação, em 1950, de "A Previdência Social no Brasil e Estrangeiro". Participou, como representante das instituições de Previdência Social brasileiras, de várias reuniões e congressos internacionais patrocinados pela Associação Internacional de Seguridade Social (AISS), Organização Internacional do Trabalho (OIT) e Organização Ibero-Americana de Seguridade (OISS). Entre 1965 e 1966, foi designado representante do governo no Conselho Diretor do Departamento Nacional de Previdência Social (DNPS), e depois diretor do mesmo departamento. Entre abril e julho de 1966, ocupou a chefia do gabinete do Ministro do Trabalho e Previdência Social. Além disso, entre outros cargos, presidiu o Conselho de Recursos da Previdência Social (CRPS) em dois períodos, sendo o último entre 1973 e 1985. Faleceu em 1º de dezembro de 1988.

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