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registro de autoridade

Walter Silva

  • Pessoa
  • 1908-?

Fausto Pereira Guimarães

  • Pessoa
  • 1911-1997

Nasceu na cidade de Maceió em 1911. Diplomou-se pela Faculdade Nacional de Medicina da Bahia em 1933. Durante sua formação concluiu o Curso de Aplicação do IOC (1930-1932). Fez também o Curso de Pediatria e Higiene Infantil da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, em 1934. No ano seguinte, passou a atuar como responsável pelo Serviço Médico e de Higiene do Trabalho das indústrias têxteis de Andorinhas e Santo Aleixo, no município de Magé (RJ). Em 1936, ingressou no Serviço de Febre Amarela da Fundação Rockefeller, tendo desempenhado as seguintes funções: médico assistente do Setor Paraná, chefe do Setor Santa Catarina, médico assistente dos setores Mato Grosso e Ceará. Em seguida, foi transferido para São Paulo como assistente da chefia do Setor Sul, onde foi chefe do Setor Bauru (1939) e Rio Grande do Sul (1940). Em 1940, concluiu o Curso de Malária do Departamento Nacional de Saúde (DNS), sendo nomeado médico sanitarista interino do Ministério da Educação e Saúde (MES), lotado na Divisão de Organização Sanitária, mais especificamente no Serviço de Saúde dos Portos. Fez então o Curso de Medicina de Guerra e foi designado chefe da Inspetoria de Saúde do Rio Grande do Norte, como responsável pela vigilância dos portos e aeroportos desse estado. Atuou como médico sanitarista do Serviço Especial de Mobilização de Trabalhadores para a Amazônia (SEMTA) no ano de 1943. Foi aprovado), em 1944, no concurso do Departamento Administrativo do Serviço Público (DASP) para a carreira de médico sanitarista do Ministério da Educação e Saúde (MES), sendo então nomeado para seu quadro permanente. Em 1956, com a criação do Departamento Nacional de Endemias Rurais (DENERu), assumiu a chefia da Seção de Epidemiologia da Febre Amarela. No ano de 1959 atuou como Chefe do Laboratório de Águas da Guanabara da ENSP. Morreu em 1997.

Anna Kohn Hoineff

  • Pessoa
  • 1940-

Nasceu em 18 de maio de 1940, na cidade do Rio de Janeiro, é filha de Rosa e Jacob Kohn, ambos imigrantes poloneses. Viveu nos bairros da Tijuca e Flamengo, onde fez toda sua formação básica no Colégio Anglo-Americano. Ao terminar o curso científico, foi convidada por seu professor de Química para trabalhar como assistente, conseguindo assim seu primeiro contrato como auxiliar de laboratório no colégio. Através de convite do professor Roberto Blum, também do Colégio Anglo-Americano, ministrou aulas de ciências no programa "Ciência no Ar" na TV Tupi. Afastou-se do Colégio Anglo-Americano e, durante o curso pré-vestibular, travou conhecimento com grupos do Museu Nacional do Rio de Janeiro. Fez o curso de História Natural na Universidade do Estado da Guanabara UERJ, ingressando no ano de 1960. Em 1962, concluiu o bacharelado e, no ano seguinte, a licenciatura em História Natural. Seu primeiro contato com o IOC se deu na ocasião em que preparava um dos seus programas sobre ciências na TV Tupi quando conheceu o pesquisador Lauro Travassos que a convidou para estagiar em seu laboratório. Ao longo dos anos de 1961 e 1962, trabalhou com Lauro Travassos na Coleção de Lepidoptera. Incentivada pelo pesquisador, ingressou em 1961, no Curso de Especialização em Helmintologia do IOC, passando em primeiro lugar. Ao longo do curso, optou por estudar parasitos de peixes, afastando-se assim dos trabalhos com borboletas. Seu primeiro artigo publicado foi sobre parasitos de peixes, em 1961. No mesmo ano passou a receber uma bolsa de pesquisa e, em 1964, junto com outros bolsistas da instituição, foi efetivada no IOC. Através de contatos com parentes em Israel, fez estágio durante três meses, em 1963, com os professores G. Wertheim e Ilan Papema, na Hebrew University, em Jerusalém, tendo trabalhado em parasitos de peixe. Neste mesmo ano, estagiou no Musée National d'Histoire Naturelle, em Paris, com os professores Alain Chabaud e Robert Dollfus, voltando para o Brasil em outubro de 1963. Em 1967, convidada por Lauro Travassos, trabalhou na elaboração do Catálogo de Trematódeos do Brasil, publicado em 1970. Foi editora das Memórias do IOC nos anos de 1970 e 1971. Assessorou tecnicamente a gestão de Oswaldo Cruz Filho de 1971 a 1974. Nesta época, passou a trabalhar no laboratório de Helmintologia com a pesquisadora Miriam Tendler, tendo sido ambas responsáveis pela reforma do antigo biotério. Foi convidada, em 1974, a ocupar o cargo de professora de helmintologia no curso de Mestrado em Zoologia do Museu Nacional, UFRJ. Lá, ministrou aulas e orientou teses até 1976, e durante os anos de 1987 e 1990. Também ensinou helmintologia no Curso de Mestrado em Parasitologia Médica da Fiocruz e foi professora dos tópicos autópsia de animais e manuseio de coleções, no curso básico para estagiários da Fiocruz. Tem ministrado vários cursos helmintologia e parasitos de peixes em diversas instituições do país. A transformação estatutária da instituição, em 1970, abriu a possibilidade dela ocupar o cargo de pesquisadora na instituição, o que só veio a ocorrer, de fato, em 1977. Finalmente, em 1987, passou a categoria de pesquisadora titular da Fiocruz. Em seu trabalho na Coleção Helmintológica, com Lauro Travassos e João Ferreira Teixeira de Freitas, foi a responsável pela normalização, assinada pelo então presidente Oswaldo Cruz Filho estabelecendo que os exemplares-tipos não poderiam sair da coleção devido às constantes perdas destes empréstimos para o exterior. Desde 1985, Ana Kohn desenvolve pesquisa de parasitos de peixe em parceria com a ELETROSUL, em reservatórios de usinas hidrelétricas e no Departamento Nacional de Obras contra as Secas, no estado do Ceará. É uma das fundadoras na Fiocruz da linha de pesquisa com helmintos parasitos de peixe. Em 1991, quando a Fiocruz credenciou seus laboratórios, o grupo de trabalho do Laboratório de Helmintologia foi dividido, tendo sido criados o Laboratório de Platelmintos, Parasitos de Peixes e o Laboratório Geral de Parasitos de Vertebrados, tendo ocupado a chefia do Laboraratório de Helmintos Parasitos de Peixes. Em 2014, editou, com Berenice Fernandes, o segundo catálogo de uma série, atualizado com informações sobre todas as espécies de parasitos da classe Trematoda descritas na América do Sul, intitulado ‘South American Trematodes Parasites of Amphibians and Reptiles’.

Ernesto Silva

  • Pessoa
  • 1914- 2010

Luiz Rassi

  • Pessoa
  • 1920-2016

Alcides Godoy

  • Pessoa
  • 1880-1950

Aguinaldo Gonçalves

  • Pessoa
  • 1949-

Nasceu em 18 de agosto de 1949, em Santos (SP). Iniciou os estudos em 1964, no Instituto de Educação Canadá, com o intuito de se tornar linguista ou historiador. Influenciado pelo professor de psicologia, optou por fazer Medicina na Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp), em 1967. Após terminar a graduação, fez o Curso de Especialização em Medicina de Trabalho na USP, em 1974. Iniciou nesse mesmo ano, o mestrado em Ciências Biológicas (Biologia Genética), também na USP, cujo tema foi Estudo genético-clínico de família afetada pela Síndrome de Mounier-Kuhn. Em 1976 fez o Curso de Especialização em Saúde Pública, na USP. Em 1977 ingressou na Faculdade de Saúde Pública, como professor de Epidemiologia, Dermatologia Sanitária e Controle da Hanseníase para a graduação e a pós-graduação. Defendeu em 1980 a tese de doutorado Variabilidade dos Agravos constitucionais em pré-escolares da Rede Pública Municipal de São Paulo. Foi convidado pelo ministro da Saúde, Waldyr Arcoverde, para trabalhar na Secretaria Nacional de Programas Especiais de Saúde, desse Ministério, como diretor nacional, a partir de 1980. Ao deixar essa função, foi para o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) trabalhar como coordenador das Ciências da Saúde, dando pareceres e representação em saúde coletiva no âmbito interno e externo da instituição. Em 1983 recebeu a medalha de Mérito “Vacuna contra la Lepra”, concedida pela Asociación para la Investigatión Dermatologica, em Caracas, Venezuela. Foi professor titular em Saúde Coletiva da Faculdade de Educação Física, da Universidade de Campinas (Unicamp), São Paulo, de 1988 a 2010, quando se aposentou. Desde 2010, é professor da Faculdade de Medicina da PUC-Campinas.

Benedito Vieira de Figueiredo

  • Pessoa
  • 1938-2018

Nasceu em 15 de maio de 1938, em Cuiabá (MT). Fez o curso ginasial no Colégio Salesiano São Gonçalo e o curso científico no Colégio Estadual de Mato Grosso. Foi para o Rio de Janeiro em 1956, com o intuito de ingressar na Faculdade Nacional de Medicina da Universidade do Brasil. Ao final da graduação, especializou-se em Dermatologia, tendo realizado seu estágio no Pavilhão São Miguel, da Santa Casa da Misericórdia. Em 1963 trabalhou como Auxiliar de Ensino, da mesma universidade. Nessa época atuava, concomitantemente, como médico do Instituto de Aposentadorias e Pensões dos Industriários (IAPI), na Penha. Após a morte de seu pai decidiu retornar ao Mato Grosso. Antes, porém, apresentou-se à Divisão Nacional de Lepra, com intuito de trabalhar como dermatologista contra a hanseníase em seu estado. Após o treinamento dado pela Campanha Nacional contra a Lepra (CNCL), foi contratado para trabalhar no Mato Grosso. Faleceu em outubro de 2018.

Cristiano Cláudio Torres

  • Pessoa
  • 1939-

Nasceu em 23 de agosto de 1939 na Colônia do Prata, em Igarapé-Açu, Pará. Até os 6 anos viveu na Creche Santa Teresinha, no centro da cidade, pois seus pais eram portadores de hanseníase e continuavam isolados. Com o aparecimento dos primeiros sintomas da doença, em 1944, foi internado na Colônia de Marituba, e no ano seguinte foi transferido para a Colônia do Prata, para viver ao lado dos pais. Aos 10 anos, saiu da Colônia com os pais e trabalhou em uma loja com os irmãos. Depois de 11 anos fora da Colônia, passou a sofrer grandes limitações causadas pelas sequelas de hanseníase, que obrigaram seu retorno e o de seus pais para Marituba. O depoente herdou da mãe o gosto pelos estudos e pela leitura, a ponto de cultivar até hoje uma pequena biblioteca em sua casa. Durante a juventude sempre praticou atividades físicas e se interessava fortemente por manifestações culturais como teatro. Na Colônia de Marituba aprendeu noções de enfermagem e se tornou chefe da enfermaria interna. Participou da fundação do Morhan, chegou a tornar-se coordenador estadual do Movimento no estado do Pará e foi presidente do Conselho de Saúde, também do Pará. Nesse cargo elaborou campanhas e projetos objetivando melhoria das condições de vida dos ex-hansenianos e dos deficientes físicos, em geral. Reside em uma região onde anteriormente se localizava a Colônia de Marituba, na periferia de Belém e é o vice-coordenador do Morhan.

Gerson Fernando Mendes Pereira

  • Pessoa
  • 1960-2025

Nasceu em 6 de maio de 1960, em Teresina (PI), em uma família de 9 filhos. Desde criança recebeu dos pais o incentivo à prática de esportes, principalmente futebol e basquete. Prestou vestibular para Administração e Odontologia, mas logo optou pela Medicina. Iniciou a graduação na Universidade Federal do Piauí (UFPI) em 1977 e concluiu em 1983. O interesse pela área da Dermatologia se deu através de um tio que o aconselhou a estagiar no Sanatório Aimorés, em Bauru, São Paulo, reconhecidamente uma grande referência em reabilitação de hanseníase. Em 1984 fez residência com os hansenologistas Diltor Opromolla e Aguinaldo Gonçalves, e os cursos de Hansenologia, de Prevenção de Incapacidade e de Reabilitação, no Sanatório Aimorés. Após esse estágio, foi convidado por Aguinaldo Gonçalves, responsável pela Coordenação de Dermatologia Sanitária, para trabalhar no órgão integrante da estrutura do Ministério da Saúde, onde permaneceu até 1990. Nessa atividade participou de projetos importantes no combate à hanseníase, como a introdução efetiva da poliquimioterapia para todo o Brasil a partir de 1985 e início do controle da aids. Em 1987 foi a Manaus fazer um curso de Dermatologia Tropical; no ano seguinte fez Especialização em Epidemiologia de Hanseníase na ENSP/Fiocruz, do Rio de Janeiro. Iniciou o mestrado em 1996, na Escola Paulista de Medicina (Unifesp) e em 1999 tornou-se Mestre em Epidemiologia. Foi efetivado como servidor do Ministério da Saúde quando exercia o papel de médico da Campanha Nacional de Tuberculose, em 1988. Atuou no Programa Nacional de Controle da Hanseníase entre 1984 e 2003; chefiou a Coordenação Nacional de Dermatologia Sanitária no Centro Nacional de Epidemiologia (Cenepi), da Fundação Nacional de Saúde, em 1994 e 1995, e na Secretaria de Atenção à Saúde, entre 1999 e 2003. Trabalhou na área técnica de Epidemiologia do Programa de DST/Aids do Ministério da Saúde. Morreu em 4 de agosto de 2025.

Maria Eugênia Noviski Gallo

  • Pessoa
  • 1946-?

Nasceu em 17 de abril de 1946, em Curitiba (PR). De ascendência polonesa, desde a infância aprendeu sobre os costumes desse povo. Iniciou os estudos no Grupo Escolar Professor Brandão, uma escola pública de Curitiba. Em 1969, ingressou em Medicina na UFPR, onde se formou em 1975, e no ano seguinte foi para o Rio de Janeiro fazer Residência Médica e Mestrado em Dermatologia, na UFF, sob orientação do dr. Rubem David Azulay. Durante o mestrado, trabalhou como bolsista do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), no Instituto de Leprologia (IL), em São Cristóvão, com o dr. René Garrido Neves, e foi aprovada no concurso para médica dermatologista e imunologista do Inamps. Especializou-se em Hansenologia, com título concedido pela Associação Brasileira Médica, em 1975. Em 1998 defendeu no IOC/Fiocruz a tese de doutorado "Poliquimioterapia com duração fixa em Hanseníase multibacilar". Em 1976, testemunhou a incorporação do Instituto de Leprologia à Fiocruz e todas as resistências em torno desse fato. Nesse mesmo ano foi contratada para o IOC, como pesquisadora. Presenciou novas decisões no tratamento ao doente como a implantação da poliquimioterapia e a mudança do termo de ‘lepra’ para ‘hanseníase’. Atualmente é professora em cursos de especialização, pós-graduação e residência médica. Atuou como vice-presidente da Netherlands Leprosy Relief Brasil (NLR), organização não-governamental com atuação no Rio de Janeiro e foi chefe do Laboratório de Hanseníase do IOC/Fiocruz de 1998 até 2006. Foi assessora do Programa Nacional de Controle da Hanseníase (PNCH) desde 2004, atuando na Comissão Interministerial de Avaliação realizando trabalho de relatoria de processos de pedidos de pensão indenizatória dos isolados compulsoriamente no país, derivados da promulgação da Lei 11.520, de setembro de 2007, pelo Governo Federal.

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