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registro de autoridade

Petr Wolfgang Wygodzinsky

  • Pessoa
  • 1916-1987

Nasceu em Bonn, na Alemanha, em 27 de janeiro de 1916. Doutorou-se pela Universidade de Basileia, na Suíça, em 1941. No mesmo ano imigrou para o Brasil após um período em Portugal. Foi taxonomista no Serviço Nacional de Malária e, posteriormente, no Instituto de Ecologia e Experimentação Agrícolas, do Ministério da Agricultura, no Rio de Janeiro. Durante sua estada no país travou amizade com vários pesquisadores, entre eles Herman Lent e Hugo de Souza Lopes. Do primeiro tornou-se parceiro em estudos sobre os insetos da família Reduviidae. Em 1948 transferiu-se para a Universidade Nacional de Tucumán, na Argentina, sendo especialista em taxonomia de Simuliidae no Instituto de Medicina Regional e professor de entomologia e genética na Faculdade de Ciências Naturais. Em 1954 foi para o Instituto Miguel Lillo, pertencente à mesma universidade, e, de 1959 a 1962, lecionou entomologia na Universidade de Buenos Aires. Enquanto esteve na Argentina recebeu duas bolsas da John Simon Guggenheim Memorial Foundation (1955 e 1960) para estudar na Universidade da Califórnia em Berkeley. Em 1962 ingressou no Museu Americano de História Natural, em Nova York, onde atuou como curador das coleções de Diptera e Heteroptera até o final de sua carreira. Publicou mais de duzentos trabalhos, entre os quais se destacam as monografias sobre Emesinae (1966) e Enicocephalidae (1991), bem como a revisão dos Triatominae realizada com Herman Lent (1979). Foi um exímio desenhista, tendo produzido em torno de 21 mil desenhos científicos. Afirmava que ao produzir seus próprios desenhos, o pesquisador teria melhor compreensão da estrutura morfológica do inseto estudado. Morreu em 27 de janeiro de 1987, na cidade de Middletown (NY).

Angelo Moreira da Costa Lima

  • Pessoa
  • 1887-1964

Nasceu na cidade do Rio de Janeiro em 29 de junho de 1887, filho de Valeriano Moreira da Costa Lima e Rosa Delfina Brum de Lima. Diplomou-se em 1910 pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro. Ainda como estudante, foi auxiliar acadêmico do Serviço de Profilaxia da Febre Amarela na capital federal. De 1910 a 1913, na função de inspetor sanitário, fez parte das comissões de profilaxia da febre amarela em Belém - chefiada por Oswaldo Cruz - e em Santarém e Óbidos (PA). Em 1913 iniciou sua trajetória no IOC como estagiário no laboratório de Adolpho Lutz. No ano seguinte frequentou o Curso de Aplicação e, por indicação de Oswaldo Cruz, foi nomeado catedrático de Entomologia Agrícola da Escola Superior de Agricultura e Medicina Veterinária (depois Escola Nacional de Agronomia e atualmente Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro). No ano de 1916 ingressou no Laboratório de Entomologia Agrícola do Museu Nacional, onde dirigiu o Serviço de Combate à Lagarta Rósea (1918-1920). Entre 1920 e 1926 esteve à frente do Serviço de Vigilância Sanitária Vegetal, do Instituto Biológico de Defesa Agrícola. Em 1924, com Arthur Neiva e Edmundo Navarro de Andrade, participou da comissão designada pelo governo paulista para estudar a broca-do-café e propor meios de combatê-la. Dois anos depois, a convite de Carlos Chagas, regressou ao IOC, onde atuou como assistente e chefe de laboratório. De 1933 a 1934 foi diretor do Instituto de Biologia Vegetal. Em 1938, em virtude da lei de desacumulação de cargos criada no Estado Novo, optou pelo cargo de professor da Escola Nacional de Agronomia, mas continuou a frequentar o IOC realizando pesquisas sobre entomologia até depois de sua aposentadoria, em 1956. Autor de mais de trezentos trabalhos científicos, investigou quase todos os grupos de insetos, como dípteros, coleópteros, himenópteros, lepidópteros, hemípteros e sifonápteros. A obra “Insetos do Brasil”, composta de 12 volumes publicados entre 1938 e 1962, foi a consagração de sua carreira. Outro destaque são os dois volumes do “Catálogo dos insetos que vivem nas plantas do Brasil”. Recebeu o prêmio Fundação Moinho Santista em 1956 e, em 1962 instituiu-se em sua homenagem o prêmio Costa Lima na Academia Brasileira de Ciências, pela família Campos Seabra, destinado a pesquisadores brasileiros de destaque na área de entomologia. Morreu em 20 de maio de 1964, no Rio de Janeiro.

Fábio Leoni Werneck

  • Pessoa
  • 1891-1961

Nasceu na cidade do Rio de Janeiro em 13 de agosto de 1891. Em 1919 formou-se em medicina pela Faculdade Nacional de Medicina e, em 1920, em farmácia pela Faculdade de Farmácia e Odontologia do Rio de Janeiro. O título de doutor em medicina foi obtido somente em 1936, com a defesa da tese intitulada “Contribuição ao conhecimento dos Mallophagos encontrados nos mamíferos sul-americanos”. Ainda estudante, frequentou, como voluntário, os laboratórios de Zoologia, Parasitologia e Histologia da Faculdade de Medicina e os de Química Mineral e Analítica da Escola Politécnica. Também esteve no Laboratório de Química Analítica do Serviço Geológico e Mineralógico, sob a direção de Orville Derby. De 1919 a 1931 exerceu a profissão de farmacêutico como diretor técnico do Laboratório Werneck, que havia recebido de herança. Ingressou no IOC em 1930, como voluntário, no Laboratório de Entomologia, chefiado por Angelo Moreira da Costa Lima. Entre 1931 e 1932 frequentou o Curso de Aplicação do IOC, tendo obtido diploma de aperfeiçoamento e especialização. Nessa época, publicou seu primeiro trabalho, intitulado “Nota prévia sobre uma nova espécie de Mallophaga (Gyropidae)”, Logo após a conclusão do curso tornou-se adjunto de chefe de laboratório, atuando nesta função de 1933 a 1936, quando passou a chefe de laboratório. Em 1951 foi promovido a pesquisador, exercendo também a função de professor de entomologia do IOC. Realizou várias excursões científicas pelo interior do país coletando anopluros e malófagos de mamíferos e aves, sua especialidade. Em 1945 foi designado para exercer a função de professor de entomologia aplicada no Curso de Peste, do Departamento Nacional de Saúde, realizado em Recife. Em 1943 recebeu bolsa de estudos da John Simon Guggenheim Memorial Foundation para estagiar na Universidade de Stanford e, em 1953, beneficiou-se de bolsa de estudos concedida pelo Conselho Nacional de Pesquisas para viajar à África a fim de coletar material e visitar as coleções de malófagos e anopluros depositadas em museus europeus. Autor de dois livros e de mais de sessenta trabalhos publicados, foi homenageado com o gênero Werneckiella Eichler,1940 e algumas espécies, tais como Ornithonyssus wernecki (Fonseca, 1935); Strongylocotes wernecki Guimarães &Lane, 1937; e Pariodontis wernecki, Lima 1940. Morreu em 19 de fevereiro de 1961, no Rio de Janeiro.

Miguel Leuzzi

  • Pessoa
  • 1904-1975

René Garrido Neves

  • Pessoa
  • 1929-2012

Nasceu em 17 de março de 1929, em Niterói (RJ), filho de Adelino Silva Neves e de Helena Garrido Neves. Sua opção profissional recaiu primeiramente pelo atletismo, por isso estava mais propenso a seguir a carreira militar e chegou a fazer prova para a Academia Militar das Agulhas Negras. Em 1948, foi aprovado no vestibular da Faculdade de Medicina da UFF, em Niterói (RJ). O que despertou seu interesse pela Dermatologia foram as aulas do professor Paulo de Figueiredo Parreiras Horta. Ao terminar a graduação, em 1953, foi contratado pelo Laboratório de Anatomia Patológica do Instituto de Leprologia, do Serviço Nacional de Lepra (SNL). Tem vários títulos de pós-graduação, dentre eles o de Especialista em Leprologia, pelo SNL, em 1956, além de Especialista em Dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), em 1967, e de Especialista em Hansenologia, pela Sociedade Brasileira de Hansenologia (SBH), em 1974. Foi nomeado diretor do Instituto de Leprologia (IL), em 1964. Entre 1969 e 1975, esteve no cargo de chefe de Anatomia Patológica do IL e, de posição francamente contrária à absorção do Instituto pela Fiocruz, transferiu-se para Brasília, para trabalhar no Instituto do Câncer, onde implantou o atendimento ao câncer de pele. Atuou como professor titular da UFF, substituindo o professor Rubem David Azulay, até 1982. Foi presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia em 1986 e professor titular de Dermatologia na UFRJ, de 1993 a 1999, quando foi compulsoriamente aposentado. Considerado um dos dermatologistas com importante atuação na hanseníase, colaborou em vários momentos da política de controle da doença no país, da Campanha Nacional contra a Lepra e da Divisão Nacional de Dermatologia Sanitária. Morreu em 12 de maio de 2012.

Orlando Vicente Ferreira

  • Pessoa
  • 1917-?

Nasceu na cidade do Rio de Janeiro, em 25 de abril de 1917. Ingressou aos vinte anos, como auxiliar de mecânica, na Fábrica de Projéteis de Artilharia na mesma cidade. Trabalhou nesta fábrica até 1940, quando passou a exercer a função de assistente-técnico e de desenhista da Fundação Rockefeller, onde permaneceu até 1946. Junto à instituição norte-americana, desenvolveu atividades como desenhista, na área da saúde. Uma de suas principais atividades era desenhar mosquitos, em especial os exemplares de sabetíneos. Assim, em 1942, participou como ilustrador do trabalho Sabetíneas da América, organizado por John Lane e Nelson Cerqueira. Em sua formação profissional teve grande influência do pesquisador Nelson Cerqueira. A Coleção de Mosquitos da Fundação Rockefeller, na qual trabalhou, reunia exemplares de todo o país. Atualmente, esta coleção encontra-se no Centro de Pesquisas René Rachou, da Fiocruz. Em 1946, Orlando Ferreira passou ao cargo de auxiliar de entomologia no Serviço Nacional de Febre Amarela, permanecendo na instituição durante seis anos. Na década de 1950, iniciou suas atividades profissionais no IOC, passando a trabalhar na Seção de Zoologia Médica. Os desenhos de outras espécies e grupos da entomologia que produziu levaram-no a estudar de forma autodidata os principais livros e manuais de entomologia. Colaborou na publicação de diversos trabalhos, principalmente com Costa Lima. Ao longo de sua carreira profissional na Fiocruz, Orlando Ferreira foi enquadrado como entomologista, zoólogo e pesquisador. Com o pesquisador José Jurberg, foi curador da Coleção Entomológica de 1976 a 1986, ano em que o professor Sebastião José de Oliveira assumiu a curadoria desta, quando de sua reintegração à Fiocruz. Teve destacada atuação como organizador da Coleção Entomológica desde os anos 1950, projetando a construção de armários e elevadores para melhor acondicionamento e conservação. Em 1990, Orlando aposentou-se, mas não se desligou das suas atividades na Coleção Entomológica.

Henrique da Rocha Lima

  • Pessoa
  • 1879-1956

Nasceu em 24 de novembro de 1879, na cidade do Rio de Janeiro, filho de Henrique Carlos da Rocha Lima e Hermizilia Cássia Rocha Lima. Formou-se pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro em 1901. Um ano antes frequentou o Instituto Soroterápico Federal, em Manguinhos, quando teve o primeiro contato com Oswaldo Cruz e a pesquisa científica. Entre 1901 e 1902 realizou cursos de higiene, bacteriologia, protozoologia, microbiologia e anatomia patológica no Instituto de Higiene e no Hospital Charité de Berlim (Alemanha). Em 1903, a convite de Oswaldo Cruz, ingressou como chefe de serviço no Instituto Soroterápico Federal. Ali se destacou na orientação de estudantes de medicina que frequentavam os laboratórios para desenvolver suas teses de doutoramento e na estruturação de cursos sobre anatomia patológica, bacteriologia e zoologia médica. Retornou à Alemanha em 1906, para estudar no Instituto de Patologia anexo ao Hospital de Munique. No ano seguinte, ao lado de Oswaldo Cruz, participou em Berlim do XIV Congresso Internacional de Higiene e Demografia e da Exposição de Higiene a este vinculada. Sua atuação no preparo do material referente às atividades do Instituto Soroterápico Federal contribuiu significativamente para o primeiro lugar alcançado pela mostra brasileira no evento. Em 1909 vinculou-se ao Instituto de Anatomia Patológica da Universidade de Jena e, posteriormente, ao Instituto de Doenças Marítimas e Tropicais de Hamburgo. Em 1910 pediu exoneração de Manguinhos. No Tropeninstitut permaneceu até 1927, onde pesquisou várias moléstias, como febre amarela, verruga peruana, doença de Chagas e tifo exantemático, do qual descreveu o agente etiológico em 1916, a Rickettsia prowazekii. Em 1928, já de volta ao Brasil, incorporou-se ao Instituto Biológico de Defesa Agrícola e Animal (Instituto Biológico em 1937), que viria a dirigir de 1933 a 1949. A consolidação desse instituto paulista no cenário científico brasileiro e internacional foi o maior legado de sua administração. Em 1952 recebeu o título de doutor honoris causa da Universidade de Hamburgo. Morreu em 12 de abril de 1956, na cidade de São Paulo.

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