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registro de autoridade

Walter Silva

  • Pessoa
  • 1908-?

Ivan Sazima

  • Pessoa
  • 1942-

Marx Golgher

  • Pessoa
  • 19??-2012

Bodo Wanke

  • Pessoa
  • 1941-2021

Paulo Duarte de Carvalho Amarante

  • Pessoa
  • 1952-

Nasceu em Colatina, norte do Espírito Santo em 31 de agosto de 1952. Iniciou sua formação escolar no Colégio Marista, indo morar com os pais em Vila Velha em 1968, aos 16 anos, onde terminou o curso científico. Nessa época organizou um clube de astronomia amadora entre os colegas do colégio, estudando também literatura e filosofia. Com grande talento musical, por um momento ficou em dúvida sobre qual carreira profissional seguir. Optou pela Medicina e se formou em 1976, na Escola de Medicina da Santa Casa de Misericórdia de Vitória, EMESCAM. No quarto ano da faculdade, foi acadêmico plantonista do Hospital Colônia Adauto Botelho em Cariacica, Espírito Santo. Veio para o Rio de Janeiro em 1976, fazer a residência no Internato em Psiquiatria, na Universidade Federal do Rio de Janeiro. Participou do primeiro curso de musicoterapia no Rio de Janeiro com Rolando Beneson e tentou implantar mais tarde esta técnica no Hospital Adauto Botelho e no Instituto Psiquiatria da Universidade do Brasil, IPUB, da UFRJ. Em 1978, ingressou para o Mestrado no Instituto de Medicina Social, na UERJ, onde defendeu a dissertação “Psiquiatria social e colônias de alienados no Brasil”. Em 1982, trabalhou com Paulo Mariz como Assessor do Diretor da DINSAM (Divisão Nacional de Saúde Mental), cuja autonomia administrativa o possibilitou fazer muitas modificações no CPPII, Centro Psiquiátrico Pedro II, tais como concurso para preenchimento do quadro de funcionários, entre especialistas e técnicos. Tais mudanças geraram muita resistência por parte dos funcionários daquela instituição. Realizou um vídeo chamado “CRONIKÓS” denunciando a internação compulsória de um dos pacientes no IPUB, que lhe rendeu menção honrosa no 1º Festival Nacional de Vídeo, do Museu de Arte Contemporânea da USP, em 1983. Paralelamente ao cargo de Assessor de Saúde Mental, da Superintendência Regional do Rio de Janeiro, INAMPS, em 1985, trabalhou como Diretor do Centro de Estudos do CPP II e foi designado como Suplente do Representante da Secretaria de Estado de Saúde e Higiene, em 1986. Durante o curso de Doutorado em Saúde Pública na ENSP, obteve bolsa na modalidade sanduíche da CAPES para estágio em Trieste, na Itália, sob orientação de Franco Rotelli durante os meses de novembro de 1991 a março de 1992. Fez estágio de pós-doutorado em Imola, na Itália, sob supervisão de Ernesto Venturini. A partir de 1993, assumiu a Coordenadoria do Núcleo de Estudos Político-Sociais em Saúde (NUPES), na Fiocruz. Coordena atualmente o Curso de Especialização em Saúde Mental e o Laboratório de Estudos e Pesquisas em Saúde Mental (LAPS). É doutor honoris causa da Universidade Popular das Madres da Plaza de Mayo. É autor e organizador de vários livros, dentre eles, “Loucos pela Vida: a trajetória da Reforma Psiquiátrica no Brasil”, uma obra de referência para o estudo deste tema e é um dos organizadores. Autor de O homem e a serpente – Outras histórias para a loucura e a psiquiatria; Psiquiatria social e reforma psiquiátrica; Ensaios: subjetividade, saúde mental, sociedade, dentre outros. É editor da coleção “Loucura e civilização”, da Editora Fiocruz. Foi presidente nacional da Associação Brasileira de Saúde Mental (Abrasme) e em 6 de junho de 2015, foi eleito seu Presidente de Honra. Coordenadora do Grupo de Trabalho em Saúde Mental da Abrasco, do qual é Vice-Presidente, membro da Diretoria Nacional do Cebes e professor titular e coordenador do Laboratório de estudos e pesquisas em saúde mental e atenção psicossocial da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, da Fiocruz.

José de Carvalho Filho

  • Pessoa
  • 1936-2015

Nasceu em 25 de fevereiro de 1936, na cidade do Rio de Janeiro (RJ), filho de José de Carvalho e Soledade Lopes de Carvalho. Iniciou sua trajetória no Cruz IOC em 1950, quando foi contratado como servente na Seção de Fotografia e realizou atividades no Serviço de Envasamento de vacina antitífica. No ano seguinte participou do Curso de Fotomicrografia, e em 1960, do Curso de Auxiliar de Laboratório, ambos promovidos pelo IOC. Foi enquadrado em 1964 como fotógrafo, função que desempenhava desde 1955, após ter sido declarado servidor equiparado aos funcionários efetivos. Em 1968 foi designado para participar do Projeto Rondon I, no qual produziu registros fotográficos inéditos das aldeias dos índios yanomamis no Alto Catrimani, em Roraima. Entre 1970 e 1977 respondeu pela Unidade de Audiovisual da Escola Nacional de Saúde Pública. No ano de 1975 atuou na Campanha de Prevenção ao Câncer Ginecológico, bem como participou dos cursos de Fotografia como Método Científico, da Associação Universitária Santa Úrsula, e de Técnicas Audiovisuais, da Faculdade de Comunicação da Fundação Armando Álvares Penteado. Em 1977 graduou-se no curso de licenciatura em geografia da Sociedade Unificada de Ensino Superior Augusto Motta. Ainda nesse ano foi aposentado. Retornou em 1986 ao IOC, novamente na condição de funcionário público, como fotógrafo de microscopia no Departamento de Virologia, onde trabalhou com a equipe que pela primeira vez isolou o vírus da dengue no Brasil. Ainda em 1986 produziu o registro fotográfico dos dez cientistas do IOC, personagens do episódio do Massacre de Manguinhos, para o evento de reintegração destes à Fiocruz. Aposentou-se compulsoriamente em 2006. Anos depois, voltou ao instituto como técnico de laboratório, sendo responsável por grande parte do trabalho de restauração e organização das lâminas das coleções Histopatológica e de Febre Amarela pertencentes ao Laboratório de Patologia. Morreu em 22 de maio de 2015, no Rio de Janeiro.

Bertha Maria Júlia Lutz

  • Pessoa
  • 1894-1976

Nasceu em 2 de agosto de 1894, na cidade de São Paulo, filha de Adolpho Lutz e Amy Fowler Lutz. Em 1908 a família transferiu-se para o Rio de Janeiro, quando seu pai, renomado especialista em medicina tropical, passou a trabalhar no Instituto Oswaldo Cruz (IOC). Seus estudos superiores foram feitos em Paris durante a Primeira Guerra Mundial, quando viveu com a mãe e o irmão, Gualter, em um apartamento na capital francesa. Formada em ciências naturais pela Faculdade de Ciências da Universidade de Paris, em 1918, ingressou, nesse mesmo ano, no IOC, como tradutora, e de forma apenas oficiosa, a única que encontrou para estar ao lado do pai como sua auxiliar de pesquisa. Participou, no ano seguinte, do concurso para o cargo de secretário do Museu Nacional, quando se classificou em primeiro lugar. Em 1924 integrou o grupo de educadores que fundou a Associação Brasileira de Educação. Em 1931 assumiu a função de secretária de redação do museu, tendo como atribuição principal a tradução de textos, e em 1937 foi designada naturalista da instituição, onde desenvolveu estudos sobre botânica, biologia e anfíbios, sua grande especialidade. Como uma das pioneiras do movimento feminista no Brasil, lutou pelo voto feminino e promoveu a fundação de entidades como a Liga para a Emancipação Intelectual da Mulher (1919), a Federação Brasileira para o Progresso Feminino (1922), a União Universitária Feminina (1929), a Liga Eleitoral Independente (1932), União Profissional Feminina (1933) e a União das Funcionárias Públicas (1933). Para participar com mais eficiência da vida política e da conquista de direitos para as mulheres, bacharelou-se em 1933 pela Faculdade de Direito do Rio de Janeiro. Candidatou-se, em 1934, à Câmara dos Deputados pela legenda do Partido Autonomista do Distrito Federal, representando a Liga Eleitoral Independente. Obteve a primeira suplência e ocupou a vaga do titular, deputado Cândido Pessoa, em virtude de sua morte, em 1936. Na Câmara, onde permaneceu até a implantação do Estado Novo, em 1937, batalhou pela mudança da legislação concernente ao trabalho da mulher e do menor e apresentou, também, projetos relacionados ao combate à lepra e à malária. No final da década de 1930, quando Adolpho Lutz já apresentava sérios problemas de saúde, assumiu a correspondência com seus interlocutores e a coordenação de algumas de suas pesquisas, cuidando da publicação de seus últimos trabalhos. Após a morte do pai, em 1940, não mediu esforços para reunir e publicar seus textos, preservar suas coleções biológicas e seu acervo pessoal. Ao longo de sua trajetória representou o Brasil em diversos eventos, entre eles a assembleia geral da Liga das Mulheres Eleitoras, nos Estados Unidos (1922), a Conferência Internacional da Mulher, em Berlim (1929) e a VII Conferência Pan-Americana da Mulher, em Montevidéu (1933). Em 1951 foi agraciada com o título de Mulher das Américas. Em 1975, Ano Internacional da Mulher, fez parte da delegação brasileira que participou da Conferência Mundial da Mulher, realizada no México pela Organização das Nações Unidas. Morreu em 16 de setembro de 1976, no Rio de Janeiro.

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