Academia Nacional de Ciências (Estados Unidos)
- Entidade coletiva
- 1863-
Academia Nacional de Ciências (Estados Unidos)
Academia de Medicina de Nova York
Academia de Ciências da América Latina (ACAL)
Academia Brasileira de Medicina Veterinária (ABRAMVET)
Academia Brasileira de Medicina Militar (ABMM)
Academia Brasileira de Letras (ABL)
Academia Brasileira de Ciências Econômicas, Políticas e Sociais
Academia Brasileira de Ciências (ABC)
Fundada como Sociedade Brasileira de Ciências no dia 3 de maio de 1916, no salão nobre da Escola Politécnica do Rio de Janeiro. A iniciativa de sua criação partiu de alguns dos professores dessa Escola, onde ficou inicialmente instalada. Neste local, reuniam-se periodicamente esses professores, assim como pesquisadores do Observatório Nacional, do Museu Nacional e do IOC, recebendo adesão também do Serviço Geológico e Mineralógico do Brasil. O objetivo de promover a ciência pura e desinteressada foi uma característica marcante em toda a primeira fase da Sociedade. Seu primeiro presidente foi Henrique Charles Morize. A partir de 1921 passou a denominar-se Academia Brasileira de Ciências.
Filho de imigrantes romenos, nasceu em 12 de janeiro de 1912, no Rio de Janeiro. Iniciou a formação escolar no Colégio Pedro II, mas em 1923 mudou-se para São Paulo. Em 1928, aos 16 anos, ingressou na Faculdade de Medicina de São Paulo, hoje componente da Universidade de São Paulo (USP). Durante o sexto ano da graduação fez estágio no Serviço de Lepra do Sanatório Padre Bento, na região metropolitana de São Paulo. Em 1939, logo depois de formado, fez em Nova York, o curso de Dermatologia no Skin Cancer Hospital. Ainda nos Estados Unidos, foi convidado a apresentar seu trabalho sobre a reação de Mitsuda no National Cancer Institute. Ao retornar para o Brasil, trabalhou na Inspetoria de Profilaxia da Lepra de São Paulo, cuja política de controle para os hansenianos estava fortemente pautada no isolamento compulsório. Pouco tempo depois, em parceria com o colega de turma e também leprologista Luiz Marino Bechelli, escreveu um importante trabalho sobre a ineficiência do tratamento com o óleo de chaulmoogra. Presenciou o início do uso da Sulfona e dos medicamentos químicos no tratamento aos doentes, o qual possibilitaria o fim do isolamento nos leprosários. Igualmente com Bechelli, Nelson de Souza Campos e Flavio Maurano, disputou os concursos de monografia promovidos pelo Serviço Nacional de Lepra (SNL) em 1942 e 1943, e participou da equipe vencedora nos dois anos. Recebeu prêmios e homenagens pelo Tratado de Leprologia, obra clássica no campo da Hansenologia, uma das mais importantes publicações do SNL e do Ministério da Educação e Saúde para subsidiar os estudos na área. Em 1967, a convite do dr. Walter Sidney Pereira Leser, então secretário de Saúde de São Paulo, assumiu a direção do Departamento de Profilaxia da Lepra (DPL), a antiga Inspetoria. Graças à sua direção nesse Departamento, o estado de São Paulo mudou a política de controle de hanseníase, até então amparada no isolamento em leprosários, diferindo da maioria dos estados brasileiros. Concomitante a esse cargo foi professor de Dermatologia na Faculdade Paulista de Medicina, entre 1959 e 1972. Escreveu um importante trabalho sobre a imunização genética da lepra, chamado Fator N de Rotberg. Foi sua a iniciativa de mudança do nome da doença de ‘lepra’ para ‘hanseníase’, cujo objetivo era minimizar o que ele chamava de leproestigma, presente nos termos ‘lepra’ e ‘leproso’. Defendeu essa mudança em nível mundial durante o X Congresso Internacional de Lepra, realizado na cidade de Bergen, na Noruega, em 1973, mas não obteve o sucesso esperado e o Brasil é um dos poucos a usar outra denominação que não ‘lepra’ para a hanseníase. Foi um dos fundadores do periódico Hansenologia Internationalis, em 1975, herdeira direta da Revista Brasileira de Leprologia, criada em 1933. Desde 1940 exerceu também a clínica em seu consultório particular. Morreu em 1° de novembro de 2006, aos 94 anos, em São Paulo.
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