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registro de autoridade

Sávio de Albuquerque Antunes

  • BR RJCOC SV
  • Pessoa
  • 1908-1985

Nasceu em 11 de fevereiro de 1908, em Nova Friburgo (RJ), filho de Joaquim José Antunes e Maria Alice de Albuquerque Antunes. Estudou no Colégio Militar do Rio de Janeiro (1919-1925), na Escola Politécnica da Universidade do Rio de Janeiro, onde fez o 1º (1926) e 2º (1930) anos do curso geral, e na Universidade do Distrito Federal como ouvinte do Curso de Física (1936). Entre as décadas de 1930 e 1960 atuou em empresas públicas e privadas. Na Escola Nacional de Saúde Pública foi professor contratado de matemática e estatística (1965-1966), estatística e ciência da informação (1966-1969) e estatística (1970). Ainda na instituição atuou como chefe do Departamento de Ciências Estatísticas e do Departamento de Ensino (1966-1970). Em paralelo às suas atividades profissionais, desempenhou as funções de diretor, ensaísta, editor e livreiro nas empresas Sávio Antunes - Livreiro e Editor, e Gavião: Editora e Livraria S. A. (1960-1965). Foi casado com Estela Vilá Pitaluga, com quem teve dois filhos. Morreu em 16 de julho de 1985, no Rio de Janeiro.

Estudo Nacional de Despesa Familiar

  • BR RJCOC ENDEF
  • Entidade coletiva
  • 1974-1975

Pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) com assessoria da Food and Agriculture Organization (FAO), entre 18 de agosto de 1974 a 15 de agosto de 1975 (fase de campo). Tinha como objetivo Avaliar o consumo alimentar, a estrutura de despesa familiar e o estado nutricional de uma amostra da população brasileira, representativa dos estados da federação. Procurou atender as necessidades de planejamento governamental e privado, compondo uma visão geral que congrega aspectos distintos da situação. Enfatizou-se a obtenção de informações sobre consumo alimentar, levantando-se elementos para estudos sobre condições de nutrição. As informações alimentares foram coletadas através de pesagem direta, durante sete dias. Também inclui relato dos alimentos que foram consumidos fora do domicílio durante o período. Além das informações sobre alimentos no domicílio, também foram coletados outros dados sócio-econômicos, tais como: composição familiar (sexo, idade, migração e relação com o chefe para todas as pessoas do domicílio), emprego, renda e dados antropométricos das pessoas residentes. Direcionada para a população em geral de todos os estados e regiões metropolitanas (Rio de Janeiro, São Paulo, Porto Alegre, Curitiba, Belo Horizonte, Salvador, Recife, Fortaleza, Belém e Brasília), e não inclui a área rural na região Norte. Atingiu aproximadamente 55 mil famílias.

José Arthur Alves da Cruz Rios

  • BR RJCOC JAR
  • Pessoa
  • 1921-2017

Nasceu em 24 de maio de 1921, no Rio de Janeiro (RJ), filho de José Alves da Cruz Rios e Umbelina de Castro. Casou-se em 1943 com Regina Alves de Figueiredo, filha de Jackson de Figueiredo, fundador do Centro Dom Vital e destacada liderança da intelectualidade católica leiga. Formou-se bacharel em Direito pela Faculdade de Direito de Niterói (1939-1943) e iniciou o curso de Ciências Sociais na Faculdade Nacional de Filosofia (FNFi) (1939-1941), no entanto, não o concluiu. Durante seus estudos na FNFi, entrou em contato com a Sociologia Empírica norte-americana e, por intermédio de Regina Figueiredo, passou a integrar o grupo de católicos que realizava conferências e debates no Centro Dom Vital. Entre 1946 e 1947, a convite do sociólogo rural Thomas Lynn Smith e através de uma bolsa de estudos, formou-se mestre em Sociologia Rural na Universidade do Estado de Louisiana, nos Estados Unidos. De 1951 a 1953 coordenou a Campanha Nacional de Educação Rural. Chefiou, entre 1954 e 1962, a Seção de Pesquisas Sociais da Divisão de Educação Sanitária no Serviço Especial de Saúde Pública. Ocupou o cargo de assessor legislativo no Senado Federal (1957-1974). Dirigiu o escritório da Sociedade de Análises Gráficas e Mecanográficas Aplicadas aos Complexos Sociais (SAGMACS), no Rio de Janeiro (1956-1959). Na direção da SAGMACS e orientado pelo padre Louis-Joseph Lebret, desenvolveu um estudo encomendado pelo jornal O Estado de São Paulo, publicado em 1960 sob o título Aspectos humanos da favela carioca. No governo de Carlos Lacerda, coordenou os Serviços Sociais do Estado da Guanabara (1960-1961). Fundou e dirigiu os escritórios Sociedade de Pesquisas e Planejamento (1960-1972) e Instituto de Estudos para Desenvolvimento Social e Econômico (1963-1970), pelos quais desenvolveu variadas consultorias e cursos de formação profissional e assistência técnica para instituições públicas e privadas. Entre as décadas de 1970 e 1990 atuou em agências internacionais voltadas para o campo da Defesa Social e da Criminologia, como a Organização das Nações Unidas, o Instituto Latino-Americano das Nações Unidas para a Prevenção do Crime e Tratamento de Delinquentes e o Instituto Inter-Regional de Pesquisas sobre Crime e Justiça das Nações Unidas. Ainda nesse período e no âmbito da criminologia, integrou conselhos e grupos de trabalho do Ministério da Justiça. Produziu artigos, ensaios, livros, estudos, pesquisas e consultorias sobre, entre outros temas, sociologia urbana e sociologia rural, habitação, educação rural, desenvolvimento, sociologia religiosa, penitencialismo, favelas, artesanato, violência, criminalidade urbana, vitimologia, suicídio em jovens, reforma agrária, literatura, imigração e colonização. Foi membro do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, da Confederação Nacional do Comércio, do Pen Clube e do Centro Dom Vital, entre outras instituições. Durante sua trajetória profissional, desenvolveu atividades técnicas e compôs diversos comitês, comissões, conselhos e associações. Ministrou cursos avulsos e aulas em universidades brasileiras e norte-americanas. Incorporado como docente à academia, foi professor na Universidade Federal do Rio de Janeiro (1979-1991), na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (1969-1976) e na Universidade Santa Úrsula (2000-2002). Proferiu inúmeros seminários, palestras e conferências para instituições públicas e privadas. Morreu em 16 de setembro de 2017, no Rio de Janeiro.

Arthur Neiva

  • BR RJCOC AN
  • Pessoa
  • 1880-1943

Nasceu em 22 de março de 1880, em Salvador (BA), filho de João Augusto Neiva e Ana Adelaide Paço Neiva. Iniciou o curso superior na Faculdade de Medicina da Bahia, concluindo-o na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro em 1903. Trabalhou para a Inspetoria de Profilaxia da Febre Amarela nas campanhas dirigidas por Oswaldo Cruz visando à erradicação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença. Em 1906 ingressou no Instituto Soroterápico Federal, posteriormente denominado IOC, onde realizou pesquisas em entomologia e parasitologia. Em 1907 participou ao lado de Carlos Chagas da campanha de profilaxia da malária em Xerém (RJ). Nessa região estudou os hábitos e as características dos mosquitos transmissores da doença e identificou alguns grupos de seus parasitos resistentes à quinina. Em 1908, como pesquisador do IOC, desenvolveu pesquisas sobre os insetos transmissores da doença de Chagas. Em 1910 forneceu informações detalhadas sobre a biologia do Conorhinus megistus – depois denominado Panstrongylus megistus –, que contribuíram para os primeiros conhecimentos sobre o ciclo evolutivo do Trypanosoma cruzi. Ainda sobre a doença de Chagas, realizou a classificação de espécies de barbeiros e explicou o mecanismo de transmissão, formulando a hipótese de que, ao se coçar, o indivíduo introduz em seu corpo, pela pele ou por uma mucosa, as fezes do inseto que contém tripanossomas. Durante a década de 1910 participou de expedições científicas enviadas pelo IOC ao interior do Brasil. Ao lado de Belisário Penna percorreu estados das regiões Nordeste e Centro-Oeste, com recursos do IOC e da Inspetoria de Obras contra as Secas, e publicou, quatro anos depois, um relatório em que são denunciadas as más condições de vida e saúde da população rural. Participou do movimento que congregou cientistas, médicos e intelectuais em prol do saneamento do país. Em 1914, com a tese intitulada Revisão do gênero Triatoma Lap., sobre um dos gêneros de barbeiros, tornou-se livre-docente da cadeira de história natural médica e parasitologia da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro. De 1923 a 1927 dirigiu o Museu Nacional do Rio de Janeiro. Entre 1924 e 1927 chefiou a Comissão de Estudos e Debelação da Praga Cafeeira do estado de São Paulo, trabalhando com Angelo Moreira da Costa Lima e Edmundo Navarro de Andrade. Em 1928 o governo paulista o contratou como diretor-superintendente do recém-criado Instituto Biológico de Defesa Agrícola e Animal, denominado, a partir de 1937, Instituto Biológico, onde permaneceu até 1932. Após a Revolução de 1930, ocupou cargos na administração pública, como o de interventor federal na Bahia. De 1935 a 1937 foi deputado federal pelo Partido Social Democrático baiano. Com a implantação do Estado Novo, retomou suas atividades em Manguinhos. Morreu em 6 de junho de 1943, no Rio de Janeiro.

Comissão Organizadora da IX Conferência Nacional de Saúde

  • BR RJCOC 9C
  • Entidade coletiva
  • 1992

Após consecutivos processos de convocação e de adiamento (decretos n. 99.045, de 7 de março de 1990, e de 11 de junho de 1991), a IX Conferência Nacional de Saúde foi definitivamente programada para acontecer no período de 9 a 14 de agosto de 1992 (decreto de 23 de junho de 1992), apresentando como tema central "Saúde: municipalização é o caminho". Uma intensa mobilização nacional precedeu o início da conferência. Durante quase dois anos, diferentes segmentos da sociedade brasileira participaram das etapas municipais e estaduais preparatórias do evento, onde puderam se expressar sobre os caminhos que o país deveria percorrer para alcançar melhores condições de saúde e vida, bem como cobrar das autoridades federais sua efetiva realização. Presidida pelo ministro da Saúde Adib Jatene, a conferência reuniu em Brasília mais de quatro mil pessoas, entre delegados, participantes credenciados e observadores nacionais e estrangeiros, que representaram os profissionais da área da saúde, os prestadores públicos e privados de ações de saúde, o governo nos três níveis (federal, estadual e municipal), os poderes Legislativo e Judiciário, o Ministério Público e os usuários dos serviços de saúde. Suas atividades se iniciaram com a mesa redonda "A saúde do Sistema Único de Saúde e o processo das etapas municipais e estaduais da IX Conferência Nacional de Saúde". Em seguida, vieram os painéis gerais e específicos, palestras, grupos de trabalho e plenárias. Nesses grupos, os assuntos abordados foram: sociedade, governo e saúde, seguridade social, implementação do Sistema Único de Saúde (SUS), e controle social. A defesa do preceito constitucional "saúde é direito de todos e dever do Estado" se fez presente em cada uma das fases da conferência, norteando os debates e as tomadas de decisões. Entre suas conquistas, que reafirmaram os compromissos manifestos no documento final da VIII Conferência Nacional de Saúde, destacam-se a necessidade da criação de uma política de recursos humanos para o SUS, que englobaria a formação e a capacitação de seus profissionais; a especificação de fontes e de receitas direcionadas para o pleno funcionamento do sistema; o respeito ao texto sobre seguridade social diante das ameaças de retrocesso que apontavam na direção da privatização da saúde e da previdência; a consolidação do papel estabelecido para o Fundo Nacional de Saúde; e o fortalecimento das prerrogativas e ações dos conselhos e conferências de saúde nos estados e municípios. Além disso, a conferência tornou público seu descontentamento contra a crise política instaurada no governo federal e o modelo de gestão econômica por ele implantado no país, que inviabilizava a concretização dos ganhos sociais obtidos pela área da saúde, conforme determinado na Constituição de 1988. A Comissão Organizadora foi coordenada por José Eri Osório de Medeiros.

José Dias Corrêa Sobrinho

  • BR RJCOC CS
  • Pessoa
  • 1914-2003

Nasceu em 9 de maio de 1914, em Itaúna (MG), filho de Manoel Dias Corrêa e de Maria da Fonseca Corrêa. Ingressou em 1930 na Faculdade de Direito de Belo Horizonte, onde se bacharelou em 1935. Nesse ano transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde exerceu a profissão de copista. Em 1936, de volta para Belo Horizonte, trabalhou como representante farmacêutico. Em 1939, mediante concurso público, foi nomeado fiscal de contribuições do Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Industriários (IAPI). Durante seis anos participou do esforço da administração do instituto em inscrever os trabalhadores industriais na previdência social. Foi designado chefe de Fiscalização em 1942, e em 1944 chefe do Serviço de Arrecadação. Em 1951 passou para a carreira de procurador do instituto. Em 1964 foi nomeado presidente do Conselho de Administração do IAPI, e em setembro do mesmo ano, presidente da Junta Interventora. Dois anos depois, passou a presidir o Conselho Diretor do Departamento Nacional de Previdência Social (DNPS), do qual exonerou-se em 1967. Durante o processo de unificação dos Institutos de Aposentadoria, teve atuação marcante ao percorrer o país para organizar e consolidar a nova estrutura da previdência social. Participou também, em 1967, da elaboração das normas do Plano de Ação para a Previdência Social, que disciplinava as atividades iniciais do Instituto Nacional de Previdência Social. Desde o ingresso no IAPI, em 1937, até sua dispensa da Consultoria da República (1981-1986), ocupou cargos importantes na administração da previdência, como a presidência da Junta Interventora do IAPI, entre 1964 e 1966, a direção do DNPS e a Assessoria do ministro da Previdência, Luiz Gonzaga Nascimento e Silva, entre 1974 e 1979. Morreu em 2003, no Rio de Janeiro.

Alfredo Jorge Guimarães Ferreira

  • BR RJCOC JF
  • Pessoa
  • 1913-2007

Nasceu em 26 de outubro de 1913, na cidade de Paris, França, filho de Alfredo Augusto Vaz Ferreira e Ambrosina Guimarães Ferreira. Em 1937 formou-se em arquitetura pela Escola Nacional de Belas Artes da Universidade do Brasil, atual Universidade Federal do Rio de Janeiro, e integrou a equipe liderada pelo arquiteto Atílio Corrêa Lima que venceu o concurso nacional de projetos para a construção da Estação de Hidroaviões do Rio de Janeiro, atual sede do Clube da Aeronáutica. Entre 1942 e 1950 chefiou a Divisão de Obras do Ministério da Educação e Saúde. Projetou a Hospedaria e Estação de Controle de Imigração, na Ilha das Flores (RJ) em 1945, e dois anos depois, o Pavilhão Arthur Neiva do IOC com a colaboração de Roberto Burle Marx. Ainda em 1947 atuou como professor de arquitetura hospitalar de cursos de Administração Hospitalar organizado pela Divisão de Organização Hospitalar do Ministério da Educação e Saúde. Em 1948 projetou o dormitório do internato do Colégio Pedro II, situado no bairro de São Cristóvão, no Rio de Janeiro, e o restaurante dos funcionários do IOC. Em 1949 participou do concurso nacional de projetos para construção do Estádio do Maracanã integrando a equipe composta por Thomaz Estrella, Renato Mesquita dos Santos e Renato Soeiro. No ano seguinte projetou a escola profissionalizante em Teresina (PI) e também foi responsável pelos projetos dos prédios das escolas técnicas de Manaus (AM) e Fortaleza (CE). De 1951 a 1970 atuou como consultor da Universidade Federal do Paraná e da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Em 1954 projetou a casa modernista de Stanislav Kozlowski no bairro do Leblon e três anos depois a sede do Instituto Nacional do Câncer, situado na Praça da Cruz Vermelha, região central do Rio de Janeiro. Colaborou no projeto de reforma do restaurante da Fiocruz em 1995, mesmo estando aposentado como funcionário público desde 1970. Morreu em 2007, na cidade de Teresópolis (RJ).

Lejeune Pacheco Henriques de Oliveira

  • BR RJCOC LO
  • Pessoa
  • 1915-1982

Nasceu em 16 de novembro de 1915, em Suassuí (MG), filho de Aristides Henriques de Oliveira e Naomi Silva Pacheco de Oliveira. Formou-se em 1938 pela Faculdade Nacional de Medicina da Universidade do Brasil, onde atuou junto à cadeira de parasitologia do professor Olympio da Fonseca Filho como auxiliar de herbário (1935-1936), monitor (1936) e assistente de história natural do Curso Complementar (1936-1937). Nesse último período frequentou o Curso de Aplicação do IOC. Em 1937 ingressou na instituição como assistente técnico, sendo a seguir designado para as funções de biologista (1941), pesquisador (1950), encarregado da Estação de Hidrobiologia da Seção Auxiliar (1954), chefe da Seção de Hidrobiologia da Divisão de Zoologia (1963), pesquisador em biologia (1972) e pesquisador associado (1981). Em 1947 atuou como assistente de parasitologia em curso organizado pelo Departamento Nacional de Saúde Pública. No ano seguinte iniciou suas atividades didáticas em cursos do IOC, como os de Aplicação, Hidrobiologia, Fundamental de Biologia, Bacteriologia, Parasitologia e Imunologia e Indicadores de Regimes Hidrobiológicos e de Poluição. Também lecionou nos cursos de Pilotos de Pesca da Escola de Marinha Mercante e de Limnologia do Instituto de Biologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). De 1977 a 1979 atuou como orientador de bolsistas do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, bem como examinador de dissertações de mestrado dos cursos de Zoologia e Botânica do Departamento de Zoologia do Instituto de Biologia da UFRJ. Foi membro da Sociedade Brasileira de Biologia, da Associação Internacional de Limnologia, da Associação Americana para o Avanço da Ciência, da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, da Academia Brasileira de Ciências, da Sociedade Internacional de Estudo das Algas, da Sociedade Brasileira de Proteção à Natureza, da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e da Sociedade Brasileira de Zoologia. Recebeu as medalhas Mérito D. João VI (1958) e do Saneador do Rio de Janeiro (1972). Casou-se com a pesquisadora Luiza Krau que havia ingressado, na década de 1940, em Manguinhos e foi designada sua assistente na Estação de Hidrobiologia na Ilha do Pinheiro. Morreu em 22 de outubro de 1982, no Rio de Janeiro.

Mário de Beaurepaire Aragão

  • BR RJCOC MA
  • Pessoa
  • 1918-1999

Nasceu em 10 de maio de 1918, no Rio de Janeiro, filho de Henrique de Beaurepaire Rohan Aragão e Maria Amélia Doria de Aragão. Em 1942 formou-se engenheiro agrônomo pela Escola Nacional de Agronomia, atual Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. No ano seguinte iniciou sua trajetória profissional como assistente do Serviço Florestal da Companhia Paulista de Estradas de Ferro. Em 1946 foi nomeado chefe do Posto Agrícola da Secretaria de Agricultura da Prefeitura do Distrito Federal. Em 1949 passou a exercer a função de pesquisador da Seção de Ecologia do Instituto de Malariologia, subordinado ao Serviço Nacional de Malária do Departamento Nacional de Saúde. Nesse instituto realizou pesquisas sobre microclimas, bromelecidas e o raio de voo de mosquitos vetores da malária nos estados do Paraná e Santa Catarina. Em 1956 tornou-se pesquisador do Instituto Nacional de Endemias Rurais (INERu), órgão de pesquisas do Departamento Nacional de Endemias Rurais (DNERu). De 1964 a 1968 trabalhou na Universidade de El Salvador como professor e diretor do Departamento de Ciências Biológicas. Em 1970 foi assessor do Instituto de Conservação da Natureza do estado da Guanabara. Entre 1971 e 1972 frequentou o Curso de Pós-Graduação em Entomologia da Universidade Federal do Paraná e obteve o título de mestre em ciências biológicas com a tese O comportamento dos anofelinos do subgênero Kerteszia, no sul do Brasil e o efeito do inseticida DDT. Em 1975 entrou para o quadro de servidores da Fiocruz, lotado no Instituto de Endemias Rurais, nova denominação do INERu, que passou para a estrutura organizacional da instituição após a extinção do DNERu, ocorrida em 1970. De 1976 a 1978 integrou o Projeto RADAMBRASIL, desenvolvido no âmbito do Ministério das Minas e Energia, na condição de assessor técnico da Divisão de Uso Potencial da Terra. Ainda na década de 1970 fez parte do Conselho de Valorização de Parques do Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal (1976) e do Grupo de Trabalho do Conselho Nacional de Saúde responsável pela elaboração do manual Praguicidas em saúde pública (1979). Em 1980 transferiu-se para a Escola Nacional de Saúde Pública, da Fiocruz, onde atuou como pesquisador titular no Departamento de Ciências Biológicas até sua aposentadoria em 1990. Durante esse período deu continuidade às pesquisas sobre insetos vetores de doenças e os meios de combatê-los. Morreu em 1º de outubro de 1999, no Rio de Janeiro.

Oswaldo Gonçalves Cruz

  • BR RJCOC OC
  • Pessoa
  • 1872-1917

Nasceu em 5 de agosto de 1872, em São Luiz do Paraitinga (SP), filho de Bento Gonçalves Cruz e Amália Bulhões Cruz. Em 1889 ingressou na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, onde se formou em 1892, apresentando a tese de doutoramento A vehiculação microbiana pelas águas. No ano seguinte instalou em sua residência um pequeno laboratório de microbiologia. Nesse período, assumiu tanto a clínica que pertencera a seu pai como o ambulatório em que ele cuidava dos funcionários da Fábrica de Tecidos Corcovado. Em 1894, a convite de Egydio Salles Guerra, trabalhou na Policlínica Geral do Rio de Janeiro como responsável pela montagem e chefia do laboratório de análises clínicas que apoiava o Serviço de Moléstias Internas. No mesmo ano, auxiliou o Instituto Sanitário Federal, chefiado por Francisco Fajardo, a diagnosticar o cólera como a epidemia reinante no vale do Paraíba. Em 1897 foi para Paris, onde estudou microbiologia, soroterapia e imunologia no Instituto Pasteur e medicina legal no Instituto de Toxicologia. Retornou em 1899, reassumiu seu cargo na Policlínica e foi convidado para fazer parte da comissão chefiada por Eduardo Chapot-Prévost a fim de verificar a mortandade de ratos responsável pelo surto de peste bubônica em Santos. De volta ao Rio de Janeiro, foi convidado a ocupar a direção técnica do Instituto Soroterápico Federal que estava sendo construído na Fazenda Manguinhos, comandado pelo barão de Pedro Affonso, proprietário do Instituto Vacínico Municipal, e cujo funcionamento se iniciou em 1900. Em 1902, após divergências internas que provocaram a exoneração do barão, passou a dirigir sozinho a instituição. No ano seguinte, assumiu o comando da Diretoria Geral de Saúde Pública (DGSP) com o desafio de empreender uma campanha sanitária para combater as principais doenças que grassavam na capital federal: febre amarela, peste bubônica e varíola. Os métodos utilizados em relação às epidemias de febre amarela e peste bubônica abarcaram desde o isolamento dos doentes, a notificação compulsória dos casos positivos, a captura de mosquitos e ratos, até a desinfecção das moradias situadas em zonas de focos. Em 1904, após a aprovação da lei da vacinação antivariólica obrigatória, ocorreu uma revolta popular, seguida da tentativa de golpe por parte dos militares – episódio denominado de Revolta da Vacina. Durou uma semana e foi sufocada com saldo de mortos, feridos e presos, o que levou à revogação da obrigatoriedade. Entre 1905 e 1906 realizou, pela DGSP, uma expedição a trinta portos marítimos e fluviais de Norte a Sul do país com o objetivo de estabelecer um código sanitário de acordo com os preceitos internacionais. Em 1907 recebeu a medalha de ouro em nome da seção brasileira presente no XIV Congresso Internacional de Higiene e Demografia de Berlim. Terminado o evento, foi a Paris, com o objetivo de estreitar laços científicos com o Instituto Pasteur, e em seguida a Nova York, onde conheceu o Instituto de Pesquisas Médicas. Nesse período, cumprindo missão delegada pelo governo brasileiro, reuniu-se com o presidente Theodore Roosevelt para lhe garantir que a esquadra norte-americana poderia desembarcar na capital federal sem temer a febre amarela. Encontrava-se ainda no exterior quando, em 1907, o presidente Afonso Pena transformou o Instituto Soroterápico Federal em Instituto de Patologia Experimental de Manguinhos. Em sua volta ao país, no início de 1908, foi recepcionado como herói nacional, e não mais criticado por sua conduta à frente das campanhas sanitárias. Ainda em 1908 o instituto foi denominado Instituto Oswaldo Cruz (IOC). Em 1909 solicitou sua exoneração da DGSP e optou pela direção do IOC. Em Manguinhos realizou o levantamento das condições sanitárias do interior do país por meio de expedições científicas promovidas pelo IOC, tais como, em 1910, os combates à malária durante a construção da Ferrovia Madeira-Mamoré, para onde viajou em companhia de Belisário Penna, e à febre amarela, a convite do governo do Pará. Em 1913 ingressou na Academia Brasileira de Letras, e um ano depois foi agraciado com o título de oficial da Ordem Nacional da Legião de Honra da França. Após deixar o comando do IOC no início de 1916, em consequência do agravamento de sua doença renal, foi residir em Petrópolis (RJ), onde ocupou o cargo de prefeito por nomeação de Nilo Peçanha, presidente do estado do Rio de Janeiro. Morreu em 11 de fevereiro de 1917, em Petrópolis.

Noel Nutels

  • BR RJCOC NN
  • Pessoa
  • 1913-1973

Nasceu na cidade de Ananiev, atualmente território da Ucrânia, em 24 de abril de 1913, filho de Salomão e Bertha Nutels. Na década de 1920 sua família mudou-se para Pernambuco e, pouco depois, para o interior de Alagoas (São José da Laje), onde o futuro médico concluiu o ensino básico. Retornando para Pernambuco, em Garanhuns, concluiu sua formação escolar em um colégio católico. Em 1936 formou-se em medicina na cidade de Recife, onde especializou-se em tuberculose, uma das doenças mais mortíferas daquele tempo. Na capital pernambucana esteve em contato com pessoas de diferentes formações, o que certamente influenciou sua visão de mundo. Nessa época, sua mãe criou na capital pernambucana a Pensão da Dona Bertha, ponto de encontro de intelectuais, onde conviveu com figuras importantes. Entre os nomes que conheceu estavam os escritores Ariano Suassuna e Rubem Braga e os compositores Fernando Lobo e Capiba. Seguindo o sonho de trabalhar com saúde pública, chegou ao Rio de Janeiro, então capital do Brasil. No entanto, para ingressar no serviço público precisava naturalizar-se brasileiro. O processo demorou alguns anos. Nesse período trabalhou em diferentes empregos e passou por problemas financeiros. Em meio a década de 1940 ingressou na Fundação Brasil Central (FBC), criada pelo governo Getúlio Vargas para desbravar as regiões do Alto Xingu e Alto Araguaia. Esse movimento integrou a Marcha para o Oeste. Por meio da Fundação participou de expedições com o marechal Cândido Rondon e os irmãos Cláudio, Leonardo e Orlando Villas-Boas. A partir dessas experiências tornou-se defensor do patrimônio cultural das populações indígenas. Para ele, esses grupos viviam em harmonia com a natureza. No plano acadêmico sua produção lhe rendeu reconhecimento dos pares, com dezenas de artigos publicados e participação em diversos congressos sobre tuberculose e saúde pública. Trabalhou no Serviço de Proteção aos Índios e em diversas universidades nacionais e estrangeiras. Toda sua produção profissional reflete uma preocupação com os indígenas, especialmente no combate à tuberculose. Uma das viagens ao interior do país, a Expedição Roncador-Xingu, deu origem ao Parque Indígena do Xingu, iniciativa que viria a ser oficializada em 1961. Alguns anos depois da expedição ele ingressou no Serviço Nacional de Tuberculose (SNT), do Ministério da Saúde, serviço médico que levava atendimento aos povos indígenas e populações isoladas no interior do país. Baseado nessa experiência, idealizou e dirigiu dentro do Ministério da Saúde o Serviço de Unidades Sanitárias Aéreas (SUSA), que foi responsável por inquéritos cadastrais, testes de tuberculose, vacinação, procedimentos odontológicos e programas de conscientização sobre saúde para as populações isoladas no interior do Brasil, inclusive na selva amazônica. Entre 1963 e 1964 ainda acumulou a direção do Serviço de Proteção aos Índios. Foi o responsável por elaborar uma campanha de defesa do índio brasileiro contra a tuberculose e um cadastro tuberculínico na área indígena. Morreu em 10 de fevereiro de 1973, no Rio de Janeiro.

José de Paula Lopes Pontes

  • BR RJCOC LP
  • Pessoa
  • 1912-1992

Nasceu em 2 de novembro de 1912, em Guaranésia (MG), filho de José Lopes Pontes e Calpúrnia de Paula Pontes. Formou-se em 1933 pela Faculdade de Medicina da Universidade do Rio de Janeiro. Iniciou sua trajetória profissional no Hospital Geral da Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro, no qual exerceu atividades docentes na 2ª Cadeira de Clínica Médica (1933-1942) e foi chefe de Clínica da 6ª Enfermaria (1942-1955). Em 1938 obteve o título de livre-docente junto à cátedra de Clínica Médica, quando apresentou a tese Valor semiológico da urobilinúria. Na Faculdade de Ciências Médicas, atual Universidade do Estado do Rio de Janeiro, atuou como professor assistente de Clínica Médica (1943-1950), catedrático interino (1950-1951) e regente interino da cátedra de Coenças Infecciosas e Parasitárias (1952-1953). Ainda na década de 1950 defendeu na Faculdade de Medicina da Universidade do Brasil, atual Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), as teses Estudos sobre a hipertensão porta, para a cátedra de Clínica Propedêutica (1955), e Diagnóstico da úlcera gástrica: contribuições endoscópica e citológica, para a cátedra de Clínica Médica (1956), da qual se tornou professor interino e catedrático da 4ª cadeira. Foi diretor da Faculdade de Medicina entre 1970-1974 e 1978-1982 e professor emérito da UFRJ em 1982. No ano seguinte assumiu a direção da 9ª Enfermaria do Hospital da Santa Casa, dando continuidade às suas atividades de ensino. Ingressou na Academia Nacional de Medicina em 1966, sendo seu presidente de 1985 a 1987. Morreu em 1992, no Rio de Janeiro.

Phócion Serpa

  • BR RJCOC PS
  • Pessoa
  • 1892-1967

Nasceu em 7 de agosto de 1892, em Campos dos Goytacazes (RJ), filho de Joaquim Francisco Pereira Vasconcellos Serpa e Agripina Paraíso Serpa. Ingressou em 1913 na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, onde se graduou em 1919, com a tese de doutoramento A educação física e moral na puberdade masculina. Ingressou como telegrafista da Repartição Geral dos Telégrafos em 1913, onde permaneceu até 1919. Em 1917 foi nomeado estudante assistente do Serviço de Clínica Médica pelo Instituto de Proteção e Assistência à Infância. Ainda em 1919 foi nomeado médico auxiliar do Serviço de Profilaxia Rural do Distrito Federal, em que passou no ano seguinte a subinspetor sanitário e chefiou os postos da Ilha do Governador e de Pilares. Com a criação do Departamento Nacional de Saúde Pública (DNSP) foi promovido, por Carlos Chagas, em 1921, a inspetor sanitário rural. Dois anos depois, ocupou o cargo de chefe de serviço da Diretoria de Saneamento e Profilaxia Rural, nesse mesmo Departamento. Após a Revolução de 1930, assumiu a Secretaria Geral do DNSP e, no ano seguinte, o cargo de chefe de gabinete do ministro interino da Educação e Saúde Pública, Belisário Penna, sem, no entanto, deixar as funções que exercia. Em 1938, durante o Estado Novo, assumiu o cargo de secretário do Conselho Nacional de Serviço Social e do Conselho Nacional de Cultura, por designação de Gustavo Capanema, ministro da Educação e Saúde. Como escritor produziu tanto obras literárias – romances, poemas e ensaios, tendo recebido o prêmio Menção Honrosa de Romance em 1930 da Academia Brasileira de Letras – quanto biografias e artigos, com destaque para as biografias de Oswaldo G. Cruz e uma inacabada e inédita de Belisário Penna. Morreu em 28 de janeiro de 1967, no Rio de Janeiro.

Alfredo Norberto Bica

  • BR RJCOC AB
  • Pessoa
  • 1911-2002

Nasceu em 8 de outubro de 1911, em São Gabriel (RS), filho de Ricardo Bica Filho e Alice Norberto Bica. Formou-se em 1933 pela Faculdade de Medicina da Universidade do Rio de Janeiro, atual Universidade Federal do Rio de Janeiro. Durante a graduação frequentou o Curso de Aplicação do IOC (1930-1932). Nos Estados Unidos realizou o mestrado na Escola de Saúde Pública da Universidade de Harvard (1938-1939) e o Curso de Especialização em Epidemiologia e Estatística na Escola de Saúde Pública da Universidade de Columbia (1948-1949). Iniciou sua trajetória profissional como assistente da cadeira de Clínica de Doenças Tropicais e Infecciosas da Faculdade de Medicina (1934-1935). Ainda em 1935 ingressou no Ministério da Educação e Saúde na qualidade de subinspetor sanitário concursado, cargo que teve a sua denominação alterada para médico sanitarista em 1937. Além disso, atuou no ministério como delegado federal de saúde da 4ª Região – Pernambuco (1937-1938 e 1940-1941), chefe da Seção de Epidemiologia do Serviço Nacional de Peste (1942-1948 e 1949-1950), diretor interino do Serviço Nacional de Peste (1941-1950) e professor de cursos de saúde pública organizados pelos Departamento Nacional de Saúde e Departamento Nacional da Criança (1941-1950). Por autorização do governo brasileiro foi posto à disposição da Repartição Sanitária Pan-Americana da Organização Pan-Americana da Saúde, sediada em Washington, onde chefiou a Seção de Epidemiologia e Estatística (1950-1952), o Departamento de Doenças Transmissíveis (1952-1970) e a Divisão de Saúde Pública (1958-1959). Após retornar ao Brasil, ficou lotado na Superintendência de Campanhas de Saúde Pública até se aposentar em 1980. Nesse período também exerceu as funções de secretário de Saúde Pública do Ministério da Saúde (1970-1972), representante do ministério junto ao Conselho Diretor da Cruz Vermelha Brasileira (1970-1980), membro do Conselho de Administração da Fundação Instituto Oswaldo Cruz (1972-1974), assessor do ministro da Saúde (1972-1979), membro da Comissão Técnica da Campanha Nacional Contra a Tuberculose (1973-1975 e 1976-1977) e superintendente técnico do Instituto Viscondessa de Moraes da Fundação Ataulpho de Paiva (1974-1979). Foi agraciado com as medalhas Adolfo Lutz (1966) e do Saneador do Rio de Janeiro (1972). Integrou a Associação Americana de Saúde Pública (1939), a Sociedade Brasileira de Higiene (1948), o Painel de Especialistas em Doenças Virais da Organização Mundial da Saúde (1971-1980), a Comissão Nacional de Prevenção do Cólera (1973), entre outras. Morreu em 2002, no Rio de Janeiro.

Guy Leroy

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