Hanseníase

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O problema Brasileiro da Lepra

Texto do titular no qual afirma ver a hanseníase difundindo-se no Brasil gradual e progressivamente. Manifesta-se, assim, contra o isolamento domiciliar dos hansenianos, considerando não ser esta uma medida eficaz; eficiente seria o isolamento dos mesmos em um município próprio para eles. Para demonstrar que o seu plano está em conformidade com o de Oswaldo Cruz faz a leitura de um artigo deste, publicado no “O imparcial” de 3 de julho de 1913.

Hanseníase

Texto em que debate o grave problema sanitário ocasionado pela hanseníase e sua posição diante deste problema.

O Problema da Lepra no Brasil II

O problema da lepra no Brasil II. Dois textos apresentando o mesmo título, porém
considerando o problema da hanseníase de formas diferentes. Em um dos textos o titular
analisa a presença da hanseníase nos estados brasileiros e os efeitos por ela ocasionados. No
outro texto, Belisário Penna defende a idéia de se criar um município voltado para o
atendimento dos leprosos, devido ao grande número de portadores da doença existentes no
país.

Opilação Mental

Belisário Penna inicia o artigo chamando a atenção para a comunicação do Dr. Aben-Athar sobre “Relações da lepra com a ancylostomose”, alertando também para o fato de que, com exceção do editorial “Opilação e lepra” de “O jornal” de 13 de janeiro de 1928, guarda-se silêncio sobre os problemas mais graves do Brasil. A seguir considera que esta indiferença generalizada no Brasil para com os problemas nacionais deriva dos vermes da opilação. Explica, o titular, a atuação desses vermes indica como impedir a contaminação e promover a cura.

Opilação, Lepra e Immigração

Texto em que analisa influência da imigração sobre a difusão da hanseníase e sua relação com o contágio da ancilostomose.

Considerações sobre a endemiologia e a prophylaxia da Lepra

Artigo produzido pelo médico Jayme Aben-Athar, no qual defende o isolamento compulsório de todos os hansenianos, contrariando a indicação da Conferência de Shasburgo, que indica o isolamento para mendigos, vagabundos e indivíduos sem domicílio fixo. Considera, no artigo, os trabalhos realizados pelos Serviço de Profilaxia da Lepra e Doenças Venéreas, instalado no Pará, em 1921, pelo médico Souza Araújo. Artigo publicado em “Sciencia Médica “ anno II, n. Jayme Aben-Athar era então, diretor do Instituto de Higiene do Pará.

The leprosy problem the United States

Artigo do médico O.E. Denney, do Serviço de Saúde Pública dos Estados Unidos, a cargo do U.S. Marine Hospital n. 66 (Leprosário Nacional, Carville, Lousiania). No texto, aborda o problema da hanseníase nos Estados Unidos. Artigo publicado em “Public Helth Reports”, volume 41, número 20, revista semanal do Serviço de Saúde Pública dos Estados Unidos. Anexas, fotografias de uma colônia para hansenianos.

Apresentação de Obra

Chromatographia
Bristish Leprosy Relief Association
International Journal of Leprosy

Recortes de Revistas

Inclui: Laboratory Practice, La Richerche, Takashi Muramatsu, La Gazette du Campis, Scientific American, News Focus, New Scientist, Nature, Revista Science e International Journal of Leprosy.

Augusto Cid de Mello Perissé

Entrevista realizada por Wanda Hamilton, na Fiocruz/RJ, no dia 27 de fevereiro de 1986.

Resenha biográfica
Augusto Cid de Mello Perissé nasceu a 30 de abril de 1917, em Barbacena, Minas Gerais. Formado em 1938 pela Escola Nacional de Farmácia da Universidade do Brasil, atual Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), especializou-se em química orgânica e bioquímica no Instituto Oswaldo Cruz (IOC). Além disso, é doutor em ciências pela Universidade de São Paulo (USP).
Em 1943, ingressou no IOC como químico analista. Em Manguinhos, foi tecnologista, professor, pesquisador, e organizou o laboratório de química orgânica. Também lecionou química no Instituto de Tecnologia do Rio de Janeiro e na Universidade Federal da Bahia.
Em 1957, viajou para Frankfurt, Alemanha Ocidental, a fim de realizar um curso de pós-doutorado como bolsista do Serviço Germânico de Intercâmbio Acadêmico. Em seguida, passou dois anos no Collège de France, em Paris. Retornou à França, em 1965, como pesquisador visitante do Instituto de Química de Substâncias Naturais, publicando vários trabalhos com o professor Mester.
Membro da Sociedade Brasileira de Química, da Sociedade Brasileira pelo Progresso da Ciência (SBPC), das Sociedades de Química de Londres e da Alemanha, além da Sociedade de Biologia do Rio de Janeiro, Augusto Perissé, em 1970, teve seus diretos políticos cassados e foi aposentado compulsoriamente pelo Ato Institucional nº 5 (AI-5).
Embora tenha sido aprovado em concurso para professor da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (SP), foi impedido de ocupar o posto devido a sua cassação. Além disso, foi obrigado a interromper suas pesquisas sobre venenos de Diplopodas (gongolô) brasileiros.
Em 1971, viajou para a França a convite do professor Mester, voltando a trabalhar no Instituto de Química de Substâncias Naturais, onde permaneceu até 1975. Diretor de pesquisa do Instituto de Saúde e Pesquisa Médica de Paris, Augusto Perissé esteve ainda no Instituto Max Planck, de Heidelberg, trabalhando com síntese automática de proteínas, e na Universidade Técnica de Munique.
Em 1976, foi para Moçambique como professor catedrático concursado da Universidade Eduardo Mondlane. Porém, mais tarde, com a esposa gravemente enferma, retornou ao Brasil.
Augusto Perissé recomeçou seu trabalho em Manguinhos, em 1981, como bolsista do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), prestando consultoria à Vice-Presidência de Desenvolvimento e retomando suas pesquisas sobre os Diplopodas e sobre química e bioquímica da hanseníase.
Em 1986, foi reintegrado ao quadro de pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ). Devido a problemas de saúde, afastou-se deste cargo em 1994.

Sumário
Fitas 1 a 4
Origem familiar; os problemas financeiros na época em que era estudante de farmácia; a atração pela medicina; o trabalho como tecnologista da Marinha; o emprego numa fábrica de pólvora a convite de um professor; o ingresso no IOC em 1943; considerações sobre o curso de farmácia; o interesse pela botânica e a decisão de permanecer no IOC; o primeiro contato com a química; a proibição de trabalhar com síntese de composto orgânico pelo diretor do IOC, Henrique Aragão; o desenvolvimento da química no IOC e a introdução de novos cursos durante a gestão Olympio da Fonseca; o trabalho no Instituto Nacional de Tecnologia; a transferência para a USP a convite do professor Hauptman e a convivência com químicos alemães; a importância da biblioteca do IOC até 1964; comentários sobre o trabalho do professor Hauptman e de Rheinboldt; crítica à orientação científica do IOC no período pós-1964; comentários sobre o doutorado na USP; o trabalho na Bahia a convite de Edgard Santos; o curso de pós-doutorado na Alemanha; a importância das pesquisas em química experimental na USP; a vida e o trabalho em São Paulo; as dificuldades de desenvolvimento da química no Brasil; o estudo e o trabalho em bioquímica da hanseníase a importância do vínculo entre pesquisa e produção; a interrupção da pesquisa sobre hanseníase em consequência de sua cassação; a reconstrução do laboratório após o regresso a Manguinhos; as atividades profissionais em Paris durante o exílio; o trabalho realizado em Moçambique; a bolsa do CNPq para desenvolver pesquisa em hanseníase; comentários sobre a descoberta da hanseníase; a fase de decadência do IOC após a direção de Carlos Chagas; as atividades exercidas em Manguinhos entre 1943 e 1969; perfil e gestão de Olympio da Fonseca; o incentivo do CNPq à ciência no Brasil; a crença no progresso da humanidade através da ciência; a importância do Ministério da Ciência e Tecnologia para o desenvolvimento científico do país; o impacto das multinacionais sobre o desenvolvimento autônomo da ciência no país; a difícil sobrevivência dos institutos de pesquisa no Brasil; a redemocratização e legalização do Partido Comunista Brasileiro (PCB); a intervenção dos militares na vida política do país; os inquéritos militares e as cassações em Manguinhos; a solidariedade dos colegas do IOC e a repercussão das cassações; o fim do regime militar e a redemocratização na FIOCRUZ durante a gestão Sérgio Arouca; o caráter pessoal das perseguições movidas por Rocha Lagoa; o fechamento do laboratório de química e a perda de seus produtos após a cassação; o conflito ente os pesquisadores de Manguinhos; a paralisação da produção científica no IOC após 1970; o financiamento à pesquisa concedido pela Fundação Ford; a importância da construção de Far-Manguinhos e de Bio-Manguinhos.

Euzenir Nunes Sarno

Entrevista realizada por Jaime Benchimol, Ruth Martins e Luiza Massarani, sobre as pesquisas laboratoriais em hanseníase.

História da Hanseníase

Reúne apresentação de obra; Artigos Científicos; Publicações; "Correspondence"; "General and Histórica"; biografias; notas de pesquisa.
Jornal Internacional de Lepra

Hanseníase

Reúne publicações, manuais, relatórios técnicos, jornais e recortes de jornais (Jornal do Morhan).

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