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O Tempo Presente na Fiocruz: ciência e saúde no enfrentamento da pandemia de Covid-19

Resumo: Reúne depoimentos coletados entre 2020 e 2024, cujo objetivo foi produzir a memória e a análise histórica da atuação da Fiocruz no enfrentamento da covid-19. Sob os marcos teóricos e metodológicos da história do tempo presente e dos estudos sociais da ciência e da tecnologia, essa atuação foi examinada como caso emblemático da dimensão social e política da ciência, concebida enquanto atividade coletiva, historicamente situada, constituída por meio de redes que conectam o mundo estrito da prática científica a diversas outras instâncias da vida social. Buscamos observar as dinâmicas concretas pelas quais a Fiocruz se colocou como ator-chave não apenas para o enfrentamento da pandemia, mas como referência fundamental para a própria credibilidade da ciência, num contexto em que as incertezas produzidas pela emergência sanitária eram agravadas pela instabilidade política e por discursos e práticas negacionistas. Além da pesquisa histórica, o projeto teve como objetivo produzir um acervo de entrevistas de história oral, abrangendo um conjunto amplo e diverso de depoentes, que inclui gestores de unidades e setores diversos da fundação, além de outros atores, internos e externos à Fiocruz, que se destacaram nessa atuação institucional. As entrevistas foram realizadas de forma remota, via plataforma Zoom. O projeto foi coordenado pela pesquisadora Simone Petraglia Kropf, e sua equipe foi composta por Tania Maria Fernandes, Luciana Heymann, Kátia Lerner, Janine Cardoso, Ede Conceição Bispo Cerqueira, Thiago da Costa Lopes, André Luiz da Silva Lima, Ester Paiva Souto e Danielle Cristina dos Santos Barreto. As atividades do projeto se estenderam de 2020 a 2025, e tiveram apoio do Programa de Incentivo ao Desenvolvimento Institucional (PIDI) e do Programa de Excelência em Pesquisa (PROEP/COC/CNPq) da Casa de Oswaldo Cruz.

Bianca Polotto Cambiaghi

Entrevista realizada por Paulo Roberto Elian dos Santos, Aline Lopes de Lacerda, André Felipe Paiva dos Santos e João Pedro Nunes Gouveia, no dia 26 de março de 2025, com 1h02min de duração, pela plataforma Microsoft Teams. Transcrição: transcrição automática da plataforma Microsoft Teams. Revisão da transcrição: João Pedro Nunes Pereira Gouveia e André Felipe Paiva
dos Santos.

Henrique Gomes Silva

Entrevista realizada por Paulo Roberto Elian dos Santos, Aline Lopes de Lacerda, Luciana Quillet Heymann e João Pedro Nunes Gouveia, no dia 5 de junho de 2025, com 1h35min de duração, pela plataforma Microsoft Teams. Transcrição: transcrição automática da plataforma Microsoft Teams. Revisão da transcrição: João Pedro Nunes Pereira Gouveia e André Felipe Paiva
dos Santos.

Jéssica Pires

Entrevista realizada por Paulo Roberto Elian dos Santos, André Felipe Paiva dos Santos e João Pedro Nunes Gouveia, no dia 6 de maio de 2025, com 51min de duração, pela plataforma Microsoft Teams. Transcrição: transcrição automática da plataforma Microsoft Teams. Revisão da transcrição: João Pedro Nunes Pereira Gouveia e André Felipe Paiva dos Santos.

Gilberto Barbosa Domont

Entrevista realizada por Laurinda Rosa Maciel e Thayane Vicente Vam de Berg, no Centro de Pesquisa em Medicina de Precisão (CPMP), do Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho, da UFRJ, no dia 11 de agosto de 2025, com cerca de 1h30min de duração. Tratou da trajetória do depoente e sua convivência com o professor Haity Moussatché, desde os anos 1960, antes do Massacre de Manguinhos e depois, quando voltou da Venezuela, na década de 1980, após 15 anos de exílio. O depoente falou sobre pesquisas realizadas em parceria, o trabalho na ciência, o cotidiano com ele e seu falecimento em 1998, além de sua própria trajetória como professor na UFRJ.

Marco Antonio dos Santos Lima

Entrevista realizada por Laurinda Rosa Maciel e Renata Silva Borges, no dia 3 de abril de 2025, com 1 hora e 30 minutos de gravação, no no CDHS, no Departamento de Arquivo e Documentação, no campus de Manguinhos da Fiocruz/RJ.

Emergência sanitária, arquivos e memória: reflexões teóricas, desafios institucionais e inovação

O projeto objetiva refletir sobre a relação entre emergência sanitária e produção, uso e gestão de documentos e informações no contexto da Fiocruz, instituição central para as ações de enfrentamento da pandemia e possui 16 entrevistas. A proposta é partir de três experiências institucionais (Observatório Covid-19; produção da vacina por Biomanguinhos e projeto ‘Arquivos da Pandemia’) para a reflexão sobre rotinas de trabalho, produção documental e demandas memoriais, e de uma experiência comunitária (Redes da Maré) de produção de registros sobre práticas e vivências de populações dos territórios onde a Fiocruz atua. Para compreender a abrangência da pesquisa, é preciso considerar que a pandemia de Covid-19 produziu mudanças nos modos de vida e nos processos de trabalho, com efeitos sobre a produção e acumulação de registros documentais de natureza pública, institucional e pessoal. A aceleração de algumas atividades e a paralisação de outras, a urgência na coleta e análise de dados, a demanda crescente por acesso remoto a documentos e informações, a preocupação com a coleta e a preservação de registros de naturezas diversas capazes de “documentar” esse momento nas suas múltiplas facetas são algumas das dimensões envolvidas no processo.
Ao propor identificar e analisar novos processos e dinâmicas de produção documental e arquivamento, o projeto incide sobre rotinas e perspectivas estabilizadas de gestão de documentos no ambiente institucional da Fiocruz à luz dos desafios impostos pela urgência e monumentalidade que caracterizam o contexto da pandemia. Vale registrar que a concepção de “documento” que informa a pesquisa abarca distintas modalidades de registro e dimensões da cultura material. A ideia não é buscar exaustividade, mas analisar situações que inspirem reflexões teórico-metodológicas capazes de aliar o respeito a princípios disciplinares que orientam a gestão desses acervos a soluções inovadoras visando atender tanto os profissionais que produzem, acumulam e utilizam tais registros como os usuários que os acessarão, no presente e no futuro.

História Oral

Reúne gravações de eventos e/ou seminários, depoimentos oriundos de projetos de pesquisa, além de depoimentos avulsos versando sobre saúde pública de modo geral.

Casa de Oswaldo Cruz

  • BR RJCOC 05
  • Fundo
  • 1912-2025

Documentos textuais: reúne cartas, memorandos, ofícios, orçamentos, convênios, projetos, relatórios de atividades, entre outros documentos referentes aos projetos Organização e ampliação da documentação iconográfica do Museu do Instituto Oswaldo Cruz e Ampliação e organização do acervo iconográfico da Casa de Oswaldo Cruz, patrocinados pela Financiadora de Estudos e Projetos, e às atividades desenvolvidas pela direção e departamentos da instituição.
Documentos iconográficos: reúne fotografias de coberturas de eventos promovidos pela Fiocruz e pela COC – exposições, seminários, mesas-redondas, encontros e comemorações institucionais, além de projetos técnico-científicos realizados pelos departamentos e núcleos, como atividades de restauro e conservação arquitetônica, divulgação científica e projetos de organização, conservação e produção documental.
Documentos sonoros: reúne depoimentos orais no gênero história de vida, de profissionais que desenvolveram suas atividades no âmbito das ciências biomédicas e da saúde pública no Brasil, além de gravações integrais de eventos promovidos pela Fiocruz, como o Congresso Interno, e também pela COC, como os Encontros de História e Saúde.
Documentos audiovisuais: reúne documentários produzidos pelo Departamento de Arquivo e Documentação (DAD) abordando temáticas relacionadas à história da instituição e à história das ciências biomédicas e da saúde pública. Inclui também vídeos produzidos e acumulados por outras instituições mediante doações e levantamentos em outros acervos, para execução de projetos e documentários realizados em cooperação com outras instituições.

Casa de Oswaldo Cruz

Gisele Ribeiro Martins

Entrevista realizada por Paulo Roberto Elian dos Santos, Aline Lopes de Lacerda, Luciana Heymann, André Felipe Paiva dos Santos e João Pedro Nunes Gouveia, no dia 19 de fevereiro de 2025, com 2h06min de duração, pela plataforma Microsoft Teams.Transcrição: transcrição automática da plataforma Microsoft Teams. Revisão da transcrição: João Pedro Nunes Pereira Gouveia e André Felipe Paiva dos Santos.
dos Santos

Marli Brito Moreira de Albuquerque Navarro

Entrevista realizada em duas sessões: 30 de julho e 05 de agosto de 2025; na primeira sessão foram gravadas 2h25min e na segunda sessão, 1h42min, totalizando 4h07min de gravação. As entrevistadoras foram Laurinda Rosa Maciel, Renata Silva Borges e Thayane Vicente Vam de Berg, na primeira sessão; Laurinda Rosa Maciel e Thayane Vicente Vam de Berg, na segunda sessão e foram realizadas no CDHS, no Departamento de Arquivo e Documentação, no campus de Manguinhos da Fiocruz/RJ. Glóris Albuquerque, filha da entrevistada, participou das duas sessões.

Projetos de pesquisa

Reúne depoimentos em áudio e/ou vídeo, distribuídos em 14 projetos de pesquisa que abordam temas como: história institucional de unidades da Fiocruz; história das políticas públicas de saúde e previdência no Brasil e história das doenças.

Vinícius Morais

Entrevista com Vinícius Morais, do Instituto Decodifica, antigo LABJACA, realizada no dia 17 de julho de 2024, no Instituto Raízes em Movimento, Morro do Alemão. Vinícius contou que nasceu em Manguinhos e se formou em educação física. Não deu prosseguimento a sua carreira acadêmica para se dedicar a causas sociais e a projetos culturais, por acreditar que a cultura e a arte podem transformar a realidade, principalmente dos jovens da favela. A ideia de criar um coletivo para viabilizar acesso a conhecimento e informação no Jacarezinho era um sonho antigo, surgiu na universidade, no início do ano 2000, mas foi durante a pandemia que as ações coletivas se concretizaram e o LabJaca foi criado, com a união de moradores da comunidade e de apoiadores. A “Jaca contra o Corona” foi uma das primeiras campanhas realizadas, com a distribuição de cestas básicas, kits de higiene e produtos de limpeza, e o estabelecimento de uma parceria com a clínica da família do Jacarezinho, para a realização de aulas sobre a prevenção do covid-19. A experiência do coletivo se consolidou na geração de dados sobre a comunidade, pelo fato de a mídia hegemônica não informar o que acontece nos territórios de favela. E para suprir demandas, desde as mais básicas, em razão da ausência do Estado, mesmo antes da crise sanitária desencadeada pela pandemia. A expectativa é de que os dados produzidos e a informação sobre os territórios possam contribuir para transformar a vida da população do Jacarezinho e do entorno.

Casa de Oswaldo Cruz

Leon Rabinovitch

Entrevista realizada em duas sessões: 24 de setembro e 10 de dezembro de 2024; na primeira sessão foram gravadas 3h21min, em dois arquivos (2h; 1h21min) e na segunda sessão, um arquivo de 1h03min, totalizando 4h24min de gravação. As entrevistadoras foram Laurinda Rosa Maciel e Renata Silva Borges e realizadas no CDHS, no Departamento de Arquivo e Documentação, no campus de Manguinhos da Fiocruz/RJ.

Luiza Cristina Krau de Oliveira

Entrevista temática sobre os pais, Luiza Krau e Lejeune Pacheco Henriques de Oliveira, ambos cientistas no IOC, que trabalhavam com biologia marinha na Ilha dos Pinheiros, desde a década de 1940 até a de 1970; a depoente narra suas lembranças sobre a vida no local, acompanhando os pais quando criança, e o cotidiano vivido até cerca de 10 anos de idade.

Marilda Siqueira

Entrevista realizada por Simone Petraglia Kropf, Ede Conceição Bispo Cerqueira, Ester Paiva Souto e Thiago da Costa Lopes, nos dias 08 e 09 de setembro de 2020 (via Plataforma Zoom) e 19 de junho de 2024 (presencialmente na COC/Fiocruz), com duração total de 5h04min.

Stenio Fragoso

Entrevista realizada por Simone Petraglia Kropf, no dia 14 de junho de 2024, via Plataforma Zoom, com duração 2h30min.

Fabio Russomano

Entrevista realizada por Simone Petraglia Kropf, no dia 12 de julho de 2024, via Plataforma Zoom, com duração de 1h12min.

Geração cidadã de dados: cartografia dos coletivos de comunicação comunitária para a promoção da saúde

O objetivo do projeto foi mapear os coletivos de comunicação comunitária localizados em bairros da Área de Planejamento 3.1 do município do Rio de Janeiro, a partir de quatro organizações parceiras, para verificar as linhas de atuação e principais ações desses coletivos. Apesar de serem historicamente fragilizados pela violência, carentes de infraestrutura e de recursos humanos e de usufruírem de pouca visibilidade social, os coletivos de comunicação comunitária realizam um trabalho de grande relevância em suas comunidades. A metodologia da pesquisa adotada foi a análise de conteúdo, realizada por meio de aplicação de questionários, de entrevistas de história oral e a pesquisa bibliográfica. Os resultados obtidos visam ao fortalecimento e à estruturação da comunicação comunitária em saúde nos territórios abrangidos, em alinhamento com os objetivos da Agenda 2030 e com a Política Nacional de Promoção da Saúde no SUS. O recolhimento da documentação de valor histórico ocorreu em dezembro de 2024.

Casa de Oswaldo Cruz

Gizele Martins

Entrevista realizada com Gizele Martins, liderança comunitária da Frente de Mobilização da Maré, no dia 2 de julho de 2024, no âmbito do projeto Geração cidadã de dados: cartografia dos coletivos de comunicação comunitária para a promoção da saúde. A entrevistada, cidadã “Mareense”, nascida e criada na Favela da Maré, relata a sua trajetória no território, focando aspectos de sua vida pessoal e familiar, seu processo formativo na universidade e nos coletivos em que atuou, sua experiência como comunicadora comunitária e a militância contra as desigualdades sociais e iniquidades cometidas contra as populações de favela. Destacamos em sua fala, a sua atuação junto à comunidade durante a pandemia, quando os coletivos em que atuava promoveram campanhas informativas sobre a prevenção à transmissão da covid-19 e de provimento de insumos básicos (cestas básicas, material de limpeza etc.) visando a sobrevivência das populações afetadas pelo abandono do Estado às comunidades de favela, agravadas durante a crise sanitária estabelecida mundialmente nos primeiros meses de 2020.

Memória Institucional da Fiocruz – Constituição de acervo de história oral para a saúde

Resumo: O projeto de pesquisa realizará entrevistas de história oral com servidores, em atividade ou aposentados, que se disponham a registrar sua experiência profissional na Fiocruz. O intuito é preservar as histórias pessoais e profissionais destes colaboradores que tenham interesse em contar suas experiências para constituir um acervo permanente de história oral sobre a Fiocruz e sua memória institucional. Este material constituirá acervo disponível ao público para pesquisas na área de ciências sociais e humanas, ou de quaisquer outros que tenham interesse nesta temática.
A importância do projeto deve-se ao fato de a história institucional e a prática profissional de servidores não terem habitualmente registros em outras formas de preservação, sobretudo com a oralidade. Muito mais comum é a forma escrita, com textos autobiográficos ou aqueles onde são narrados episódios isoladamente. Consideramos que as falas e as memórias que surgem no decorrer das entrevistas, possuem conteúdo e abordagem diferenciada, pelo seu valor histórico e administrativo.
As entrevistas serão realizadas a partir de um roteiro pré-estabelecido com perguntas que abordarão aspectos pertinentes às trajetórias pessoal e profissional dos depoentes, sua participação ou proposição de projetos de pesquisa no decorrer de sua vida institucional, bem como possíveis experiências de docência, memórias mais significativas ou quaisquer outros pontos que os depoentes julgarem importantes para abordar. Acreditamos que estes profissionais ajudaram a conduzir e consolidar, de alguma forma, a instituição e fortalecem seu papel de protagonista das ações de saúde da realidade brasileira. Partimos deste ponto ao analisarmos os depoimentos relativos ao projeto de história oral, Remanescentes do Massacre de Manguinhos, onde se percebe com exatidão a importância que os estagiários, recentes contratados e outros colaboradores tiveram para a sobrevivência dos laboratórios no episódio citado. Os cientistas titulares destes espaços foram cassados, mas as atividades mais cotidianas permaneceram e foram fundamentais na sobrevivência da pesquisa científica, até a volta dos cientistas cassados pelas ações arbitrárias do golpe civil-militar de 1964, e sobretudo após o AI5, em 1968. As entrevistas serão gravadas em áudio digital, transcritas e conferidas e vão compor o acervo institucional permanente da Fiocruz, disponível em https://basearch.coc.fiocruz.br/.

Constância Ayres

Entrevista realizada por Simone Petraglia Kropf, no dia 21 de junho de 2024, via Plataforma Zoom, com duração de 1h27min.

Roberta Gondim

Entrevista realizada por Simone Petraglia Kropf, no dia 24 de junho de 2024, na Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, Fiocruz/RJ, com duração de 2h46min.

Sinval Pinto Brandão Filho

Entrevista realizada por Simone Kropf, Thiago Lopes e Camila Pimentel, nos dias 16 de setembro de 2020 e 05 de junho de 2024, via Plataforma Zoom, com duração total de 3h56min.

Eliana Sousa Silva

Entrevista realizada por Simone Petraglia Kropf, Rachel de Almeida Viana, Ede Conceição Bispo Cerqueira e Érica Loureiro, nos dias 6 de setembro e 5 de dezembro de 2023; 8 de janeiro de 2024; 23 de setembro e 19 de dezembro de 2024, via Plataforma Zoom, com duração total de 7h38min.

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