Fundo WL - Wladimir Lobato Paraense

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Área de identificação

Código de referência

BR RJCOC WL

Título

Wladimir Lobato Paraense

Data(s)

  • 1863-2012 (Produção)

nível de descrição

Fundo

Dimensão e suporte

Documentos textuais: 5,88 m
Documentos iconográficos: 7.788 itens (1.153 fotografias, 4.506 desenhos, 2.012 diapositivos, 36 imagens impressas, 6 tiras de negativos flexíveis com 53 fotogramas, 2 folhas de cópias-contato com 27 fotogramas e 1 caricatura)
Documentos iconográficos digitais: 437 itens (23 slides e 436 imagens JPG, color)
Documentos tridimensionais: 28 itens (17 medalhas, 1 faixa, 2 broches e 8 placas)
Documentos cartográficos: 58 itens (57 mapas e 1 planta)

Área de contextualização

Nome do produtor

(1914-2012)

Biografia

Nasceu em 16 de novembro de 1914, em Igarapé-Miri (PA), filho de Joaquim Mamede de Moraes e Orminda Paraense Lopes. Em 1931 iniciou sua graduação na Faculdade de Medicina e Cirurgia do Pará, que foi concluída em 1937 na Faculdade de Medicina de Recife. Um ano antes fora aprovado em concurso para interno do Hospital Oswaldo Cruz, instituição ligada ao Departamento de Saúde Pública de Pernambuco. Entre 1938 e 1939 especializou-se em Anatomia Patológica na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Permaneceu no Hospital Oswaldo Cruz até 1939, quando ingressou como pesquisador assistente no Serviço de Estudo das Grandes Endemias do Instituto Oswaldo Cruz (IOC), comandado por Evandro Chagas. Em 1941 foi contratado como biologista extranumerário do IOC e assumiu a responsabilidade pelo serviço clínico do Hospital Evandro Chagas. Em 1943, como comissionado pela direção do IOC, investigou casos de pênfigo foliáceo e bouba em Minas Gerais. No mesmo ano comprovou a existência do ciclo exoeritrocitário da malária. Em 1945, por concurso de provas e títulos promovido pelo Departamento de Administração do Serviço Público, foi efetivado como biologista do IOC. Além das pesquisas dedicou-se à docência em cursos de Protozoologia, Parasitologia e Imunologia no instituto. De 1954 a 1956 atuou no Serviço Especial de Saúde Pública como pesquisador associado para o estudo de moluscos planorbídeos do Brasil. Em 1956 foi cedido pelo IOC para atuar no Instituto Nacional de Endemias Rurais, que dirigiu de 1961 a 1963. Ainda em 1956 foi comissionado pelo Conselho Nacional de Pesquisas para coletar moluscos planorbídeos em localidades-tipo no Peru, Bolívia, México, Cuba e Venezuela, a fim de estudar problemas de sistemática desse grupo zoológico. Em 1959 realizou a mesma tarefa nas Guianas Inglesa, Holandesa e Francesa, dessa vez comissionado pelo Departamento Nacional de Endemias Rurais. Entre 1961 e 1976 desenvolveu pesquisas sobre planorbídeos americanos, pela Organização Pan-Americana da Saúde e a Organização Mundial da Saúde, a qual pertenceu como membro do Quadro de Peritos em Doenças Parasitárias (Esquistossomose) de 1964 a 1997. Em 1968 foi contratado como professor titular de Parasitologia pela Universidade de Brasília, onde ocupou os cargos de diretor do Instituto de Ciências Biológicas e chefe do Departamento de Biologia Animal. Em 1976 retornou ao Rio de Janeiro, a convite do presidente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) Vinícius da Fonseca, para ocupar o cargo de vice-presidente de Pesquisas da instituição, função em que permaneceu até 1978. No ano seguinte tornou-se pesquisador titular da Fiocruz. Chefiou no IOC o Departamento de Malacologia (1980-1991) e o Laboratório de Malacologia (1991-2007). Ao longo de sua carreira publicou mais de cento e setenta artigos científicos, dos quais muitos foram elaborados em parceria com os pesquisadores Newton Deslandes e Lygia dos Reis Corrêa, sua segunda esposa. Recebeu diversas honrarias, como a medalha Pirajá da Silva (1958), o prêmio Golfinho de Ouro (1982), a Grã-cruz da Ordem Nacional do Mérito Científico (1995) e o título de Pesquisador Emérito da Fiocruz (2006). Morreu em 11 de fevereiro de 2012, no Rio de Janeiro.

História arquivística

Procedência

Doação de Lygia dos Reis Corrêa, pesquisadora do Instituto Oswaldo Cruz e viúva do titular, em 2013.

Área de conteúdo e estrutura

Âmbito e conteúdo

Reúne cartas, telegramas, memorandos, ofícios, portarias, conferências, comunicações em eventos, discursos, recortes de jornais, apontamentos, cadernos de protocolos de pesquisa, artigos científicos, currículos, certificados, convites, diapositivos, fotografias, desenhos, entre outros documentos referentes à vida pessoal e à trajetória profissional do titular como pesquisador nas áreas de parasitologia e malacologia dentro e fora do país.

Avaliação, selecção e eliminação

Ingressos adicionais

Sistema de arranjo

Grupo Vida Pessoal
Grupo Formação e Administração da Carreira
Grupo Docência e Pesquisa
Grupo Gestão de Instituições
Grupo Relações Interinstitucionais e Intergrupos

Área de condições de acesso e uso

Condições de acesso

Restrito, em organização

Condições de reprodução

Restrito, em organização

Idioma do material

Forma de escrita do material

Notas ao idioma e script

Características físicas e requisitos técnicos

Instrumentos de pesquisa

Área de fontes relacionadas

Existência e localização de originais

Existência e localização de cópias

Unidades de descrição relacionadas

Fundo Instituto Oswaldo Cruz
Fundo Presidência
Fundo Evandro Chagas

Nota de publicação

MITRE, Maya. Professor Angelo Machado: The remarkable deeds of a polyvalent mind. Lundiana, v. 6 (suppl.), p. 5-10, 2005. Disponível em: https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/2/20/Professor_Angelo_Machado_The_remarkable_deeds_of_of_a_polyvalent_mind.pdf. Acesso em: 14 dez. 2023.

Área de notas

Notação anterior

Pontos de acesso

Ponto de acesso - assunto

Ponto de acesso - local

Ponto de acesso - nome

Pontos de acesso de género

Área de controle da descrição

Identificador da instituição

Regras ou convenções utilizadas

CONSELHO NACIONAL DE ARQUIVOS. NOBRADE: norma brasileira de descrição arquivística. Rio de Janeiro: Arquivo Nacional, 2006.

Status da descrição

nível de detalhamento

Datas de criação, revisão, eliminação

Fontes utilizadas na descrição

ACADEMIA BRASILEIRA DE CIÊNCIAS. Membros. Disponível em: https://www.abc.org.br/membro/wladimir-lobato-paraense. Acesso em: 16 dez. 2023.
CARVALHO, Roberto Barros de. Wladimir Lobato Paraense: um cientista versátil. Ciência Hoje, v. 34, n. 199, p. 58-65, nov. 2003.
FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ. Casa de Oswaldo Cruz. Memória de Manguinhos: acervo de depoimentos. Rio de Janeiro: Casa de Oswaldo Cruz, 1991.
FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ. Galeria de honra. Disponível em: https://portal.fiocruz.br/personalidade/wladimir-lobato-paraense. Acesso em: maio 2020.
INSTITUTO OSWALDO CRUZ. Personalidades. Disponível em: http://www.fiocruz.br/ioc/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=206&sid=77. Acesso em: jun. 2020.
KATZ, Naftale. Wladimir Lobato Paraense. An outstanding scientist (*1914 †2012). Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, Uberaba, v. 45, n. 3, p. 421, jun. 2012. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rsbmt/a/Sqtxr8Hsp59xCbr85NXKdRd/?format=pdf&lang=en. Acesso em: 14 dez. 2023.
PARAENSE, Wladimir Lobato. Curriculum vitae. Rio de Janeiro, 2006.
SCHALL, Virgínia. Contos de fatos: histórias de Manguinhos. Rio de Janeiro: Ed. Fiocruz, 2001.

Nota do arquivista

Equipe: Felipe Almeida Vieira, Francisco dos Santos Lourenço, Lívia Holanda Govêa e Guilherme da Cunha Pessanha.

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